• Nenhum resultado encontrado

-inscrever como contribuintes individuais no RGPS, as pessoas físicas contratadas sem vínculo empregatício e os sócios cooperados, no caso de

cooperativas de trabalho e de produção, se ainda não inscritos;

-elaborar folha de pagamento mensal da remuneração paga, devida ou creditada a todos os segurados a seu serviço, inclusive os contribuintes

individuais, nela constando:

-discriminados, o nome de cada segurado e respectivo cargo, função ou serviço prestado;

-agrupados, por categoria, os segurados empregado, trabalhador avulso e contribuinte individual;

-lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições sociais a cargo da

empresa, as contribuições sociais previdenciárias descontadas dos segurados, as decorrentes de sub-rogação, as retenções e os totais

recolhidos;

-fornecer ao contribuinte individual que lhes presta serviços, comprovante do pagamento de remuneração, consignando a identificação completa da empresa, inclusive com o seu número no CNPJ, o número de inscrição do segurado no RGPS, o valor da remuneração paga, o desconto da contribuição

efetuado e o compromisso de que a remuneração paga será informada em GFIP e a contribuição correspondente será recolhida;

Não há na legislação trabalhista ou previdenciária previsão da obrigatoriedade da emissão de RPA ou RPS pelos autônomos que prestam serviços.

- informar mensalmente, à RFB e ao Conselho Curador do FGTS, em GFIP emitida por estabelecimento da empresa, com informações distintas por tomador de serviço e por obra de construção civil, os dados cadastrais, os

fatos geradores, a base de cálculo e os valores devidos das contribuições sociais e outras informações de interesse da RFB e do INSS ou do Conselho

Curador do FGTS, na forma estabelecida no Manual da GFIP 8.4.

A empresa é responsável pela arrecadação, mediante desconto no respectivo salário de contribuição, e pelo recolhimento da contribuição do segurado

contribuinte individual que lhe presta serviços.

A contribuição deverá ser recolhida na mesma Guia da Previdência Social (GPS) em que a empresa contratante recolhe as demais contribuições previdenciárias dos outros segurados a seu serviço, lançando o referido valor

no campo 6 da referida guia.

A empresa deverá recolher a contribuição previdenciária descontada e a contribuição a seu cargo incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou

creditadas ao contribuinte individual até o dia 20 (vinte) do mês seguinte àquele a que se referirem as remunerações, antecipando-se o vencimento para o dia útil imediatamente anterior quando não houver expediente bancário

no dia 20 (vinte).

Empresa – limite mínimo?

A empresa deve descontar do valor dos serviços prestados pelo contribuinte individual, a contribuição previdenciária deste, equivalente à aplicação da alíquota de 11% observado o limite máximo do salário de contribuição, não

havendo limite mínimo para o desconto. O valor descontado deverá ser recolhido juntamente com as contribuições a cargo da empresa.

Assim, mesmo que a remuneração pelo serviço prestado seja de R$ 50,00, por exemplo, a empresa deverá descontar R$ 5,50 do contribuinte individual e

recolhê-lo por meio da GPS da empresa, declarando tal valor na GFIP.

Empresa – GFIP – múltiplas fontes pagadoras

OCORRÊNCIA

No campo Ocorrência o empregador/contribuinte presta, ao mesmo tempo, duas informações:

a exposição ou não do trabalhador, de modo permanente, a agentes nocivos prejudiciais à sua saúde ou à sua integridade física, e que enseje a concessão

de aposentadoria especial;

se o trabalhador tem um ou mais vínculos empregatícios (ou fontes

pagadoras), ou ainda, se o trabalhador consta de mais de uma GFIP/SEFIP do mesmo empregador/contribuinte, geradas em movimentos diferentes, com

a remuneração desmembrada em cada uma delas (GFIP/SEFIP de chaves diferentes).

Para os trabalhadores com mais de um vínculo empregatício (ou mais de uma fonte pagadora), informar os códigos a seguir:

05 – Não exposto a agente nocivo;

06 – Exposição a agente nocivo (aposentadoria especial aos 15 anos de trabalho);

07 - Exposição a agente nocivo (aposentadoria especial aos 20 anos de trabalho);

08 - Exposição a agente nocivo (aposentadoria especial aos 25 anos de trabalho).

Empresa optante pelo Simples Nacional – contratação de contribuinte individual - obrigações

As ME e EPP optantes pelo Simples Nacional são obrigadas a arrecadar e recolher, mediante desconto ou retenção, as contribuições devidas:

-pelo contribuinte individual, a partir de abril de 2003, na forma dos arts. 65 a 70 da IN RFB n° 971/2009;

A contribuição corresponde a 11% sobre o valor pago ou creditado ao contribuinte individual, limitado ao teto máximo do salário de contribuição.

