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O Processo de integração na Europa (resumo)

No documento Economia A Resumo 11ºAno ORIGINAL (páginas 43-51)

Politica Social e de Emprego

12.2. O Processo de integração na Europa (resumo)

1945 – Fim da II guerra mundial – A europa encontrava-se em ruínas havendo

necessidade de consolidar a paz entre as nações e encetar o processo de reconstrução económica.

1950 – Robert Schuman propõe associar a produção francesa e alemã de carvão e

de aço, sob a direção de uma autoridade europeia, aberta a outros países.

1951 – Criação da CECA, composta por seis países: Bélgica, França,

Luxemburgo, Holanda, Itália e RFA. – Visava para além do desenvolvimento economico, consolidar a paz recentemente conquistada. Tratava-se de integrar paises vencedores e vencidos numa organizaçao que procurava articular os interesses nacionais com a promoçao do interesse comum, a cargo de uma instituição supranacional, a quem competia o controlo da gestão do mercado comum (mercado do carvão e aço)

1957 – Tratado de Roma – instituiu a CEE, e a Comunidade Europeia de Energia

Atomica (EURATOM) – juntamente com a CECA, sao comunidades distintas, embora correspondam a uma realidade política única, a realização de um mercado comum entre os paises membros e a respectiva integraçao das suas economias.

1968 – Concretização do objectivo da união aduaneira, com a eliminação das

barreiras alfandegárias entre os paises aderentes à Comunidade e a introução da pauta aduaneira comum, aplicavel às mercadorias provenientes de países terceiros.

Efeitos da Uniao Aduaneira nas economias dos paises membros da CEE - Aumento das trocas comerciais entre os EM

- Aumento dos investimentos nos Pmembros - Aumento do produto

- Aumento da variedade dos produtos a preços mais baixos

1973 – Adesão à CEE do Reino Unido, Dinamarca e Irlanda 1981 – Adesão da Grécia à CEE

1986 – Assinatura do acto único Europeu, que fixou como grande objectivo a

construção do Mercado Único Europeu. O aumento das trocas verificadas com a criação da união aduaneira levaram ao desenvolvimento de um mercado único que permitisse a livre circulação de não apenas bens, mas também pessoas, capitais e serviços.

1992 – Assinatura do Tratado da União Europeia (Maastricht) – traduziu a

vontade de transformar uma comunidade, essencialmente económica, numa união em que a componente política fosse mais acentuada. A UE assenta então em 3 pilares: comunitário, da política externa e de segurança comum e o de assuntos internos.

Um dos grandes objectivos era tb a criação de uma UEM

1995 – Adesão da Áustria, Suécia e Finlândia à UE 1999 – Criação da moeda única: O Euro

2001 – Assinatura do Tratado de Nice, que consistia numa preparação ao

alargamento e ao funcionamento a 25 Estados-Membros.

2002 – O euro passa a circular em moedas e notas

2004 – Adesão à UE de 10 países, dos quais: Estónia, Letónia, Lituânia.

A união Económica e monetária

Os estados membros consideraram que o mercado unico só estaria completo e seria verdadeiramente eficaz com uma moeda comum que garantisse:

- estabilidade financeira

- menores encargos para as empresas

- a comparação dos preços pelos consumidores – transparencia do mercado - preços estaveis

A UEM levou à adopçao de uma moeda unica e execucão de uma politica monetaria comum a cargo de uma nova instituição – o BCE.

Criterios de convergencia

- estabilidade dos preços – taxa de inflação n pode ser mais que 1,5 da media dos 3 estados que têm mais baixa

- taxas de juro – n podem ser mais que 2% das verificadas nos 3 estados com inflação mais baixa

- defices – o def orçamental n pode passar 3% do PIB – a divida publica nao pode passar 60% do PIB

- estabilidade monetaria

Politicas economicas da UEM

Politica monetaria – a cargo do BCE, tem como objectivo principal a estabilidade dos preços: a variaçao dos mesmos deve ser entre 0 e 2%.

