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Objectivos a Atingir com a Abordagem Proposta nos Sectores do Turismo, das Actividades

Com a concepção e desenvolvimento de um produto turístico novo, designado de Turismo

Oceânico, com a criação de condições para o desenvolvimento das Actividades Marítimo- Turísticas e com a promoção da Náutica de Recreio em acções não apenas paralelas, mas

concertadas e integradas, visa-se alcançar os seguintes objectivos:

• Aumentar a atractividade de Portugal enquanto destino turístico (qualificando o produto Sol & Praia, gerando novos fluxos turísticos e criando receitas que hoje não existem);

• Aumentar o investimento privado no turismo, diversificando-o e especializando-o;

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• Dar resposta à procura interna, actual e potencial, nos diferentes segmentos de recreio e desportos náuticos (desenvolvendo a indústria da Náutica

de Recreio e fomentando a construção naval a montante desta indústria,

promovendo os desportos marítimos, a alta competição e a realização de provas desportivas internacionais);

• Valorizar ambientalmente e paisagisticamente zonas portuárias e frentes ribeirinhas degradadas;

• Criar condições para o uso integrado, ordenado e disciplinado de planos de água costeiros e espaços terrestres marginais;

• Contribuir de forma decisiva para um melhor posicionamento da Marca

Portugal no estrangeiro, criando-lhe maior notoriedade e mais elevado

grau de diferenciação;

• Contribuir para o desenvolvimento regional e local, melhorando a qualidade de vida das populações90.

Ou seja, da mesma forma que a aposta no Golfe assenta na exploração e aproveitamento inteligente do factor “clima”, a aposta no Turismo Oceânico, nas Actividades Marítimo-

Turísticas, na Náutica de Recreio, e em outras actividades que se encontram em expansão,

como por exemplo o mergulho amador e o surf, corresponde ao aproveitamento igualmente inteligente do factor “Mar”.

3.3.6. Diagnóstico-Síntese Pontos Fortes

• Importância do sector do turismo na economia nacional; • Dimensão da potencial área de intervenção/utilização;

• Oferta turística (hotelaria e restauração) desenvolvida na orla costeira;

• Destino turístico reconhecido nos mercados externos pelo produto Sol & Praia, e associado a boas condições de segurança;

• Condições naturais muito favoráveis:

- grande diversidade paisagística e biológica; ...

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- clima temperado e ameno;

- Mar com boas condições para o recreio;

- grande extensão de praias com boas condições;

• Localização geográfica favorável, na rota de correntes de tráfego internacionais, constituindo o continente português um ponto de passagem entre o Norte da Europa e o Mediterrâneo, e sendo ainda ponto de apoio à travessia do Atlântico;

• Potencial de desenvolvimento - triângulo diversificado - Açores, Madeira, Portugal continental.

Pontos Fracos

• Sazonalidade da oferta e da procura turística; • Mar frio e batido;

• Sujidade de algumas praias;

• Deficiências na especialização e profissionalismo de alguns segmentos de trabalhadores e empresários do sector do turismo;

• Informalidade da economia do sector das Actividades Marítimo-Turísticas (empresas que evitam homologações e iludem deveres fiscais);

• Legislação dispersa, pesada e desadequada;

• Processos de licenciamentos complexos e desmotivantes; • Excessiva burocracia91;

• Fiscalidade penalizante (v.g. a Náutica de Recreio é classificada como sector de bens de consumo de luxo);

• Desordenamento urbanístico de zonas litorais;

• Insuficiência de infra-estruturas de apoio e respectivos equipamentos (nomeadamente saúde, cultura e recreio) em áreas de intensa ocupação turística;

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91 Como é exemplo a obrigação dos visitantes de submeter documentos a três autoridades diferentes (autoridade marítima que identifica

o barco; Brigada Fiscal da GNR que identifica a tripulação e procede a formalidades de fronteira; Alfândega que controla importação de fora da UE); ou as formalidades burocráticas de inscrição e homologação de embarcações.

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• Falta de acessos ao Mar/limitações impostas; • Insuficiente vigilância das praias e orla costeira; • Insuficientes meios de socorros a náufragos;

• Insatisfatórios serviços de apoio à navegação via rádio;

• Falta de oferta em infra-estruturas como marinas, portos de recreio, docas, postos de estacionamento a seco, para a frota residente e visitante92.

