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Objetivos Específicos

No documento Universidade Estadual de Londrina (páginas 14-0)

1 INTRODUÇÃO

1.3 O BJETIVOS

1.3.2 Objetivos Específicos

Identificar os fatores de adesão e permanência dos idosos praticantes da Dança de Salão da UNIMED Londrina.

Verificar se há associação entre os motivos de adesão e permanência dos idosos praticantes da Dança de Salão da UNIMED Londrina.

2 REVISÃO DA LITERATURA

Uma intervenção profissional diretamente relacionada ao idoso implica em conhecer aspectos relativos ao envelhecimento, seus anseios e necessidades.

Sendo assim, o objetivo dessa revisão de literatura é apresentar um referencial teórico que permita a compreensão do contexto da terceira idade com a adesão e aderência da atividade física proposta na Dança de Salão.

2.1BRASIL UM PAÍS QUE ENVELHECEU

A estrutura etária da população brasileira vem se alterando nas cinco últimas décadas em decorrência das mudanças nos níveis de mortalidade e fecundidade.

No Brasil, antes visto como um país de jovens, o crescimento da população idosa torna-se cada vez mais relevante, porque já supera o crescimento da população total do pais. Pensando em termos de futuro, espera-se chegar em 2020 com um número de 16.224.000 de idosos8.

Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)9, divulga que a expectativa de vida no Brasil aumentou cerca de três anos entre 1999 e 2009. A nova expectativa de vida do brasileiro é de 73,1 anos9. A OMS2 aponta para o Brasil, um crescimento de dezesseis vezes contra cinco da população idosa total, ou seja, em 2025 o Brasil em termos absolutos será a sexta população de idosos do mundo.

Cronologicamente, chama-se de idoso a faixa etária em torno dos 65 anos10, mas de acordo com o Estatuto do idoso, classifica como idoso o indivíduo com idade igual ou superior a 60 anos1. capacidades físicas, repercutindo no lado social e psicológico do idoso. Os principais fatores que influenciam o envelhecimento são o tempo, a hereditariedade e o meio ambiente. Mas também, existem outros aspectos como, dieta, estilo de vida e o nível

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de exercício, que contribuem de forma positiva para o envelhecimento, aumentando a qualidade de vida e o bem estar desse indivíduo12.

De acordo com Smethurst (2006)13, para que o envelhecimento seja uma experiência positiva, deve vir acompanhado de oportunidades contínuas de saúde, participação e seguridade.

Dessa forma a de se considerar as questões relacionadas ao envelhecimento.

2.2PROCESSO DE ENVELHECIMENTO

O envelhecimento é um processo fisiológico e não está necessariamente ligado à idade cronológica. Geralmente, a velhice está ligada às modificações do corpo, com o aparecimento das rugas e dos cabelos brancos, com o andar mais lento, diminuição das capacidades auditiva e visual, é o corpo frágil. Essa é a velhice biologicamente normal, que evolui progressivamente e prevalece sobre o envelhecimento cronológico30.

O envelhecimento está associado a uma variedade de limitações físicas e psicológicas. Freqüentemente, isso torna difícil para os indivíduos desempenhar certas ações. Dependendo de sua motivação, circunstanciais ambientais e reações à incapacidade, aqueles que são assim afetados podem também ficar inválidos ou incapazes de desempenhar as atividades desejadas. A conseqüência de tal invalidez é uma deterioração na qualidade de vida33

O declínio gradual das aptidões físicas, o impacto do envelhecimento e das doenças, o idosos tende a ir alterando seus hábitos de vida e rotinas diárias por atividades e formas de ocupação pouco ativas. Os efeitos associados à inatividade e a má adaptabilidade são graves. Podem acarretar numa redução no desempenho, na habilidade motora, na capacidade de concentração, de reação e de coordenação, gerando processos de auto-desvalorização, apatia, insegurança, perda da motivação, isolamento social e a solidão34.

A atividade física para a o idoso pode favorecer sua independência, principalmente no que concerne às suas necessidades básicas diárias, impedindo que o idoso perca a sua auto-suficiência. Dessa forma, há de se ponderar as questões relacionadas à qualidade de vida do idoso levando em consideração a importância da atividade física.

2.3 ATIVIDADE FÍSICA E QUALIDADE DE VIDA DOS IDOSOS

Com relação ao envelhecimento, nessa etapa da vida ocorrem modificações tanto fisiológicas quanto psicológicas gerando muitos conflitos internos14. O idoso apresenta problemas de postura, rigidez, coordenação motora e demonstra medo de se exercitar fisicamente, inclusive de caminhar, o que aumenta as tensões psíquicas15. Na velhice já se tornam difíceis desempenharem certo tipo de ações, tendo dificuldade de executar até certas atividades físicas, comprometendo assim sua qualidade de vida11.

