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Investigar a prevalência de sintomas depressivos e fatores associados em idosas ativas e sedentárias do Projeto Rede FIBRA.

Específicos

Correlacionar a depressão medida pela Escala de Depressão Geriátrica (GDS) com: Índice de Massa Corporal, Atividades Instrumentais da Vida Diária, Mini Avaliação Nutricional, Uso de Remédios, Salário Recebido, Força de Preensão Manual, Velocidade de Caminhada, Equilíbrio Unipodal.

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5. ARTIGO ORIGINAL

PREVALÊNCIA DE SINTOMAS DEPRESSIVOS E FATORES ASSOCIADOS EM IDOSAS ATIVAS E SEDENTÁRIAS: SUBPROJETO REDE FIBRA

1Isabella Carraro MARTINS, 2 Renato Peixoto VERAS, 3Waléria Christiane Rezende FETT, 4Carlos Alexandre FETT.

1Mestrado em Biociências, Faculdade de Nutrição, Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá, Mato Grosso, Brasil;

2 Prof. Dr. Faculdade de Medicina, Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil; prevenção e cuidado da depressão em idosos. Objetivo: Investigar a prevalência de sintomas depressivos e fatores associados em idosas ativas e sedentárias do Projeto Rede FIBRA. Método: Estudo transversal, amostra de 460 idosas, sendo 211 ativas e 249 sedentárias, com 65 anos ou mais. Foram utilizados Escala de Depressão Geriátrica (GDS), Atividades Instrumentais da Vida Diária (AIVD), Mini Avaliação Nutricional (MAN), índice de massa corporal, uso de remédios, salário recebido, força de preensão manual, velocidade de caminhada e equilíbrio unipodal.

Foi calculado a normalidade por kolmogorov-smirnov, Odss Ratio (OR), teste exato de fischer e coeficiente de regressão linear múltipla. Resultados: Foram classificadas pela GDS com depressão grave e leve 3 e 47 das ativas, 10 e 101 das sedentárias respectivamente. O GDS nas idosas ativas apresentaram OR de 3,3 para nas ativas. Conclusão: A condição física, estado nutricional e o aumento do número de comorbidades são fatores de piora para depressão. Ser ativa e reeducar a alimentação são condutas preventivas da depressão que devem se iniciar na fase adulta.

Palavras-chave: Envelhecimento, Depressão, Saúde.

ABSTRACT

Introduction: The active lifestyle is related to the maintenance of health, prevention and care of depression in the elderly. Objective: To investigate the prevalence of depressive symptoms and associated factors in active and sedentary elderly women FIBER Network Project. Methods: Cross-sectional study sample of 460 older, with 211 active and 249 sedentary, aged 65 or more. Were used Geriatric Depression Scale (GDS), Daily Life Instrumental Activities (IADL), Mini Nutritional Assessment (MNA), body mass index, use of drugs, wages received, hand grip strength, walking speed and single leg balance. normality by Kolmogorov-Smirnov, ODSs Ratio (OR), fischer exact test and multiple linear regression coefficient was calculated. Results:

We classified the GDS with severe and mild depression 3:47 of active, 10 and 101 sedentary respectively. The GDS in active elderly women presented OR of 3.3 for malnutrition and risk of malnutrition, 5.1 for perceived health very bad, bad and regular, 4.2 to have two or more comorbidities. In sedentary OR of 2.6 for perceived health and OR 3.0 to have two or more comorbidities. Low score in IADL correlated with depression between active and sedentary elderly. The low score on MAN was correlated with depression only in the active. Conclusion: The physical condition, nutritional status and increasing the number of comorbid conditions are worsening factors for depression. Being active and reeducate food are preventive measures of depression that should begin in adulthood.

Keywords: Aging, Depression, Health.

