CAPÍTULO 1: O PROGRAMA “LER E ESCREVER”: UMA POLÍTICA PÚBLICA PARA O CICLO I DO ENSINO FUNDAMENTAL DO ESTADO DE
1.1. O Programa “Ler e Escrever”: documentos oficiais
Com o objetivo de resolver a questão da qualidade das escolas do Estado de São Paulo, o governador e a secretária de Educação sintetizaram o plano de ação para melhorar a qualidade do ensino nas escolas estaduais nas dez metas descritas a seguir:
1 – Todos os alunos de 8 anos plenamente alfabetizados. 2 - Redução de 50% das taxas de reprovação da 8ª série. 3 - Redução de 50% das taxas de reprovação do Ensino Médio.
4 - Implantação de programas de recuperação de aprendizagem nas séries finais de todos os ciclos (2ª, 4ª e 8ªs séries do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio).
5 - Aumento de 10% nos índices de desempenho dos Ensinos Fundamental e Médio nas avaliações nacionais e estaduais.
6 - Atendimento de 100% da demanda de jovens e adultos de Ensino Médio com oferta diversificada de currículo profissionalizante.
7 - Implantação do Ensino Fundamental de 9 anos, em colaboração com os municípios, com prioridade à municipalização das séries iniciais (1ª a 4ª séries).
8 - Utilização da estrutura de tecnologia da informação e Rede do Saber para programas de formação continuada de professores, integrado em todas as 5.300 escolas, com foco nos resultados das avaliações; estrutura de apoio à formação e ao trabalho de coordenadores pedagógicos e supervisores para reforçar o monitoramento das escolas e apoiar o trabalho do professor em sala de aula, em todas as DEs; programa de capacitação dos dirigentes de ensino e diretores de escolas com foco na eficiência da gestão administrativa e pedagógica do sistema.
9 - Descentralização e/ou municipalização do programa de alimentação escolar nos 30 municípios ainda centralizados.
10 - Programa de obras e infraestrutura física das escolas:
Garantia de condições de acessibilidade em 50% das escolas para atender a demanda dos alunos com deficiência; construção de 74 novas unidades; reforma e ampliação de 77 escolas (417 salas de aula); [...] recuperação e cobertura de quadras de esportes; implantação de circuito interno de TV para melhorar a segurança em escolas da Grande São Paulo; 100 % das escolas com laboratórios de informática e de ciência; 100 % das salas dos professores com computadores, impressoras e ambiente de multimídia; atualização e informatização do acervo de todas as bibliotecas das 5.300 escolas.
(http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=87027, 20/08/2007. Acesso em 11/01/2013).
Tendo em vista as metas estabelecidas, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo – SEE - iniciou uma série de ações com o propósito de melhorar a qualidade do ensino, revertendo o quadro de analfabetismo e de alfabetização precária de alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental. Dentre as ações, estava a (re)elaboração do
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Programa “Ler e Escrever”8 e sua implantação na rede estadual de ensino, tendo como ponto de partida as experiências realizadas na rede Municipal da capital do Estado e os princípios didático-metodológicos do Programa de Formação de Professores Alfabetizadores, denominado “Letra e Vida”. Este Programa, por sua vez, foi “implantado na rede estadual de ensino paulista a partir de 2003”, gerado a partir do “Programa de Formação de Alfabetizadores - PROFA, formulado e implantado no âmbito da Secretaria de Educação Fundamental – SEF - do MEC em 2001” (BAUER, 2011, p.7). Os objetivos do Programa Letra e Vida declarados pela CENP são:
· Melhorar significativamente os resultados da alfabetização no sistema de ensino estadual, tanto quantitativa quanto qualitativamente.
· Contribuir para uma mudança de paradigma no que se refere tanto à didática da alfabetização quanto à metodologia de formação dos professores. · Contribuir para que se formem, na base do sistema estadual de educação, quadros estáveis de profissionais capazes de desenvolver a formação continuada de professores alfabetizadores.
· Contribuir para que tanto as diretorias de ensino quanto as unidades escolares sintam-se responsáveis pela aprendizagem de todos os seus alunos. · Favorecer a ampliação do universo cultural dos formadores e dos professores cursistas, principalmente no que se refere ao seu letramento. (BAUER, 2011, p.7).