A qualidade de vida representa as sensações subjetivas de sentir-se bem, inseridas em um sistema de valores, com perspectivas que variam individualmente16. Devido a essa subjetividade e poucas discussões sobre o tema até a década de 1980, o termo qualidade de vida era usado como sinônimo de satisfação com a vida, autoestima, bem-estar, felicidade, saúde, valor e significado da vida, habilidade de cuidar de si mesmo e independência funcional17. Na tentativa de clarificar o conceito de qualidade de vida, a OMS definiu que é a “percepção do indivíduo de sua posição na vida no contexto da cultura e sistema de valores em que vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”18.

Entretanto pensando no envelhecer com uma boa qualidade de vida, sem colocar as impossibilidades em primeiro lugar, estudos afirmam que, onde um envelhecer positivo fortalece o sentimento de identidade, sem necessariamente envolver tanta deterioração psíquica quanto atualmente associa-se a essa fase3. Vale ressalta também que se deve encarar a velhice como mais um processo adaptativo da vida do indivíduo. Segundo autores, essa etapa, como as anteriores, envolveria uma elaboração de perdas, uma adaptação às mudanças e um reafirmar da identidade, muito semelhante ao que já ocorreu durante a adolescência19.

Esses indivíduos com 60 anos ou mais muitas das vezes em nosso contexto eles vivem sozinhos, seja por seu estado civil (solteiros ou viúvos) ou talvez por uma tendência ao isolamento social dessa camada da população20.

Com o isolamento o idoso deixa de realizar muitas atividades que antes executava, uma dessas atividades podemos incluir a atividade física que para o seu contexto dentro da sociedade poderia trazer de volta a ressocialização, a vida em um grupo, confiança em si mesmo dentre outros fatores, benefícios que a atividade física regular proporciona para os grupos de terceira idade4. Os mesmos autores

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acreditam que atividade física proporciona ao idoso uma vida saudável, garantindo-lhe espaço social e cultural e permitindo-garantindo-lhe redescobrir valores e sentimentos como a autoestima.

Dentre as atividades preferidas pelos idosos está a Dança de Salão21.

2.4DANÇA DE SALÃO PARA OS IDOSOS E SEUS BENEFÍCIOS

A Dança de Salão teve suas primeiras manifestações nos bailes das cortes do final da idade média e início do renascimento, o hábito de dançar e o prazer a ele associado acompanham a humanidade desde seus primórdios e se faz presente ao longo da história de todas as culturas, embora seja uma modalidade relativamente nova dentro das academias e escolas de dança22.

Com relação aos benefícios que a Dança de Salão proporciona como:

coordenação motora, agilidade, ritmo e percepção espacial, desperta e aprimora a musicalidade corporal de forma inteligente e natural, permitindo uma melhora na autoestima e a ruptura de diversos bloqueios psicológicos, possibilita convívio e aumento do rol de relações sociais por ser dançada aos pares, torna-se uma opção de lazer e promove inclusive melhora de doenças e outros problemas23. Além de proporcionar um conhecimento mais profundo de nossos corpos: seus limites, a beleza de seus movimentos, a alegria da expressão corporal24. Esses benefícios podem se caracterizar pela aderência dos idosos na Dança de Salão.

Segundo BOURCIER, (1987)6, a Dança de Salão na vida do idoso é responsável por uma série de benefícios na vida cotidiana, mas é o fator social, ou seja, nas relações interpessoais onde ela atua com uma maior eficácia. Emanuel (2005)7, complementa afirmando que o idoso na maioria das vezes não procura a dança de salão para exibicionismo ou profissionalismo, onde seria um fator de adesão, mas pelo simples fato de que a dança pode suprimir desejos retraídos, o encontro com uma nova pessoa do sexo oposto, a fuga da solidão em casa, e por uma gama de opções para superarem todas as suas dificuldades.

Uma pesquisa realizada por D’Aquino, Guimarães e Simas (2005)25 determinou que “a Dança de Salão proporcionou a melhoria do relacionamento interpessoal e que o prazer é uma sensação sempre presente no decorrer das atividades”. Portanto, a Dança de Salão, segundo a já citada pesquisa, mostra-se como um meio de busca pelo lazer, pois os “participantes da Dança de Salão são

indivíduos que procuram uma forma prazerosa de atividade física e pretendem com ela ampliar seu grupo social” 25.

