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1.2 PROBLEMA DE PESQUISA

1.3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

1. compilar os principais Modelos de Gestão do Conhecimento nas organizações; 2. compilar as principais práticas em Gestão do Conhecimento em administração

em IES vinculadas à Organização Universitária Interamericana (OU)I;

3. identificar a razão de uso das práticas de Gestão do Conhecimento em adminis- tração nas IES vinculadas à OUI;

4. identificar expectativas da alta administração das IES vinculadas à OUI com re- lação aos resultados do uso da Gestão do Conhecimento em administração; 5. identificar o nível de comprometimento institucional com relação à Gestão do

Conhecimento em administração por parte das IES ligadas à OUI.

1.4 RELEVÂNCIA

A relevância do tema de Gestão do Conhecimento em Administração das IES pode ser evidenciada na observação do número de publicações existentes sobre as duas principais áreas do conhecimento científico que dão origem à este tema quais sejam: Administração das IES e Gestão do Conhecimento. Entretanto, a extensa literatura revisada evidencia que o tema Gestão do Conhecimento em Administração das IES recebeu pouca ou quase nenhuma atenção, em parte, isso se deve talvez ao fato da IES enquanto Instituição geradora do conhecimento científico dedica boa parte de seu esforço na gestão e disseminação desse tipo de conhecimento deixando para um segundo plano o conhecimento em administração que pode ser crucial para a manu- tenção do seu posicionamento estratégico no mercado de educação superior.

O conhecimento, um tema amplo e abstrato até certo ponto, tem motivado um intenso debate epistemológico na filosofia ocidental desde a Grécia antiga, todavia nas últimas duas décadas tem-se percebido um interesse crescente em atribuir ao conhecimento o status de um significante recurso empresarial. A perspectiva da orga- nização baseada no conhecimento surge com destaque na literatura da administração estratégica moderna com Nonaka (1991); Nonaka e Takeuchi (1995) com uma pers- pectiva embasada e constituindo de certa forma uma extensão da teoria da empresa baseada em recursos inicialmente concebida por Penrose (1959) e posteriormente expandida por Barney (1991), Boisot (1998), Conner (1991), Brooking (1996), Roos e Pike (2000), Roos, Edvinsson e Dragonetti (1997) , Senge (1990) e Spender (1998) e Ding e Huang (2009).

Logo depois, surge a perspectiva de Gestão do conhecimento extensamente abor- dada por vários autores que além de estudar a influência do conhecimento no com- portamento da organização trataram de desenhar modelos para facilitar sua gestão, como é o caso de, Pirró, Mastroianni e Talia (2009), Borges (1995), Urlich, Kerr e Ash- kenas (2002), Teixiera-Filho e Silva (2002), Teixiera-Filho (2000), Sveiby (1998),Sveiby (2001b), Stollenwerk (2001), Prax (1997), Probst, Raub e Romhart (2002), Nielsen (2000), Miranda (2004), Moresi (2001), Murray (2008), Leite (2004), Lee, Foo e Goh (2006), Durand e Huy (2007), Davenport e Prusak (1999), Davenport e Harris (2007), Davenport e Beck (2000), Depres e Chauvel (1999), Choo (1998), Choo e Bontis (2002), Choo (2005), Cavalcanti, Gomes e Neto (2001), Fang et al. (2010) e Bair e Stear (1997) . Paralelamente a isso, muitos trabalhos abordaram também aspectos relacionados à práticas em gestão do conhecimento nas organizações como é o caso da Aprendizagem e Inteligência Organizacional através das contribuições de Argyris (1977), Argyris (1994), Argyris (1996), Fiol e Lyles (1985), Fleury e Fleury (1995), Garvin (2001)Garvin, Levitt e March (1988), Pawlowsky, Forslin e Reinhardt (2003); Tarapanoff (2001), Agsterberg et al. (2010), Alavi, Kayworth e Leidner (2006), Ebbers e Wijnberg (2009) e Stata (1989).

No que tange à IES, três vetores foram considerados nessa pesquisa, o primeiro diz respeito a IES enquanto modelo organizacional, já o segundo trata especificamente dos aspectos da sua Gestão, enquanto o terceiro visa especificamente a Gestão do conhecimento nas IES.

Tocante ao primeiro vetor, várias obras que trataram de analisar a IES, sua gênese e modelo de estrutura, como Baldrige (1971), Baldrige (1979), Blau (1984), Buarque (2003), Buarque (2005), Bundt (2000), Casanova (2001), Deem (2001),Dreze e De- belle (1983), Guadilla (2002), Jaspers e Rossmann (1983),Werthein (2003) e Wit et al. (2005).

