PARTE I: MODELANDO A EXCELÊNCIA HUMANA
3. O PODER DO ESTADO
"É a mente que faz a bondade e a maldade, Que faz a tristeza ou a felicidade, a riqueza e a pobreza." - Edmund Spenser
Você já passou pela experiência de estar em maré alta, de sentir que não po-deria fazer nada errado, numa época quando tudo parece andar direito? Talvez, seja numa partida de tênis, quando toda raquetada acerta a linha, ou numa reunião de negócios, onde você tem todas as respostas. Talvez, seja numa ocasião quan-do fica espantaquan-do ao se ver fazenquan-do alguma coisa heróica ou dramática, que nun-ca pensou que pudesse fazer. Provavelmente, já passou também pela experiência oposta, num dia em que nada dá certo. Com certeza, você pode se lembrar de o-casiões em que confundiu as coisas que em geral faz com facilidade, quando todo passo está errado, cada porta trancada, quando tudo que tenta não dá certo.
O que acontece? Você é a mesma pessoa. Deveria ter os mesmos recursos à sua disposição. Então, por que consegue resultados desanimadores uma hora e resultados fabulosos em outra? Por que é que mesmo os melhores atletas têm di-as em que fazem tudo certo e, em seguida, didi-as em que não conseguem encestar uma bola, ou marcar um ponto?
A diferença é o estado neurofisiológico em que estão. Há estados que habili-tam - confiança, amor, força interior, alegria, êxtase, crença - e deixam sair gran-des mananciais de poder pessoal. Há os estados paralisantes - confusão, depres-são, medo, ansiedade tristeza, frustração - que nos deixam sem poder. Todos nós entramos e saímos de bons e maus estados. Já foi a um restaurante, onde a gar-çonete resmunga: "O que vai querer?" É possível que tenha uma vida tão difícil que a deixa sempre assim. É mais provável que tenha tido um mau dia, atendendo a muitas mesas, talvez alguns até foram duros com ela, que não é uma pessoa má, mas que está em um terrível estado de embaraço. Se você puder mudá-lo, poderá mudar seu comportamento.
Entender estados é a chave para entender mudanças e conseguir excelência.
Nosso comportamento é o resultado do estado em que estamos. Sempre fazemos o melhor que podemos com os recursos de que dispomos, mas, algumas vezes, nos encontramos em estados sem recursos. Sei que houve épocas em minha vida quando, dentro de determinado estado, fiz ou disse coisas das quais mais tarde me arrependi, ou de que me envergonhei. Talvez você também já tenha tido. É im-portante lembrar dessas ocasiões quando alguém nos trata com pouco caso. As-sim, você cria um sentimento de compaixão, em vez de raiva. Afinal, aqueles que vivem em casas de vidro não devem atirar pedras. Lembre-se: a garçonete e ou-tras pessoas não têm os seus comportamentos. A chave, então, é tomar conta de nossos estados e, assim, de nossos comportamentos. O que acharia se pudesse, num estalar de dedos, ficar num estado mais dinâmico, mais cheio de recursos, um estado no qual ficaria excitado, certo do sucesso, com o corpo vibrando de energi-a, sua mente viva? Bem, você pode.
Quando terminar este livro, estará sabendo como se pôr em seu estado mais rico de recursos e poder, e como sair de estados empobrecedores, quando quiser.
Lembre-se: a chave do poder é agir. Minha meta é compartilhar com você como usar os estados que levam à ação decisiva, congruente, assumida. Neste capítulo
vamos aprender o que são estados e como trabalham. E vamos aprender por que podemos controlá-los e fazê-los trabalhar para nós.
Um estado pode ser definido como a soma de milhões de processos neuroló-gicos acontecendo dentro de nós. Em outras palavras, a soma total de nossa expe-riência a qualquer tempo, em qualquer momento. A maioria de nossos estados a-contecem sem qualquer direcionamento consciente de nossa parte. Vemos alguma coisa e respondemos a ela entrando num estado. Pode ser um estado rico e útil, ou um empobrecedor e limitador, mas não há muito que a maioria de nós possa fazer para controlá-lo. A diferença entre aqueles que falham em realizar suas me-tas na vida e aqueles que são bem-sucedidos é a diferença entre aqueles que não conseguem se pôr num estado de apoio e aqueles que, com segurança, se põem num estado que os ajuda em suas realizações.