Desafios e Oportunidades

• Efeitos transversais de desenvolvimento na sociedade e na economia;

• Perspectivas de crescimento sustentável e constante do turismo à escala mundial; • Diversificação da oferta do turismo em Portugal (lazer, negócios, congressos, etc.); • Desenvolvimento de novos segmentos turísticos (aventura, eco-turismo, etc.);

• Pressão da procura doméstica no sector da Náutica de Recreio em Portugal em virtude do fraco nível de desenvolvimento das indústrias náuticas e de recreio – oferta insuficiente - bem como das Actividades Marítimo-Turísticas (um barco para cento e cinquenta e nove pessoas)93,94;

• Pressão da procura externa em virtude de nos demais países da Europa se assistir a um estrangulamento da oferta95.

• Disponibilidade de áreas para a criação de apoios à Náutica de Recreio em zonas estuarino-fluviais e portos de comércio e pesca;

• Aproveitamento das condições climáticas para criar centros de treino de vela de alta competição;

• Desenvolvimento da oferta cultural, incluindo museus, aquários e comunidades piscatórias tradicionais.

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92 São insuficientes os lugares fixos de estacionamento para a frota residente e não existem condições adequadas para o abrigo de

embarcações e tripulações da frota visitante, chegando mesmo a nossa costa a ser conhecida em certos meios como a “costa negra”.

93 Na Noruega o ratio é de um barco para cada sete pessoas.

94 Concentração da população na faixa litoral do nosso território, associada à histórica atracção dos portugueses pelo Mar, e ao aumento

da divulgação da Náutica de Recreio, indicam potencial aumento de utilizadores.

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Ameaças, Riscos e Constrangimentos

• Degradação ambiental dos recursos naturais da zona costeira;

• Desqualificação de amplas zonas urbanas do litoral em decorrência do desordenamento urbanístico do passado e do presente;

• Aumento da utilização dos espaços marítimos costeiros e dos consequentes impactos negativos sobre ecossistemas e biodiversidade;

• Aumento do número de destinos concorrentes ao segmento Sol & Praia pelo crescimento de indústrias turísticas em países em vias de desenvolvimento;

• Potencial dificuldade em agregar numa gestão integrada as diversas Actividades

Marítimo-Turísticas;

• Dificuldade de gerir de forma integrada interesses diversos e potencialmente conflituantes (Turismo/Pescas/Ambiente/Segurança), dando azo à emissão de legislação sectorial penalizante.

3.3.7. Recomendações e Propostas

O Vector Estratégico em análise assenta fundamentalmente no reconhecimento do potencial, e simultaneamente do subaproveitamento, do Mar para o desenvolvimento da indústria nacional do turismo, bem como de outras indústrias associadas.

O desenvolvimento do turismo, das Actividades Marítimo-Turísticas e da Náutica de Recreio implica, por sua vez, uma revisão extensa e profunda da legislação que incide sobre estas actividades, bem como pressupõe a tomada de medidas que reduzam a burocracia associada à aplicação daquela legislação. Com efeito, existe necessidade de alterar legislação, nalguns casos desregulamentando actividades que se encontram excessiva e detalhadamente reguladas pelo legislador, noutros casos dando enquadramento legal a actividades que ainda não o têm96.

Não obstante, não é apenas nos domínios da legislação e da burocracia que se encontram as respostas dadas por este Vector Estratégico. É igualmente necessário vontade e força de criar e inovar, desenvolvendo infra-estruturas, lançando conceitos, gizando planos de promoção, integrando ideias e actividades que se encontram desligadas, procurando qualidade, selecção e certificação.

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96 A actual legislação, por não ser adequada, tem por efeito, nomeadamente, fomentar a informalidade na indústria das Actividades

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Nas recomendações e propostas que a seguir se apresentam procura-se dar algumas das respostas adequadas a criar condições para tirar partido do potencial do Mar, bem como a terminar com o subaproveitamento deste recurso – que advogamos existir – para o turismo e as indústrias conexas do lazer e da Náutica de Recreio.

Assim, recomenda-se:

1. A concepção, engenharia e desenvolvimento de um plano de gestão e promoção de um novo produto turístico, complementar do produto principal Sol & Praia, designado

Turismo Oceânico;

2. A análise, avaliação e revisão de todo o quadro legislativo e regulamentar que incide ou produz impacto no desenvolvimento das actividades e infra-estruturas necessárias ao Turismo Oceânico, incluindo em particular as Actividades Marítimo-Turísticas e a

Actividade da Náutica de Recreio97;

Em decorrência desta recomendação propõe-se:

3. A actualização do Plano Orientador de Desenvolvimento de Infra-estruturas de Apoio à Náutica de Recreio e Desporto, incluindo a criação de um quadro regulamentar que facilite a promoção, através da iniciativa privada, do desenvolvimento dessas infra-estruturas;

