Objetivos:
1. Averiguar se há correlações entre as atitudes concernentes à liberalização sexual, à dessexualização e ao conformismo, em que grau ocorrem e se suas variações sugerem organizações psicodinâmicas específicas.
2. Elucidar algumas contradições da estrutura psicossocial da liberdade sexual administra.
Hipótese geral:
1. A liberdade sexual administrada é a expressão contraditória do anseio por liberdade produzido sob as determinações do mundo não-livre; o prazer sexual que compreende obsta a percepção dos limites e contradições dessa pseudo-liberdade, por vezes, colocada no lugar da verdadeira liberdade sexual, que, assim, permanece negada. Ela, de fato, fundamenta-se nas importantes mudanças transcorridas no âmbito da regulação moral das formas de prazer – as quais, inclusive, caracterizaram a superação parcial da moral sexual francamente repressiva –, mas também produz a ilusão de que a única liberdade sexual possível é, efetivamente, a que se afirma idêntica à liberdade e à felicidade meramente subjetivas, decorrentes da satisfação monitorada de falsas necessidades e da acomodação do prazer à forma estipulada pelas condições objetivas. Consiste na adaptação das pulsões à permissividade sexual repressiva, por meio da qual se tornam alienadas de sua substância transgressora, convertendo-se em expressão do conformismo. Sua afirmação idealista justapõe, em aparente harmonia, a liberalização sexual e a dessexualização, subordinando os avanços culturais realmente alcançados à produção da felicidade subjetiva; com isso, a dessexualização passa a ocupar integralmente a dimensão social da produção e do consumo
do prazer, contribuindo para a difusão do conformismo e para a manutenção da heteronomia predominante na sociedade administrada.
Hipóteses empíricas:
2. Há correlação positiva entre as atitudes características da dessexualização e a inclinação ao conformismo.
3. Apesar de ambas se referirem às formas e aos padrões contemporâneos do comportamento sexual e a suas implicações psicossociais, as atitudes favoráveis à liberalização sexual e as atitudes caracterizadas pelas dessexualização não apresentam correlação significativa.
4. De modo semelhante às atitudes conformistas, as atitudes favoráveis à liberalização sexual possuem fatores constitutivos condizentes com a integração cultural, mas, ainda assim, não se correlacionam significativamente.
Método
A escolha da liberdade sexual administrada como objeto de estudo desta pesquisa favoreceu a delimitação de um campo de investigação bastante amplo e fecundo – o qual poderá ter alguns de seus aspectos particulares aprofundados em pesquisas subseqüentes –, todavia, além dessa interessante abertura para novos estudos empíricos, que dêem continuidade aos avanços ora atingidos, também configurou questões específicas quanto ao método de investigação mais adequado aos desafios desta investigação.
A definição do método da pesquisa configurou um processo de decisão a respeito do qual é importante destacar alguns momentos centrais. A riqueza presente no campo inaugurado pela delimitação do objeto apontava algumas interessantes possibilidades de investigação empírica, como a investigação qualitativa de determinadas variações da prática sexual aparentemente contrapostas ao padrão socialmente estabelecido; a investigação dos estímulos empregados por determinados mecanismos socioculturais que, transformados em recursos técnico- instrumentais, contribuem para a manipulação do comportamento sexual; e a análise detalhada de cada uma das variações da liberdade sexual administrada, como as formas substitutivas de prazer e os processos psicossocias de produção e consumo do pré-prazer. Mas conjuntamente à efervescência de idéias quanto a estes desdobramentos, havia também o risco de deturpar o objeto. Cada nova possibilidade de investigação empírica parecia ao mesmo tempo redefinir a delimitação do objeto, remetendo a pesquisa para aspectos específicos a ele relacionados, mas dotados de certa independência conceitual. A escolha de determinados grupos sociais como os gays e lésbicas ou os casais liberais, como representantes empíricos do fenômeno, circunscreveria a análise a um novo campo de investigação que, inevitavelmente, configuraria um objeto distinto daquele que havia sido delimitado. Frente a este risco de dissolução dos propósitos originais, os
esforços em seguida empregados tenderam à preservação da dimensão abrangente em que a liberdade sexual se expressa.