A Dança de Salão é uma atividade física importante para o idoso sendo capaz de contribuir tanto para vários âmbitos da vida dando-lhes autonomia e independência e para mantê-los ativos e participativos socialmente.

2.5FATORES DE ADESÃO E PERMANÊNCIA DOS IDOSOS EM ATIVIDADES FÍSICAS

No Brasil, ainda são poucas as pesquisas e experiências na área, conseqüentemente, existe pouca literatura sobre a eficácia da Dança de Salão para essa população. Alguns estudos podem contribuir trazendo o motivo que levam os idosos a buscarem e a permanecerem nas Danças de Salão.

Neste sentido, pode-se observar o estudo desenvolvido na Universidade Federal Fluminense, em Niterói–RJ35, através de um programa de Educação Física Gerontológica com aulas baseadas em atividades corporais como: dança, alongamento, caminhadas, passeios e jogos. Entre os resultados obtidos observou-se que depois de dois anos, dos 60 sujeitos que freqüentaram o programa, 100%

melhoraram sua socialização; 100% melhoraram sua flexibilidade; 90% melhoraram o equilíbrio; 90% diminuíram as dosagens de medicamentos para hipertensão arterial e 100% melhoraram suas Atividades de Vida Diária (AVDs). Concluiu-se com o estudo da UFF, que houve uma sensível melhora na qualidade de vida desses idosos. Podemos concluir que a atividade física pode trazer grandes benefícios tanto para entrarem em um programa de atividade física como para permanecerem no mesmo.

Em complemento, estudos realizados com idosos de ambos os gêneros que praticavam a Dança de Salão mostra que essa população busca por vários motivos a adesão nessa prática de atividade como: convite de amigos ou parentes, ou que começou a praticar a Dança de Salão pelo prazer de dançar, por indicação médica, prazer/ gosto de dançar, seguido de oportunidade de realizar uma atividade há muito tempo desejada, socializar-se 22,28,31.

Já o estudo de Conceição et al. (2011)29, verificou que em relação aos motivos que levaram os idosos a permanecer no programa de atividade física destacam-se: o motivo de sentir-se bem praticando regularmente exercício físico sua melhora/manutenção da saúde e o relacionamento/convivência social que o

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programa possibilita, e também a necessidade ou gosto pela prática de atividade física. A dança no enfoque do idoso surge como uma atividade física de características variadas que proporciona o cuidado com o corpo, mente e também com as relações sociais, pois na maioria dos casos essa atividade é realizada em grupo. Para esses autores a dança é uma atividade física recreativa identificada como uma das intervenções de saúde mais significativas na vida das pessoas de idade mais avançada27.

Assim, a Dança de Salão por ser uma proposta de atividade física e proporcionar vários benefícios a essa população, cujos motivos de adesão e de permanência são abordados neste estudo.

3 MÉTODOS

3.1CARACTERIZAÇÃO DO ESTUDO

Este estudo se caracterizou pelo delineamento transversal com metodologia descritiva correlacional. Segundo Thomas e Nelson, (2002)25, a pesquisa correlacional é descritiva ao explorar as relações que existem entre as variáveis.

3.2POPULAÇÃO E AMOSTRA

A população deste estudo foi composta pelos idosos praticantes da Dança de Salão da UNIMED Londrina que funciona nas dependências da UNIMED na cidade de Londrina e tem parceira com uma empresa do ramo da Dança de Salão. Fizeram parte da amostra 14 idosos (quatorze) idosos, 11sujeitos do gênero masculino e 3 do feminino, acima de 60 anos.

3.3LOCAL

O questionário (APÊNDICE I) foi aplicado na UNIMED Londrina da Rua Souza Naves nº 1000, em horário de aula previamente agendado, no espaço destinado as aulas de Dança de Salão. Essas aulas estão dentro de um programa para idosos que possuem planos com a UNIMED. A aula de Dança de Salão realizada 1 (uma) vez por semana às segunda-feira das 14:00h às 15:00h, o professor que ministra a aula é formado em Educação Física e que possui uma escola de Dança de Salão e tem parceria com a UNIMED. Os ritmos oferecidos são:

Valsa, Vanerão, Tango, Bolero, Samba de Gafieira, Forró, entre outros.

