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O Plano de Desenvolvimento Institucional do IFAM (2014-2018)

3 CAPÍTULO III ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS

3.1 A Organização Didático-Pedagógica do curso de Agropecuária: o plano de curso, o

3.1.3 O Plano de Desenvolvimento Institucional do IFAM (2014-2018)

Contendo 59 páginas, o PDI do Campus Parintins é um documento elaborado em 2013 e apresentado à Reitoria do IFAM com o objetivo de apresentar as metas de crescimento estabelecidas durante o período 2014-2018.

O documento apresentou em seu primeiro capítulo, um apanhado geral sobre a história de criação da rede federal de educação profissional e tecnológica e do IFAM Campus Parintins, que surgiu mediante a parceria entre o Ministério da Educação e a Prefeitura Municipal. Além disso, tal capítulo apresentou informações sobre a geografia e educação da cidade de Parintins, conforme mostra o Quadro 2:

10A interdisciplinaridade não se estabelece em uma mudança metodológica, mas implica, necessariamente em uma mudança de concepção, epistemológica. A interdisciplinaridade não deve ser compreendida como a fusão de conteúdos, mas como a tentativa de se analisar o real sob diversos olhares, sob diversas áreas de conhecimento, sem perder de vista métodos, objetivos, e autonomia próprios de cada uma delas.

37 Quadro 2 - Informações geográficas e educacionais sobre Parintins/AM.

ITEM DADOS Amazonas”, embasando-se nos valores de cidadania, ética, humanização, qualidade e responsabilidade socioambiental, além das diretrizes legais que norteiam a educação profissional e tecnológica.

O segundo capítulo do PDI tratou das diretrizes e metas direcionadas ao Ensino, Pesquisa, Pós-Graduação, Inovação e Extensão realizados no Campus Parintins. Foram sete tópicos de metas direcionadas ao ensino, porém, para fins de discussão, daremos ênfase em cinco destes, por estarem mais atrelados ao nosso curso de Agropecuária:

I. VALORIZAÇÃO DO ENSINO:

a) Integrar os serviços de apoio acadêmico na realização de palestras, seminários e workshops, abordando temas transversais, com o apoio de órgãos públicos de saúde;

b) Implantar a casa do estudante para alunos de outras localidades;

c) Construir programas de monitoria;

d) Promover palestras de orientação profissional.

III. INCLUSÃO SOCIAL:

b) Implantar programas de reconhecimento de saberes, prestação de serviços, assessorias e consultorias;

c) Desenvolver ações acadêmicas para garantir o mínimo de 50% das vagas para o ensino profissional técnico de nível médio, 20% para cursos de licenciatura e no máximo 30% para cursos de bacharelado.

VII. EDUCAÇÃO DO CAMPO:

a) Dotar o Campus Parintins das condições necessárias para ofertar cursos nessa modalidade;

b) Atender às necessidades das comunidades rurais e suas demandas educacionais, articulando-se a diferentes órgãos e movimentos sociais;

c) Promover a construção de processos pedagógicos inovadores e condizentes com a realidade do campo;

Conforme vimos no Capítulo I, o trajeto histórico do curso de Agropecuária entrelaça-se com a história da Educação do Campo. Partindo dessa premissa, tal como podemos ver nas metas propostas no PDI, não há nada que seja exclusivamente direcionado ao curso de Agropecuária. No entanto, o documento alude às prerrogativas legais que embasam não apenas esse curso, mas também a criação e existência do Ensino Médio Integrado.

No que diz respeito às metas propostas para o tripé Pesquisa/Pós-Graduação/Inovação, ela divide-se em cinco metas, a saber:

I. Implantar Grupos de Pesquisa no Campus Parintins, a partir dos seguintes eixos temáticos:

Interdisciplinar: Meio Ambiente, Ciências Agrárias, Biológicas e Sociais, Humanidades, Engenharia, Gestão e Tecnologia;

Ensino de Ciências e Matemática;

Biotecnologia e Ciências Ambientais.