Considerado como “um conjunto de linhas de ação articuladas que inclui formação, acompanhamento, elaboração e distribuição de materiais pedagógicos e outros subsídios, constituindo-se dessa forma como uma política pública para o Ciclo I” (SÃO PAULO, 2010, p.1), o Programa Ler e Escrever foram iniciado ainda em 2007, tendo como principais objetivos:
· apoiar o Professor Coordenador em seu papel de formador de professores dentro da escola;
· apoiar os professores regentes na complexa ação pedagógica de garantir aprendizagem de leitura e escrita a todos os alunos, até o final da 2ª série do Ciclo I / EF;
· criar condições institucionais adequadas para mudanças em sala de aula, recuperando a dimensão pedagógica da gestão;
· comprometer as Universidades com o ensino público.
· possibilitar a futuros profissionais da Educação (estudantes de cursos de Pedagogia e Letras), experiências e conhecimentos necessários sobre a natureza da função docente, no processo de alfabetização de alunos do Ciclo I / EF (SÃO PAULO, 2010, p.1)
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O Programa “Ler e Escrever” é a denominação de uma Política Pública implantada nas Escolas da Rede Municipal de Ensino da cidade de São Paulo, no ano de 2006, na gestão do prefeito José Serra. O objetivo principal do Programa era garantir que todas as crianças fossem efetivamente alfabetizadas até o final do Ciclo I do Ensino Fundamental.
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A primeira etapa de implantação do Programa Ler e Escrever na rede estadual de ensino envolveu apenas as Diretorias de Ensino da Capital. Naquele momento, foram realizadas reuniões mensais para a formação de gestores, das quais participavam Supervisores, ATPs9 e Diretores de Escolas. A proposta era a de que, a partir dessas reuniões, fossem formados grupos de gestores, denominados “Trios Gestores”. Os encontros desses grupos eram dedicados à discussão de temas capazes de ampliar o acompanhamento e a compreensão dos gestores sobre apoio, avaliações e tomada de decisões que pudessem promover a aprendizagem dos alunos.
Paralelamente, encontros quinzenais entre os ATPs e Professores Coordenadores das escolas estaduais da capital também eram realizados, com o objetivo de que os últimos fossem multiplicadores capazes de aperfeiçoar a didática utilizada para a alfabetização, por meio de um trabalho de formação continuada junto aos docentes das escolas onde atuavam.
O Programa “Ler e Escrever”, iniciado em escolas estaduais da capital paulista, foi ampliado, em 2008, para todas as escolas da Região Metropolitana de São Paulo e, em 2009, para as escolas estaduais do interior e litoral do Estado.
Além de ações “visando aperfeiçoar a didática de alfabetização e a formação de professores nas escolas” (SÃO PAULO, 2010, p.1), o Programa previa também a publicação e distribuição de materiais de apoio à sala de aula. No caso das 1ªs e 2ªs séries10, cada turma receberia, além de um acervo com livros de literatura e revistas direcionadas ao público infantil, um Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor Alfabetizador, o Caderno do Professor Alfabetizador, a Coletânea de Atividades do Aluno e um Livro de Textos do Aluno.
Embora a Alfabetização em Língua Portuguesa seja sua prioridade, o Programa “Ler e Escrever” contempla objetivos voltados ao ensino de Matemática e das chamadas “demais disciplinas” que integram o Currículo do Ciclo I do Ensino Fundamental:
Mais do que um programa de formação, o Ler e Escrever é um conjunto de ações articuladas que inclui formação, acompanhamento, elaboração e distribuição de materiais pedagógicos e outros subsídios, constituindo-se
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Essa nomenclatura sofreu algumas mudanças nos últimos cinco anos. Em alguns documentos, encontraremos as siglas PCOP (Professor Coordenador de Oficina Pedagógica) e a partir de 2012, passaram a ser denominados PCNP (Professor Coordenador de Núcleo Pedagógico).
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De acordo com a Lei nº 11.274/2006, o Ensino Fundamental passou a ter nove anos, incluindo-se assim as crianças de 6 anos no Ciclo I. Na rede pública de São Paulo, a deliberação CEE nº 73/2008 regulamentou a implantação do Ensino Fundamental de nove anos. Em 2009, essa implantação ocorreu em alguns municípios e em 2010 toda a rede recebeu alunos no 1º ano do Ensino Fundamental (São Paulo, 2009, p.1). Neste trabalho utilizaremos a terminologia empregada no original dos textos.
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como uma Política Pública para o Ciclo I, que busca promover a melhoria do ensino em toda a rede estadual. Sua meta é ver plenamente alfabetizadas todas as crianças com até oito anos de idade (2ª série / 3º ano) e consequentemente garantir, após a aquisição da escrita alfabética, as competências necessárias para que as mesmas possam adequar seu discurso oral e escrito as diferentes situações comunicativas, intenções e interlocutores. Além disso, o Programa visa assegurar a aprendizagem dos conceitos matemáticos e das demais disciplinas que integram o Currículo do Ciclo I do Ensino Fundamental do Estado de São Paulo.