PIMENTINHA
"POR QUE SERÁ QUE CERTAS COISAS TÃO BOBAS PARECEM TÃO
INTELIGENTES QUANDO É VOCÊ QUE AS FAZ ?"
Dennis The Menace. News America Syndicate. Publicado com permissão de Hank Ketcham.
Quase tudo que as pessoas querem é algum estado possível. Faça uma lista das coisas que quer na vida. Quer amor? Bem, amor é um estado, um sentimento ou emoção que comunicamos para nós mesmos e que sentimos dentro de nós, baseados em certos estímulos do meio. Confiança? Respeito? São coisas que cri-amos. Produzimos esses estados dentro de nós. Talvez você queira dinheiro. Bem você não se interessa em ter pequenos pedaços de papel verde, enfeitados com os rostos de diversos mortos notáveis. Você quer o que o dinheiro representa para você: amor, confiança, liberdade, ou qualquer outro estado que acredite que con-seguirá com a ajuda dele. Assim, a chave para o amor, a alegria, para aquele po-der que o homem tem procurado há anos - a capacidade de dirigir sua vida - é a habilidade de saber como dirigir seus estados.
A primeira chave para dirigir seu estado e produzir os resultados que deseja na vida é aprender a controlar efetivamente o seu cérebro. A fim de fazer isso, pre-cisamos entender um pouco como ele funciona. Em primeiro lugar, prepre-cisamos sa-ber o que cria um estado. Há séculos que o homem é fascinado pelas maneiras de alterar seus estados e, assim, sua experiência de vida. Ele tentou jejum, drogas, rituais, música, sexo, comida, hipnose, cantos. Todas essas coisas têm seus usos e suas limitações. De qualquer modo, você vai ser agora introduzido em meios
muito mais simples, que são igualmente poderosos e, em muitos casos, mais rápi-dos e mais precisos.
Se todo comportamento é o resultado do estado em que estamos, poderemos conseguir diferentes comportamentos e comunicações quando estivermos em es-tados de muitos recursos, o que não acontecerá se estivermos em eses-tados pobres de recursos. Então, a próxima pergunta é: o que cria o estado em que estamos?
Existem dois componentes principais do estado: o primeiro é a nossa representa-ção interna; o segundo é a condirepresenta-ção e o uso de nossa fisiologia.
COMO CRIAMOS NOSSOS ESTADOS E COMPORTAMENTOS
O que e como você imagina as coisas, assim como o que e como diz coisas para si mesmo sobre a situação do momento, criam o estado em que fica e, assim, as espécies de comportamento que produz. Por exemplo, como você trata seu es-poso ou esposa, namorado ou namorada, quando ele ou ela chegam em casa mais tarde do que prometeram? Bem, seu comportamento dependerá, em grande parte, do estado em que esteja quando a pessoa voltar, e seu estado será deter-minado em grande escala pelo que estava representado em sua mente, como ra-zão do atraso. Se, durante horas, você estava imaginando a pessoa com quem se preocupa em um acidente, ferida, morta ou hospitalizada, assim que ela entrar pela porta poderá recebê-la com lágrimas, ou com um suspiro de alívio, ou com um grande abraço e uma pergunta sobre o que aconteceu. Esses comportamentos surgem de um estado de preocupação. No entanto, se imaginou a pessoa amada tendo um caso clandestino ou ficou repetindo para si que ela só está atrasada
por-amada chegar em casa, você lhe dará recepção bastante diferente, como resulta-do de seu estaresulta-do. A partir de um estaresulta-do de sentir-se zangaresulta-do ou usaresulta-do surge um conjunto todo novo de comportamentos.
