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2.9 O SISTEMA E O PROCESSO DE PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO I
Segundo KOHAMA ( 1996 ), o governo tem a responsabilidade fundamental de dar o melhor nível de bem-estar à coletividade. Ffara isto se vale do processo de planejamento e orçamento com o objetivo de determinar as ações a serem realizadas pelo poder público, escolhendo as alternativas prioritárias e compatibilizando-as com os meios disponíveis para colocá-las
i em execução.
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É da competência do Congresso Nacional, conforme o art. 48, i
incisos II e IV, da Constituição Federal, dispor sobre o plano plurianual, i
diretrizes orçamentárias, orçamento anual, operações de crédito, dívida pública e emissões de curso forçado, plano e programas nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento. '
Nesse sentido, os orçamentos fiscal, de investimento e de seguridade social deverão ser consolidados na lei orçamentária anual, cujos projetos serão apreciados pelo Congresso Nacional. Os programas, por sua vez:, somente
poderão ser iniciados se incluídos na lei orçamentária. Os créditòs adicionais ficam, também condicionados à autorização legislativa. i
Pela Constituição de 1988 (Artigo 165), o processo de planejamento e orçamento consubstancia-se nos seguintes instrumentos:
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1 - Plano Plurianual (PPA),
2 - Lei das Diretrizes Orçamentárias (LDO), e
3 - Lei de Orçamentos Anuais. i
0 plano plurianual é um plano de médio prazo, através'do qual se procura ordenar as ações do governo, visando atingir os objetivos e metas pré-estabelecidos.
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No período em análise desta pesquisa, tem-se o plano plurianual do governo Fernando Henrique que cobriu os quatro anos de 1996/1999, como conseqüência da alteração constitucional que reduziu o mandato presidencial. O PPA está estruturada em duas partes. Na primeira, estão as estratégias decompostas em diretrizes de ação do governo. Na segunda, o plano relaciona os principais objetivos e metas para o período. Cabe ressaltar que o plano plurianual deste período acabou
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ficando sem nenhuma referência financeira, o que é paradoxal em se tratando de
i
um instrumento com características orçamentárias ( SILVA, 1996). Em síntese, o plano plurianual visa:
1 - orientar a ação governamental, objetivando alcançar o desenvolvimento econômico que, por sua vez, propiciará a efetiva promoção
do bem-estar social; '
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2 - orientar o planejamento, em sintonia com a programação e o orçamento do Poder Executivo, obedecendo aos princípios de
regionalização da economia; ,
3 - definir diretrizes que deverão nortear a elaboração dos orçamentos fiscal e de investimentos, que possibilitem a redução das desigualdades
regionais e sociais; e, '
4 - ordenar e disciplinar a execução das despesas com investimentos que se reverterão em benefícios para a sociedade. |
O plano plurianual atual, elaborado e aprovado em 1999, deverá estender-se de 2000/2003.
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A lei de diretrizes orçamentárias compreende metas e prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício subseqüente e tem como objetivos fundamentais: i
a) “orientar a elaboração da lei orçamentária anual, e sua execução;
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b) dispor sobre as alterações na legislação tributária; e
c) estabelecer a política de aplicação das agências oficiaiside fomento” ( SILVA, 1996).
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Os orçamentos anuais obedecerão à orientação da lei de diretrizes orçamentárias compreendendo o orçamento fiscal, de investimentos das
empresas estatais e da seguridade social. ,
A lei de diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais são considerados instrumentos de planejamento operacional, pois referem-se às diretrizes e interações presentes que, com base na situação atual e tendo em vista os recursos disponíveis, procuram maximizar os resultados do
i período.
Considera, também, que plano plurianual é o linstrumento constitucional utilizado para o planejamento estratégico, a fim de estabelecer
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diretrizes e metas da administração pública para despesas (de capital e outras dela decorrentes) e para programas de duração continuadà
A lei orçamentária anual somente poderá conter ^ispositivos relacionados à previsão da receita e despesa, exceção feita apenas para a abertura de créditos suplementares e contratação de crédito, mesmo por antecipação da receita. Os projetos de lei referentes ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas casas do Congresso, na forma do disposto no regimento comum. O exame e conseqüente emissão de parecer sobre os mesmos e sobre as contas apresentadas anualmente pelo Presidente da República é de competência de uma
i
Comissão mista permanente de Senadores e Deputados, a quem cabe, também, exercer o acompanhamento e fiscalização orçamentária.!
O sistema de planejamento e de orçamento federal pode ser visualizado através da seguinte figura:
ÓRGÃO CENTRAL Secretaria de Orçamento Federal - SOF, do Ministério do Planejamento e Orçamento - MPO
Consolidação geral das propostas setoriais e elaboração dos Projetos de Diretrizes
Orçamentárias - LDO e dos Orçamentos Anuais I
ÓRGÃOS SETORIAIS
O SP F - Consolidação das propostas parciais Coordenação de Orçamento e Finanças - COF, subordinada às ÓRGÃOS SECCIONAIS ! secretarias de Administração Geral dos Ministérios Civis e Órgãos equivalentes dos
Ministérios Militares, Poderes Legislativo, Unidades que em cada entidade da Administração Federal Indireta, centralizem funções de Orçamento ( Superintendências Regionais de Desenvolvimento, demais Autarquias, Empresas Públicas, t Sociedade de Economia Mista e i Fundações Públicas) ,
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I IA figura abaixo procura representar de forma estática as várias etapas do processo integrado de planejamento e orçamento.
Sistemática do processo orçamentário no Brasil ( interação entre o planejamento e orçamento )
Elaboração e revisão dos Planos Plano Plurianual - PPA Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO
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Controle e avaliação da execuçãoorçamentária e financeira Execução orçamentária e financeira - Cronograma - Reprogramação i i
D ecreto de execução financeira
Programação orçamentária
Elaboração da proposta , orçamentária
1r 1
Discussão, votação e
aprovação da Lei Orçamentária
Sanção presidencial e publicação da Lei Orçamentária
Fonte: PEREIRA, José Matias -
Finanças Públicos.
São Paulo: Atlas, 1999.UFSC
33A classificação funcional-programática está representada pela figura abaixo.
Classificação funcional programática.
Fonte: PEREIRA, José Matias -
Finanças Públicòsi
São Paulo: Atlas, 1999.- Caráter permanente
- Ênfase em despesas correntes - Manutenção da despesa