INTRODUÇÃO

O processo de envelhecimento populacional está ocorrendo mundialmente, inclusive em países em desenvolvimento, sobretudo em decorrência da melhora nas condições básicas de saúde, tais como, saneamento básico, acesso aos serviços de saúde, e, em parte, pela maior conscientização da população em relação à necessidade de se manterem fisicamente ativas com alimentação saudável. De acordo com Nogueira et al. (2008) em 2005 os idosos representavam 10,4% da população mundial, podendo ser superior a 20% em 2050. No Brasil, cerca de 12%

da população brasileira possui idade acima de 60 anos (IBGE, 2010).

Outra característica que deve ser levado em consideração, segundo Camarano (2002) é que existe a situação de feminização da velhice, fato este que apresenta repercussões importantes nas demandas por políticas públicas, sendo uma delas a constatação de que as mulheres vivem mais do que os homens, deixando-as mais sujeitas a deficiências físicas e mentais. Além da situação de feminização, tem sido descrito que o encaminhamento dos idosos para asilos ou outras instituições de longa permanência pode favorecer o desenvolvimento da depressão nestes indivíduos (DOMINGUES, 2008). Este é considerado um dos mais

importantes acometimentos para saúde da terceira idade, uma vez que se trata da síndrome psiquiátrica mais prevalente. É caracterizada por alteração bioquímica a nível cerebral, tendo como causa principal o metabolismo deficiente de serotonina, neurotransmissor responsável pelo equilíbrio do humor e da sensação de bem-estar (GALHARDO, MARIOSA e TAKATA, 2010).

A depressão associa-se também ao aumento da dependência funcional, comorbidades físicas e custos hospitalares, os quais pioram o prognóstico da demência e também do estado de saúde em geral. Assim, o propósito do presente estudo foi comparar uma população de idosas ativas e uma de sedentárias investigada pelo Projeto Rede FIBRA, quanto à prevalência de depressão e seus fatores associados.

MATERIAIS E MÉTODOS

Delineamento do estudo

Trata-se de um estudo transversal de natureza multidisciplinar que utilizou dados do Projeto Rede FIBRA (Rede de Estudos de Fragilidade de Idosos Brasileiros). Os dados foram separados em dois grupos, o primeiro composto por idosas ativas frequentadoras de Centros de Convivência para Idosos (CCIs) de Cuiabá-MT mantidos pela prefeitura municipal. O segundo foi formado por idosas sedentárias que não frequentavam CCIs.

Participantes

Após pesquisa no banco de dados, atenderam aos critérios de seleção 460 idosas (211 frequentadoras dos centros de convivência classificadas como ativas;

249 classificadas como sedentárias), com 65 anos ou mais, residentes no município de Cuiabá-Mato Grosso. Os critérios adotados para a inclusão foram: ser do sexo feminino; ter idade igual ou superior a 65 anos e ter realizado todos os testes físicos.

Foram excluídas as voluntárias que não responderam a algum questionário conduzido durante o estudo.

As voluntárias foram informadas sobre a proposta da pesquisa e procedimentos a que seriam submetidas e convidadas a assinar o termo de

consentimento livre e esclarecido, integrante do projeto submetido ao Comitê de Ética em Pesquisas (protocolo Nº 137/CEP-HUJM/11) do Hospital Universitário Júlio Müller da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT).

Antropometria

Para determinação da massa corporal as voluntárias foram posicionadas em pé, no centro da plataforma da balança, com os pés unidos e braços ao longo do corpo (GUEDES e GUEDES, 2006) utilizando-se balança digital SOEHNLE® Professional 7755 (Brasil), com capacidade para 200 kg e precisão de 100g. A estatura foi mensurada com as voluntárias descalças, em posição ereta, com os pés unidos e próximos à escala, medidas pelo estadiômetro disponível na mesma balança, com precisão de 0,5 cm segundo o procedimento previamente descrito por Guedes e Guedes (2006).

Também foi calculado o índice de massa corporal pela razão de peso em quilogramas pela estatura em metros ao quadrado (kg/m2). Os valores de referencia adotados foram os sugeridos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) (2002).

Atividades Instrumentais da Vida Diária (AIVD)

Essa forma de coleta se deu através do questionário de AIVDs de Lawton para classificar o grau de independência/dependência para as atividades da vida diária das voluntárias deste estudo. O questionário de AIVDs inclui atividades essenciais para manutenção da independência pessoal e utiliza um escore decrescente começando em três para tarefas desempenhadas sem ajuda, dois para as que necessitam de ajuda parcial e um, para as que não consegue desempenhar (LAWTON et al., 1998). A pontuação final varia de 0 a 8 pontos (0-1: dependência total; 2-3: dependência grave; 4-5: dependência moderada; 6-7: dependência mínima; 8: independente).

Escala de Depressão Geriátrica (GDS)

Utilizou-se para a avaliação da depressão entre as idosas a versão GDS-15, cujo questionário aborda 15 questões pertinentes à depressão no idoso, tais como queixas somáticas, cognitivas, motivação, orientação temporal, autoimagem, perdas,

agitação, traços obsessivos e o próprio estado de espírito do individuo. As questões são fechadas com respostas objetivas (sim ou não), pontuadas com 1 a cada afirmativa. A versão curta GDS-15 possui escore variando entre 0 a 15 pontos (0-4:

não indica depressão; 5-10: depressão leve; 11-15: depressão grave). Vale ressaltar que esta escala não substitui o diagnóstico médico obtido por meio de entrevista com profissional especializado (YESAVAGE et al., 1982).

Mini Avaliação Nutricional (MAN)

Essa parte foi conduzida de acordo com o que dispõe Guigoz; Lauque e Veras (2002), permitindo avaliar o estado nutricional por meio de pontos que variam de (24-30: estado nutricional normal; 17-23,5: sob risco de desnutrição; menos de 17: desnutrição).

Força de preensão manual

A força de preensão manual (FPM) foi testada por meio de um dinamômetro hidráulico JAMAR®, de acordo com os procedimentos descritos por Figueiredo et al.

(2007). Foi solicitado que cada voluntária sentasse em uma cadeira sem apoio para os antebraços, com os ombros aduzidos, cotovelos fletidos a 90º e com o antebraço em posição neutra. Foram realizadas três medidas e a média das mesmas foi adotada como resultado final e respeitou-se um intervalo de 15s entre cada medida.

Velocidade de caminhada

Realizada sobre um piso plano, foram feitas marcações no solo para o início e fim da distância a ser percorrida (marcas zero e 11 metros) e entre as marcas de 3 e 8 metros. As voluntárias se deslocavam em sua velocidade habitual uma vez, e duas vezes na máxima velocidade possível. A velocidade de caminhada foi mensurada entre as marcas dos três e 8 metros, computando-se 5 metros, no total. Utilizou-se a melhor marca obtida para velocidade da caminhada em segundos e frações. Este teste tem demonstrado ter boa reprodutibilidade (SHINKAI et al., 2000).

Equilíbrio unipodal

A voluntária permanecia em pé apoiando-se em uma perna com a outra perna flexionada na altura do joelho, sem utilizar qualquer outro tipo de apoio e olhos

abertos. Foi anotado o melhor tempo de permanência de duas tentativas na posição até a perda do equilíbrio ou o tempo máximo de 60 segundos. O teste foi aplicado na perna direita e na perna esquerda (SHINKAI et al., 2000).

Análise estatística

Os dados foram analisados mediante o software livre BioEstat® 5.0 (Brasil) e expressos em média ± desvio padrão e em frequências absoluta e relativa. Foi utilizado o teste de Kolmogorov-Smirnov para análise de distribuição e normalidade, Odds Ratio, teste Exato de Fischer e Coeficiente de Regressão Linear Múltipla. O nível de significância foi pré-estabelecido em 5%.

RESULTADOS

Os resultados para a realização das atividades instrumentais da vida diária (AIVD) não diferiram entre as idosas ativas e sedentárias, em ambos os grupos não foi verificada dependência que atrapalhasse o cotidiano das mesmas. Em relação à mini avaliação nutricional (MAN), verificou-se maior predominância de risco de desnutrição e desnutrição no grupo de mulheres sedentárias. Em relação à escala de depressão geriátrica (GDS), foi verificada maior prevalência de idosas com algum grau de depressão nas mulheres sedentárias (Tabela 1).