A pergunta seguinte é óbvia. O que fez uma pessoa representar coisas a par-tir de um estado de preocupação, enquanto outras criam representações internas que as põem num estado de desconfiança ou raiva? Bem, há vários fatores. Nós podemos ter copiado as reações de nossos pais ou de outro modelo para tais ex-periências. Se, por exemplo, quando era uma criança, sua mãe sempre se preocu-pava quando seu pai chegava tarde em casa, você pode também representar as coisas de forma a se preocupar. Se sua mãe falava que não podia confiar em seu pai, você pode ter copiado esse padrão. Assim, nossas crenças, atitudes, valores e experiências passados com uma pessoa em particular, tudo afeta as espécies de representações que faremos sobre seus comportamentos.
Há um fator até mais importante e forte no modo como percebemos e repre-sentamos o mundo: é a condição e nosso padrão de uso de nossa própria fisiolo-gia. Coisas como tensão muscular, o que comemos, como respiramos, nossa pos-tura, o nível global de nosso funcionamento bioquímico, tudo provoca um impacto importante no nosso estado. A representação interna e a fisiologia trabalham jun-tas num enlace cibernético. Tudo que afeta uma automaticamente afetará a outra.
Assim, mudanças de estado envolvem mudanças de representação interna e fisio-logia. Se seu corpo estiver em estado de muitos recursos, é provável que pense que seu amante, esposo ou filho, que já deveria ter chegado, esteja preso no trân-sito, ou a caminho de casa. Se, no entanto, você está, por várias razões, num es-tado fisiológico de grande tensão muscular, ou muito cansado, se está com dor, ou com pouco açúcar no sangue, a tendência é representar as coisas de forma que possam aumentar seus sentimentos negativos. Pense nisso: quando está se sen-tindo fisicamente vibrante e bem vivo, não olha para o mundo de maneira diferente da que quando está cansado ou doente? A condição de sua fisiologia muda por completo o modo como representa e, assim, experimenta o mundo. Quando você sente as coisas como sendo difíceis e perturbadoras, seu corpo não segue o e-xemplo e fica tenso? Estes dois fatores, representação interna e fisiologia, estão sempre em interação, para criar o estado em que estamos. E esse estado determi-na o tipo de comportamento que produzimos. Assim, para controlar e dirigir nossos comportamentos, devemos controlar e dirigir nossos estados, e, para controlá-los, devemos controlar e, conscientemente, dirigir nossa representação interna e a fisi-ologia. Imagine-se sendo capaz de controlar cem por cento de seu estado, em qualquer circunstância.
Antes que possamos dirigir nossas experiências de vida, devemos primeiro entender como as experimentamos. Como mamíferos, os seres humanos recebem e representam informações sobre o meio através de receptores especializados e órgãos dos sentidos. Há cinco sentidos: gustação ou gosto, olfato ou cheiro, visão ou vista, audição ou ouvir, e cinestesia ou tato. Formamos a maioria das decisões que afetam nosso comportamento, a princípio, usando só três desses sentidos: o visual, o auditivo e os sistemas cinestésicos.
Esses receptores especializados transmitem o estímulo externo para o cére-bro. Através de processos de generalização, distorção e cancelamento, o cérebro, então, pega esses sinais elétricos e filtra-os em uma representação interna.
Portanto, a sua representação interna, sua experiência do evento, não é exa-tamente o que aconteceu, porém uma representação interna personalizada. A mente consciente de um indivíduo não pode usar todos os sinais que são enviados para ela. Com certeza, você ficaria num estado de completa loucura se, conscien-temente, tivesse de entender os milhares de estímulos da pulsação do sangue pelo seu dedo esquerdo, até a vibração de seu ouvido. Então o cérebro filtra e guarda a informação que precisa, ou espera precisar mais tarde, e permite à mente consci-ente do indivíduo ignorar o resto.
Esse processo de filtração explica a grande tensão da percepção humana.
Duas pessoas podem ver o mesmo acidente de trânsito, mas darem versões bas-tante diferentes. Uma pode ter prestado mais atenção no que viu, outra no que ou-viu. Elas observaram de ângulos diferentes. Em primeiro lugar, ambos têm fisiolo-gias diferentes para começar com o processo de percepção. Uma pode ter visão vinte-vinte, enquanto outra pode ter recursos físicos pobres em geral. Talvez uma tenha estado num acidente e tenha uma representação muito viva, já estocada.
