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O vigor do agronegócio

No documento 2 0 ano. livro do professor. temperos naturais (páginas 157-161)

Um terço das 500 maiores empresas do Brasil atua em negócios ligados ao campo. O PIB do setor deve atingir neste ano 535 bilhões de reais.

Por Aline Ribeiro - Revista Exame - As 500 Melhores e Maiores Empresas de 2007

A força do Agronegócio no Brasil pode ser medida pela envergadura das empresas -- nacionais e estrangeiras -- que nele atuam. Uma boa amostra desse vigor pode ser observada em Melhores e Maiores, de EXAME. Das 500 maiores empresas incluídas no ranking de vendas deste ano, 144 delas - quase um terço, têm negócios que dependem da atividade agropecuária. São empresas de segmentos tão variados, como alimentos, bebidas, fumo, fertilizantes, defensivos, máquinas, madeira, celulose, borracha, têxteis e comércio varejista. Essas companhias são a ponta mais visível de um setor que, no ano passado, gerou produção de 534 bilhões de reais - 33% do PIB brasileiro -, proporcionou 37% dos empregos no país, respondeu por 42% das exportações brasileiras e pela totalidade do superávit comercial.

O conceito de Agronegócio adotado nesta edição é o mesmo utilizado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Universidade de São Paulo (Cepea- USP) para calcular o PIB do setor. Além da produção agropecuária, inclui as indústrias que fornecem bens de capital e insumos para o campo, as indústrias de processamento e transformação e as redes de distribuição e consumo. Por exemplo, uma indústria de produtos químicos parece não ter relação alguma com uma empresa rural, mas participa da cadeia do Agronegócio se fabrica defensivos ou fertilizantes. O mesmo ocorre com uma rede de supermercados, que escoa os alimentos produzidos nas fazendas. Em suma, o Agronegócio abrange todas as atividades que não existiriam se não houvesse produção no campo.

O PIB do Agronegócio é calculado pela soma dos PIB agropecuário, industrial de processamento e de distribuição. Os números do Cepea atestam que o setor rural passa por um momento difícil. De janeiro a abril, o PIB agropecuário teve queda de 7,3% em relação ao mesmo período de 2004. Já o PIB da indústria de processamento e o de distribuição cresceram, respectivamente, 1,85% e 0,52%. No acumulado do ano, a

previsão é de que o PIB do Agronegócio tenha crescimento nominal (sem descontar a inflação) de apenas

Os dados de faturamento dos produtores, medidos pelo conceito de valor bruto da produção (VBP), são

outro indicativo das dificuldades vividas pelos agricultores. De acordo com a Confederação da Agricultura

e Pecuária do Brasil (CNA), a receita bruta com os 25 principais produtos, com base nos preços de junho, deve atingir 167 bilhões de reais neste ano, queda de 14,6% em relação ao ano passado. Os produtores de soja estão entre os que mais perderam renda: retração de 40%. Os plantadores de arroz e milho tiveram reduções na faixa de 30%. Em meio a esse cenário de queda no faturamento, algumas culturas vivem situação

oposta -- como a mamona (alta de 75%), a batata (25%), o café beneficiado (19%) e a carne suína (13%). O

desempenho desigual parece evidenciar um fato: o Agronegócio brasileiro atingiu tal dimensão, com tantos produtores em tantas culturas diferentes, que uma situação de crise nunca é generalizada.

QUEM GERA A RIQUEZA

O PIB brasileiro do Agronegócio atingiu 534 bilhões de reais em 2004. Veja a

participação de cada grupo do setor %

Insumos e bens de produção

Sementes, fertilizantes, rações, defensivos, produtos veterinários, máquinas e

imple- mentos 11

Produção agropecuária

Produção animal, lavouras permanentes, lavouras temporárias, horticultura,

silvicultura e extração vegetal 26

Processamento e transformação

Alimentos e bebidas, têxteis e vestuário, madeira, álcool, papel, fumo e óleos e essên- cias

31 Distribuição e consumo

Restaurantes e hotéis, bares e padarias, fast-food e self-service, supermercados, comércio atacadista e exportação

