CAPÍTULO 3: TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL E A UTILIZAÇÃO DA JUSTIÇA RES-
3.2. O Tribunal Penal Internacional e as vítimas
Antonio Cassesse, em artigo publicado ainda antes da elaboração do Estatuto de Roma151, fala que há várias formas de fazer com que o direito internacional humanitário seja cumprido. O primeiro meio seria através das represálias, apesar de ser um instituto bastante criticado por, na realidade, agravar um conflito armado além de ser ineficiente. Uma segunda forma de se ver respeitado o DIH é através de acordos celebrados entre as partes em conflito. Um exemplo citado pelo autor é a designação de uma Potência Protetora, que seria responsável pela supervisão do respeito pelas partes de suas obrigações internacionais. O estabelecimento de “comissões da verdade”152 se- ria uma outra forma interessante de se ver respeitado o direito internacional humanitá- rio, já que geraria uma espécie de arquivo público, no qual estariam gravadas atrocida- des cometidas em conflitos armados, podendo então tal arquivo ser útil no julgamento de crimes de guerra o que também, segundo o autor, seria uma forma de cumprir o DIH.
Esta última forma é especialmente interessante, mas não por ser útil no processamento de crimes de guerra, como pretende o autor, mas na construção da memória das vítimas, para que se possa assim aprender com o passado. O autor final- mente destaca o que seria o último nível de cumprimento do DIH: a jurisdição criminal, enfatizando a persecução e a punição dos criminosos, que se tornaria efetiva com a cria- ção de um Tribunal Penal Internacional de caráter permanente. Deveria ter sido desta- cada a importância das vítimas e quanto elas são afetadas pelos conflitos armados. Do
151
CASSESE,A.On the Current Trends towards Criminal Prosecution and Punishment of Breaches of International Humanitarian Law. European Journal of International Law, vol.9, n.º 1, pp. 2-17, 1998. p.2-3.
152
Como as estabelecidas na África do Sul, após o período do apartheid e eleito o primeiro governo dito democrático. Cf. FROESTAD,J.;SHEARING,C.Prática da Justiça – O Modelo Zwelethemba de Resolução de Conflitos. In: SLAKMON,C;DEVITTO,R;PINTO,R.G.(org.). Justiça Restaurativa. Brasília: Ministé- rio da Justiça e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, 2005. p.92.
mesmo modo, a restituição também deveria ser evidenciada, inclusive por ser uma das razões pelas quais, de fato, o TPI deve ser festejado, já que o Estatuto de Roma a prevê.
O Direito interno e o internacional devem andar juntos, inclusive quando se trata do direito penal. Há quem defenda que o direito penal interno está bem avançado, enquanto que o internacional ainda está “engatinhando”153, tendo a pena nes- te ainda um valor simbólico. Com esse argumento, buscam justificar a atuação do TPI no combate à impunidade, que estaria assim agindo na prevenção geral. Assim como no âmbito interno, também se deve buscar uma justiça restaurativa internacional, e aí sim se deve exaltar o TPI, pois o artigo 75 do Estatuto de Roma, que trata da reparação às vítimas, foi o primeiro dispositivo a incluir a reparação como uma dimensão da justiça criminal internacional154.
Possuindo uma preocupação com as vítimas e com o seu sofrimento, o Tribunal Penal Internacional estaria trabalhando em defesa de uma razão anamnética, que se opõe ao esquecimento do sofrimento passado155. Trazendo a vítima ao processo, fazendo com que ela exponha todo o seu sofrimento e o que ela espera de uma atuação da instituição na qual ela confiou, o Tribunal estará construindo uma memória, a qual impedirá que o esquecimento traga problemas para a construção do próprio presente. A memória assim construída permitirá que de fato aprendamos com o passado, e que ele seja constantemente revisitado e repensado, para que então possamos construir o presen- te.
