Seção I Do Protocolo Geral
O PREFEITO DE PALHANO/CE, IVANILDO NUNES DA
SILVA, no uso de suas atribuições constitucionais e legais, em especial a Lei Orgânica do Município,
CONSIDERANDO o Decreto Estadual nº 33.927, de 06 de fevereiro
de 2021, que prorroga o isolamento social no estado do Ceará, na forma do decreto nº 33.519, de 19 de março de 2020, bem como estabelece medidas preventivas direcionadas a evitar a disseminação da Covid-19e dá outras providências.
CONSIDERANDO que o Egrégio Supremo Tribunal Federal – STF
reconheceu, nos autos da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 6.341, a autonomia de prefeitos e governadores em determinar medidas para o enfrentamento do novo coronavírus, bem como a competência destes para definir sobre serviços e atividades essenciais de interesse regional e local.
CONSIDERANDO que o isolamento social ainda é considerado a
principal estratégia de proteção e prevenção contra a contaminação por COVID-19.
CONSIDERANDO que os índices e dados epidemiológicos atuais
elevaram o município de Palhano para um estado altíssimo de infecção e propagação da COVID-19.
CONSIDERANDO que é crime tipificado no art. 286 do Código
Penal Brasileiro, a conduta de infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa, cuja pena é de detenção, de um mês a um ano, e multa;
CONSIDERANDO que o art. 10, inciso VII, da Lei nº 6.437/77
dispõe que configura infração sanitária a conduta de impedir ou dificultar aplicação de medidas sanitárias relativas às doenças transmissíveis, com pena inclusive de multa;
CONSIDERANDO que o art. 207 da Lei Municipal Complementar
nº 480/2012 considera infração, passível de multa, a desobediência ou a inobservância ao disposto nas normas legais regulamentares e outras que, por qualquer forma, se destinam à promoção, preservação ou recuperação da saúde;
CONSIDERANDO que o Poder Público não deve se ausentar de
tomar providências urgentes de proteção da vida da população;
DECRETA:
Art. 1°. Fica prorrogado a partir do dia 11 de fevereiro de 2021 o
Estado de Emergência Municipal e suas medidas estabelecidas pelo Decreto nº 989/2020, de 18 de março de 2020, bem como ficam estabelecidas novas medidas e alterações a seguir delineadas.
Art. 2º - Fica proibida, pelo período que vigorar o presente decreto, a
realização de festejos e eventos independente da natureza, promovidos por iniciativa pública ou privada, tanto em lugares abertos ou fechados.
§1º - Além dos eventos do caput ficam ainda vedados:
I – Feiras livres e/ou comércio ambulante em banca/estrutura provisória;
II – Funcionamento de bares e clubes;
III – Funcionamento de espaços públicos coletivos, tais como areninhas e quadras esportivas;
IV – Festas, de qualquer tipo, em quaisquer restaurantes, hotéis, piscinas e outros estabelecimentos, sejam em ambientes fechados ou abertos.
§2º - No período compreendido neste decreto haverá as seguintes
restrições:
I – Redução do horário de fechamentos dos restaurantes, lanchonetes e similares para o horário limite de 20:00 H.
II – Redução do limite de capacidade de atendimento dos restaurantes e capacidade dos templos religiosos para 40% (quarenta por cento) III – Proibição de festas em áreas comuns de quaisquer residências, de lazer e/ou mistos, como casas com piscinas.
IV – Proibição de apresentações artísticas dentro de restaurantes, ou outros tipos de estabelecimentos comerciais, além de residências.
§3º - O descumprimento das medidas acima implica multa às pessoas
identificáveis;
Art. 3°. Continua prorrogado durante a vigência deste decreto o prazo
de suspensão das aulas presenciais em estabelecimentos de ensino públicos e privados.
Parágrafo Único. As atividades de reforço escolares domiciliares
ficam limitadas ao atendimento de um estudante por vez.
Art. 4º. Fica restrito o atendimento presencial ao público no âmbito
da administração pública direta e indireta fundacional do Município de Palhano durante a vigência deste decreto, para aqueles considerados como essenciais e inadiáveis, sendo permitido ao titular de cada Secretaria Municipal editar portarias regulamentando a forma de prestação de serviço de acordo com suas respectivas necessidades.
§1º. As atividades da administração direta e indireta ocorrerão de
maneira interna de acordo com as secretarias municipais responsáveis priorizando o máximo possível a prestação do serviço a população de forma remota ou qualquer meio dispense atendimento presencial.
§2º. Nas situações de atendimento de caráter essencial de que trata o
caput, deverá ser observada a possibilidade de agendamento com a secretaria pretendida, bem como a permanência do mínimo de pessoas possíveis em um mesmo espaço físico e atendimento individualizado.