32 Fontes: CNA e Cepea-USP

ANEXOS

agronegócio

Agronegócio, ou agribusiness, significa o conjunto das empresas produtoras de insu- mos, propriedades

rurais, indústrias de processamento, distribuição e comércio nacional e internacional de produtos agropecuários

in natura ou processados. Portanto, todas as empresas produtoras de rações, defensivos agrícola, sementes,

empresas agrícola e de pecuária, além de armazéns, transportadoras, frigoríficos, laticínios, moinhos,

indústrias de suco, exportadores, atacadistas, mercados e supermercados fazem parte do Agronegócio. O Agronegócio brasileiro é responsável por cerca de 1/3 de tudo que é produzido no país, sendo o setor mais importante da economia brasileira.

http://www.gestaodoagronegocio.com.br/inicial.htm

A agricultura familiar representa 80% da produção de alimentos e 40% do PIB agro- pecuário brasileiro. Apesar de graves problemas, como o nível insustentável de pobreza em algumas regiões, esse setor do Agronegócio tem grande potencial de gerar riquezas e empregos, produzir alimentos de qualidade e garantir nível de vida digna a milhões de famílias. O programa Agronegócio Familiar tem como objetivo contribuir para o aumento de renda de produtores rurais familiar através de ações efetivas, integradas e articuladas com organizações do Agronegócio.

http://www.gestaodoagronegocio.com.br/familiar/ Dados da Universidade Federal de Viçosa - MG

o que é hidroponia?

Eng.Agr. Ruy Roberto do Carmo Junior www.hidroponica.cjb.net ©

A hidroponia é um sistema de cultivo, dentro ou fora de estufas, onde as plantas não crescem fixadas ao

MAS COMO?

As plantas são colocadas em canais ou recipientes por onde circula uma solução nutri- tiva, composta de água pura e de nutrientes dissolvidos em quantidades individuais que atendam a necessidade de cada espécie vegetal cultivada. Esses canais ou recipientes podem ou não ter algum meio de sustentação para as plantas, como pedras ou areia. A so- lução nutritiva tem um controle rigoroso para manter suas características, periodicamente é feito um monitoramento de pH e de concentração de nutrientes, assim as plantas crescem sob as melhores condições possíveis.

QUAIS PLANTAS JÁ SÃO CULTIVADAS PELA HIDROPONIA?

A alface é a mais cultivada, mas pode-se encontrar: brócolis, feijão-vagem, repo- lho, couve, salsa, melão, agrião, pepino, berinjela, pimentão, tomate, arroz, moran- go, forrageiras para alimentação animal, mudas de árvores, plantas ornamentais, en- tre outras espécies; teoricamente, qualquer planta pode ser cultivada no sistema.

QUAIS AS VANTAGENS PARA O CONSUMIDOR?

Já que o cultivo é feito longe do solo, as plantas não têm contaminantes desse meio, como bactérias, fungos, lesmas, insetos e vermes. As plantas são mais saudáveis, pois cresce- ram em um ambiente controlado procurando atender as exigências da cultura. Todo produto hidropônico tende a ser vendido embalado, não entrando em contato direto com mãos, cai- xas, caminhões, etc. Devido ao cultivo em ambiente fechado, o ataque de pragas e doenças é baixo, diminuindo ou anulando a aplicação de defensivos. Com o uso da

embalagem, você pode identificar: marca, cidade da produção, nome do produtor ou responsável técnico, ca-

racterísticas do produto e telefone de contato. Os vegetais hidropônicos duram mais na ge- ladeira. A única possível desvantagem pode ser o preço: maior em alguns poucos centavos.

QUAIS AS VANTAGENS PARA O PRODUTOR?

O trabalho é mais leve e limpo, não sendo necessárias operações como: aração, grade- ação, coveamento, capina. Não há preocupação com rotação de culturas. A produtividade e uniformidade da cultura é maior. Maior qualidade e aceitação do produto no ponto de venda

é um ponto forte na comercialização. Não há desperdício de água e nutrientes, diminuindo custos e evitando contaminação do meio ambiente e diminuição dos recursos naturais. Há uma sensível redução no número de pulverizações. Devido a independência do tipo de solo, a cultura hidropônica pode ser realizada em qualquer local.

ANEXOS

No documento 2 0 ano. livro do professor. temperos naturais (páginas 157-161)

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