153
Cf. ARAGÃO,E.J.G.Tribunal Penal Internacional: A incorporação ao direito interno de instrumentos jurídicos de direito internacional humanitário e direito internacional dos direitos humanos. Revista do
Centro de Estudos Judiciários do Conselho da Justiça Federal, Brasília, n.º 11, p.19-30, maio/agosto,
2000. p.29.
154
FORMAN, S. Prologue. In: SHELTON, D. L.; INGADOTTIR, T. The International Criminal Court reparations to victims of crimes (article 75 of the Rome Statue) and the Trust Fund (article 79).
CENTER ON INTERNATIONAL COOPERATION NEW YORK UNIVERSITY, 1999, 26pp. Disponível em: < http://www.pict-pcti.org/publications/PICT_articles/REPARATIONS.PDF>. Acesso em: 14 de junho de 2005. p.4.
155
METZ,J.B. La razón anamnética. In: Por una cultura de la memoria. Tradução de José M. Ortega. Barcelona: Anthropos Editorial, 1999. p.76-77[tradução não oficial]
A implantação do Tribunal Penal Internacional é certamente muito importante no desenvolvimento da responsabilização penal do indivíduo na esfera inter- nacional. Alguns desenvolvimentos foram alcançados e alguns erros do passado foram corrigidos. Mas percebeu-se que ainda há um longo caminho a ser percorrido e que se torna necessário uma maior reflexão sobre o papel que ele deve desempenhar no cenário internacional. Deve haver uma reflexão, até mesmo, sobre a própria responsabilização penal do indivíduo e sobre sua real eficácia quanto à proteção dos direitos humanos das vítimas de conflitos armados. O TPI deve acompanhar as discussões que são levantadas pelo direito penal e pela criminologia. Falar que o âmbito doméstico é distinto do inter- nacional não é justificativa para que um tribunal seja instalado e passe a aplicar um di- reito totalmente fora de seu tempo, alheio as conquistas que já foram alcançadas, inclu- sive, no campo dos direitos humanos. A justiça restaurativa deve ser utilizada, portanto, como modelo a ser implantado e exercitado no âmbito internacional, especificamente no TPI.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os conflitos sempre existiram na sociedade. Sempre existirão. Assim, a idéia de paz deve ser entendida como a administração do conflito pelos seus agentes. A idéia de identificar paz com a ausência de conflitos é, no mínimo, falsa. Assim, é pre- ciso que sejam dadas aos indivíduos oportunidades e meios de solucionarem seus con- flitos. Esses conflitos podem variar de intensidade e complexidade. Podem surgir entre duas pessoas que disputam um bem, pode ser entre povos, nações e podem ocorrer até mesmo após o fim de um conflito armado. Ao fim desse, surgem outros problemas, es- pecialmente o de se reconstruir o país.
A justiça restaurativa se apresenta, portanto, como uma forma de auxi- liar na resolução desse problema. Durante um conflito armado diversos crimes são pra- ticados. Nos conflitos armados internos a questão se torna ainda mais complexa porque muitas vezes esses crimes são praticados por pessoas que antes eram da convivência de suas vítimas. Em algumas ocasiões, o evento criminoso foi isolado, tendo apenas ocor- rido porque se estava em uma situação caótica de conflito armado. Muito provavelmen- te, se a situação fosse de paz o crime não teria sido cometido. Ocorre que, com o fim das hostilidades, em outras palavras, com o fim do conflito armado, outro conflito se estabelece: entre os ofensores e suas vítimas. Como resolver esse problema, já que há a necessidade de restabelecimento do país e da convivência entre as pessoas? É necessário que seja dado à vítima e ao ofensor a oportunidade de decidirem qual será a melhor forma de lidar com as violações perpetradas e seus desdobramentos futuros.