4. A criação de um quadro legal relativo à construção e exploração dos portos de recreio;

5. A elaboração de um plano de concessões, em conformidade com o Plano Orientador acima mencionado;

6. A criação de um único interlocutor público para os promotores e operadores de instalações portuárias de recreio;

7. A revisão do quadro de regulação da Náutica de Recreio e de outras actividades, incluindo o mergulho recreativo, acompanhada de medidas destinadas a simplificar consideravelmente a burocracia das entidades reguladoras, inclusive a que é sentida pelos tripulantes da frota visitante98;

8. A revisão do quadro legal referente à formação e certificação dos navegadores náuticos, com vista a simplificar essa formação, melhorando ainda assim a sua qualidade;

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97 O apoio às actividades marítimo-turísticas começa com a revisão/racionalização da legislação aplicável, bem como com a

desburocratização da sua regulação. Este apoio é determinante para o desenvolvimento das actividades ligadas ao aluguer de embarcações de recreio e ao serviço de cruzeiros turísticos.

98 A redução da burocracia, aliada ao desenvolvimento de infra-estruturas de apoio à Náutica de Recreio, permitirá a captação de

segmentos específicos da procura turística internacional ligados a este sector (aumento do número de escalas e do tempo de estadia; estacionamento permanente ou sazonal de embarcações de recreio).

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9. A revisão do quadro legal referente ao registo de embarcações de recreio e ao registo e homologação de Actividades Marítimo-Turísticas;

10. A finalização e operacionalização de um registo central das embarcações de recreio existentes;

11. A análise das disposições fiscais aplicáveis às Actividades Marítimo-Turísticas e à

Náutica de Recreio, com vista a promover o desenvolvimento destas actividades;

E ainda:

12. O desenvolvimento de planos e a construção de infra-estruturas modernas, incluindo terminais de navios de passageiros, marinas, portos de recreio, ancoradouros, locais de armazenagem a seco de embarcações, rampas públicas de acesso ao Mar e respectivos parques de atrelados, tudo com vista a responder à expansão da Náutica

de Recreio, das Actividades Marítimo-Turísticas e da indústria mundial de turismo de

cruzeiro;

13. A introdução de um sistema de classificação e certificação dos promotores e fornecedores de Actividades Marítimo-Turísticas e outras actividades de lazer, incluindo, entre outras, o aluguer de embarcações, os cruzeiros turísticos, as escolas/ clínicas de surf, windsurf, ski-aquático ou mergulho recreativo;

14. A ampliação da duração da época balnear oficial e das concessões de praia, com vista a reduzir a sazonalidade da oferta;

15. O investimento na presença mais visível de forças de segurança marítimas, na vigilância das praias e, principalmente, no melhorarmento dos meios de socorros a náufragos e na sua prontidão;

16. A criação de programas que permitam o estabelecimento de protocolos entre os centros e clubes de vela, remo e outros desportos náuticos e as escolas, com vista a criar “acessibilidades” dos estudantes ao desporto e à Náutica de Recreio;

17. A criação de centros de treino de vela de alta competição, com vista a trazer a Portugal equipas de competição de vela ligeira e oceânica, tirando pleno partido das nossas condições climatéricas;

18. A criação de programas e iniciativas que permitam associar os aquários, oceanários e museus do Mar aos circuitos de turismo – contribuindo para dar conteúdo ao

Turismo Oceânico – promovendo essas instituições, e que permitam igualmente dar

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19. A promoção da pesca desportiva99;

20. A criação de incentivos ao investimento em eco-resorts – turismo sustentável - e

spas, e a visitas e à prática de actividades de aventura em áreas protegidas da orla

costeira (colocação de sinalética, construção de refúgios etc.);

21. A criação de áreas específicas para o mergulho subaquático, nas quais deverão ser criados pontos de interesse artificiais (barcos propositadamente afundados em zonas de baixa profundidade, etc.);

22. O desenvolvimento de programas de formação profissional nesta área do turismo, incluindo o lançamento nas instituições de ensino apropriadas de disciplinas vocacionadas, como gestão de marinas e portos de recreio ou gestão de Actividades

Marítimo-Turísticas;

23. O desenvolvimento de programas de formação profissional dirigidos aos funcionários das entidades reguladoras e fiscalizadoras da Náutica de Recreio e Actividades

Marítimo-Turísticas, incluindo os membros das forças de vigilância e segurança.

