1.1 APONTAMENTOS DE CRÍTICA BIOGRÁFICA:
1.1.3 O primeiro livro: literatura e testemunho
Em 1947, graças ao reconhecimento de seu valor literário por Pavese e, também, por Natalia Ginzburg, Il sentiero dei nidi di ragno é publicado pela Einaudi na coleção I Coralli e vence o prêmio Riccione.
Se observado através da relação entre a “experiência subjetiva e a representação do mundo”, que resume para Calvino os problemas da literatura moderna, Il sentiero dei nidi di
ragno permite algumas respostas sobre sua experiência partigiana, a partir do tema do
testemunho e de categorias correlatas como a vergonha, a subjetivação e o arquivo
28 Carta de 15.02.1946 (Torino>Sanremo), destinada a Mario Calvino. 29 Carta de 03.01.1947 (Sanremo>Roma), destinada a Eugenio Scalfari.
(AGAMBEN, 2002), sobretudo na literatura ficcional onde o acento autobiográfico pode ser autoral ou ficcional (neste caso, quando o testemunho não tem nada a ver com a biografia do autor, mas com a do próprio personagem).
Seja como for, a narrativa ficcional sempre estará sujeita às transformações dos arquivos da memória, pois, é importante destacar, o artigo de Asor Rosa e a respectiva carta- comentário de Calvino mencionados no início deste capítulo são de 1958, portanto, de onze anos após o lançamento de Il sentiero dei nidi di ragno.
O próprio Calvino reconhece que se sentia impulsionado pelo dever de testemunhar sobre a luta partigiana, pois jamais esteve alheio à sua identidade como indivíduo, o que se observa na notável escrita autocrítica contida em seu epistolário. Ademais, como observa Souza,
os fatos da experiência, ao serem interpretados como metáforas e como componentes importantes para a construção de biografias, se integram ao texto ficcional sob a forma de uma representação do vivido. Os grandes temas existenciais da literatura [...] guardam sua natureza ficcional e se espraiam na página aberta do espaço textual e nos interstícios criados pelo jogo ambivalente da arte e do referente biográfico (2002, p. 119).
Publicado o livro, é então que a história de Calvino e a de Pin (o menino protagonista) se entrecruzam, na página aberta de Il sentiero dei nidi di ragno. Ao contrário do que pensava – “io col romanzo ho dato fondo all’esperienza partigiana, tutto quel che avevo da dire l’ho detto [...] (L, p. 181)30 –, Calvino ainda estará a testemunhar, anos depois, sobre o estado de ânimo que movia a juventude do pós-guerra, tributando à experiência partigiana o motivo condutor de seu primeiro romance e contos:
Dopo la guerra ci fu in Italia un’esplosione letteraria che prima che un fatto d’arte fu un fatto fisiologico, esistenziale, colletivo. Avevamo vissuto la guerra e noi più
giovani – che avevamo fatto appena in tempo a fare i partigiani – non ce ne sentivamo schiacciati, vinti, ‘bruciati’, ma vincitori, depositari esclusivi di qualcosa. Non era facile ottimismo o euforia, però; tut’altro: era d’un senso tragico
della vita che ci sentivamo depositari, d’un rovello problematico generale, magari d’una nostra capacità di disperazione, ma l’accento che vi mettevamo era quello d’una spavalda allegria. Tante cose nacquero di lì e anche il piglio dei miei primi
racconti e del mio primo romanzo [negritos meus] (S, v. II, p. 2717)31.
Pin, o personagem-menino do livro é avassalado, por outras vias, pelo mesmo impulso de sobrevivência que acontecia na mesma época nos campos de concentração nazistas, pois,
30 Carta de 07.02.1947 (Turim>Fornovo di Taro /Parma), destinada a Marcelo Venturi.
31 Ensaio Pavese, Carlo Levi, Robbe-grillet, Butor, Vitorini...,de uma entrevista a Roberto Monticelli, em Il Giorno, de 18.08.1959 e S, v. II, pp. 2717-2723.
como assinala Agamben, “una delle ragioni che possono spingere un deportato a sopravvivere, è diventare un testimone” (2002, p. 13).
