Verificar através de uma revisão de bibliográfica, se o Karatê-do mesmo sendo uma arte marcial que utiliza uma grande variedade de técnicas de combate corporal, pode ajudar na formação de estudantes, do ensino fundamental e médio,
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menos agressivos e com um comportamento mais sociável perante o ambiente escolar.
4 METODOLOGIA
Trata-se de uma revisão de literatura, processo de busca, análise e descrição de um corpo de conhecimentos em busca de resposta a uma pergunta específica (GIL, 2008). A busca dos artigos científicos, foi feita através das seguintes bases de dados: Periódicos Capes, Scielo e Bireme. Com as seguintes palavras-chaves: Artes marciais; Formação e Agressividade; Ensino Fundamental e Médio; utilizando do Booleano AND e das seguintes combinações de palavras-chaves: Artes Marciais AND Formação e Agressividade; Artes Marciais AND Ensino Fundamental e Médio; Ensino fundamental e médio AND Formação e Agressividade. Com a prioridades em estudos no período de 2000 a 2017. Além de utilizar dos seguintes livros: O Melhor do Karatê 1, (2014); O Melhor do Karatê 2, (2014); Três Mestres do Dubo: Kano(Judô), Funakoshi (Karatê), Ueshiba (Aikido), (2007); Os Vintes Princípios Fundamentais do Karatê (2005) e Karatê-do: O Meu Modo de Vida (2007).
O critério de inclusão e exclusão dos artigos científicos, ocorreu da seguinte maneira: primeiramente os artigos foram selecionados de acordo com o tema e logo após isto, foi feita a leitura do resumo juntamente com a introdução, daí se o determinado artigo tivesse relevância ao tema do abordado, seria incluído para leitura completa. Após essa leitura mais aprofundada, caso o trabalho apresentasse conteúdo de importância seria incluído como referência bibliográfica.
Seguindo-se esses critérios foram incluídos ao todo 39 referências para a realização deste Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
5 RESULTADOS
Conforme foi observado em todos os artigos; a pratica de uma arte marcial, como o Karatê-do, não irá aumentar as ocorrências de agressividade, muito pelo contrário, vai aumentar a consciência do aluno para um convívio pacífico, isso está ancorado nos fundamentos teóricos e filosóficos não só do karatê-do, mas como nas
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demais artes marciais orientais de forma geral; pois todas elas não têm a prática da agressividade ou da violência, mas contribuem para a formação do caráter e do desenvolvimento de verdadeiros seres humanos, com autodisciplina. Isso é bastante visível nas sociedades orientais, principalmente na China e no Japão, pois as artes marciais fazem parte de sua cultura desde de sua origem. A pratica do karatê e de outras artes marciais, pode ser um caminho satisfatório para ser ter uma sociedade saudável e com comportamentos menos agressivos e onde poderíamos ter menos conflitos entre as pessoas.
E de acordo com os artigos científicos encontrados, podemos afirmar que o Karatê-do é uma ferramenta que pode ajudar os praticantes a serem pessoas mais pacíficas e no ambiente escolar pode servir de meio para que os estudantes procurem maneiras de resolver os conflitos nas aulas sem que haja agressão física, pois como foi visto no estudo de Rosa Sandi (2010) que em 96% dos casos de discussão ocorrente entre os estudantes se transformar em agressões físicas, mostrando a falta de diálogo entre eles pra resolução de conflitos e como vimos nos princípios criados por Funakoshi, onde o karatê prega uma ideia de não violência e respeito pelo próximo (FILHO, 2014).
Fica mais evidente ainda no estudo Direto de Campo, onde se faz a busca dos dados diretamente da fonte, realizado por Pacheco (2012) através de um formulário semiestruturado, com a participação de 15 adolescentes praticantes de diversas artes marciais, portanto ficou comprovado que a prática de qualquer que seja a arte marcial, pode auxiliar de forma positiva na redução da ação de comportamentos agressivos por parte dos estudantes nas aulas de Educação Física, pois elas contribuem para o autocontrole dos alunos e para a formação do cidadão.