Considerou-se que essa dimensão da sexualidade, concretamente perpassada por sua interação com aspectos sociais e políticos, era comum a qualquer indivíduo independente de suas predileções, opção sexual ou práticas e gostos heterodoxos que eventualmente apresente. O problema da liberdade sexual e, mais especificamente, de sua contradição, diz respeito tanto às pessoas conscientemente pudicas quanto às prostitutas, tanto aos membros de movimentos conservadores como a TFP – Tradição, família e propriedade – quanto aos freqüentadores dos clubes de orgias entre casais. Portanto, o método para investigá-lo deviria, prioritariamente, preservar esta característica geral e permitir ao mesmo tempo uma avaliação mais precisa de sua estruturação imanente, essencialmente contraditória. Como a liberdade sexual ora propagada não é absolutamente livre, mas sim uma forma administrada de prazer, que não se reduz à simples não-liberdade, mas, exatamente por esta condição, adquire características singulares, decidiu-se que o método deveria abranger estas contradições e flagrar o movimento por meio do qual se expressam nos padrões de atitude dos indivíduos. Em decorrência dessa exigência do próprio objeto e da necessidade de unir, em um mesmo processo, a apreensão do geral e a análise minuciosa de elementos internos, imanentes ao próprio fenômeno, optou-se por elaborar e aplicar escalas de atitude. Com isso, o tratamento estatístico dos dados assim coletados permitiria remeter os resultados obtidos à universalidade característica do fenômeno e o conteúdo empregado para a elaboração do instrumento abrangeria tanto as contradições internas quanto alguns elementos particulares que, se investigados de outro modo, poderiam modificar a delimitação do objeto.
Com isso, foi possível estabelecer procedimentos de investigação empírica adequados às características singulares do objeto. A relação entre o geral, representado pelo problema da liberdade sexual em sentido amplo, e o particular,
impresso nos múltiplos fenômenos cotidianos por meio dos quais ela se expressa, pôde ser preservada na própria forma constitutiva do método. Como referência para a elaboração das escalas, foi consultado o método da pesquisa sobre a personalidade autoritária, de Adorno e colaboradores (1950/1965), que não deixou dúvidas quanto à sua postura dialética. De acordo com os autores de La personalidad
autoritária, a investigação de fenômenos psicossociais por meio de técnicas e da análise estatísticas é adequada à condição em que os homens atualmente se encontram: com o pensamento e as atitudes padronizados. A padronização das técnicas de investigação corresponde à reificação dos homens; sua crítica deve, tal como a crítica à reificação, decorrer da análise teórica. A atenção para com eventuais limitações do método permite extrair resultados mais precisos, principalmente na medida em que não se desconsidera os limites das próprias técnicas, por vezes muito adequadas à captação de fenômenos abrangentes.
Quanto ao método de elaboração das escalas utilizadas nesta pesquisa – escala de Conformismo, escala de Liberalização Sexual e escala de Dessexualização –, considerou-se que, distintamente do fenômeno investigado em La personalidad
autoritária, o qual possuía uma dimensão implícita, inacessível de forma direta – os pesquisadores recorreram a entrevistas clínicas e a testes psicológicos projetivos –, o acesso à dimensão psicológica de determinados fenômenos psicossociais, como os que hoje se relacionam à sexualidade, depende, principalmente, de sua facilidade de expressão. Apesar de serem essencialmente contraditórios, estão manifestos à consciência dos indivíduos e explicitados à cultura. A atitude favorável ao fascismo não era, de modo algum, bem quista nos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial quando a pesquisa foi realizada, portanto, os seguidores deste ideário tendiam sempre a ocultá-lo. Em conseqüência, os conteúdos psíquicos relacionados à atitude fascista mantinham-se sempre em estado latente. Todavia, apesar do acerto dessa estratégia de investigação em utilizar técnicas correspondentes ao estado mental do fenômeno, cabe considerar que não foi casual o fato de haver estreita correspondência entre as indicações encontradas pelos pesquisadores por