Qualquer que seja o caso, as duas terão representações muito diferentes do mes-mo acontecimento. E irão guardar essas percepções e representações internas como novos filtros, através dos quais irão ter experiência de coisas no futuro.
Há um conceito importante que é usado na PNL. “O mapa não é o território".
Como Alfred Korzybski fez notar em seu Science & Sanity, "As características im-portantes dos mapas devem ser notadas. Um mapa não é o território que ele re-presenta, mas, se estiver correto, tem uma estrutura similar ao território, o que é válido para sua utilização". O significado para indivíduos é que sua representação interna não é a versão precisa de um evento. É só uma interpretação - filtrada a-través de crenças pessoais específicas, atitudes, valores e uma coisa chamada metaprograma. Talvez seja por isso que Einstein, certa vez, disse: "Aquele que tenta se pôr como juiz no campo da verdade e do conhecimento é afundado pela risada dos deuses".
Uma vez que não sabemos como são as coisas na realidade, mas só como as representamos para nós mesmos, por que não representá-las de uma forma que nos fortaleça e aos outros, em vez de criar limitações? A chave para fazer isso com sucesso é o direcionamento da memória, a formação de representações que criem com solidez os mais fortalecedores estados para o indivíduo. Em qualquer experi-ência, você tem muitas coisas que pode enfocar. Mesmo a pessoa mais bem-sucedida pode pensar no que não está dando certo e entrar num estado de de-pressão, frustração ou raiva, ou pode enfocar todas as coisas que dão certo em sua vida. Não importa o quão terrível seja a situação, você pode representá-la de uma forma que o fortaleça.
As pessoas de sucesso são capazes de ter acesso aos seus estados mais cheios de recursos em uma base consistente. Não é essa a diferença entre as pessoas bem-sucedidas e as que não são? Torne a pensar em W. Mitchell. Não é o que lhe aconteceu que importa, mas a maneira como representou o que aconte-ceu. Apesar de estar terrivelmente queimado e, depois, paralisado, ele encontrou uma maneira de se pôr num estado rico de recursos. Lembre-se: nada é intrinse-camente mau ou bom. Valor é como nós o representamos para nós mesmos. Po-demos representar as coisas de uma maneira que nos deixa num estado positivo, ou podemos fazer o oposto. Pare um momento para pensar num tempo em que você estava num estado de força.
Isso é o que fazemos ao andar no fogo. Se eu lhe pedir que deixe este livro e ande por um leito de brasas, duvido que se levante e o faça. Não é alguma coisa que acredite que possa fazer, e você pode não ter recursos de percepções e esta-dos associaesta-dos a essa tarefa. Assim, quando digo isso, com certeza você não en-tra num estado que o apoiaria para executar essa ação.
O passeio no fogo ensina às pessoas como mudar seus estados e seus com-portamentos de uma forma a fortalecê-las para agir e conseguir novos resultados, apesar do medo ou outros fatores limitadores. Pessoas que andaram no fogo não são diferentes do que eram quando entraram, pensando que andar no fogo era im-possível. Mas, elas aprenderam como mudar sua fisiologia, e como mudar suas representações internas sobre o que podem ou não podem fazer. Assim, o andar no fogo é transformado de algo de terrível numa coisa que sabem que poderão fa-zer. Eles agora podem se pôr num total estado de recursos e, a partir desse esta-do, podem produzir muitas ações e resultados que, no passaesta-do, rotularam de im-possíveis.