É exatamente essa a idéia central da justiça restaurativa, apresentada nesta dissertação. Esse modelo teórico prático de justiça permite que os indivíduos se- jam vistos como verdadeiros seres humanos, dotados de autonomia e controle sobre
suas vidas e sobre seus destinos. Ao permitir que os indivíduos decidam sobre suas vi- das, a justiça restaurativa os emancipa. Durante o conflito armado haviam se transfor- mado em corpos dóceis. Com a justiça restaurativa, voltam a ser seres humanos.
A presente dissertação pretendeu, assim, expor o problema e as possi- bilidades de aplicação da justiça restaurativa em um sistema internacional que ainda parece muito preocupado com a aplicação de penas. Enquanto cada vez mais se discute no âmbito da criminologia a efetividade e legitimidade da aplicação de penas, a impres- são que se tem é que esses debates ainda não chegaram na esfera internacional, ou ao menos ainda não foi dada a devida importância. O Tribunal Penal Internacional é um exemplo do que se está tentando dizer. Sem dúvida o seu estabelecimento através do Estatuto de Roma é importante. Ele é um marco dentro do tema da responsabilização do indivíduo no sistema internacional. O problema é que ele foi criado em um contexto em que o próprio direito penal tem sido colocado em xeque.
Nas palavras de Eugenio Raúl Zaffaroni:
Enquanto os direitos humanos assinalam um programa realizador de igualdade de direitos de longo alcance, os sistemas penais são instru- mentos de consagração ou cristalização da desigualdade de direitos em todas as sociedades. Não é por acaso que os dispositivos dos ins- trumentos de direitos humanos referentes aos sistemas penais sempre sejam limitadores, demarcadores de fronteiras mais ou menos estritas do seu exercício de poder: fica claro que os direitos humanos se de- frontam ali com fatos que desejam limitar ou conter156.
Na presente dissertação pretendeu-se expor a complexidade da vitima- ção. Ela tem inúmeras causas e conseqüências. Utilizou-se o exemplo dos detidos em Guantánamo e dos meninos-soldados como forma de expor essa complexidade. De certa
156
ZAFFARONI,E.R.Em busca das penas perdidas: a perda da legitimidade do sistema penal. (tradução
forma, ambas as categorias de vítimas aqui apresentadas são fruto de conflitos armados. De um lado, tem-se a chamada guerra contra o terrorismo, que tem causado inúmeras violações aos direitos fundamentais, aos direitos humanos, à Constituição norte- americana e à própria história do constitucionalismo. Um exemplo dessa violação é o campo de prisioneiros montado na base naval estadunidense em Guantánamo, Cuba. Indivíduos acusados de serem inimigos dos EUA foram mandados para lá, sem qualquer das garantias a que um detido tem direito, sem domínio sobre suas vidas e seus destinos. De outro lado, têm-se os diversos conflitos armados que ocorrem ao redor do mundo, especialmente na África negra. Eles têm transformado crianças e adolescentes em má- quinas de guerra. Os meninos e meninas colocados no campo de batalha com fuzis nas mãos têm suas infâncias violadas. Deixam de ser crianças para se tornarem instrumentos nas mãos de grupos que pretendem adquirir mais poder e riquezas; que não se preocu- pam com os meios que serão utilizados para atingir tais fins; que não se preocupam com a conseqüência de seus atos.
Ambos os casos demonstram que, na realidade, vítimas são pessoas que perderam suas autonomias, que perderam o controle sobre suas vidas e que se trans- formaram em meros fantoches. A título de exemplo, aplicar uma pena ao Presidente estadunidense George W. Bush ou a Charles Taylor, ex-ditador da Libéria, acusado, entre outras acusações, de utilizar meninos-soldados, não fará com que suas vítimas voltem a ter autonomia e confiança para darem continuidade a suas vidas. É preciso que as histórias de vítimas como essas sejam ouvidas. É preciso que seus sofrimentos sejam levados em consideração. A justiça restaurativa, ao dar voz às vítimas, permitirá que elas mesmas digam o que entendem como justiça, como Direito, como Constituição. Dessa forma será possível entender o que ocorreu e também, a partir de então, trabalhar para que eventos como os que causaram a vitimação não voltem a ocorrer.