(http://lereescrever.fde.sp.gov.br/SysPublic/InternaPrograma.aspx?alkfjlklkja slkA=260&manudjsns=0&tpMat=0&FiltroDeNoticias=3, Acesso em 26/08/2011).
Nas Matrizes Curriculares para a Educação Básica do Estado de São Paulo, publicadas nos Diários Oficiais de 24/12/2008 e 17/12/2011, como apresentado nos Quadros 2 e 3, identificamos a presença da Matemática nas cinco séries, e das “demais disciplinas”, ou seja, Ciências Físicas e Biológicas, História e Geografia, apenas nos 4°s e 5°s anos:
Quadro 2: Matriz Curricular Básica para o Ensino Fundamental – Ciclo I – 1º ao 5º ano na ocasião da implantação do Ler e Escrever
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Quadro 3: Matriz Curricular Básica para o Ensino Fundamental – Ciclo I – 1º ao 5º ano na ocasião da implantação do Ler e Escrever
Fonte: São Paulo . Diário Oficial do Estado de 16/12/2011 p. 237
A Resolução CNE/CEB 7/2010, que fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos, em seu Artigo 10, menciona que “o currículo do Ensino Fundamental tem uma base nacional comum, complementada em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar por uma parte diversificada” (BRASIL, 2010, p.34). Essa legislação permite que uma parte do currículo seja construída de acordo com interesses regionais ou locais. Considerando a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996, a Resolução indica como base curricular obrigatória para o Ensino Fundamental:
Art. 15 Os componentes curriculares obrigatórios do Ensino Fundamental serão assim organizados em relação às áreas de conhecimento:
I - Linguagens: a)Língua Portuguesa;
b)Língua Materna, para populações indígenas; c)Língua Estrangeira moderna;
d)Arte; e
e)Educação Física; II - Matemática;
III - Ciências da Natureza; IV - Ciências Humanas: a)História;
b)Geografia;
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O documento não especifica em quais anos estas disciplinas devem ser oferecidas. Nesse sentido, entendemos que a proposta para os primeiros anos do Ensino Fundamental das escolas estaduais, apresentada no Quadro 2, contempla as exigências legais do país, mesmo que nos cause estranheza a pouca participação da Matemática e a ausência das denominadas “demais ciências” nos primeiros anos de escolarização. Enquanto a Língua Portuguesa ocupava 80% da carga horária total do 1º ano em 2008 e 60% em 2011, conforme verificamos nos Quadros 2 e 3, à Matemática eram reservados apenas 20% e depois 25% nos respectivos anos. Também verificamos, nesses mesmos quadros, que outras disciplinas não fazem parte dos três primeiros anos de formação dos alunos das escolas estaduais de São Paulo.
A “alfabetização plena” é um dos principais objetivos dos três primeiros anos do Ensino Fundamental, conforme citado nas dez metas para a educação descritas no início deste capítulo. Mas será que a “alfabetização plena” é aqui entendida em relação apenas à Língua Portuguesa, ou à Língua Portuguesa e à Matemática?
Ao compararmos os Quadros 2 e 3 com a Matriz Curricular das Escolas do Município de São Paulo, em 2010, período em que ainda estava sendo adotado o Programa “Ler e Escrever”, podemos identificar diferenças com relação à distribuição das disciplinas. No Quadro 4, além de Ciências, História e Geografia estarem presentes na grade dos 1ºs, 2ºs e 3ºs anos, há um maior equilíbrio na distribuição das aulas semanais destinadas a cada uma das disciplinas11, diferentemente da proposta do Estado, mostrada anteriormente.
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Quadro 4: Matriz Curricular – Escolas Municipais da Cidade de São Paulo Fonte: São Paulo (SP). Diário Oficial.de 13 de dezembro de 2010.
As diferenças entre a distribuição das disciplinas também aparecem nas Orientações Curriculares do Estado (2008) e do município de São Paulo (2007). Enquanto o documento publicado pela Secretaria do Estado da Educação direciona as expectativas de aprendizagem somente para as disciplinas de Matemática e Língua Portuguesa, as orientações da capital incluem também as áreas denominadas “Natureza e Sociedade”, contemplando, assim, as disciplinas de Ciências Naturais, História e Geografia, bem como o ensino de Artes e Educação Física.
Apesar de não constarem no impresso com as Orientações Curriculares do Estado de São Paulo, alguns assuntos pertinentes a tais disciplinas são desenvolvidos de forma bastante sucinta e pontual nos textos de divulgação científica constantes nas Coletâneas de Atividades, que são livros destinados aos alunos, e nos Guias de Orientações Didáticas, destinados aos professores.
