• Nenhum resultado encontrado

O perigo da mediunidade

No documento Satanomicon (páginas 36-38)

Um centro espírita é um vórtice do plano astral. Sem entrar no mérito da possibilidade do recebimento de entidades e guias nos centros espíritas, que é possível, no plano astral há de tudo: larvas, cascões, egrégoras, vampiros etc. Para que um médium supostamente receba uma entidade, é necessário que abra a sua aura, sem o que não se realiza a manifestação mediúnica. No entanto, abrir a aura é fácil; fechá-la não. Cientificamente, a única coisa realmente comprovada para o fechamento da aura é banho de sal grosso diário, por 20min, água nem quente nem fria, numa banheira, do pescoço para baixo. A comprovação foi feita pelo método kirlian. Este é um método inclusive recomendado para defesa contra ataques astrais; não se esqueça de que a aura é uma espécie de firewall pessoal.

Como estou tratando inicialmente da mediunidade de incorporação, NADA garante, a não ser que houvesse um exame científico minuciosamente elaborado, para assegurar que realmente se trata de uma entidade "de luz" ou de um ente falecido da família de quem está ali presente. Basear-se apenas na obra de Kardec para discutir estas manifestações é o mesmo que basear-se apenas na Bíblia para discutir a existência de Jesus. Pura tautologia! Somente alguém com sensibilidade suficiente para reconhecer o “ente” por detrás da forma, ou seja, reconhecer a “assinatura” ou o “estilo” do ente. E poucos são capazes disso. A própria clarividência não ajuda, porque é corriqueira a mudança de forma no astral. Um vampiro pode muito bem aparecer como o espírito Ramatis.

Na maior parte das vezes, poderá se tratar de entes que estão apenas sugando a energia dos médiuns e de quem está presente no centro. Contudo, há um perigo real: É comum o falecimento de médiuns através de acidentes de automóveis. Saem do centro com a aura aberta e... morrem! Por que? Repito, porque fechamento de aura não é fácil. Se abre, mesmo para algum ente "amigo", quando sair do centro, estará exposto a todos os tipos de entes. Rezar simplesmente não ajuda.

Por outro lado, em nada acrescenta magicamente, o uso da mediunidade, pois é comum o médium embarcar numa fantasia contagiosa, enquanto a magia é fruto de imensa reflexão. Portanto, esta postura tem sido combatida pelos filhos da Serpente. Um estudioso de orgonoterapia e bioenergética pode comprovar, com base em procedimentos científicos, o alto grau de desequilíbrio energético, com chacras fendidos, polaridades invertidas e anomalias das mais diversas.

Se porventura o leitor for um médium, tome um banho de sal grosso ou faça o ritual menor do pentagrama, antes de ir ao centro, e verificará que não receberá ente algum, a não ser se for tal a fragilidade da sua aura, que esses métodos sequer adiantem. Diga-se de passagem, em inúmeros chats de discussão na internet, sempre perguntei aos espíritas se conheciam algum método eficaz de proteção áurico, e constatei, até onde avançaram as minhas pesquisas, que definitivamente não existe.

Metamorfismo

Em relação à vida após a morte, há três teorias principais. Pela metempsicose ou transmigração, o ser renasceria sucessivamente como homem, animal ou vegetal; pela ressurreição, surgiria para uma vida definitiva, distinta e oposta à existência terrestre, num lugar chamado Céu; pela reencarnação, reassumiria a forma material, como processo de expiação e auto-redenção.

Sugiro uma quarta alternativa, o metamorfismo. Pelo dicionário é: · Faculdade de transformar-se

· Transformação, mudança, metamorfose · Transformação de um ser em outro.

· Mudança de estrutura que ocorre na vida de certos animais, como os insetos e os batráquios.

Como a morte não passa de uma ilusão, o metamorfismo explicaria bem o processo, pois o ser, na realidade, não morre: ele se transforma. Tanto a transmigração, reencarnação e ressurreição são insuficientes para explicar o processo da continuidade da existência, pois nos dois primeiros casos se daria apenas no plano físico, e no último, no Céu ou no Inferno, como via definitiva.

Em relação ao metamorfismo, a continuidade poderia se dar em outro nível de realidade, além do plano físico conhecido, ainda que inconcebível. O metamorfismo não englobaria apenas uma espécie de renascimento noutro nível de realidade, quiçá incognoscível, mas no próprio plano astral de origem e, ainda, neste plano físico, através do renascimento ou de fenômenos, como o da mudança da lagarta em borboleta e do girino no sapo.

O metamorfismo explicaria também a transformação de consciência (vulgarmente, iluminação), a transformação de realidade (ilusoriamente, morte) e a transformação de forma (a reabsorção no astral; lagarta virando borboleta), acrescentando, ainda, a possibilidade de um ressurgimento em uma dimensão ou nível de realidade totalmente incognoscível atualmente. Alguns dos sonhos mais surrealistas talvez sejam uma pista neste sentido.

Por outro lado, abarcaria, os processos de transmigração e reencarnação, pois nada impede que tais ressurgimentos ocorram em Gaia mesmo. Neste caso, ambos seriam subtipos do metamorfismo. Contudo, a ressurreição, como expressa nos cânones bíblicos, deve ser totalmente descartada, pelo caráter fabulístico e fútil como se apresenta.

A idéia de um objetivo final é podre. Se alguém atingisse o céu (ou o nirvana), não faria mais nada? A vida é uma grande aventura, para que se postar lá nas “alturas” e deixar de participar? Por que a vida é sempre vista como hedionda, quando é altamente estimulante? Mesmo atingindo a iluminação o ser deixaria de interagir? Seria um “nada” no cosmos? É óbvio que não! Pelo fato de ter transcendido as limitações, é mais um motivo para interagir, pois se tornou plenamente consciente. Viria agora como um rei!

Infelizmente, tudo sempre foi visto como prêmio ou castigo. A pessoa é recompensada ou castigada segundo conveniências sociais, políticas, religiosas, mas a vida não é assim. A natureza é funcional, pragmática, e não dicotômica e mecanicista. Apóia-se em leis bem simples, mas o ser humano, ao contrário dos irmãos animais, complica tudo. Não conheço nenhuma história da carochinha na natureza.

No documento Satanomicon (páginas 36-38)