E, não somente porque é escritor, Calvino cria um personagem de ficção para testemunhar por ele e pelos outros que não puderam testemunhar, porque abatidos na luta ou abatidos por desistirem de lutar (recuperando o termo de Primo Levi, explicado por Agamben, o movimento partigiano tem também os seus “muçulmanos”) 32.
Os caminhos de Calvino para fazer a sua própria “literatura da memória” são outros. Ele é também tomado pelo desejo de comentar o seu testemunho sobre as ações de guerrilha de que fez parte como partigiano e também sobre as histórias contadas ao pé do fogo, mas sabe que ali existe uma lacuna, sentimento que também Agamben justifica em relação a Quel
che resta di Auschwitz:
Nella sua forma, esso è, per così dire, una sorta di commento perpetuo alla testimonianza [...] poiché, a un certo punto, è apparso evidente che la testimonianza conteneva come sua parte essenziale una lacuna, che i superstiti testimoniavano, cioè, per qualcosa che non poteva esse testimoniato, commentare la loro testimonianza ha significato necessariamente interrogare quella lacuna o, piuttosto, provare ad ascoltarla (2002, p. 9).
De fato, além de considerar o tema em primeira pessoa “muito comprometedor e solene para as suas forças”, Calvino já constatara que a influência da história sobre a literatura é “indireta, lenta e, frequentemente, contraditória”. Portanto, ao pensar que “ogni volta che si è stati testimoni o attori d’un’ epoca storica ci si sente presi da una responsabilità speciale”, ele resolve escapar à submissão ao tema, afrontando-o, segundo suas palavras na Prefazione
1964 al Sentiero dei nidi di ragno , “non di petto ma di scorcio”:
32 O próprio Primo Levi, em nota de rodapé, afirma: “con tale termine, ‘Muselmann’, ignoro per qual ragione, i
vecchi del campo designavano i deboli, gli inetti, i votati alla selezione” (Se questo é un uomo ,1987, p. 104, n. 1).
“Il musulmano” [...] era “il prigioniero che aveva abbandonato ogni speranza ed era stato abbandonato dai compagni, non possedeva più un ambito di consapevolezza in cui bene e male, nobiltà e bassezza, spiritualità e non spiritualità potessero confrontarsi. Era um cadavere ambulante, un fascio di funzioni fisiche ormai in agonia” (AGAMBEN, 2002, p. 37).
Para Agamben, um exemplo de “testemunha perfeita” é Primo Levi, pois “quando torna a casa fra gli uomini, racconta instancabilmente a tutti quello che gli è capitato di vivere [...] non si sente scrittore, diventa scrittore unicamente per testimoniare” (2002, p. 8).
Calvino admirava também Primo Levi, por sua capacidade de químico-escritor, pois “la chimica è l’arte di separare, pesare e distinguere: sono tre esercizi utili anche a chi si accinge a descrivere fatti o a dare corpo alla propria fantasia”, como reconhece em um ensaio publicado seis meses antes da morte, em que sublinha a capacidade do autor de Se questo è un uomo (1947) de criar uma “literatura da memória”, graças à sua “mente ordenada e sistemática” (ensaio ‘L’altrui mestiere’ di Primo Levi, publicado, pela primeira vez, no jornal La
Repubblica em 06.03.1985, hoje em Saggi (S, v. I, pp. 1138-1141).
Veja-se também o ensaio Primo Levi, La ricerca delle radici (S, v. I, pp. 1133-1137), publicado primeiramente no jornal acima, em 11.06.1981.
Tutto doveva essere visto dagli occhi d’un bambino, in un ambiente di monelli e vagabondi. Inventai una storia che restasse in margine alla guerra partigiana, ai suoi eroismi e sacrifici, ma nello stesso tempo ne rendesse il colore, l’aspro sapore, il ritmo...”( RR, v. I, , p. 1191).