3.4INSTRUMENTOS/EQUIPAMENTOS E TAREFA

O instrumento que foi utilizado para as coletas de dado foi um questionário composto por três questões. A primeira buscou identificar o gênero: masculino e feminino. A Segunda indagou os motivos de adesão sendo oferecidas as seguintes possibilidades: 1) Indicação médica; 2) Convite de amigo(a) e ou familiares, 3) Procura por amizades; 4) Sempre gostei de dançar / dança de salão; 5) Preencher o

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tempo livre; 6) Realizar atividade física e 7) Outros, qual seria. Por sua vez, a

terceira questão levantou os motivos de permanência 1) Indicação médica; 2 ) Pelos amigos que encontrei no grupo da Dança de Salão; 3) Simpatia pelo professor; 4) Prazer e gosto pela dança de salão; 5) Preencher o tempo livre; 6) Para fazer uma atividade física e 7) Outros. Esses pontos de corte foram elaborados tendo como base estudos na área, tais como, Aquino, et al (2005)22 eMaluf (2002)26, que buscaram identificar os motivos de adesão e permanência a prática da Dança de Salão. (APÊNDICE I).

3.5COLETA DE DADOS

Após a aprovação foram atendidas as sugestões plausíveis feitas pela banca, bem como foi colhida à assinatura dos representantes oficiais do local onde a pesquisa foi realizada através de um documento intitulado “Termo de Ciência e Autorização” (APÊNDICE II), sendo eles: Wilson Liuti Costa Junior, Gestor de Promoção de Saúde da Unidade UNIMED Londrina e pelo Augusto Bogo, Proprietário e Professor da Escola Augusto Bogo que tem uma parceria com a UNIMED e ministra aulas aos idosos que possuem plano de saúde da UNIMED e desejam praticar a Dança de Salão. Os idosos foram contatados em horários de aula pré-agendados com o professor Augusto Bgo, e foram informados quanto aos objetivos e características do trabalho, sendo convidados a participarem. Os idosos que aceitaram participar do estudo assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (APÊNDICE III).

3.7ANÁLISE ESTATÍSTICA

A estatística usada no estudo foi a princípio a estatística descritiva utilizando frequências absolutas e relativas. Posteriormente foi utilizado o teste do Qui-Quadrado para verificar a existência de associações entre motivos de adesão e permanência dos idosos a Dança de Salão. Para o tratamento estatístico das informações foi usado o pacote computadorizado Statistical Package Fothe Social Science (SPSS), versão 13.0 para Windows.

4 RESULTADOS

A análise descritiva do estudo foi realizada através da distribuição de frequências absoluta (n) e relativa (%). Esses dados podem ser observados na tabela 1 onde são apresentados os resultados obtidos para o indicador gênero.

Tabela 1 - Distribuição dos idosos praticantes de Dança de Salão da UNIMED Londrina por gênero. Londrina – Paraná, 2011.

Observou-se que o perfil da população analisada no que concerne ao gênero é predominantemente feminino. Esse corresponde a 11 sujeitos que equivale a 78,6% da população estudada.

Quanto à identificação dos motivos que levaram os idosos a prática de Dança de Salão que estão na tabela 2, observou-se que a maior parte dos sujeitos (31%) buscou para realizar uma “atividade física”, seguido das opções “indicação médica”

(24,1%), “sempre gostou de dançar” (20,7%) e “preencher o tempo livre” (10,3%). As opções “convite de amigos/familiares” e “procura por amizades” obtiveram menor percentual (6,9%).

Tabela 2 - Distribuição dos motivos de adesão dos idosos praticantes de Dança de Salão da UNIMED Londrina. Londrina – Paraná, 2011.

GENERO N %

Realizar Atividade Física 9 31,0

Total 29 100,0

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Finalizando a análise descritiva, a tabela 3 apresenta os resultados obtidos para os motivos que levaram os idosos a permanecerem nas atividades de Dança de Salão. Assim, as opções mais assinaladas foram: “prazer e gosto pela Dança de Salão” (41,4%), “indicação médica” e “realizar atividade física” (17,2%) e “preencher o tempo livre” (10,3%). As opções “amigos que encontrou no grupo” e “procura por amizade” (6,9%) obtiveram os mesmos percentuais.

Tabela 3 - Distribuição dos motivos de permanência dos idosos praticantes de Dança de Salão da UNIMED Londrina. Londrina – Paraná, 2011.

A propósito, para a descrição dos motivos de adesão e de permanência foram consideradas todas as opções assinaladas pelos sujeitos do estudo, considerando que 07 idosos assinalaram mais de uma opção. Apresentada na tabela 4.

Quanto aos resultados da análise analítica, as associações entre os fatores de adesão e permanência dos idosos praticantes de Dança de Salão apontaram que todos os sujeitos (correspondente a 03 idosos) que iniciaram essa prática por indicação médica continuaram pelo prazer/gosto pela dança.