meio das entrevistas clínicas e outras encontradas por eles explicitadas em panfletos dos agitadores nazistas do momento anterior à queda do Terceiro Reich. Os conteúdos que eram ocultados na América democrática podiam ser livremente expressados na Alemanha Nazista do período anterior. Esta interessante modificação do estado mental de certos conteúdos em decorrências dos mecanismos sociais de repressão tem ainda por base um fato certamente muito notável, que foi definitivo para a escolha do método de elaboração das escalas desta pesquisa: a transformação das relações entre as instâncias psíquicas clássicas, delimitadas por Freud, produziu novas formas de circunscrição dos conteúdos conscientes e inconscientes na cultura contemporânea. Apenas em alguns raros casos, os conteúdos específicos da dimensão inconsciente – herança arcaica, conteúdos pulsionais e desejos recalcados – se mantém recolhidos no interior do indivíduo em forma latente. Hoje, grande parte dos conteúdos que Freud julgou serem próprios do inconsciente, são facilmente expressados sem nenhuma censura e, frequentemente, habitam a consciência geral dos indivíduos, posicionando-se lado a lado com os produtos de sua vida mental consciente. A redução da distância entre a consciência e o inconsciente, observadas por Adorno e Simpson (1941/1986) em relação ao comportamento dos fãs fanáticos de jazz, também pode ser observada em relação à manifestação dos conteúdos eróticos, inclusive daqueles que correspondem à dessexualização. Mesmo havendo aspectos da sexualidade que ainda permanecem implícitos, como os tabus sexuais e as motivações sadomasoquistas, pode-se considerar que, de modo geral, a permissividade sexual contemporânea garante a expressão de parte considerável dos conteúdos eróticos que outrora escandalizariam a opinião pública.
A escala LS, diferentemente das escalas C e D, está destinada à mensuração direta da liberalização sexual, por isso, não possui as mesmas características que as duas outras quanto ao caráter psicológico do conteúdo que está medindo. Visa obter, principalmente, a confirmação do processo de mudança cultural da moral sexual, que mudou de uma moralidade francamente repressiva para um estado de
permissividade geral. As Escalas de conformismo e de dessexualização, ao contrário, são mais psicológicas e, sobretudo, a de dessexualização possui uma série de itens que se dirigem a conteúdos implícitos. Contudo, ainda assim, todas foram elaboradas por meio do mesmo processo: a observação de situações cotidianas em que a sexualidade ou os demais aspectos concernentes ao conformismo eram manifestados. Foram observadas revistas femininas que tratam de temas como a sexualidade, como é o caso das revistas Cláudia e Mary Claire, programas de TV dos canais abertos que exploram a sexualidade em múltiplas situações e observadas as conversas espontâneas entre as pessoas em geral. Como procedimentos adicionais, foram realizadas observações não-sistemáticas em ambientes movimentados por jovens e adultos empenhados no propósito do flerte; em boates voltadas para o público homossexual; e, em clubes noturnos freqüentados pelos casais liberais. A observação destas situações cotidianas permitiu identificar a maior parte dos conteúdos utilizados para a elaboração das sentenças que compuseram as escalas. O confronto com o material teórico e com as escalas elaboradas por outros pesquisadores (Adorno et. al. 1950/1965; Crochík, 1999) completou o processo. Com isso, foi possível abranger conteúdos referentes às dimensões particulares da sexualidade tanto quanto outros conteúdos relacionados ao tema geral da pesquisa, preservando, em diferentes configurações, as contradições internas do fenômeno.
As escalas revelaram-se essenciais à análise do objeto delimitado, pois além de seu caráter descritivo, que permitiu averiguar a incidência de certos padrões de atitude, também possibilitaram analisar a correlação entre as diferentes disposições individuas em relação à sexualidade e aos correspondentes sociais dessas disposições.
