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Veremos a importância da definição de objetivos para o planejamento financeiro pessoal.

3.3.1 Objetivos e Metas

O objetivo tem haver com adaptabilidade ou cenários especificamente. Por exemplo, para um casal recém-casado um imóvel com apenas um quarto seja suficiente. Mas quando vier um filho será necessária uma mais um quarto. Levantar quais são os cenários para cada objetivo é primordial para realizar a alocação de recursos. Pois toda alvo precisa de recursos. Quais os recursos disponíveis para passar de um imóvel de um quarto para dois quartos? Será necessário uma simples reforma, ou locar em outro local, o comprar? Para

OBJETIVO

PLANEJAMENTO

ORÇAMENTO

CONTROLE DE

RECURSOS E

DESPESAS

quando será necessário o segundo quarto? Depois, ou antes, do nascimento do filho? Todas as perguntas que giram em torno do objetivo significam que as metas estão sendo construídas.

Em outro caso, suponhamos que alguém queira adquirir um automóvel. Mas será que a necessidade ou desejo por trás do objetivo é simplesmente se locomover, ou pode ser conforto, ou ainda ter status? Se for se locomover o quesito mais importante será o preço na hora de decidir a compra. Se for conforto o carro precisará ser novo ou seminovo. E se for status o carro necessariamente não precisa ser zero km, mas terá que ter um valor de mercado acima do comum. Sendo assim o desejo ou a necessidade do individuo influencia no detalhamento do seu objetivo.

Conforme o dicionário Aurélio (2006), objetivo significa alvo, proposito que se quer alcançar e metas significam mira, finalidade. No campo financeiro o objetivo é o alvo principal e as metas são etapas para alcançar esse alvo.

Portanto a definição de objetivos precisa ser clara e envolver desafios. Algumas pessoas não conseguem realizar os objetivos por que traçam vários alvos e querem realiza-los de uma só vez. Outro problema comum é a definição de vários objetivos sem destacar o que é prioridade. Por exemplo, imagine que a pessoa queira fazer uma faculdade, comprar um imóvel, viajar para o exterior e trocar de carro. O esforço de realizar tudo no mesmo momento pode ser inviável. Mas quando se estabelece o que é prioritário, todos os esforços se voltam para um objetivo de cada vez. A ordenação da lista de prioridade depende da motivação de cada pessoa e não segue nenhuma regra especifica.

Lista de prioridade dos objetivos: 1. Trocar de carro

2. Fazer a faculdade 3. Viajar para o exterior

4. Comprar imóvel

Definido os objetivos, as metas possuem algumas características básicas. São elas:

Específicas - as metas inteligentes são específicas o bastante para sugerir uma ação. Exemplo: Poupe dinheiro suficiente para comprar um refrigerador, não apenas poupe dinheiro.

Mensuráveis - você precisa saber quando atingiu sua meta ou a que distância está dela. Exemplo: um refrigerador custa mil reais e você tem quinhentos reais já poupados.

Atingíveis - os passos dados para atingir sua meta precisam ser razoáveis e possíveis. Exemplo: sei que posso poupar metade do

dinheiro que ganho todo mês para atingir minha meta dentro de um ano.

Relevantes - A meta precisa ser de bom senso. Você não vai querer trabalhar para chegar a uma meta que não se encaixa em suas necessidades.

Exemplo: Você não precisa poupar dinheiro para comprar dezoito pares de sapatos.

Previsíveis - Estabeleça uma data alvo definida. Exemplo: O técnico disse que meu refrigerador não vai durar mais um ano. (Finanças Práticas, 2000)

As metas podem ser de curto prazo, em até um ano, médio prazo, de um a três anos, ou longo prazo a partir de cinco anos. E precisam ser mensurados com quatro perguntas principais;

• Para Quando? • Como fazer? • Quanto custa?

Essas perguntas esclarecem o que precisa ser feito para alcançar o objetivo principal. E mostra se o objetivo é viável do ponto de vista financeiro ou não.

3.3.2 Acompanhamento

Todo planejamento pode provocar uma mudança de comportamento, desde que a pessoa esteja comprometida com o alcance de seus objetivos. E essa mudança quando acontece precisa ser acompanhada de maneira quantitativa através do fluxo de caixa.