Um menino que, “con la bocca piena di sugo di fragole” e “gli occhi pieni di svolazzi di farfalle”(RR, v. I, p. 88), às vezes, consegue esquecer a pistola mantida escondida nos ninhos de aranha. Seus olhos, ao encontrarem outros brinquedos em sua solidão, como observa Benjamin, “não dão testemunho de uma vida autônoma e segregada”, pelo contrário, “são um mudo diálogo de sinais entre as crianças e o povo” (2002, p. 94), nesse caso, entre o menino partigiano e o mundo dos adultos.
Barenghi analisa o acento fabulístico na narrativa ficcional de Calvino, como uma entrada no caráter fantástico da literatura, mas sem muitas concessões ao fantasioso, pois “quanto più ampio è il ricorso alla fantasia, tanto più vigile e serrata si fa la sorveglianza critica e razionale” (1988, p. 33). Em certo momento Pin, ao fugir da prisão, pensa: “Sono cose quasi più spaventose a ricordarsi che a viverle [...] (RR, v. I, p. 46). Se lembrar é também viver, lembrar o vivido talvez seja mesmo mais difícil que viver o vivido.
Na frase acima, Pin testemunha pelo partigiano-escritor, como esse próprio reconhece. Para Calvino o dever do intelectual é o de ajudar a relembrar o que foi esquecido, porém, para que isso ocorra, é preciso também esquecer aquilo de que se “recorda em demasia”, isto é, palavras, ideias e imagens recebidas que impedem a visão do novo e a reflexão consequente.
Calvino não fala sobre o precipício que pode desenhar-se através da subjetividade, onde o ato da “escolha” não encontra uma medida definida para os atos de lembrar e esquecer, nem tampouco de um inventário do que deva ser lembrado e do que deva ser esquecido. Mas tudo está implícito, pois, já no fim da vida, ainda se indagando sobre os problemas e mistérios vividos e escritos sobre a experiência partigiana, reconhece o grau de dificuldade dos processos de lembrar e esquecer33.
Ao longo da vida e em várias ocasiões, Calvino foi instado a falar sobre o livro – “É un libro di cui posso parlare con distacco, perché mi è difficile identificarmi con chi l’ha scritto, più di trent’anni fa, mi rimanda a un momento della mia giovinezza in cui c’erano tutti i pressuposti d’una nevrosi bella e buona (L, p. 1332)34 – e, por várias vezes, lamenta as
33 Como escreve no ensaio Omaggio a Octavio Paz (1984), a palavra-chave para ele é escolha, que traz no bojo
possibilidades “inumeráveis” de erro e perigo, “mentre un singolo atto di giusto oblio o un singolo recupero della memoria giusta già basterebbe a giustificare una vita” (S, v. I, pp. 1382-1387).
34 Carta de 18.05.1977 (Parigi>Salerno), destinada a Emma Grimaldi, autora do artigo Storia di Pin. Virtualità e azione nel ‘Sentiero dei nidi di ragno’, publicado em Misure critiche (janeiro-março/1976) (L, p. 1332, n. 1).
transformações dos arquivos da memória que não lhe permitem mais a fidelidade absoluta aos fatos:
Ispirati a quei mesi e a quei posti sono anche il mio primo romanzo (Il sentiero dei
nidi di ragno) e i miei primi racconti, ma episodi e personaggi sono completamente trasfigurati. Solo ora, dopo tanto tempo, sento il desiderio di raccontare con
fedeltà assoluta... ma ricordo ben poco [negrito meu]. Se Lei ha dei ricordi su
quella battaglia (che vorrei riuscire a descrivere anche vista da una parte e dall’altra) o su altre, mi saranno graditi e preziosi (L, p. 1240)35.
