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O planejamento do Fundo Setorial – CT- INFRA na UFPR

No documento Registro das Informações (páginas 73-78)

5 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

5.2 ANÁLISE DA DOCUMENTAÇÃO

5.2.1 O planejamento do Fundo Setorial – CT- INFRA na UFPR

O Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI 2012-2016 é um instrumento de orientação das ações, ou seja, é o planejamento da Instituição que visa os objetivos e metas dos programas direcionando o aporte e a captação de recursos financeiros de forma sistêmica e estratégica. Este plano tem sido produzido com qualidade de interação entre as agências de fomento, possibilitando o fortalecimento do ensino, da pesquisa e da extensão. A estrutura organizacional da UFPR é constituída pelas Pró-Reitorias que têm a competência de gerenciar a Universidade junto com o Reitor.

É nesse contexto que a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG) conduz a política institucional do Sistema de Pós-Graduação e promove a relação externa com as Agências Estaduais e Nacionais para o desenvolvimento da Ciência e Tecnologia. Implementa ainda relações externas com instituições estrangeiras relacionadas aos temas de Ciência e Tecnologia.

A PRPPG é uma das sete Pró-Reitorias da UFPR, responsáveis pela implementação de políticas de gestão da Reitoria. Ela é organizada em três Unidades Administrativas e quatro Coordenações. A Coordenadoria de Pesquisa e Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia planeja, estrutura e viabiliza as ações do Fundo Setorial CT-INFRA. Esse planejamento leva à captura de informações que serão tomadas como base para a elaboração dos subprojetos desenvolvidos pelos líderes de área e por seus membros.

O planejamento de cada subprojeto acontece entre seus pares e consiste no registro dos mapas mentais dos líderes de área, isto é, de seu conhecimento tácito (construído na prática) e teórico (explícito), e também de interpretações armazenadas a partir das experiências realizadas retratando as tentativas de reação

e de criação de novas formas de elaborar e operacionalizar informações para seleção e organização criteriosa das propostas.

Este processo de análise e de planejamento das ações pode ser observado na Figura 9.

72 FIGURA 9 – PROCESSO DE REGISTRO DO PROJETO CT-INFRA

Fonte: A Autora (2013).

Essa representação da Figura 9 está fundamentada em um processo reflexivo construído a partir de quatro dimensões do micro processo:

a) construção dos subprojetos;

b) planejamento;

c) prática dos subprojetos;

d) avaliação.

Nesse contexto, a cultura da instituição refletida nesse micro processo e nas formas de desenvolvimento do projeto é operacionalizada como reflexo da prática dos líderes de área e de seus membros.

Durante o processo de construção da prática, os líderes de área desenvolvem uma espiral baseada na ação↔reflexão↔ação. Esta espiral se assemelha com a espiral proposta por Nonaka e Takeuchi (1997). No desenvolvimento da prática acontece a incorporação do conhecimento explícito no conhecimento tácito, isto é, a internalização do conhecimento. Esta dimensão da espiral do conhecimento está relacionada ao “aprender fazendo”. Para Nonaka e Takeuchi (1997, p. 77), quando as bases do conhecimento tácito dos indivíduos são internalizados sob a forma de modelos mentais ou de conhecimento técnico compartilhado, as experiências tornam-se ativos valiosos a partir da socialização, externalização e da combinação.

Quando o indivíduo internaliza o conhecimento (tanto normas sociais como as experiências interativas), começa a elaborar seus próprios critérios de avaliação que não necessariamente estão de acordo com as normas e com as formas de avaliação dos demais. Porém, na maioria das vezes faz-se necessário que se convencionem certos critérios dentro de uma instituição de ensino, para que haja um consenso com relação às normas a serem seguidas, principalmente, no Edital da Chamada Pública do Fundo Setorial – CT-INFRA, em que os critérios estão claros e definidos e precisam ser rigorosamente seguidos.

As observações e reflexões realizadas durante a elaboração dos subprojetos são registradas nas minutas, no Formulário de Apresentação das Propostas (FAP), na apresentação dos subprojetos e em arquivos em geral.

Durante o processo de elaboração dos subprojetos acontecem os processos de organização, disseminação e compartilhamento do conhecimento tácito que é transformado em informações que auxiliam os líderes de área na construção de outras práticas.

A avaliação corresponde à última etapa do Processo de Reflexão sobre a Prática. Essa etapa exige uma reflexão sobre o processo como um todo, que é realizada individualmente pelos membros dos subprojetos, sobre a construção dos conhecimentos desenvolvidos na apresentação desses subprojetos e na reunião com os assessores, avaliando-se os acertos e erros. Essa avaliação permeia a seleção dos subprojetos e efetivando-se as lições aprendidas e assim, conclui-se o círculo da espiral do conhecimento. Essa reflexão contínua sobre a prática permite que o conhecimento desenvolvido nesse ciclo oriente a reformulação de propostas.

A reflexão sobre os registros construídos durante o processo de captura das lições aprendidas não pode ser uma atividade informal e não estruturada para que possa permitir o reuso das informações retiradas da prática, no futuro. Desta forma, qualquer estudo que vise analisar o processo de registro das práticas desenvolvidas pelos líderes de área e seus membros, a partir da reflexão sobre as mesmas, tem o intuito de contribuir com a organização dos subprojetos, apresentando formas de como orientar e organizar o conhecimento construído nesse processo.

Estas análises devem constar da dimensão – “Marco Institucional”, que constitui-se dos direcionamentos realizados para o acompanhamento do processo de elaboração do projeto realizado pela Coordenadoria de Pesquisa e Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia. Tal acompanhamento e análise contém informações que auxiliem os líderes de área e seus membros a perceber os problemas relacionados à execução dos subprojetos e que devem ser tema para as discussões no coletivo, bem como pauta para reflexão sobre os elementos intervenientes na prática.

Outra dimensão que interfere nessa prática e que precisa ser discutida e considerada é o “Marco Conceitual”, no qual está embasada toda a proposta do Fundo Setorial – CT-INFRA, que categoriza no edital as áreas prioritárias e que precisam ser respeitadas.

No processo de execução do projeto é necessário que se considere a

“Operacionalização do Subprojetos” que viabiliza todos os procedimentos necessários sob a responsabilidade da Coordenadoria de Pesquisa, para que esta possa cumprir seu papel. Nesse sentido, a Coordenadoria interage com os líderes de área e seus membros promovendo a participação de decisões, direcionando a operacionalização dos subprojetos, estabelecendo prazos e formatos para a apresentação destes e coordenando o processo de reflexão sobre sua elaboração.

Nesse contexto de elaboração e operacionalização dos subprojetos que irão compor o projeto final, existe um distanciamento entre o que se propõe e o que se efetiva na prática, devido às lacunas de informações existentes em alguns subprojetos. Essas lacunas ocorrem especialmente devido às mudanças de liderança, à comunicação entre pares, à cultura existente, à dificuldade de se chegar a um consenso sobre o que é prioritário na solicitação de equipamentos multiusuários e, em algumas áreas, à falta de profissionais para assumir a liderança dos projetos em desenvolvimento.

No documento Registro das Informações (páginas 73-78)