A justiça restaurativa, possibilitando a participação efetiva das vítimas e de seus ofensores e suas conseqüentes emancipações, permite que a abstração de nor- mas constitucionais, especialmente as qualificadas como direitos fundamentais157, e os direitos humanos tenham real concretude.
Não se pode ser ingênuo também a ponto de achar-se que um modelo de justiça, seja ele qual for, será capaz de resolver todos os problemas. Como foi expos- to ao final do 2º capítulo, é necessário que exista um equilíbrio. Conflitos armados são complexos e suas conseqüências são inúmeras. A exemplo do que ocorreu em Ruanda, após o massacre étnico agravado especialmente em 1994, muitas vezes pode ser neces- sário que tanto o modelo penal quanto o modelo restaurativo venham a ser implantados. Para resolver o problema do país africano a ONU criou o Tribunal Penal Internacional ad hoc para Ruanda, através da Resolução 955 do Conselho de Segurança. Esse tribunal especial ficou encarregado de julgar os grandes perpetradores de violações aos direitos humanos durante a guerra civil, em especial comandantes e líderes (os chamados big fish). Já para outros indivíduos, que também cometeram crimes durante o desenrolar do massacre étnico, foram restabelecidas antigas práticas restaurativas adotadas pelas tribos locais. Tais práticas, chamadas gacacas, são incentivadas pelo próprio Ministério da Justiça ruandense e se desenvolvem no âmbito da comunidade local.
Percebe-se que não há uma fórmula pronta e acabada. Como nas pala- vras de Gustav Radbruch158, “não temos que fazer do Direito Penal algo melhor, mas sim que fazer algo melhor do que o Direito Penal”. Devem ser buscadas formas de reso-
157
PAIXÃO, C. A reação norte-americana aos atentados de 11 de setembro de 2001 e seu impacto no
constitucionalismo contemporâneo: um estudo a partir da teoria da diferenciação do direito. Belo Hori-
zonte, 2004. Tese de Doutorado. Curso de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal de Minas Gerais. (inédito). p.343.
158
Citado no artigo de PINTO, R. S. G. Justiça Restaurativa é Possível no Brasil? In: BASTOS, M. T.; LO- PES, C. e RENAULT, S. R. T. (Orgs). Justiça Restaurativa: Coletânea de Artigos. Brasília: MJ e PNUD, 2005. Disponível em: www.justica21.org.br/interno.php?ativo=BIBLIOTECA. Acesso em 20 de dezem- bro de 2007.
lução de conflito que possam emancipar o indivíduo, restabelecendo sua autoconfiança, sua autonomia. Práticas como as da justiça restaurativa permitem que os envolvidos se sintam como verdadeiros protagonistas de suas vidas. Fazem com que eles voltem a controlar seus destinos.
Antes de trazer conclusões, a presente dissertação pretendeu expor problemas e apresentar possíveis caminhos. Em 2009 está prevista a ocorrência da Con- ferência de Revisão do Estatuto de Roma159 que criou o Tribunal Penal Internacional. Dentre outros problemas que deverão ser analisados durante a conferência160, uma per- tinente pauta seria o debate sobre o próprio direito penal e a sua efetividade no cenário internacional, além do papel que deve ser desempenhado pelo Tribunal, bem como o incentivo a práticas restaurativas.
159
De acordo com o artigo 123 do Estatuto de Roma.
160
Tais como a questão dos acordos bilaterais que tem impedido a atuação do TPI, o problema da defini- ção do crime de agressão, a inclusão ou não do terrorismo e do tráfico de drogas sob a jurisdição do Tri- bunal, a responsabilidade criminal de pessoas jurídicas etc. Para mais detalhes sobre os debates que estão antecedendo a Conferência de revisão, vide: SALZBURG Retreat: the future of the International Criminal Court. Salzburg, Áustria, 25-27 May 2006. Material distribuído durante a 9ª sessão de verão da Salzburg Law School on International Criminal Law, Humanitarian Law and Human Rights Law (5-17 de agosto de 2007). O material também se encontra parcialmente disponível em www.sbg.ac.at/salzburglawschool/retreat.pdf
BIBLIOGRAFIA
AGAMBEN, G. Estado de exceção. Tradução de Iracy Poleti. São Paulo: Boitempo, 2004.