Desse modo, é no cenário da visita do comissário Kim ao acampamento, que prenuncia uma batalha, que Calvino testemunha sua adesão ao comunismo, confirmando o que diria anos depois sobre as origens de suas ideias políticas, naqueles “anos difíceis”:
La mia scelta del comunismo non fu affatto sostenuta da motivazioni ideologiche. Sentivo la necessità di partire da una ‘tabula rasa’ e perciò mi ero definito anarchico. Verso l’Unione Sovietica avevo tutto l’armamentario di diffidenze e obbiezioni che si avevano di solito, ma risentivo pure del fatto che i miei genitori erano sempre stati inaterabilmente filosovietici. Ma soprattutto sentivo che in quel momento quello che contava era l’azione; e i comunisti erano la forza più attiva e organizzata. Quando seppi che il primo capo partigiano della nostra zona, il giovane medico Felice Cascione, comunista, era caduto combattendo contro i tedeschi a Monte Alto nel febbraio 1944, chiesi a un amico comunista di entrare nel partito ) (S, v. II, p. 2745)36.
O comandante Ferriera e o comissário de brigada Kim são, respectivamente, “personagens emblemáticos dos espíritos ativista-realista e ideológico-reflexivo da luta
partigiana”, observam Poma e Riccardi (2001, t. 3, p. 1218). Apesar de Calvino ter sido criticado pelo ressoar autobiográfico dessas páginas, permito-me classificá-las, no conjunto, como um excerto não ficcional dentro de um livro de ficção, visto que, por meio delas, Kim exerce a função de porta-voz do escritor, sem máscaras37. Por esse motivo, acolho essas páginas como testemunho da preocupação programática do escritor-crítico, dentro da nomeação atribuída a ele por Perrone-Moisés.
Kim encontra explicação da guerra no amontoado de células em movimento que formam o gênero humano. Segundo ele, por trás da humanidade está a grande máquina “das classes que avançam”, impulsionadas pelos pequenos gestos cotidianos, a mesma máquina
35 Carta de 29.05.1974 (Torino>Canzo/Como), destinada a Alessandro Toppi que, após ter lido o conto de
Calvino Ricordo di una battaglia, em Il Corriere della Sera (24.04.1974), agora em Romanzi e racconti ( RR, v. III, pp. 50-58), escreve-lhe para dizer-lhe que também havia participado dela (L, p. 1241, n. 1).
36 Esse trecho consta do ensaio Autobiografia politica giovanile e refere-se a uma entrevista sobre uma pesquisa
intitulada La generazione degli anni difficili (1960/1962), em Saggi (S, v. II, pp. 2733- 2745).
37 No prefácio à edição de 1964 de Il sentiero dei nidi di ragno, já desligado do Partido Comunista, Calvino
esclarece que, devido à necessidade de também testemunhar a inserção ideológica, é que criou o capítulo IX, com as reflexões do comissário Kim (RR, v. I, p. 1189).
onde outros gestos queimam sem deixar vestígios: “[...] questa è tutta una lotta di simboli, che uno per uccidere un tedesco deve pensare non a quel tedesco ma a un altro, con un gioco di trasposizioni da slogare il cervello, in cui cosa o persona diventa un’ombra cinese, un mito [...] (RR, v. I, p. 105).
Mesmo os homens obscuros e difidentes do destacamento de Dritto, sem uma pátria “nem verdadeira nem inventada”, têm coragem. Uma fúria comum a todos “è l’offesa della loro vita, il buio della loro strada, il sudicio della loro casa, le parole oscene imparate fin da bambino, la fatica di dover essere cattivi” (RR, v. I, p. 106). E basta um passo em falso para estar do outro lado para lutar com a mesma fúria.
Os intelectuais, como Kim, têm uma pátria feita de palavras, de alguns livros, mas com o combate “troveranno che le parole non hanno più nessun significato, e scopriranno nuove cose nella lotta degli uomini e combateranno cosi senza farsi domande, finché non cercheranno delle nuove parole e ritroveranno le antiche, ma cambiate, con significati insospettati ( RR, v. I, pp. 104-105)38.