As voluntarias de ambos os grupos do estudo apresentaram um perfil geral homogêneo, com prevalência de peso dentro da normalidade quanto ao IMC. Houve maior prevalência para baixa renda (<1 salário mínimo) entre as idosas ativas, enquanto que as idosas sedentárias apresentaram maior prevalência para renda acima de dois salários mínimos. A saúde percebida como muito ruim, ruim e regular foi mais prevalente nas idosas sedentárias, sendo a saúde boa e muito boa mais citada nas mulheres ativas. Em relação às comorbidades, houve prevalência similar entre os grupos. Foi verificado no presente estudo maior prevalência para o uso de medicamentos entre as mulheres sedentárias (Tabela 1).

Tabela 1. Características gerais das idosas ativas e sedentárias do FIBRA,

Massa corporal (kg) 63,5±11,3 63,3±12,7

Estatura (m) 1,52±0,06 1,52±0,06

AIVD (Atividades Instrumentais da Vida Diária); MAN (Mini Avaliação Nutricional); GDS (Escala de Depressão Geriátrica); IMC (Índice de Massa Corporal).

Na tabela 2 são apresentados os resultados comparativos entre as idosas ativas com ou sem depressão. Dentre as variáveis analisadas foi verificado 3,3 vezes maior chance para a desnutrição e risco para desnutrição nas idosas com depressão do que para aquelas sem depressão. Em relação à saúde percebida, verificou-se que as idosas com depressão apresentaram 5,1 vezes mais chances de perceber a sua saúde como regular/ruim/muito ruim. As mulheres depressivas tiveram 4,2 vezes mais chances de possuir duas ou mais comorbidades.

Tabela 2. Fatores associados ao maior risco de depressão em idosas ativas

Amostra Sem depressão Depressão

IMC (Índice de Massa Corporal); MAN (Mini Avaliação Nutricional); IC (Intervalo de confiança).

As idosas sedentárias apresentaram menor diferença entre ser ou não depressiva em relação às variáveis dispostas. Destas, apenas a saúde percebida e comorbidades associadas apresentaram significância estatística, sendo que, as idosas depressivas apresentaram 2,6 vezes mais chances de ter a saúde

considerada muito ruim/ruim/regular e 3,0 vezes mais chances de possuir duas ou mais comorbidades (Tabela 3).

Tabela 3. Fatores associados ao maior risco de depressão em idosas sedentárias

Amostra Sem depressão Depressão

IMC (Índice de Massa Corporal); MAN (Mini Avaliação Nutricional); IC (Intervalo de confiança).

A prevalência de casos para depressão leve e/ou grave em idosas sedentárias foi significativamente maior do que em idosas fisicamente ativas (Tabela 4).

Tabela 4. Classificação e prevalência de depressão entre idosas ativas e sedentárias

GDS Ativas Depressão leve/grave 5-15 50 (23,7%) 111 (44,6%)

GDS (Escala de Depressão Geriátrica). Teste Exato de Fischer. Nível de significância p<0,05.

As atividades instrumentais da vida diária (AIVD) em ambos os grupos e mini avaliação do estado nutricional (MAN) apenas para as idosas ativas correlacionaram-se com a depressão (Tabela 5).

Tabela 5. Coeficiente de regressão linear múltipla entre a Escala de Depressão Geriátrica (GDS) e fatores relacionados entre idosas ativas e sedentárias

Variáveis GDS (escore)

Coeficiente de Regressão Linear Múltipla (β). Nível de significância p<0,05.

DISCUSSÃO

Em conformidade com os resultados desse estudo verificou-se diferença significativa entre as idosas sedentárias e as fisicamente ativas, demonstrando assim, importante contribuição da prática regular de atividades físicas para a manutenção de um estilo de vida saudável e com menor risco para a depressão.

Também foi possível constatar maior prevalência de depressão leve e grave entre as idosas sedentárias. Esse resultado se aproximou do estudo de Benedetti et al. embora, não afirmem que o exercício físico previna a demência.