Politica orçamental – está condicionada pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento. O PEC tem como finalidade obter orçamentos nacionais equilibrados , de forma a contribuir para a a manutenção da taxa de juro num nivel baixo e para um menor endividamento os estados.

Estabilidade de preços

 PEC  + crescimento de economia e emprego Finanças publicas solidas

Condições de acesso à UE

A adesao à UE implica por parte dos candidatos, a aceitaçao dos valores e a adopçao das normas e praticas da Uniao que constituem o acervo comunitario: democracia / estado de direito / respeito pelos direitos humanos

As Instituições Comissao

- representa o interesse europeu

- desempenha o papel de guardia dos tratados da uniao europeia, compete-lhe velar pela correcta aplicaçao das suas normas

- poder de iniciativa da politica comunitaria

- elaboraçao do orçamento da uniao e apresentaçao do relatorio anual da situaçao economica, social e juridica da uniao ao parlamento europeu.

- orgao executivo: representa a uniao junto de organizaçoes internacionais

Conselho europeu

- têm assento os chefes de estado

- define as orientaçoes politicas globais da Uniao e a abordagem de questoes da actualidade internacional

Conselho de ministros

- representa os governos dos estados membros - tem caracter especializado

- possui poder de decisao, cabe-lhe decidir as politicas necessarias a concretizaçao dos objectivos dos tratados com base nas propostas da comissao e nas alteraçoes e emendas sugeridas pelo parlamento europeu. Tb ha questoes que trata em conjunto com o parlamento

- orgao legislativo da comunidade

Parlamento europeu

- representa os cidadaos europeus exerce 3 poderes fundamentais:

- p legislativo – participa na elaboraçao da legislaçao comunitaria

- p orçamental – tem a ultima palavra sobre a aprovaçao do orçamento comunitario - p de controlo democratico – pode pedir contas a comissao e apreciar o relatorio geral sobre a actividade das comunidades.

- aprovar a designaçao dos membros e do presidente da comissao

BCE

- orgao independente das instituiçoes comunitarias e dos governos dos EM .

- é a unica entidade habilitada a autorizar a emissao de notas dos EM podendo a moeda metalica ser emitida pelos EM mediante a aprovaçao por parte do BCE. - impoe politicas à UEM.

Orçamento Comunitário

A UE, para cumprir os objectivos tem de por em pratica varias politicas economicas e sociais, mas para desenvolver as acções necessarias preciso de meios financeiros, nomeadamente das contribuiçoes dos estados membros.

As receitas e as despesas, previstas para um ano, sao inscritas no Orçamento da UE que constitui o seu principal instrumento financeiro.

- O poder de decisao em materia orçamental é partilhado entre o Conselho e o Parlamento cabendo a Comissao a elaboraçao da sua proposta.

- A adopçao do orçamento depende do Parlamento. Se não aprova, n se elabora - Depois de aprovado e adoptado, é executado pela comissao, e verificada a sua execução pelo Tribunal de Contas.

Receitas orçamentais

- contribuição proveniente do IVA de todos os estados membros

- impostos dos funcionarios europeus e multas aplicadas pela comissao - contribuiçao baseada no PNB de cada membro

Despesas orçamentais

- Despesas agricolas com o financiameno da PAC

- Despesas com o funcionamento das instituições europeias

- Preparaçao do alargamento da Uniao, ajudando os futuros paises a desenvolver as suas economias

Existe um equilibrio orçamental  despesas iguais as receitas

A programação financeira do orçamento tem vantagens, pois fixa as grandes orientações orçamentais para varios anos, facilita a aplicaçao anual do orçamento e contribui para um maior controlo da evoluçao das despesas da Uniao.

Fundos Estruturais

Embora existissem efeitos benéficos com o processo de integração, estes não se estenderam a todas as regiões e sectores de actividade de uma forma uniforme, registando-se ainda desequilibrios a nivel regional e sectorial.