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99 Esta actividade é, do ponto de vista económico, considerada em outros países uma actividade altamente rentável, nomeadamente na

relação volume/valor do pescado, pelo que deve ser fomentada no âmbito e contexto deste Vector Estratégico. Por esta razão, a pesca desportiva não pode ser percepcionada como um modo de concorrência desleal da pesca profissional, o que a ocorrer não caracteriza a actividade, mas sim uma patologia desta actividade que se desenvolve por falta de fiscalização, ou por haver fiscalização deficiente. Nestes casos, o problema será, pois, um problema de fiscalização e não da pesca desportiva propriamente dita.

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100 Com efeito, as indústrias da construção e da reparação naval não são indústrias complementares, antes devendo ser vistas como

indústrias diferentes. Isto será ainda mais verdade em Portugal, uma vez que a indústria da reparação naval praticamente coincide com uma única empresa.

... Vector Estratégico 3.4.

“Construção e Reparação Naval”

As indústrias da construção e da reparação naval são indústrias bastante específicas, muito distintas de outras indústrias fabricantes de meios de transporte, nomeadamente a indústria automóvel e a indústria aeronáutica. Em rigor, as indústrias da construção e da reparação naval não são apenas distintas daquelas indústrias, como são até distintas entre si100. Nestes

termos, apesar de ambas as indústrias serem abordadas em conjunto, insere-se no texto uma referência concreta à indústria da reparação naval.

3.4.1. O Contexto Internacional

As indústrias da construção e da reparação naval sofreram uma acentuada diminuição da procura na generalidade dos países europeus com a crise petrolífera de 1973. Desde então, e apesar de o transporte marítimo mundial ter voltado, desde 1983, a crescer continuamente, as indústrias da construção e da reparação naval permanecem, no continente europeu, numa situação de crise e instabilidade. Para esta situação contribui não apenas a disseminação e sobre-capacidade da oferta, mas também a deslocalização destas indústrias durante os últimos vinte anos para locais de mão-de-obra mais barata. Esta deslocalização, por sua vez, veio coincidir com a submissão das indústrias europeias à postura concorrencial das suas congéneres do Extremo Oriente, incluindo a Coreia do Sul e a China que, praticando preços proibitivos para a Europa, e beneficiando da desvalorização das moedas da região, adquiriam uma muito maior competitividade, traduzida em quotas de mercado correspondentes. Este estado de coisas tem levado ao encerramento de vários estaleiros europeus e à redução da capacidade de muitos outros, podendo afirmar-se que se assiste neste momento a um generalizado processo de reestruturação da indústria naval europeia.

Com efeito, os países da União Europeia e a Comissão Europeia reconhecem a necessidade de proteger estas indústrias. Como a indústria aeronáutica, a indústria naval é uma indústria estratégica, e é uma indústria qualificadora que integra conhecimento. Por esta razão, foi elaborado, no âmbito do sector, um estudo estratégico para a União Europeia, denominado de Leadership 2015, que visa a adopção de um conjunto de medidas de apoio à indústria naval europeia, incluindo apoios, subsídios e incentivos financeiros à inovação, concepção e projecto, numa lógica de que a sobrevivência desta indústria dependerá da sua capacidade para comandar as áreas de inovação e complexidade tecnológica ou, por outras palavras, para se especializar, dentro do sector da indústria naval, nos segmentos respeitantes às embarcações mais sofisticadas, receptoras de mais tecnologia, como as de transporte de substâncias perigosas, químicas em particular, ou de passageiros.

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101 Livro Verde da Cooperação Ensino Superior-Empresa, Sector do Mar e Recursos Marinhos, págs. 45 e seguintes.

Apesar de, nas últimas décadas, se assistir na Europa a reestruturações profundas das indústrias navais, estas permanecem muito mais fragmentadas do que nos países do Extremo Oriente, designadamente no subsector dos construtores de equipamentos, com os óbvios reflexos negativos no preço final dos produtos (navios). Será necessário, portanto, continuar a procurar suprir as desvantagens estruturais que resultam dessa fragmentação, através da concentração possível e do aumento de eficácia nos diversos procedimentos.

Em resumo, as indústrias da construção e da reparação naval são indústrias de grande importância estratégica para a Europa. Elas têm um papel dinamizador da inovação no sector marítimo; são os líderes mundiais na construção de navios incorporadores de elevada tecnologia; e detêm mais de 40% do mercado mundial de reparação.

Ademais, as indústrias de construção e de reparação naval são indústrias críticas para a segurança do transporte marítimo e, em certa medida, para a política de defesa comum da Europa.