No estudo de campo, com uma abordagem quantitativa produzido por Leonardo et al (2011) com a participação de 30 pais e pessoas ligadas ao corpo docente da escola, que tem o convívio diário com os 30 alunos com idade entre 7 e 10 anos de idade, que serviram de base para as perguntas do questionário aplicado e estas crianças tinha que ter pelo menos três meses de prática regular de Karatê. Este estudo mostrou que 67% dos alunos teve melhora no convívio com outras pessoas e o nível dessa melhora foi considerada significativa por 40% dos entrevistados; 47,5% afirmaram que o grau de satisfação com os resultados
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adquiridos pela prática de karatê foi excelente e 63% disseram que foi bom; 34% responderam que os alunos estão respeitando as regras do bom convívio após a prática da modalidade e 60% responderam que as vezes; 75% concordam que o karatê contribuiu muito para o controle da agressividade dos alunos e 25% que a contribuição foi razoável; 70% dos entrevistados indicariam com certeza a prática do karatê, enquanto 30% talvez indicassem a modalidade. Nesse estudo fica evidente que com apenas três meses de prática do karatê, esta arte marcial teve uma contribuição significativa para diminuição da agressividade.
No estudo feito por Souza et al, (2010); se propôs uma comparação entre
praticantes e não praticantes de desporto de combate, no caso avaliou praticantes de Karatê do estilo Goju-Ryu. Participaram da pesquisa 120 indivíduos, sendo 63 eram praticantes e 57 não praticavam num desporto de combate, que tiveram que responder um questionário de agressão, composto por 29 itens, que avaliam a agressividade em quatro medidas: agressão física, agressão verbal, raiva e hostilidade. O resultado mostrou que os não praticantes de karatê tinham um nível superior em todas as medidas da agressividade em relação aos praticantes de karatê. Fica mais que comprovado nesse estudo a existência de uma relação inversamente proporcional entre agressividade e a prática de desportos de combate.
O Estudo de Caso feito por Tramontin; Peres (2008), através do Projeto Karatê, com vinte e nove alunos de uma das turmas da 5° série do Colégio Estadual Nestor Victor dos Santos no Município São Miguel do Iguaçu - PR. Foi utilizado um questionário que serviu como critério de escolha da amostra, onde optou-se essa turma sendo considerada a mais problemática da escola segundo os professores, a direção e equipe pedagógica. Após o desenvolvimento das atividades foi realizado um segundo questionário que serviu para análise comparativa com o primeiro e a descrição dos resultados foi bastante eficaz. Os resultados mostram que as aulas de Karatê-do aplicadas foram fundamentais para tornarem estes estudantes menos agressivos na escola. Além disso, os estudantes mostram mais comprometimentos com as tarefas aplicadas nas outras disciplinas e com o cumprimento dos horários. Verificou-se essa transformação nas falas finais da Professora de Matemática no
final desde Projeto. “No decorrer do ano letivo percebi que a maioria das atitudes da
5ª A, como: indisciplina e falta de respeito, palavrões e outras atitudes hostis foram sendo superadas. Hoje podemos dizer que damos excelentes aulas nessa turma,
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onde isso não acontecia. Quisera que todas as turmas com problemas de indisciplina e aprendizagem tivessem a oportunidade de terem um projeto de “apoio” como esse. Sei o quanto foi trabalhoso para o professor “transformar” nossos alunos. Gostaria de ressaltar também o empenho de toda a equipe de professores que atuam nessa turma que se engajaram de “corpo e alma” nesse lindo projeto. O professor está de parabéns! “Professor transformador”.