Art. 5º. As atividades econômicas e comportamentais que continuam
liberadas devem seguir rigorosamente os protocolos setoriais previstos no ANEXO I do presente decreto, bem como os protocolos definidos pelo Estado do Ceará naquilo que não se contradizerem com as regulamentações municipais.
Art. 6°. Fica expressamente vedada durante a vigência deste decreto a
aglomeração de pessoas em quaisquer serviços essenciais públicos ou privados, bem como calçadas, ruas, praças, ou quaisquer aparelhos públicos, e:
I - Fica proibido o funcionamento e/ou circulação dos equipamentos
de som automotivos, popularmente conhecidos como paredões de som, e equipamentos sonoros portáteis, nas vias, praças e demais logradouros públicos no âmbito do Município de Palhano, a exceção daqueles que veiculem propaganda ou campanha publicitária.
II - Fica proibido o funcionamento dos equipamentos de som
automotivos, popularmente conhecidos como paredões de som em áreas privadas no âmbito do Município de Palhano.
III - Fica proibido o consumo de bebida alcoólica em espaços
públicos, como praças, calçadões, calçadas, vias e relacionados, bem como em restaurantes e similares.
Art. 7° - Sempre que julgar necessário para o cumprimento deste
Decreto, os servidores da Secretária Municipal de Saúde solicitarão auxílio da Polícia Militar que tem competência para atuar de ofício.
Art. 8°. Permanecerão equipes, com auxílio das secretarias
municipais, com intuito de monitorar e acompanhar ambientes mais propícios a formar aglomerações, tais como bares/lanchonetes, estabelecimentos comerciais, açudes, dentre outros.
§1º - Poderá haver convocação de servidores de outras secretarias
municipais para reforço da fiscalização municipal quanto à proibição de realização de festas e eventos, coibir aglomerações, bem como quanto a obrigatoriedade do uso de máscaras.
Art. 9º. As pessoas físicas ou jurídicas que desobedecerem aos
regramentos deste decreto estarão sujeitas a penalidade de multa a partir de R$ 234,00 (duzentos e trinta e quatro reais) até R$ 8.424,00 (oito mil quatrocentos e vinte e quatro reais) nos termos do Art. 224 do Código de Vigilância Sanitário Municipal, bem como a interdição imediata por 7 (sete) dias nos casos de descumprimento das normas sanitárias e protocolos para sua atividade, podendo ser aplicado o prazo para 30 (trinta) dias quando reincidente, sem prejuízo de nova aplicação de multa ou cassação de licença da atividade.
§1º Quando da inobservância às regras deste decreto no tocante a
realização de eventos e/ou aglomerações em residência, as multas serão aplicadas aos responsáveis pelo evento, aos proprietários do imóvel, bem como as pessoas identificadas.
§2º. As pessoas físicas devidamente notificadas pela autoridade
sanitária ou médico e que atestaram positivo/detectável ou suspeito para COVID-19 devem resguardar em sua residência pelo período de quarentena indicado na notificação sob pena de lhe ser aplicada multa na forma do caput.
§3º. Considerando o parágrafo anterior, aos contatos próximos
(domiciliares) se recomenda o isolamento por 14 (quatorze) dias mesmo que assintomáticos, com o auto-monitoramento de possíveis sinais e sintomas.
§4º. Ao interessado é permitida a apresentação de defesa contra o auto
de infração diretamente no órgão ao qual pertence o agente de fiscalização, no prazo de 10 (dez) dias.
§5º. A fiscalização das medidas sanitárias previstas neste decreto e
aplicação das devidas sanções pela sua inobservância ficarão a cargo da Secretaria Municipal de Saúde através dos seus agentes de fiscalização.
§6º. Será disponibilizado e divulgado pela Secretaria de Saúde
números telefónicos para denúncias e informações.
Art. 10º. Dê imediata ciência às Secretarias Municipais, em especial a
Secretaria Municipal de Saúde, Vigilância Sanitária, para a observância e fiscalização das medidas elencadas neste Decreto.
Art. 11º. Encaminhe-se cópia ao Ministério Público, ao Poder
Judiciário, ao Poder Legislativo Municipal, bem como à Polícia Militar, quanto a este solicitando apoio ao efetivo cumprimento das medidas ora decretadas.
Art. 12º. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
GABINETE DO PREFEITO DE PALHANO/CE, aos 10 dias do
mês de fevereiro de 2021.
IVANILDO NUNES DA SILVA
Prefeito de Palhano
ANEXO I DO DECRETO MUNICIPAL Nº 1071/2021 DE 10 DE