______.Homo sacer: o poder soberano e a vida nua I. Tradução de Henrique Burigo.
Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2002.
ARAGÃO, E. J. G. Tribunal Penal Internacional: A incorporação ao direito interno de instrumentos jurídicos de direito internacional humanitário e direito internacional dos direitos humanos. Revista do Centro de Estudos Judiciários do Conselho da Justiça
Federal, Brasília, n.º 11, p.19-30, maio/agosto, 2000.
ARENDT, H. Eichmann em Jerusalém – um relato sobre a banalidade do mal. Trad. José Rubens Siqueira. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
ARNOLD,R. The development of the notion of war crimes in non-international conflicts through the jurisprudence of the UN ad hoc tribunals. Humanitäres Völkerrecht, Bonn, vol. 15, n.º 3, pp. 134-142, 2002.
BATISTA, N. Introdução crítica ao direito penal brasileiro. 4ª edição. Rio de Janeiro: Editora Revan, 2001.
BEAH,I. Muito longe de casa: memórias de um menino-soldado. (tradução de Cecília Giannetti) Rio de Janeiro: Ediouro, 2007.
BEEVOR,A. A batalha pela Espanha: a guerra civil espanhola - 1936-1939. (tradução
de Maria Beatriz de Medina). Rio de Janeiro: Record, 2007.
BENHABIB, S. Arendt’s Eichmann in Jerusalem. In: VILLA, Dana (ed.). The Cambridge Companion to Hannah Arendt. Cambridge: Cambridge University Press, 2000, p. 65- 85.
BERISTAIN, A. Nova criminologia à luz do direito penal e da vitimologia. Tradução de Cândido Furtado Maia Neto. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2000.
BOBBIO, N. A era dos direitos. Tradução de Carlos Nelson Coutinho. Rio de Janeiro: Campus, 1992.
BORRADORI,G. Filosofia em tempo de terror – diálogos com Habermas e Derrida. Tradução de Roberto Muggiati. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2004.
BRETONE, M. Derecho y tiempo en la tradición europea. Trad. Isidro Rosas Alvarado. México: Fondo de Cultura Económica, 1999.
CANÇADO TRINDADE,A.A.O direito internacional para o ser humano. Del Rey Revista
Jurídica, ano 4, n.º 9, p.5-8, set./out./nov. 2002.
CARVALHO NETTO, M de. A hermenêutica constitucional sob o paradigma do Estado Democrático de Direito. In: Notícia do direito brasileiro. Nova série, n.º 6. Brasília: UnB, 2º semestre de 1998. pp.233-250.
CASSESE,A. On the Current Trends towards Criminal Prosecution and Punishment of Breaches of International Humanitarian Law. European Journal of International
Law, vol.9, n.º 1, pp. 2-17, 1998.
CASSESE,A. Terrorism is also disrupting some crucial legal categories of international law. European Journal of International Law, vol. 12, n.º 5, pp. 993-1001, 2001. CONTEMPORARY practice of the United States: Reviews, release and trials of detainees at Guantánamo Bay. American Journal of International Law, vol.98, n.º 2, pp. 353- 355, 2004.
DÓRIA,P.Meninos-soldados. Super Interessante. Setembro 2007, edição 243. p.99. DWORKIN, R. Is Democracy Possible Here? : principles for a new political debate. Princeton/Oxford: Princeton University Press, 2006.
