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O S G NOMOS E LEMENTAIS

No documento deuses (1).pdf (páginas 71-74)

No reino mineral existem inteligências que aprendem a se co- municar com os seres humanos. Vivem, segundo explicam, nos es- paços ocupados pelas rochas. Os de ordem superior assemelham- se ao azougue, por sua atividade, porém podem se apresentar em corpos similares aos nossos. Por causa do poder que possuem so- bre a matéria mental, podem vestir-se de acordo com a moda ou

os costumes das pessoas a quem aparecem. Como conseguem vi- ver durante vários séculos, geralmente adotam modas muito anti- gas. As pessoas em que predominam as propriedades minerais conseguem impressionar-se facilmente com suas vibrações; são esses elementais que inspiram os homens que se destacam com seus inventos no ramo da mecânica, da engenharia etc.

Os homens com essas características são industriosos e induzi- rão os outros a trabalhar para eles, beneficiando-se do trabalho dos mesmos. Dificilmente se sensibilizam com as coisas mais deli- cadas e sutis da vida, embora possuam grande capacidade para o detalhe e a exatidão em suas construções.

Esses homens, que geralmente apresentam caráter arrogante e alegre, se vierem a se casar com mulheres em que predomine a natureza dos silfos (os elementais do ar), as dominarão e farão so- frer agudamente, com ansiedades e desequilíbrios de toda espécie. São incapazes de compreender que, acima de suas máquinas, exis- tem outras regiões onde predominam a beleza e a atividade. Tam- bém se deixam levar pelo desejo de fabricar armas e instrumentos de destruição. São as pedras de tropeço da natureza e estão sem- pre procurando dominá-la e submetê-la, até que um dia serão des- truídos sem misericórdia. Isso ocorre quando esta decide nova- mente nivelar e aplainar toda oposição às suas manifestações que, periodicamente, arrasam o mundo. Os homens deste tipo são as reencarnações dos engenheiros atlantes e a nova arquitetura que tem surgido na América é a mesma ou muito semelhante à que exis- tia no continente submerso; na Atlântida, porém, quando cavavam a terra, procuravam refúgio contra as armas dos inimigos. Isso nos ajudará, pois, a concluir que a arquitetura americana não tenha sido criada apenas por razões econômicas.

É comum entre os estudantes o interesse pela atividade cons- trutiva dos gnomos, porque as substâncias materiais que utilizam diferem das nossas, assim como as nossas diferem das utilizadas no Oriente; acresce que eles sabem harmonizar as substâncias, se querem ver o mundo físico. A isto chamam “destilar o perfume dos minerais” e nos revelam também que cada mineral tem seu perfume próprio e característico.

Os gnomos reconhecem nossa aura individual da mesma forma como os cães, utilizando essa percepção em vez da visão. Da mes- ma forma se assemelham aos cães em outras coisas; são egoístas e afetados facilmente pelo ridículo ou pela burla. Os gnomos mais ignorantes são muito presunçosos, e já vimos um que usava um par de óculos muito antigo, uma pena de ave, um chifre de tintura e outras coisas amarradas em seu cinturão, além de um velho gorro de médico. E por cima carregava nos braços um livro, também antigo, quase do mesmo tamanho que ele.

Aos poucos aprenderemos a amar esses pequenos seres, com suas grandes barbas grisalhas e sua aparência venerável. Podem nos dar instruções muito valiosas e suas vidas servem de exemplo para qualquer homem que deseje levar uma existência pura e simples.

Ao escutarem nossas conversas, tomam conhecimento dos as- suntos do dia. No decorrer das noites, assumem a tarefa de prote- ger e brincar com grupos de crianças — geralmente filhos de pes- soas pobres —, unindo-lhes as mentes com as suas enquanto dor- mem. É dessa forma que as crianças carentes geralmente passam por um período muito feliz em sua companhia antes de desperta- rem. Esse fato faz com que as crianças sonhem com gnomos e nos relatem suas experiências, nas quais nunca acreditamos. Podería- mos dizer ainda muitas coisas curiosas acerca desses seres e talvez o façamos algum dia.

Os gnomos superiores estão sempre conscientes dos átomos do Guardião Benéfico2 e freqüentemente solicitam ao estudante que

se ponha em contato com eles a fim de receber a bênção do Anjo Custódio3 deste, com sua inerente sabedoria. Possuem fortes ten-

dências religiosas e conhecem muito bem a Bíblia, porque, como

2 Guardião Benéfico: é o mesmo que o Intercessor, poderosa entidade atômica, coleti-

va, também chamada Eu Superior, criada com o melhor das aspirações do homem durante sua descida e evolução através da matéria. É o intermediário entre o homem e seu Íntimo (Deus manifestado no homem) e intercede pela remissão de nossos erros (pecados) passados, depois que os tenhamos revisto e revisado mediante a prática da ioga. (N. do T.)

3 Anjo Custódio: é o mesmo que o Intercessor Elemental, semelhante ao Guardião

Benéfico, porém foi criado durante nosso passado animal. Possui os mesmos atributos e trabalha em união e de acordo com o outro Intercessor. Essas duas entidades são conhecidas na terminologia zodiacal com os nomes de Castor e Pólux. (N. do T.)

podem ver e ouvir melhor na hora do crepúsculo, quando a luz solar amortece, costumam dirigir-se, durante esse período, para os lares onde se realizam reuniões familiares, o que lhes permite tomar conhecimento e participar muito bem dos valores religiosos dos seres humanos.

A atração que alguns estudantes sentem pelos gnomos ocorre pelo fato de tê-los evocado em alguma vida anterior, valendo-se da magia branca. Nesses casos, é possível que recordem muitos fatos secretos do passado que acabaram sendo esquecidos.

Um rei elemental dirige e governa os gnomos4. Possuem gran-

de capacidade construtiva, porém não deixam que suas obras ar- quitetônicas perdurem muito tempo, pois as desintegram quando desejam criar novas formas, o que fazem constantemente.

Além disso, possuem um enorme e profundo conhecimento do cerimonial maçônico, o que se torna do maior interesse para as lojas maçônicas de nossos tempos. Os primitivos judeus, por causa da sua constante associação com metais e pedras preciosas, esta- vam em estreita harmonia com esses interessantes seres elementais. Quando conseguirmos penetrar em nossa consciência passada, verificaremos que nós também possuímos uma natureza gnômica dentro de nossos próprios átomos submersos e, através dela, po- deremos entrar em contato com esses pequenos seres pertencen- tes ao nosso passado.

No documento deuses (1).pdf (páginas 71-74)

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