Através de todo aqui exporto é mais que evidente que o Karatê-do pode ser um meio de contenção dos impulsos agressivos dos estudantes, pois essa arte marcial se preocupa com a formação de valores dos praticantes, dando-lhes instrumentos para não reagirem de forma agressiva diante dos problemas encontrados no seu cotidiano, além de proporcionar uma atividade física rotineira, tornando o praticante fisicamente ativo.
6 DISCUSSÃO
Vimos que o Karatê-do é uma arte marcial desenvolvida na ilha de Okinawa, antigo Reino de Ryukyu, que originou da fusão de diversas técnicas de combate; porém ao contrario do que muitos pensam ele pode servir como uma ferramenta para a formação de estudantes menos agressivos. Pois o Karatê é essencialmente pacífico e tem sua finalidade na defesa e não no ataque, como alguns pensam, ele cultiva a cortesia, a boa educação e o respeito entre os semelhantes; razão pela qual torna-se um fator altamente positivo na formação do caráter e da moral dos praticantes.
E como a agressividade é um atributo natural de todo ser humano, sendo considerada como uma manifestação irracional de uma força que faz o organismo tender para um objetivo que por muitas vezes poderíamos resolver através do dialogo e no ambiente escolar como estamos lidando com indivíduos em desenvolvimento social, devemos estar preparados para auxilia-los nesta caminhada de resolução de problemas sem utilizar de meios agressivos. Pois o aprendizado dessa arte marcial proporciona virtudes necessárias para uma atuação social positiva: união, amizade, respeito e disciplina, visando conter o espírito agressivo dos alunos.
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Estas virtudes são muito importantes nos dias atuais, em que se observa um aumento nas estatísticas de violência nas escolas e na sociedade em geral. Devido ao abandono dos responsáveis na educação de seus filhos, muitos deles esperam que os professores resolvam atitudes que eles deveriam resolver como pais.
Com isso podemos ver que o Karatê-do é um mecanismo ideal para a formação de estudantes menos agressivos, pois a sua prática como ferramenta pedagógica contribui para a socialização dos estudantes e combatendo esses impulsos agressivos através de uma convivência saudável e pacifica para todos. Isso se dar, pois a didática do karatê-do contribuir para o relacionamento interpessoal e conduzir os educandos na diminuição da agressividade de seus alunos e esse sentimento de raiva deles vai ser direcionado como forma de energia saudável para a colaboração e companheirismo, criando um ambiente amigável nas aulas de educação física.
7 CONCLUSÃO
Como foi apresentado nos resultados acima, vemos que fica bem claro que o Karatê-do mesmo sendo uma arte marcial que utiliza de uma grande variedade de técnicas de combate corporal, pode servir como um mecanismo fundamental para ajudar na formação de estudantes, do ensino fundamental e médio, menos agressivos e com um comportamento mais sociável perante o ambiente escolar.
Pois essa arte marcial além de desenvolver práticas de combate, tem como prioridade o desenvolvimento do caráter e da moral dos praticantes, isso fica bastante evidente através dos Vinte Princípios Fundamentais que foram implantados por Funakoshi, onde percebemos que o Karatê-do preza pela a auto defesa e não para atacar.
O presente estudo confirma o seu objetivo, mostrando que o Karatê-do pode ser utilizado como um mecanismo de contenção da agressividade dos estudantes podendo ser usado como pratica esportiva de luta, pois tais modalidades estão presentes no conteúdo da Educação Física Escolar. Pode ser trabalhado o Karatê nos anos iniciais de formação estudantil de maneira lúdica, nas aulas de educação física, disponibilizando para eles a aquisição de habilidades motoras. Já com os
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estudantes dos anos mais avançados podemos utilizar o Karatê como um projeto escolar como foi feito por TRAMONTIN; PERES (2008), em seu trabalho ficou bastante claro os benefícios do Karatê-do no desenvolvimento de comportamentos menos agressivos pelos estudantes, além de tornarem estes mais comprometidos com as atividades escolares.
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