Calvino fala de vergonha, ou “quase vergonha” em retratar um cenário da Sanremo turística, com sua beira-mar, com cassinos, palmeiras e hotéis. Por isso escolheu outro que, partindo da cidade antiga, com seus becos, sobe a torrente, alcança os bosques de pinheiros e castanheiras até chegar aos Pré-Alpes lígures, pois “la Resistenza rappresentò la fusione tra paesaggio e persone” (RR, v. I, pp. 1188-1189).
Ao reconhecer a sua própria atitude diante da guerra partigiana, o próprio distanciamento burguês que o incomodava, pela sua superioridade intelectual diante de uma realidade política e militar organizada e consciente, Calvino confessa que o seu antifascismo era mais “questão de estilo”, de oposição à força bélica. Assim, para ser coerente mergulhou em cheio na violência partigiana e esse foi o “primeiro trauma”. Daí o simbolismo em Pin, cuja inferioridade em relação aos adultos, segundo testemunha, é mesmo a sua própria
inferioridade em relação ao mundo partigiano (RR, v. I, pp. 1197-1199).
Não fortuitamente, a dedicatória do livro é feita “a Kim, e a tutti gli altri”. Sobre esses, o sentimento, quase duas décadas depois, ainda é contraditório. Calvino fala também em
remorso. Remorso por conta de algo infinitamente superior a ele mesmo, que envolve
38 Por isso também a literatura partigiana de Calvino é feita “non di petto ma di scorcio”. Poma e Riccardi se
referem ao romance da Resistência de Calvino como “l’epopea di un reparto marginale, epopea negativa con eroi inetti”, os quais, através daquela experiência adquirem autoconsciência, como indivíduos e como classe, promovendo a própria redenção (2001, t. 3, p. 1218). A fonte de análise de ambos é o citado prefácio à edição 1964, na qual Calvino, através de vários inícios, vai revelando o processo de tessitura do livro.
“emoções, tragédias, heroísmos, impulsos generosos, dramas obscuros de consciência” (RR, v. I, p. 1190).
Talvez por isso, Primo Levi tenha escolhido lembrar os fatos e pessoas reais dos campos de concentração nazifascistas, para atenuar o remorso de ter sobrevivido. Calvino escolheu lembrar os atores do mundo partigiano com as lentes ficcionais. Ele considera o segundo pós-guerra mais neoexpressionista que neorrealista e confessa ter-se valido das deformações da lente expressionista para tornar irreconhecíveis os rostos dos seus companheiros reais e “caros”, como um modo de torná-los poéticos na negatividade (RR, v. I, p. 1190).
Mas, no ato dessa escolha, já experimentava o remorso que o acompanharia “por anos”, de não ter retratado a realidade “variegada, férvida e indefinível”, em que se moviam pessoas reais, humanamente mais ricas e melhores. Pessoas que se perderam no anonimato ou não sobreviveram (RR, v. I, p. 1190)39.
Diante da experiência da vida nua sobre a terra, que, infelizmente, continua mais violentamente escancarada na biopolítica que caracteriza o início do século XXI, pode-se perguntar sobre o sentido e a manutenção do desfecho feliz do livro, mesmo após as sucessivas revisões do texto realizadas por Calvino. Talvez tenha razão novamente Benjamin, ao afirmar que “talvez a miséria, a ilegalidade, a insegurança de nossos dias sejam o preço que pagamos para podermos levar adiante esse jogo encantado-desencantado com as letras” (2002, p. 156), que só o anjo de Klee nos dirá aonde vai chegar.
Ao encerrar a fase partigiana de sua vida, nas recordações de Calvino, Il sentiero dei
nidi di ragno provavelmente ficará vinculado à recepção de Cesare Pavese que, no reconhecimento de seu valor, impulsiona-lhe a carreira e a vida profissional na Einaudi, onde é admitido como redator estável em 1949.