II. Criar no mínimo 01 (um) laboratório de pesquisa durante a vigência do PDI – 2014-2018;

III. Aumentar em até 10% ao ano a produção técnico-científica do Campus;

IV. Promover e estimular a capacitação dos servidores;

V. Difundir a cultura de inovação tecnológica e da propriedade intelectual no Campus até 2018.

Dessas metas, apenas a II não foi concretizada por completo, mesmo porque nenhum laboratório foi criado no período 2014-2018. Além disso, no que se refere à Meta I, esta foi alcançada em partes, pois apenas o grupo do eixo interdisciplinar foi criado e dele fazem um grupo de professores pertencentes aos cinco cursos ofertados no Campus, cujas atividades envolvem pesquisa e extensão realizdas na reserva indígena Sateré-Mawé, na região do Rio Uaicurapá.

Agora, no que se refere às metas de Extensão, foram um total de dez metas, a saber:

Propor e incentivar projetos voluntários de extensão;

Dar maior visibilidade e divulgação ao Edital de Extensão;

39 Manter o vínculo de atividade contínua com a comunidade, através de projetos de atividades físicas e acadêmicas;

Adquirir terreno para desenvolvimento de atividades do primeiro setor para o biênio 2015/2016;

Constituir o calendário de atividades para egressos do instituto no decorrer do ano de 2014;

Realizar reuniões semestrais com turmas aptas a realização de estágio;

Conduzir 50% dos estagiários no primeiro semestre aos locais de estágio;

Realizar Visitas Técnicas aos alunos dos Cursos de nível Técnico Integrado e Subsequente.

Os capítulos III e IV do PDI apresentaram os aspectos estruturais e humanos do Campus Parintins, tais como: medidas e dimensões das salas e cômodos do prédio, quantidades de laboratórios, equipamentos e livros disponíveis, bem como o quantitativo humano, incluindo servidores efetivos e temporários, técnicos e docentes. Além disso, também apresentou um quadro de oferta de vagas e cursos que podem ser ofertados durante o período de vigência do plano, conforme apresenta o Quadro 3:

Quadro 3 - Cursos e oferta de vagas durante o período 2014-2018.

CURSO TIPO VAGAS TURNO MATRÍCULA 2014 2015 2016 2017 2018

Técnico em

Conforme o que apresenta o Quadro 3, alguns cursos estão escritos com asteriscos (*).

Isso quer dizer que eles, mesmo sendo propostos no PDI, não foram ofertados pelo Campus, uma vez que este não dispõe de estrutura física (salas de aula, laboratórios e livros) nem profissional (professores) suficientes para atender a essas novas demandas.

No que se refere a novos espaços a fim de executar as metas e cursos propostos, está sendo construído, desde o início de 2018, um novo pavilhão com salas de aula e laboratório de aquicultura. Além disso, está pronto a quadra poliesportiva do campus, apenas faltando ser inaugurada.

No entanto, em nenhum momento, foram propostos laboratórios para o curso de Agropecuária, sendo que o Campus Parintins ainda não dispõe de espaços essenciais para que a parte técnica do curso possa ser desenvolvido corretamente, tais como hortas, pomares e estufas para a disciplina de Produção Vegetal; um criadouro de animais para as disciplinas que envolvam criação bovina, suína e bubalina, além de um laboratório para solos.

Sendo assim, podemos inferir que a falta de laboratórios específicos para o curso de Agropecuária prejudica bastante o andamento das atividades práticas das disciplinas técnicas, o que torna o ensino descontextualizado, já que o aluno, na maioria das vezes, não tem a oportunidade adequada de vivenciar na prática tudo o que é ensinado durante as disciplinas.

Porém, nem tudo está perdido, pois o Campus disponibiliza a possibilidade de viagens técnicas, para que os alunos possam conhecer o processo de trabalho inerente à área.