Empresa optante pelo Simples Nacional – contratação de contribuinte individual - obrigações

As ME e EPP optantes pelo Simples Nacional são obrigadas a arrecadar e recolher, mediante desconto ou retenção, as contribuições devidas:

- pelo segurado, destinadas ao Sest e ao Senat, no caso de contratação de contribuinte individual transportador rodoviário autônomo;

- GPS – código de recolhimento - 2020

Exemplo de cálculo da contribuição previdenciária devida pela empresa

Remuneração paga ao trabalhador autônomo = R$ 6.000,00

Contribuição previdenciária descontada do trabalhador = 11% x R$ 5.189,82 = R$ 570,88

Contribuição previdenciária patronal = 20% de R$ 6.000,00 = R$ 1.200,00

Exemplo de cálculo da contribuição previdenciária devida pela empresa

Contribuinte individual prestou serviços a 3 empresas no curso do mês de abril/2016, auferindo as seguintes remunerações:

Empresas Remunerações

A R$ 2.500,00 B R$ 3.100,00 C R$ 1.500,00

Total auferido no mês R$ 7.100,00

Considerando que o teto máximo da contribuição previdenciária em 2016 corresponde a R$ 5.189,82, as empresas contratantes devem efetuar os

seguintes descontos a título de contribuição previdenciária:

Empresas Descontos

A R$ 275,00 (R$ 2.500,00 x 11%)

B R$ 295,88 (R$ 2.689,82 x 11%) = ( R$ 5.189,82 – R$ 2.500,00

= R$ 2.689,82)

C R$ 0,00

Total dos descontos R$ 570,88

Contratação de transportador autônomo

Exemplo de base de cálculo da contribuição previdenciária do prestador de serviço

Condutor rodoviário autônomo contratado por empresa

Valor do frete = R$ 4.000,00

Valor da base de cálculo = R$ 4.000,00 x 20% = R$ 800,00

Desconto da contribuição previdenciária individual = R$ 800,00 x 11% = R$

88,00

Exemplo de base de cálculo da contribuição previdenciária da empresa:

Condutor autônomo rodoviário contratado por empresa

Valor do frete = R$ 4.000,00

Valor da base de cálculo = R$ 4.000,00 x 20% = R$ 800,00

Contribuição previdenciária patronal = R$ 800,00 x 20% = R$ 160,00

Exemplo de base de cálculo da contribuição previdenciária para o SEST e SENAT:

Condutor autônomo contratado por empresa

Valor do frete = R$ 4.000,00

Valor da base de cálculo = R$ 4.000,00 x 20% = R$ 800,00

Contribuição para o SEST = R$ 800,00 x 1,5% = R$ 12,00

Contribuição para o SENAT = R$ 800,00 x 1% = R$ 8,00

Prestação de serviços à empresa e exercício de atividade por conta própria - Simultaneidade

O contribuinte individual que, no mesmo mês, prestar serviços à empresa ou a equiparado e, concomitantemente, exercer atividade por conta própria deverá

recolher a contribuição social previdenciária incidente sobre a remuneração auferida pelo exercício de atividade por conta própria, respeitando no total (remuneração auferida nas empresas + a auferida pelo exercício da atividade

por conta própria), o limite máximo do salário de contribuição.

Exemplo

Remuneração auferida na empresa contratante = R$ 3.000,00

INSS descontado do autônomo pela empresa = R$ 3.000,00 x 11% = R$

330,00

Remuneração pelo serviço executado por conta própria = R$3.000,00

INSS que o trabalhador deverá recolher na GPS (1007) = 20% de R$ 2.189,82

= R$ 437,96

Exercício simultâneo das atividades de empregado e contribuinte individual

Exemplo

Empregado da empresa A percebeu no mês de junho/2016 o salário de R$

2.400,00 e, exerce concomitantemente atividade autônoma e, no mesmo mês (junho/2016), prestou serviço nesta condição (autônomo) à empresa B,

auferindo a remuneração de R$ 2.800,00

Empresa A (empregado) =

Desconto - Contribuição Previdenciária - R$ 2.400,00 x 9% = R$ 216,00 Cota patronal – R$ 2.400,00 x 20% = R$ 480,00

Rat ajustado – R$ 2.400,00 x 1% = R$ 24,00

Outras entidades – R$ 2.400,00 x 5,8% = R$ 139,20

Empresa B (contribuinte individual) =

Desconto - Contribuição Previdenciária - R$ 2.789,82 x 11% = R$ 306,88 Cota patronal – R$ 2.800,00 x 20% = R$ 560,00

Serviços prestados para uma empresa - inferior ao limite mínimo do salário de contribuição

Quando o total da remuneração recebida pelo contribuinte individual por serviços prestados a uma ou mais empresas for inferior ao limite mínimo do

salário de contribuição, o segurado deverá recolher diretamente a

complementação da contribuição incidente sobre a diferença entre o limite mínimo do salário de contribuição e a remuneração total por ele recebida ou

a ele creditada, aplicando sobre a parcela complementar a alíquota de 20%.