Esta situaçao exige um esforço de solidariedade comunitaria. É exemplo os instrumentos financeiros essenciais à execuçao das politicas comunitarias: fundos estruturais

São essenciais para o desenvolvimento das regioes em atraso, à reconversao das zonas industriais em declinio, ao auxilio ao desemprego de longa duraçao, à inserçao profissional dos jovens, à modernizaçao das estruturas agricolas e ao desenvolvimento das zonas rurais mais desfavorecidas.

Fundo social Europeu – (FSE) – favorece a inserçao profissional dos desempregados, financiando acções de formação

Fundo Europeu de Orientaçao Agricola (FEOGA) – financia acções de desenvolvimento local e investimentos que visem criar emprego

Instrumento Financeiro de Orientação da Pesca (IFOP) – Promove a adaptaçao e modernizaçao dos equipamentos do sector

Fundo de Coesão – financia projectos de infra-estruturas nos dominios do ambiente e transportes nos Estados Membros mais debilitados.

Aplicação dos fundos estruturais

São aplicados de acordo com as necessidades de desenvolvimento das regiões: Recuperação das regiões com atrasos de desenvolvimento – FEDER / FSE / FEOGA / IFOP

Reconversao economica e social de zonas com dificuldades estruturais – FEDER / FSE

Iniciativas comunitarias

A uniao dispoe ainda das iniciativas comunitarias que visam resolver probleas especificos

Interreg III – promover o ordenamento equilibrado de territorios pluri regionais, atraves da formação de parcerias transfronteiriças e inter-regionais

Urban II – promover a reabilitaçao de cidades e bairros em crise

Leader + - promover o desenvolvimento rural atraves de iniciativas locais Equal – promover a igualdade no acesso ao mercado de trabalho

As Politicas Comunitarias

A UE desenvolve diversas politicas para alcançar as suas finalidades, utilizando os recursos financeiros disponibilizados pelo Orçamento.

As principais politicas desenvolvidas no espaço comunitario sao: - polita agricola comum (PAC)

- politica regional

- politica social e de emprego

Politica Agricola Comum

A agricultura tem constituido o sector de actividade economica onde o processo de integraçao mais avançou.

A PAC tem prosseguido tres objectivos principais: assegurar a autosuficiencia alimentar, estabilizar os preços dos bens agricolas e garantir rendimentos justos aos agricultores.

A sua aplicação assente em 3 principios:

- existencia de um mercado unico para todos os produtos agricolas, (livre- circulaçao)

- preferencia comunitaria aos produtos agricolas da comunidade em relaçao aos outros produtos impottados – representa vantagem a nivel de preços

- solidariedade financeira, uma vez que o PAC é responsabilidade de tds os EM As despesas agricolas sao cobertas pelo FEOGA em duas secções:

FEOGA – Garantia: destina-se a gestao dos mercados dos diferentes produtos agricolas, subsidiando produções, comprando a produção excedentaria e assegurando a sua armazenagem, apoiando os rendimentos dos agricultores, etc FEOGA – Orientação: contribui para a modernizaçao das explorações agricolas, para o desenvolvimento de actividades economicas nas zonas rurais mais desfavorecidas que criem emprego e evitem o exodo rural. Etc.

A aplicaçao dos fundos e a gestao da PAC permitiu alcançar os objectivos desejados

- aumento da produçao agricola

- assegurar o abastecimento regular e a preços razoaveis para consumir - garantir um nivel de vida justo para os agricultores

Efeitos secundarios:

- Desequilibrios ambientais, devido a sobrexploraçao da terra - Formaçao de excedentes

- excesso de proteccionismo aos produtos comunitarios - elevadas despesas agricolas

os ef secundarios exigiram mudanças na PAC – medidas reformadoras Reforma da PAC

- estabelecer preços mais competitivos - ajudas directas aos agricultores - reforma antecipada dos agricultores

- promoçao de uma agricultura mais ecologica

Politica Comum da pesca

A grande procura do pescado tem levado a UE a estabelecer um conjunto de regras comuns a aplicar no espaço comunitario – a politica comum da pesca

Objectivos:

- proteger os recursos da pesca, evitando a sobreexploraçao

- garantir o abastecimento de pescado aos consumidores e à industria de transformaçao

- melhorar a competitividade das empresas do sector Medidas para alcançar os objectivos

- fixaçao de totais admissiveis de capturas anuais por especie de pescado - estabelecimento de quotas anuais de exploraçao para cada estado membro - apoiar o desenvolvimento da aquicultura como fonte alternativa do pescado - fixaçao de normas relativas a malhagem de das redes

Existem grandes desigualdades entre os estados membros e as regioes.