______. The Threat to Patriotism. The New York Review of Books. New York, Vol. 49, número 3, fevereiro 2002.
FERRAZ, D.A.; HAUSER, D. (coord.). A nova ordem mundial e os conflitos armados. Belo Horizonte: Mandamentos, 2002.
FISCHEL DE ANDRADE,J.H.A Proteção Internacional dos Refugiados no Limiar do Sé- culo XXI. Travessia: Revista do Migrante/Centro de Estudos Migratórios (SP), a. IX, nº 25, maio/ago 1996, pp. 39-42.
FORMAN,S.Prologue. In: SHELTON,D.L.;INGADOTTIR,T.The International Criminal Court reparations to victims of crimes (article 75 of the Rome Statue) and the Trust Fund (article 79). CENTER ON INTERNATIONAL COOPERATION NEW YORK UNIVERSITY, 1999, 26pp. Disponível em: < http://www.pict- pcti.org/publications/PICT_articles/REPARATIONS.PDF>. Acesso em: 14 de junho de 2005.
FOUCAULT,M. A verdade e as formas jurídicas. (tradução de Roberto Cabral de Melo Machado e Eduardo Jardim Morais). 3ª edição. Rio de Janeiro: NAU Editora, 2005. ______. Vigiar e punir: nascimento da prisão. (tradução de Raquel Ramalhete). 20ª
edição. Petrópolis: Vozes, 1999.
GALINDO,G.R.B. E havia algo além do Estado...: O teórico como juiz ou a teoria do Direito Internacionalde Cançado Trindade e a Corte Interamericana de Direitos Huma- nos. In: LEÃO,R.Z.R(coord.). Os rumos do Direito Internacional dos direitos huma- nos: ensaios em homenagem ao professor Antônio Augusto Cançado Trindade.
Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris Ed., 2005.
GETTLEMAN,J.Enfants soldats: enquête sur une tragédie africane. Courrier Internati-
onal. n.º 872, 19 a 25 de julho de 2007. pp.32-33.
GINZBURG, Carlo. Sinais: raízes de um paradigma indiciário. In: ________. Mitos, emblemas, sinais – morfologia e história. Trad. Federico Carotti. 2a ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 143-179.
GOMES, L. F. Direito penal do inimigo. Correio Braziliense. Brasília, 18 de outubro de 2004. Direito & Justiça, p.1.
HABERMAS, J. A inclusão do outro: estudos de teoria política. Tradução de George Sperber e Paulo Astor Soethe. São Paulo: Edições Loyola, 2002.
______.Bestialidade e humanidade: uma guerra no limite entre direito e moral. Cader-
nos de filosofia alemã. São Paulo, Departamento de Filosofia da USP, n.º 5, pp.77-87,
1999.
HOBSBAWM, E. Sobre história. Trad. Cid Knipel Moreira. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
JAKOBS,G.;CANCIO MELIÁ,M.Derecho Penal del enemigo. Madrid: Civitas, 2003.
LINTON,S. Rising from the ashes: the creation of a viable criminal justice system in East
Timor. Melbourne University Law Review. Disponível em
http://www.austlii.edu.au/au/journals/MULR/2001/5.html Acessado em 27 de agosto de 2006.
MACHADO, M.R. de A. Sociedade do risco e direito penal: uma avaliação de novas tendências político-criminais. São Paulo: IBCCRIM, 2005.
MAIA,M.Tribunal Penal Internacional: aspectos institucionais, jurisdição e princípio da complementaridade. Belo Horizonte: Del Rey, 2001.
MAINENTI,M.; DANTAS,C. Infância roubada. Correio Braziliense. Brasília, 11 de ou- tubro de 2004. Mundo, p.15.
MATE, R. La causa de las víctimas. Por un planteamiento anamnético de la justicia. (o sobre la justicia de las víctimas). 2ª Conferencia del III Seminario de Filosofía de la Fundación Juan March, martes 8 de abril de 2003. 10pp. p.1.
METZ,J.B. Por una cultura de la memoria. Tradução de José M. Ortega. Barcelona: