2.3 GESTÃO DE PROCESSOS DE NEGÓCIOS
2.3.2 Notação Busness Process Model and Notation (BPMN)
2.3.2.1 Objetos de Fluxo
Objetos de Fluxo são os principais elementos gráficos para definir o comportamento de um processo de negócio e são formados por um conjunto de três Objetos de Fluxo: eventos, atividades e gateways.
Tabela 2 – Descrição dos objetos de fluxo
Eventos Atividades Gateways
Os eventos aparecem ou são gerados durante a execução de um
fluxo. Somente os eventos têm a capacidade de iniciar ou terminar um processo, porém não executam tarefas no processo. Representado por círculos, o estilo da borda indica
o tipo de evento, que podem ser: inicial (linha simples fina), intermediário (linha duplafina) e evento final (linha simples grossa).
Uma atividade pode ser atômica ou não-atômica (composta). Os tipos de atividades que são parte de um modelo de processo são: Task
(Tarefa), Sub- Process (Sub- Processo) e Process (Processo).
Tarefas e Sub-Processos são representados por retângulos arredondados. Processos não possuem notação gráfica associada
(é o modelo em si, é um conjunto de objetos gráficos) ou é o conteúdo de um Pool (será visto
mais adiante).
São os mecanismos padronizados na notação BPMN para desvios. Eles controlam como o processo diverge ou converge, ou seja, representa pontos de controle para caminhos dentro do processo. Eles separam e juntam o fluxo de um
processo (através do fluxo de seqüência). Como existem diferentes maneiras de controlar o
fluxo do processo, existem diferentes tipos de gateways. Todos são sempre representados por losangos, porém os marcadores
internos do elemento indicam os diferentes tipos de comportamento. São os principais elementos gráficos para definir o comportamento de um processo de negócio. A BPMN
descreve um conjunto de três Objetos de Fluxo: eventos, atividades e gateways. Objetos de Fluxo
Fonte: Adaptado pelo autor, Szilagyi (2010).
Os gateways funcionam como portões que podem ser controlados quanto à sua abertura ou não, e o seu nome faz justamente menção a isso (portão em inglês) (CAMPOS, 2014). Sempre que se encontrar um gateway na notação BPMN é porque uma decisão precisa ser tomada. A figura 10 apresentar os tipos utilizados:
Figura 10 – Tipos de Gateways na notação BPMN
Fonte: <https://blog.smlbrasil.com.br/modelagem-de-processos-como-usar-gateways-de-maneira- correta-com-exemplos/>, acessado em 15/10/2019
2.3.2.2 Objetos de Conexão
Objetos de conexão têm a função de conectar os objetos de fluxo uns com os outros ou a outras informações e também podem ser classificados em três tipos: fluxo de sequência; fluxo de mensagens e associação. O Fluxo de Sequência mostra em que ordem as atividades são executadas, e é representado por uma linha cheia e uma seta adiante. Já o Fluxo de Mensagens tem a função de indicar quais as mensagens que fluem entre dois processos/piscinas, e é representada por uma linha tracejada, um círculo aberto e uma seta aberta no fim. Por fim, a Associação, que conecta os artefatos aos objetos de fluxo, e é simbolizado por uma linha tracejada (NASCIMENTO, 2017).
Figura 11 – Exemplo de aplicação dos objetos de conexão
Fonte: SANTOS (2010), <https://pt.slideshare.net/Ridlo/notao-bpmn-v-12-3754516> acessado em 15/10/2019
2.3.2.3 Swimlanes
Swimlanes são utilizadas para dividir e organizar atividades em diferentes categorias
visuais em um diagrama, de forma a ilustrar diferentes capacidades funcionais ou responsabilidades. Ela é dividida em dois tipos de elementos: piscina (pool) e a raia (lane). De forma geral, eles não interferem nem definem o que será feito, mas sim quem o fará e normalmente está associado a mecanismos de segurança (SZILAGYI, 2010, p. 61).
Figura 12 – Exemplo de BPMN com piscina sem e com raias
Fonte: <http://blog.iprocess.com.br/2018/06/diagramas-bpmn-com-ou-sem-raias-3-abordagens-em- que-o-foco-da-modelagem-faz-a-diferenca/>, acessado em 15/10/2019.
Analisando a figura 12 fica mais fácil compreender a diferença entre a piscina e a raia. Conforme destaca Szilagyi (2010), a piscina é compartimento onde os elementos do fluxo são acomodados de forma a indicar que participante do processo ou perfil está executando cada atividade. No exemplo aqui utilizado, podemos ver que em uma piscina temos o “Cliente” e na outra a “Pizzaria”. Cada piscina representa um processo distinto e cada participante tem a sua própria. A única forma de elementos entre duas piscinas se comunicarem é através de mensagens (objeto de conexão).
Já as raias, são elementos que são posicionados dentro das piscinas para indicar mais de um perfil que colaboram para a execução de um processo. Elas criam sub-partições para os objetos dentro da piscina. Estas partições são usadas para agrupar elementos do processo, que no nosso exemplo foram utilizadas para discriminar a organização das atividades de uma pizzaria, que foi segregado em atendimento, produção e entrega (SZILAGVI, 2010).
2.3.2.4 Artefatos
Por fim, temos os Artefatos. Na definição de Szilagvi (2010), “são elementos extras que podem aparecer dentro do diagrama, mas que não alteram o fluxo nem executam tarefas. Eles servem como representações que irão aumentar a clareza do diagrama ou expor certos pontos relevantes do processo e são definidos por três tipos básicos: objetos de dados, grupos e anotações de texto”.
Tabela 3 – Tipos de Artefatos da notação BPMN
Anotações Permitem que o modelador descreva partes adicionais do fluxo do
modelo ou notação.
Grupos Organizam tarefas ou processos que possuem relevância no
processo como um todo.
Objetos de dados
Representam dados colocados no processo, dados que resultam do processo, dados que precisam ser coletados ou dados que devem ser armazenados.
Tipos de Artefatos
Fonte: Adaptado pelo autor, NASCIMENTO (2017).
Nesse sentido, fica evidente os benefícios que uma notação como a BPMN pode trazer para uma organização. Como destaca a ABPMP (2013), não importa se a organização tem ou não fins lucrativos, seja pública ou privada, de micro, pequeno, médio ou grande porte, o propósito principal de uma organização é gerar valor para o cliente por meio de seus produtos e/ou serviços. E a utilização de ferramentas como essa são essências para alcançar esse propósito.
3 METODOLOGIA
Para Silva e Menezes (2005), há várias formas de se classificar uma pesquisa, sendo algumas das mais relevantes quanto a: natureza da pesquisa; forma de abordagem do problema; objetivos; e procedimentos técnicos.
3.1 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA
Quanto à natureza esta pesquisa pode ser classificada como aplicada, por ser um método que envolve a aplicação prática da ciência para um propósito específico, o que é ideal quando se pretende encontrar soluções para problemas cotidianos.
No que diz respeito à abordagem, essa pesquisa utilizará a qualitativa por ser o tipo de pesquisa que trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis (MINAYO; DESLANDES; GOMES, 2001). Para Engel e Tolfo (2009), a pesquisa qualitativa tem características como: objetivação do fenômeno, hierarquização das ações de descrever, compreender, explicar, precisão das relações entre o global e o local em determinado fenômeno, dentre outras.
Quanto aos objetivos, pode ser considerada do tipo descritiva, pois, segundo Fernandes (2003, p. 21) “pesquisa descritiva é mais apropriada a casos em que se quer conhecer características de determinado grupo, estabelecer, conhecer as relações existentes entre variáveis, bem como avaliar os impactos de implantação de um determinado programa”.
Com relação aos procedimentos técnicos, serão utilizados nessa pesquisa:
a) Pesquisa Bibliográfica: concebida a partir de materiais já publicados em livros, artigos científicos, jornais, revistas e páginas de internet acessíveis ao público em geral;
b) Pesquisa Documental: utilização de materiais que não receberam tratamento analítico ou que ainda podem ser reelaborados de acordo com os objetos da pesquisa, como documentos guardados em órgãos públicos ou com pessoas (PRODANOV; FREITAS, 2013, p. 18);
c) Pesquisa-ação: pressupõe uma participação planejada do pesquisador na situação problemática a ser investigada. O processo de pesquisa recorre a uma metodologia sistemática, no sentido de transformar as realidades observadas, a partir da sua
compreensão, conhecimento e compromisso para a ação dos elementos envolvidos na pesquisa (GERHARDT; SILVEIRA, 2009, p. 40).
Quadro 3 – Resumo da classificação da pesquisa Natureza Abordagem Objetivo Procedimentos
Pesquisa Bibliográfica Pesquisa Documental Pesquisa-ação Aplicada Qualitativa Descritiva
Fonte: Elaborado pelo autor (2019).