Nos materiais didáticos do 3º ano (2008 e 2010), por exemplo, tanto nas Coletâneas quanto nos Guias de Atividades, constam as seções denominadas “Projeto didático: Animais do mar” e “Sequência didática - Astronomia: o sistema solar, seus
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planetas e outros mistérios do céu”, com textos relacionados aos temas retirados de revistas infantis de divulgação científica como a Recreio12 e a Ciências Hoje Para Crianças13. Nas orientações didáticas contidas no material do professor, consta a seguinte justificativa para o trabalho com tais temas:
A necessidade de aprender a estudar, para as crianças, não é apenas uma condição para a continuidade da vida escolar. É essencial também para o futuro exercício profissional, pois a capacidade de se atualizar continuamente se mostra vital no mundo atual, tendo em vista a rapidez com que surgem novas informações. E cabe à escola ensinar as práticas associadas ao estudo, particularmente à leitura e à produção de textos de divulgação científica. Tais práticas passam a ganhar cada vez mais espaço à medida que se avança na escolaridade, em textos associados às áreas de História, Geografia e Ciências Naturais (SÃO PAULO, SE, 2010).
Os “Projetos Didáticos” propostos para o 3º ano (e outros apresentados nos demais anos)14, podem levar a “práticas associadas ao estudo” e “à produção de textos de divulgação científica”, como mencionado na citação acima, e também possibilitar a realização de trabalhos interdisciplinares, relacionando Ciências, História e Geografia com a Língua Portuguesa e a Matemática, embora não tenhamos encontrado referências explícitas a esse uso.
A presença desse conteúdo, por outro lado, nos leva a uma reflexão sobre as Matrizes Curriculares mencionadas anteriormente. No Sistema Municipal de Ensino da cidade de São Paulo, ela pode ser justificada pela existência de tais disciplinas em sua grade curricular. No entanto, como justificar a presença de Projetos Didáticos dessa natureza na Matriz Curricular do Estado que, como já vimos, não contempla as “demais disciplinas” antes do 4º ano (antiga 3ª série)? Teria existido a intenção de introduzir algumas discussões sobre aspectos a elas relacionados, mesmo não oferecendo tais disciplinas na grade curricular? Ou teria sido apenas um “transplante” do Projeto Ler e
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A revista “Recreio” é um periódico semanal da Editora Abril e tem por objetivo divertir e informar crianças de 6 a 11 anos por meio de testes, curiosidades, quadrinhos, piadas e textos informativos sobre assuntos variados.
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A revista Ciência Hoje para Crianças (CHC) é um periódico mensal do Instituto Ciência Hoje, criado em 1986, e distribuída em mais de 60 mil escolas públicas do Brasil. Além de informar e divertir, pode ser utilizada como fonte de pesquisa, uma vez que seu foco principal é a divulgação científica por meio de uma linguagem mais simples e acessível às crianças em idade escolar. Fonte: <http://chc.cienciahoje.uol.com.br/sobre-a-chc>, acesso em 02/12/2013.
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Os projetos didáticos constantes nos materiais livros do aluno e nos guias de orientações aos professoresdos demais anos são: 1º ano - Brincadeiras tradicionais / Índios do Brasil: conhecendo algumas etnias ; 2º ano - Cantigas populares / Pé-de-moleque, canjica e outras receitas juninas: um jeito gostoso de aprender a ler e escrever / Anta, onça e outros animais do Pantanal; 4º ano - Confabulando com fábulas / Meios de comunicação; 5º ano: Uma lenda, duas lendas, tantas lendas / Universo ao meu redor.
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Escrever, apressado, de uma rede para outra, levando a emergirem algumas “contradições” difíceis de serem explicadas? Bom questionamento...
Na implantação do Programa Ler e Escrever pelo governo estadual foram utilizados os mesmos materiais didáticos produzidos pela Secretaria Municipal de Educação da Cidade de São Paulo, sendo mantidos praticamente os mesmos textos e o mesmo layout. As maiores diferenças ocorreram na adequação das nomenclaturas das séries, que passaram a ser denominadas “anos”, com a ampliação de uma série, como mostra a tabela abaixo:
Tabela 1: Distribuição dos alunos conforme sua faixa etária, pelos níveis da Educação Infantil e Ensino Fundamental (Anos Iniciais) após a implantação do Ensino Fundamental de 9 anos
Fonte: São Paulo, SE, 2008.
1.2. O Programa “Ler e Escrever”: o olhar de uma Coordenadora de