O passeio no fogo ajuda as pessoas a formarem uma nova representação in-terna de possibilidades. Se essa coisa que parecia tão impossível era só uma limi-tação em suas mentes, então que outras "impossibilidades" são também realmente muito possíveis? Uma coisa é falar sobre o poder do estado, outra é experimentá-lo. Isso é o que o passeio no fogo faz. Proporciona um novo modelo para crença e possibilidade e cria uma nova associação de percepção interna ou de estado para as pessoas, que faz com que suas vidas andem melhor e as capacita a fazer mais do que alguma vez pensaram ser "possível". Demonstra-se com clareza para elas que seus comportamentos são o resultado do estado em que estão, pois, num momento, se fizeram umas poucas mudanças em como representam a experiência para si, que podem tornar-se tão confiantes a ponto de chegarem à ação efetiva.
Claro que há muitas maneiras de fazer isso. O passeio no fogo é só uma maneira dramática e divertida que as pessoas raramente esquecem.
A chave para produzir os resultados que deseja, então, é representar coisas para si de uma maneira e pôr você em tal estado de recursos que fique fortalecido para praticar os tipos e qualidades de ação que criem o desejado resultado. Fra-cassar nisso também significará fraFra-cassar até mesmo na tentativa de fazer o que deseja. Se lhe digo "Vamos andar no fogo", o estímulo que produzo para você, em palavras e linguagem corporal, vai para seu cérebro, onde você forma uma repre-sentação. Se imaginar pessoas com argolas nos narizes, tomando parte em algum ritual impressionante, ou pessoas queimando em postes, não ficará em muito bom estado. Se formar a representação de você mesmo se queimando, pior ainda será seu estado.
No entanto, se imaginasse pessoas batendo palmas, dançando e festejando juntas, se visse uma cena de total alegria e excitação, você ficaria num estado bem diferente. Se se visse andando com saúde e alegria e dissesse: "Sim! Posso fazer isso, com certeza", e movesse seu corpo como se estivesse totalmente confiante, então esses sinais neurológicos o colocariam num estado onde poderia muito bem agir e andar.
O mesmo é verdade para tudo na vida. Se representamos para nós que as coisas não vão funcionar, elas não funcionarão. Se formarmos uma representação que as coisas funcionarão, então criamos os recursos internos que precisamos pa-ra conseguir o estado que nos apoiará na produção de resultados positivos. A
dife-rença entre Ted Turner, Lee Iacocca, W. Mitchell e outras pessoas é que eles re-presentam o mundo como um lugar onde podem conseguir qualquer resultado que desejem muito, mesmo. É óbvio que, mesmo no melhor estado, nem sempre con-seguimos os resultados que desejamos, mas quando criamos o estado apropriado, criamos as maiores chances possíveis para usarmos todos os nossos recursos efetivamente.
A pergunta lógica seguinte é: se a fisiologia e as representações internas tra-balham juntas para criar o estado do qual emergem os comportamentos, o que de-termina a específica espécie de comportamentos que produzimos quando estamos nesse estado? Uma pessoa num estado de amor a abraçará, enquanto outra só dirá que a ama. A resposta é: quando entramos em um estado, nosso cérebro tem acesso então a possíveis escolhas de comportamento. O número de escolhas é determinado pelos nossos modelos do mundo. Algumas pessoas, quando zanga-das, seguem um modelo amplo de respostas, e assim podem agredir como apren-deram a fazer olhando seus pais. Ou, talvez, tentem alguma coisa e, se parecer que conseguiram o que queriam, isso se torna uma lembrança armazenada de como responder no futuro.
Todos temos visões do mundo, modelos que formam as percepções pessoais de nosso ambiente, de pessoas que conhecemos, de livros, cinema e televisão.
Formamos uma imagem do mundo e do que é possível nele. No caso de W. Mit-chell, uma coisa que moldou sua vida foi a lembrança de um homem que conheceu em criança, um homem que, embora paralítico, fizera de sua vida um triunfo. Logo, Mitchell tinha um modelo que o ajudou a representar sua situação como alguma coisa que de forma alguma evitaria que fosse um tremendo sucesso.
O que precisamos fazer ao copiar as pessoas é encontrar as crenças especí-ficas que fazem-nas representar o mundo de forma a permitir que tomem medidas
O que precisamos fazer ao copiar as pessoas é encontrar as crenças especí-ficas que fazem-nas representar o mundo de forma a permitir que tomem medidas