As idosas fisicamente ativas cujo resultado da MAN denotou quadro de desnutrição ou risco para, tiveram significativamente 3,3 vezes mais chances para a depressão que aquelas com o escore de normalidade, já para as idosas sedentárias

essa associação não ocorreu. Scattolin et al. (2005) realizaram investigação com idosos (homens e mulheres) hospitalizados e verificaram a associação significativa entre desnutrição e depressão, corroborando assim com os achados do presente estudo. Em recente pesquisa, Gündüz et al. (2015) verificaram numa população de 1030 mulheres idosas institucionalizadas, prevalência de 19% (196) para desnutrição e 29,1% (300) para o risco de vir a ter. Nesta pesquisa a somatória entre as idosas ativas e sedentárias resultou numa prevalência de 3,4% (8) desnutridas e 54% (97) com risco para a desnutrição. No estudo de Gündüz et al. (2015) também foi verificada associação entre a má nutrição e a presença de depressão.

Em relação à percepção do estado de saúde, identificou-se que as idosas sedentárias apresentaram maior prevalência para a saúde ruim, muito ruim ou regular quando comparadas as ativas. A percepção de saúde como boa foi de 54,1% (114) nas idosas ativas e de 34,5% (86) nas idosas sedentárias. Quanto à relação entre depressão e estado de saúde percebida, Park et al. (2015) verificaram maior risco (odds ratio= 4,29; p<0,0001) para a depressão entre as idosas com péssima percepção da saúde. Corroborando ao exposto anteriormente no estudo de Park et al. (2015), o presente estudo verificou odds ratio similares para as idosas ativas e sedentárias.

A depressão é frequentemente associada a todas as patologias clínicas crônicas, fato este que potencializa a piora do quadro de saúde, piora a aderência aos tratamentos, piora a qualidade de vida, e aumenta a morbimortalidade por todas as causas (TENG; HUMES; DEMETRIO, 2005). No presente estudo foi verificado vida ativo e saudável poderá contribuir para a melhora desse quadro.

Isto porque a manutenção de um estilo de vida fisicamente ativo reflete na melhoria das capacidades físicas e consequentemente na independência e autonomia do idoso. Sobre isso, Snowdon (2002) relata que os idosos deprimidos e não tratados possuem mais incapacidades, que por sua vez, fazem uso recorrente aos serviços de saúde e apresentam maior risco de morte prematura. Outro dado

relevante deste estudo foram as AIVDs que apresentam relação significativamente inversa com a presença da depressão. Nunes et al. (2010) corroboram que a AIVD possui relação com inúmeros fatores, dentre os quais a depressão, e esta por sua vez, é um fator de risco para dependência de todas as AIVD e perda da autonomia do sujeito idoso. No estudo realizado por Ferreira e Tavares (2013) com idosos acurácia os desfechos relacionados ao quadro depressivo. Muito embora, essa restrição metodológica exista, foi possível verificar na amostra estudada que há relação entre a pior nota quanto à independência física, possivelmente associada ao sedentarismo, má nutrição e níveis de depressão em idosas.

Para melhor entendimento da associação entre o sedentarismo e o quadro de depressão, estudos futuros deverão elucidar cronicamente quais fatores são intervenientes e se a prática regular de exercícios físicos pode agir como fator preventivo e terapêutico eficaz para a depressão em idosos, visto que, o inverso parece ocorrer, ou seja, a depressão leva ao estilo de vida sedentário e decréscimo nos níveis de atividade física (ROSHANAEI-MOGHADDAM; KATON; RUSSO,

Para melhor entendimento da associação entre o sedentarismo e o quadro de depressão, estudos futuros deverão elucidar cronicamente quais fatores são intervenientes e se a prática regular de exercícios físicos pode agir como fator preventivo e terapêutico eficaz para a depressão em idosos, visto que, o inverso parece ocorrer, ou seja, a depressão leva ao estilo de vida sedentário e decréscimo nos níveis de atividade física (ROSHANAEI-MOGHADDAM; KATON; RUSSO,

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