O tratado da UE incluiu a coesao economica e social como um dos principais objectivos da construçao europeia, criando o fundo de coesao – para dar apoio a projectos de infra-estruturas nos dominios dos transportes e do ambiente nos estados menos prosperos da ue.

A politica regional tem os seguintes objectivos:

- reduzir as disparidades entre os niveis de desenvolvimento das diversas regioes - reduzir o atraso das regioes menos favorecidas

- reforçar a coesao economica e social da Uniao

Gestao da politica regional

A politica regiona europeia é financiada pelos fundos europeus (fundos estruturais e fundos de coesao) que se destinam a modernizar as estruturas economicas e sociais das regioes menos desenvolvidas.

O orçamento para os fundos é decidico pelo conselho da uniao, com base numa proposta da comissao, negociada com o Parlamento Europeu. Antes da decisao final, o Comite das regioes é consultado, pois emite parecer sobre a execuçao da politica regional.

Os projectos para o desenvolvimento das regioes a financiar, sao da responsabilidade das autoridades nacionais e regionais pois so estes sabem bem os problemas das suas regioes.

Fundo de coesao –

Destina-se aos paises que apresentam um PIB per capita inferior a 90% da media comunitaria, ou seja, os paises menos desenvolvidos da UE.

Este fundo especial de solidariedade pode ser usado em todo o territorio destes paises, para financiar projectos de investimento nas areas do ambiente e no dominio das infraestruturas de transportes.

O alargamento e a coesao economica e social

A entrada de novos paises veio exigir um maior esforço de solidariedade, uma vez que a maioria destes paises necessita de ajudas para a sua modernizaçao.

A aplicaçao dos fundos exige assim um reforço do orçamento comunitario que so é possivel se houver uma maior contribuiçao dos restantes estados.

Politica Social e de Emprego

O tratado de amesterdao aprovado em 1997 definiu uma estrategia comum em materia de emprego cuja finalidade é criar mais e melhores empregos para todos. Um dos objectivos é tornar a europa mais competitiva e dinamica, com mais e melhores empregos e coesao social reforçada.

Nesse sentido os estados comprometeram-se a aumentar os seus investimentos na educaçao, a assegurar que as novas TI se tornem acessiveis a todos, a desenvolver esforços na erradicaçao da pobreza e a promover a inclusao social. O Fundo Social Europeu constitui o instrumento financeiro da Uniao para apoiar as acçoes a desenvolver no dominio do emprego da formaçao, da protecção e da inclusao social.

- promoçao do espirito empresarial - incentivos ao auto-emprego

- assistencia as pessoas em risco de exclusao - combate as desigualdades entre h/m no tramalho

Politica do Ambiente

Desenvolvimento sustentavel – crescimento economico deve-se processar de forma a garantir o futuro das geraçoes vindouras, sem esgotar os recursos nem provocar danos que ponham em causa e sobrevivencia do planeta.

A estrategia da ue para um desenvolvimento sustentavel baseia-se na interligaçao do crescimento economico, coesao social e protecção do ambiente.

- boa gestao das florestas

- agricultura menos intensiva e mais ecologica

A politica e financiada pelos fundos estruturais e pelo fundo de coesao - recuperaçao das zonas urbanas degradadas

- reabilitaçao das zonas industriais em declinio - tratamento de residuos

No documento Economia A Resumo 11ºAno ORIGINAL (páginas 43-51)

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