O poder de mensuração desses instrumentos não equivale à precisão das generalizações que podem ser feitas de seus resultados; estas se tornam importantes quando já se tem uma delimitação conceitual e empírica muito precisa de todas as
dimensões do fenômeno, inclusive, de suas contradições internas e dos principais elementos com os quais se relaciona. Entretanto, como esta precisão ainda não foi adequadamente alcançada – ainda não há uma tradição de pesquisa neste campo para que fosse, efetivamente, possível atingir este nível de técnica – esta pesquisa deve contribuir apenas parcialmente para se avançar neste sentido, seria imprudência pretender atingir, em primeira-instância, este tipo de generalização. Ao contrário, as únicas generalizações importantes que poderão ser realizadas serão as referentes às tendências reveladas pelas correlações entre as atitudes mensuradas. Tendências que não precisam ser extremas para indicar pontos relevantes da dinâmica psicossocial, nem tampouco compartilhadas por toda a população de referência para que possam revelar certas estruturas culturais relacionadas aos interesses predominantes na sociedade administrada. Quando o objeto determina o método a ser utilizado no processo da pesquisa, os resultados tendem a ser o espelho mais fidedigno do objeto, mesmo quando reflete apenas alguns traços de sua fisionomia geral.
Todavia, apesar de, nesta pesquisa, a definição do método estar subordinada às propriedades do objeto, é preciso esclarecer que o desenvolvimento pretendido também sofreu influências de outros aspectos externos à relação método-objeto, como o tempo e as condições disponíveis para a realização do trabalho. A certa altura deste processo, depois de elaboradas as escalas, supôs-se que seria importante realizar entrevistas com alguns sujeitos que responderam os questionários das escalas, principalmente, com os sujeitos que se destacaram na análise estatística dos dados por apresentarem escores discrepantes em relação às médias. Com isso, delineou-se a intenção de confrontar os resultados da análise estatística com um novo momento de investigação qualitativa em que, por meio de entrevistas semi-estruturas, poder-se-ia aprofundar o entendimento de aspectos que supostamente seriam importantes para a interpretação dos escores extremos e, conseqüentemente, de outras dimensões do fenômeno, aparentemente mais singulares. Além da possibilidade de realizar entrevistas, também foi cogitada a
possibilidade de se recorrer a uma nova aplicação das escalas. Naquele momento, ponderou-se que apesar de a primeira aplicação das escalas já ter fornecido dados relevantes quanto às correlações entre as atitudes investigadas, o fato de ainda haverem algumas limitações em certas formulações dos itens, caracterizaria razão para se extrair da análise, propostas de novas redações para estes itens, que poderiam ser novamente aplicados a outros sujeitos para confirmação dos resultados já obtidos. Contudo, tais intenções não chegaram a ser efetivadas, pois mediante a análise, conclui-se que o material coletado já era suficiente para a análise do fenômeno da liberdade sexual administrada. Foram formuladas sugestões de modificação em alguns dos itens das escalas, visualizando-se a possibilidade de aplicações ulteriores. Considerou-se que o próprio processo de análise e de autocrítica a respeito do método foram suficientes para equalizar parte das limitações encontradas em alguns itens, assim como para explorar mais detalhadamente suas conseqüências por meio da interpretação. As eventuais limitações puderam ser apontadas e analisadas em conjunto com os demais aspectos e os resultados quantitativos ganharam, com este procedimento, um valor qualitativo muito maior do que o usual. Frente a isso e, em conseqüência, das possíveis implicações de se proceder a uma nova aplicação das escalas, bem como à realização de entrevistas com os sujeitos de pontuações extremas, julgou-se mais prudente aprofundar a análise teórica e deixar estas outras etapas para pesquisas futuras. Decidiu-se, por fim, estruturar toda a análise e interpretação dos aspectos pesquisados a partir dos dados obtidos por meio da primeira aplicação. Se há riscos nesta decisão, não seria a realização de uma nova aplicação que os minimizaria, pois os riscos não são, tal como a tradição positivista faz crer, redutíveis à pretensão de uma descrição perfeita dos dados – a qual seria equivalente a um novo culto aos fatos –, mas, ao contrário, configuram o perigo de se interpretá-los apenas superficialmente, desperdiçando-se a possibilidade de produzir uma crítica teórica consistente das condições sociais objetivas que os produziu.