Por sua vez, o único participante que declarou começar nas atividades de Dança de Salão por “sempre gostar de dançar” permaneceu pelo mesmo motivo, ou seja: “prazer e gosto pela dança”.

Por fim, dos três indivíduos que ingressaram nessa atividade para realizar uma atividade física, um sujeito (correspondente a 33,3%) continuou por indicação médica e dois sujeitos (equivalente a 66,7%) pelo “prazer e gosto pela dança”.

FATORES DE PERMANÊNCIA N %

Realizar Atividade Física 5 17,2

Total 29 100,0

Tabela 4 - Associação entre os motivos de adesão e de permanência a prática de Danças de Salão pelo grupo de idosos da UNIMED Londrina. Londrina – Paraná, 2011.

Motivos de Permanência

Total Indicação Médica Prazer/Gosto Dançar

N % n % n %

Motivos de Adesão

χ2=1,556 (p=,0459)

Indicação Médica 0 00,0 03 100,0 3 100,0 Sempre Gostou Dançar

Realizar Atividade Física 0 1

00,0 33,3

01 02

100,0 66,7

1 3

100,0 100,0

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5 DISCUSSÃO

A dança no ponto de vista do idoso surge como uma atividade física de características variadas que proporciona o cuidado com o corpo, mente e também com os prazeres que ela proporciona27. A Dança de Salão é considerada como um agente facilitador para a maior adesão dos indivíduos dessa faixa etária à prática de atividades físicas, passando de sedentários a ativos, já que a dança traz bem-estar durante sua prática5.

Entre os principais benefícios apresentados pela pratica da Dança de Salão na vida do idoso, destaca-se o aspecto do prazer, a felicidade que a Dança de Salão pode trazer. Neste sentido, vale ressaltar que o idoso na maioria das vezes não procura a Dança de Salão para exibicionismo ou profissionalismo, mas pelo simples fato de que a dança pode suprimir desejos retraídos, um gosto em poder fazer aquilo que sente bem e por uma gama de opções para superarem todas as suas dificuldades7.

Neste sentido, entre os resultados obtidos chama atenção o fato de independentemente do motivo de adesão, o “prazer e gosto pela dança” surge em todas as opções como o principal motivo de aderência. Esse fato vem comprovar a caracterização da atividade como prazerosa e atrativa a essa população. No contexto, deve-se considerar também a importância do docente responsável pelo grupo e estrutura do Projeto analisado. Comparando este estudo com o de SOUZA (2009)28, em que avaliou 522 idosas o principal motivo de estar na Dança de Salão é o prazer/ gostar de dançar, assim como no estudo de CONCEIÇÃO et. al.(2011)29 , que analisaram 190 idosos e os motivos que levaram os idosos a permanecer no programa de atividade física foi o motivo de sentir-se bem, assim como o estudo realizado por GOBBO (2003)30, em que a amostra foi composta por 50 idosos de ambos os sexos, o principal motivo foi o prazer de dançar a Dança de Salão.

Quando analisada a frequência dos idosos quanto aos fatores de adesão e aderência, observou-se que nas duas opções foram destacadas: “realizar atividade física” (31% adesão e 17% aderência) e “indicação médica” (24,1% adesão e 17,2%

aderência), pode-se supor que através desses resultados há uma boa relação em busca da saúde possivelmente por indicação médica, assim como no estudo de SILVA AH e MAZO GZ (2007)31, a amostra foi composta por 10 idosas participantes das aulas de dança do Grupo de Estudos da Terceira Idade, a grande maioria busca

as aulas por indicação médica. Quando questionadas sobre os motivos que levam a permanecer nas aulas, a maioria colocou o benefício para a saúde. Comparando o estudo de SILVA E MAZO31 com este, podemos ter esse resultado pelos idosos estarem inseridos dentro de um programa de atividade física, assim como o da UNIMED Londrina onde a Dança de Salão esta introduzida dentro de uma unidade cooperativa onde os médicos indicam aos pacientes que possuem planos de saúde e tem acima de 60 anos as atividades oferecidas, para prevenir possíveis doenças

as aulas por indicação médica. Quando questionadas sobre os motivos que levam a permanecer nas aulas, a maioria colocou o benefício para a saúde. Comparando o estudo de SILVA E MAZO31 com este, podemos ter esse resultado pelos idosos estarem inseridos dentro de um programa de atividade física, assim como o da UNIMED Londrina onde a Dança de Salão esta introduzida dentro de uma unidade cooperativa onde os médicos indicam aos pacientes que possuem planos de saúde e tem acima de 60 anos as atividades oferecidas, para prevenir possíveis doenças

No documento Universidade Estadual de Londrina (páginas 14-0)

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