Nas grandes empresas quando se fala em receita e custos geralmente existe a comparação entre dados reais, dados orçados e dados históricos. E essa comparação é acompanhada mês a mês. Para o sucesso pessoal não é diferente, porque a comparação é o meio para conhecer o quanto se melhorou ou o quanto precisa ser melhorado.

O acompanhamento pode ser feito analisando linha por linha do fluxo de caixa. Isso serve para identificar quais contas precisam ser ajustadas. Veremos o exemplo na figura abaixo.

Jan Fev Mar ... Saldo Anterior 0 -21 -57 24

Receita(renda) Jan Fev Mar ... Total Salário 2.000 2.000 2.000 6.000

Dividendos/Ações 0

Pensão 0

Mesada 0

Sub-Total 2.000 2.000 2.000

Despesa(gastos) Jan Fev Mar ... Total Aluguel 500 500 500 1.500 Condominio 130 130 130 390 Luz 50 65 78 193 Agua 52 49 54 155 Gás 27 32 45 104 Mercado 380 450 390 1.220 Telefone 70 75 82 227 Internet 60 60 60 180 Tv 60 60 60 180 Financiamento 0 Plano de Saude 250 250 250 750 Cartão de Crédito 52 81 0 133 Lanche 270 234 198 702 Lazer 120 50 72 242 Investimento 0 ... 0 Sub-Total 2.021 2.036 1.919 5.976 Total -21 -57 24 0

Observando a linha salário, observa-se que a receita é constante. Assim como algumas despesas como aluguel, condomínio, Internet, TV e plano de saúde também são. Nessas contas, tanto de receitas como de despesas, no qual os valores são constantes, geralmente estão vinculados a contratos que provavelmente são reajustados uma vez por ano. Portanto os valores que são fixos, só serão alterados caso haja mudança ou quebra de contrato.

Analisando as despesas, existem contas que são variáveis, ou seja, não estão vinculados a contratos. Nesse tipo de conta é relevante fazer uma analise mais detalhada levando em consideração quanto cada uma delas consome a receita. Para calcular basta dividir o valor gasto de cada linha/mês pela receita do mês. Por exemplo, os gastos com lanche consumiram 14% da receita em Jan, 12% em Fev e 10% em Mar. Já os gastos com o cartão de crédito consumiram 3% em Jan e 4% em Fev e não consumiu nada em Mar. Pode-se dizer que essas duas contas tiveram o peso maior para que o resultado não fosse negativo em Mar, pois foram os que mais tiveram redução percentual em relação aos dois outros meses.

Quando se deixa de olhar os números friamente e se passa a fazer a análise comparativa, fica fácil entender para onde o dinheiro está indo e quais as contas que refletem uma urgente necessidade de mudança de comportamento.

CONCLUSÃO

Nesse trabalho foi enfatizado como a falta de conhecimento sobre gestão financeira pode interferir naquilo que chamamos de qualidade de vida. As consequências da falta de instrução podem refletir em qualquer área da vida, sem que as pessoas notem que o problema principal está na maneira como lidam com o dinheiro.

Foi abordado que o fato de ganhar mais do se ganha não significa a única solução para aqueles que estão com “a corda no pescoço”, ou seja, endividados. Ao invés de perder horas de sono, de lazer, momentos em família trabalhando para ganhar mais dinheiro, o indivíduo pode gerenciar seus gastos evitando que se gaste além daquilo que se ganha.

O consumo consciente foi abordado visando que é possível lucrar quando se gasta com consciência. Os impulsos na hora da compra é um dos motivos de endividamento. Mas existem algumas regrinhas, como a pesquisa de preço e comparação de produtos para evitar certos tipos de prejuízo.

É melhor se antecipar as mudanças do que ser surpreendido por elas. Sendo assim, conclui-se que para o equilíbrio nas finanças é necessário organização. Essa organização acontece quando é implantado o planejamento financeiro alinhado a objetivos realistas e alcançáveis.

O dinheiro por si só não pode melhorar ou piorar a qualidade de vida, seja ele em muita quantidade ou pouca quantidade. A qualidade de vida é beneficiada quando o uso do dinheiro é bem gerido através das ferramentas de gestão financeira.

ANEXOS

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