Por outro lado, os aspectos dos modelos de gestão na IES e suas implicações sobre os ecossistemas sociais e econômicos foram avaliados nessa pesquisa atra- vés das obras de Estrada (2000), Fitzismous (2001), Hardy e Fachin (2000), Keller (1983), Meyer (1991), Meyer e Murphy (2003), Meyer, Sermann e Mangolim (2005), Rebelo (2004), Sales (2005),Santiago et al. (2003), Tachizawa e Andrade (1999) e Lima (2003).

Relativo ao terceiro vetor, que trata da gestão do conhecimento na IES e que cons- titui um tema basal para essa pesquisa, vários trabalhos foram analisados a começar pelo de Kidwell, Linde e Johnson (2000) que propôs a aplicação da gestão do co- nhecimento para alavancar a vantagem competitiva da IES nos mesmos moldes das organizações do mercado. O trabalho abordou os benefícios da aplicação da GC aos diferentes setores da universidade. Por outro lado, Martin et al (2000) realizaram um estudo de caso sobre gestão do conhecimento na Universidade de Leeds com objeti- vos puramente acadêmicos e diretamente relacionados com os processos de ensino pesquisa e extensão. Loh et al. (2003) estudaram os aspectos da aplicação de práticas e de ferramentas para gerir o conhecimento na pesquisa das IES. De forma similar, Maponya (2004) estudou a aplicação de práticas em gestão do conhecimento nas li- vrarias acadêmicas estudando especificamente o caso da Livraria de Natal, África do Sul, já Leite (2006) estudou os aspectos da gestão do conhecimento científico no con- texto acadêmico das IES.

Outro trabalho interessante é do Batista (2006) que conduziu uma pesquisa para avaliar a gestão do conhecimento em Instituições Federais de Ensino Superior (IFES). Nesse trabalho Batista (2006), analisa como as áreas de administração e de plane- jamento de 45 Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) tratam o tema Gestão do Conhecimento. O autor avalia nesse trabalho a situação atual da implantação de práticas de GC nessas organizações. Ainda, o referido autor compara a situação da implantação de iniciativas de GC nas IFES e avalia o grau em que as instituições se encontram em relação à formalização e à explicitação da GC. Finalmente, Batista

(2006), propõe recomendações sobre as medidas que os pró-reitores, reitores e diri- gentes do Ministério da Educação devem adotar para consolidar os processos de GC nas IFES. Batista (2006) apresenta nesse trabalho a proposta de um Ciclo Operacio- nal da Gestão do Conhecimento para as áreas de administração e planejamento das IFES.

Em outro trabalho sobre GC nas IES, Cislaghi (2008), analisa as causas da eva- são nos cursos de graduação de IES Brasileiras e propõe um modelo de sistema de GC baseado em um Framework que o próprio autor desenvolveu para a promoção e permanência de estudantes no ensino de graduação em IES Brasileiras.

Num trabalho mais recente sobre GC em Universidades Federais Brasileiras, Souza (2009), analisa a contribuição da gestão do conhecimento para a gestão das Institui- ções Federais de Educação Superiro (IFES) na busca de identificar as efetivas con- tribuições da gestão do conhecimento para a excelência da gestão das universidades federais.

Todavia, não foi identificada na literatura consultada, nenhuma proposta de um modelo sistêmico ou conceitual para a gestão do conhecimento em administração nas IES. De forma mais específica, a literatura consultada não traz nenhuma referência com relação à um Modelo de Gestão do Conhecimento em Administração para a Or- ganização Universitária Interamericana - OUI.

Essas constatações, reforçam o argumento de que essa pesquisa tem relevância e traz contribuição para o avanço do conhecimento nos campos da GC e de Administra- ção das IES. Por outro lado a proposição de um modelo de conceitual de GC para as IES filiadas à OUI representa uma contribuição específica que pode resultar no desen- volvimento de outros sistemas do conhecimento na OUI e nas IES a ela associadas.

1.5

ESCOPO DO TRABALHO

Chizziotti (1995) observa que a delimitação da pesquisa deve precisar os aspectos e os limites do trabalho para reunir informações sobre um campo específico e fazer análises sobre objetos definidos, a partir dos quais se possa compreender uma de- terminada situação. Assim, o foco dessa pesquisa é teórico e está relacionado com o entendimento do modelo estrutural e de administração das IES e suas variáveis por um lado, e a compreensão dos fatores, práticas e modelos de gestão do conhecimento

nas organizações em geral pelo outro. A partir disso, a pesquisa busca identificar um campo de intercessão entre as áreas de Administração e a de Gestão do Conheci- mento nas IES, para finalmente propor um modelo sistêmico e conceitual que tem como finalidade gerir o conhecimento em administração nessas IES.

Vale salientar, que esse trabalho fica delimitado ao estudo do fenômeno de Ges- tão do Conhecimento em Administração no contexto da Organização Universitária In- teramericana (OUI). Portanto, o foco principal dessa pesquisa é o fenômeno de Gestão do Conhecimento em Administração nos programas e nas IES filiadas à Organização Universitária Interamericana- OUI.