Exemplo

Remuneração auferida no mês de janeiro/2016 por contribuinte individual que prestou serviço a uma só empresa = R$ 300,00

Desconto - Contribuição previdenciária = R$ 300,00 x 11% = R$ 33,00 Diferença para o limite mínimo = R$ 880,00 – R$ 300,00 = R$ 580,00 Contribuição previdenciária complementar = R$ 580,00 x 20% = R$ 116,00

Ministro de confissão religiosa

O art. 22, § 13° da Lei n° 8212/1991 dispõe que não se considera como remuneração direta ou indireta, os valores despendidos pelas entidades religiosas e instituições de ensino vocacional com ministro de confissão religiosa, membros de instituto de vida consagrada, de congregação ou de

ordem religiosa em face do seu mister religioso ou para sua subsistência desde que fornecidos em condições que independam da natureza e da

quantidade do trabalho executado.

Ministro de confissão religiosa

Os critérios informadores dos valores despendidos pelas entidades religiosas e instituições de ensino vocacional aos ministros de confissão religiosa, membros de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa não são

taxativos e sim exemplificativos e os valores despendidos, ainda que pagos de forma e montante diferenciados, em pecúnia ou a título de ajuda de custo

de moradia, transporte, formação educacional, vinculados exclusivamente à atividade religiosa não configuram remuneração direta ou indireta

Ministro de confissão religiosa

Nessa situação, o salário de contribuição para os mencionados pastores, é o valor por eles declarados, observados os limites mínimo (R$ 880,00) e máximo do salário de contribuição (R$ 5.189,82), sendo que a alíquota a ser

aplicada corresponde a 20% sobre o valor declarado. Citado recolhimento deve ser efetuado através de uma GPS com o código de recolhimento 1007.

No entanto, se a remuneração paga ou creditada pela entidade religiosa ou pela instituição de ensino vocacional depender da natureza e da quantidade

do trabalho executado, o recolhimento da contribuição previdenciária observará no que couber, às mesmas regras aplicáveis aos demais

contribuintes individuais.

A entidade religiosa deverá efetuará o desconto de 11% sobre o valor pago ao ministro de confissão religiosa, respeitando o teto do salário de contribuição

(R$ 5.189,82), uma vez que tais valores são considerados como

remuneração. Além disso, há o encargo previdenciário patronal de 20%. Os recolhimentos previdenciários deverão ser realizados pela entidade religiosa, através de uma GPS com o código 2100. Ainda, os pastores deverão constam da folha de pagamento da entidade, nos moldes do prelecionado no art. 47 da

IN RFB n° 971/2009.

Ação trabalhista e recolhimento previdenciário

OJ-SDI1-398 CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ACORDO

HOMOLOGADO EM JUÍZO SEM RECONHECIMENTO DE VÍNCULO DE EMPREGO. CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. RECOLHIMENTO DA ALÍQUOTA DE 20% A CARGO DO TOMADOR E 11% A CARGO DO

PRESTADOR DE SERVIÇOS.

Nos acordos homologados em juízo em que não haja o reconhecimento de vínculo empregatício, é devido o recolhimento da contribuição previdenciária,

mediante a alíquota de 20% a cargo do tomador de serviços e de 11% por parte do prestador de serviços, na qualidade de contribuinte individual, sobre

o valor total do acordo, respeitado o teto de contribuição. Inteligência do § 4º do art. 30 e do inciso III do art. 22, todos da Lei n.º 8.212, de 24.07.1991.

INSTRUÇÃO NORMATIVA RFB Nº 872, DE 26 DE AGOSTO DE 2008

Art. 2º É segurado contribuinte individual, nos termos das alíneas "g" e "h" do inciso V do art. 12 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, a pessoa física contratada, respectivamente, por comitê financeiro de partido político ou por candidato a cargo eletivo, para prestação de serviços em campanha eleitoral.

Art. 3º Os comitês financeiros de partidos políticos se equiparam à empresa em relação aos segurados contratados para prestar serviços em campanha eleitoral, nos termos do parágrafo único do art. 15 da Lei nº 8.212, de 1991.

Art. 4º A equiparação de que trata o art. 3º não se aplica ao candidato a cargo eletivo que contrate segurados para prestar serviços em campanha eleitoral.

Art. 5º O comitê financeiro de partido político tem a obrigação de:

I - arrecadar a contribuição do segurado contribuinte individual a seu serviço, descontando-a da respectiva remuneração; e

II - recolher o valor arrecadado juntamente com a contribuição a seu cargo, utilizando-se de sua inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas

(CNPJ).

Parágrafo único. Além das obrigações previstas nos incisos I e II do caput, o comitê financeiro de partido político deve arrecadar, mediante desconto no respectivo salário-de-contribuição, e recolher a contribuição ao Serviço Social

do Transporte (SEST) e ao Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SENAT), devida pelo segurado contribuinte individual transportador

autônomo de veículo rodoviário que lhe presta serviços em campanha eleitoral.

Documentos relacionados