Sujeitos:
Considerando-se o princípio geral que orienta esta pesquisa, de que a liberdade sexual administrada se caracteriza como um processo universal, comum a diferentes grupos sociais e, em alguns casos, com poder de realização independente das variações do modo de organização dos desejos, da qualidade dos vínculos eróticos e das variadas formas de prática sexual, os sujeitos dessa investigação empírica poderiam ser quaisquer pessoas que vivem sob as condições gerais da sociedade administrada. Não há razões suficientes para se especificar ou excluir determinadas pessoas ou grupos sociais; potencialmente, todos estão sujeitos a desenvolver esse tipo de relação ilusória com a própria sexualidade, interpretando-a como livre mesmo quando, na verdade, ainda está sujeita a novas formas de controle excessivamente limitantes.
A composição das amostras baseou-se em critérios de escolha não-aleatórios (Maroco, 2003), de acordo com a viabilidade do acesso aos sujeitos e a adequação ao propósito da pesquisa. Atentando-se para essa facilidade de acesso, recorreu-se à colaboração de pesquisadores que lecionam em Universidades particulares da Grande São Paulo e que se dispuseram a contribuir com o processo de coleta de dados, cedendo espaço em suas respectivas aulas para a aplicação das escalas. Por meio deste procedimento, foram tomados como sujeitos alunos de cursos universitários cujo acesso tenha sido facilitado por professores destas instituições. Considerou-se que apenas os aspectos essenciais para garantir a homogeneidade das amostras deveriam ser incluídos dentre os critérios utilizados para sua composição. Em conseqüência, elas foram constituídas respeitando-se dois critérios: a facilidade do acesso a sujeitos que aceitassem colaborar com o desenvolvimento da pesquisa, em geral, devido à indicação de outros pesquisadores que os vincularam a este processo de coleta de dados; e devido ao fato de não haver nenhuma contra-indicação em relação aos objetivos ou à fidedignidade dos
dados. A indicação não deveria em nenhuma circunstância se sobrepor às demais exigências metodológicas, nem tampouco éticas.
De 135 questionários coletados, 58 foram descartados por apresentar disparidade em uma das questões intencionalmente repetida para fins de controle da atenção ou por apresentar excesso de questões deixadas sem resposta. Esta estratégia foi utilizada para conceder maior homogeneidade à amostra e excluir respostas casuais, que poderiam afetar a fidedignidade dos escores obtidos. Foram aproveitados 50 questionários de alunos do terceiro ano de um curso de pedagogia de uma Universidade particular de São Paulo, 20 questionários, também do terceiro ano, de um curso de matemática de uma outra universidade particular do ABC Paulista e, por fim, sete alunos também do curso de pedagogia, do primeiro ano, de uma outra universidade particular de São Paulo. Dentre os sujeitos correspondentes aos 77 questionários válidos, 66 são do sexo feminino e 11 são do sexo masculino. A faixa etária total abrangida pela pesquisa foi ampla, de 19 a 50 anos, mas houve concentração significativa de 40% dos sujeitos na faixa etária de 21 a 25 anos; e 21% na faixa etária de 26 a 30 anos. A estratificação por curso e a subseqüente divisão por sexo podem ser observadas na tabela 1.
Tabela 1: Amostras-base dos sujeitos para análise dos dados
Estratos Ano Sujeitos Sexo
nº p Masculino Feminino
Pedagogia A 1º 7 0,09 __ 7
Pedagogia B 3º 50 0,65 __ 50
Matemática 3º 20 0,26 11 9
É interessante destacar que a proporção de sujeitos do sexo masculino e feminino é bastante diferente em ambos os cursos, mantendo-se equivalente entre as duas sub-amostras dos cursos de pedagogia. Houve uma predominância na amostra geral, de sujeitos do sexo feminino e de estudantes de pedagogia. Tal distinção indicou que poderiam ser encontradas diferenças importantes quanto a aspetos gerais das atitudes mensuradas. Tendo em vista estas especificidades, é importante destacar que quaisquer generalizações estabelecidas devem ser corrigidas pela observação dessas limitações.
Por estarem voltados para o campo da educação, os sujeitos provenientes dos cursos de pedagogia, por exemplo, podem apresentar maior proximidade com o campo de reflexão a respeito das tendências éticas e políticas; distintamente do que supostamente seriam inclinações dos sujeitos provenientes dos cursos dedicados às ciências exatas e tecnológicas. Contudo, estas suposições gerais estão