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OE4: Saúde infantil, do adolescente, materna e reprodutiva

76. O Objectivo Estratégico 4 procura reduzir a morbidade e a mortalidade, e também melhorar a saúde nas fases mais importantes da vida, incluindo a gravidez, parto, período neonatal, infância e adolescência; procura melhorar a saúde sexual e reprodutiva; e procura também promover um envelhecimento activo e saudável para todos os indivíduos.

77. De acordo com as Orientações Estratégicas 2010-2015 da Região Africana da OMS, especificamente sobre “colocar a saúde das mães e das crianças no topo das prioridades”, as principais realizações de 2010 estiveram relacionadas com o desenvolvimento de políticas, estratégias, normas e orientações; reforço de capacidades nas áreas de saúde materna, neonatal e infantil; e monitorização da implementação de estratégias e actividades planeadas.

78. Melhorar a saúde materna e neonatal continua a ser um desafio significativo na Região Africana. De modo a enfrentar este problema, a OMS e os seus parceiros elaboraram o roteiro regional para acelerar a consecução dos ODM relacionados com a saúde materna e neonatal em África, que foi adoptado pelos Estados-Membros em 2004. Em 2010, a OMS desenvolveu uma Ferramenta de Revisão do Programa para os roteiros nacionais, e subsequentemente quatro países38 realizaram revisões dos seus roteiros da

saúde materna e neonatal.

Figura 6 : Países com políticas e planos de acção integrados para as DNT na Região Africana

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79. Os progressos na redução da mortalidade materna têm sido pouco satisfatórios. Apenas a Eritreia e a Guiné Equatorial estão no bom caminho no que toca à consecução do ODM 5 sobre o melhoramento da saúde materna, enquanto 20 países estão a fazer progressos. Os restantes 20 países tiveram um progresso insuficiente ou não fizeram progresso algum (Figura 7). 80. Para abordar o tema da disponibilidade e qualidade dos serviços de saúde materna e neonatal, 10 países39 realizaram uma avaliação de

necessidades de Cuidados Obstétricos e Neonatais de Emergência (EmONC) e um mapeamento da disponibilidade do serviço. A este exercício seguiu-se a formulação de estratégias e planos para abordar as falhas identificadas. Para além disso, sete países40 realizaram revisões do número de mortes maternas

de modo a identificar as áreas necessitadas de medidas de melhoramento da qualidade.

Figura 7: Progressos realizados no ODM5 relativo à

Mortalidade Materna na Região Aricana

Fontes: tendências da Mortalidade Materna entre 1990 e 2008 – Estimativas feitas pela OMS, UNICEF, FNUAP e pelo Banco Mundial e Organização Mundial da Saúde 2010. Sítio da internet da OMS acedido em Setembro de 2010: Saúde Familiar e Reprodutiva/ Base de Dados da OMS-AFRO 2010

Países com TMM >100 em 1990 são categorizados como:

“no bom caminho” se houve

um declínio anual de 5,5% ou mais,“têm feito progressos” se a TMM decresceu entre 2 e 5,5%, “progressos insuficientes” se a TMM decresceu menos de 2% anualmente,

“ sem progressos” se houve

um aumento anual da TMM,

Os países com uma

TMM<100 em 1990 não estão categorizados

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81. Em colaboração com outros parceiros, a OMS desenvolveu e divulgou directrizes e ferramentas para ajudar os países a melhorar a saúde materna e neonatal. Estas incluíam: i) “Recommandations pour la Pratique Clinique des

soins obstétricaux et néonataux d’urgence en Afrique-Guide du Prestataire”

(RPC); ii) Quadro para as Intervenções de Promoção de Saúde a nível da Comunidade; iii) Manual de formação da OMS sobre Cuidados Neonatais Essenciais e iv) Orientações de Formação da OMS/UNICEF sobre Cuidados ao Recém-nascido no Domicílio utilizando trabalhadores de saúde comunitários.

82. Em colaboração com a União Africana, nove países41 lançaram a

“Campanha para a Redução Acelerada da Mortalidade Materna em África (CARMMA)” com o slogan “A África preocupa-se: Nenhuma Mulher Deve Morrer a Dar vida”, colocando o número de países com CARMMA nacional em vinte e quatro42. Cinco países43 realizaram Dias/Semanas de Saúde

Materna. Estas campanhas aumentaram a advocacia a favor da gratuidade dos Cuidados de Saúde Materna. Até hoje, 15 países44 instituíram políticas

para reduzir as barreiras financeiras aos EmONC.

83. A Região não tem feito progressos suficientes com vista à consecução do quarto Objectivo de Desenvolvimento do Milénio (ODM 4) sobre a mortalidade infantil (Figura 8). Actualmente apenas sete países45 estão no

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2010 84. A OMS apoiou a Eritreia, a Suazilândia e o Zimbabwe a elaborarem estratégias nacionais de saúde infantil. Presentemente, 38 dos 46 países da Região possuem políticas, estratégias e planos nacionais de saúde infantil completos46.

85. De modo a continuar a reforçar as capacidades regionais nas estratégias de sobrevivência neonatal, a OMS realizou uma formação regional em seis países47 do pacote da OMS/UNICEF sobre cuidados neonatais no domicílio,

passando para 13 o número total de países48 que possuem um núcleo de

formadores de trabalhadores de saúde comunitária. Posteriormente, foi iniciada em oito países a formação de trabalhadores de saúde comunitária. 86. Durante o ano, a OMS acelerou o seu apoio na capacitação de mais de 220 gestores do programa de saúde infantil nacional e distrital em 18 países49

para estes planearem e gerirem os programas de saúde infantil, incluindo a mobilização de recursos, comunicação e competências interpessoais. Isto leva o total de gestores treinados no programa de saúde infantil em 27 países50, desde 2008, a ultrapassar os 400.

87. A OMS e os seus parceiros continuam a apoiar a expansão da Estratégia de Atenção Integrada às Doenças da Infância (AIDI) na Região. O número de países a implementar a AIDI em mais de 75% dos seus distritos aumentou de 22, em 2009, para 26 países51 no fim de 2010 (Figura 9). Para além disso,

1990 2000 2010 2015 0 25 50 75 100 125 150 175 200 1 8 0 1 7 4 1 7 1 1 6 5 1 4 2 60 Meta do ODM Projecção utilizando a tendência actual 127

Figura 8: Tendência da mortalidade de crianças com menos de cinco anos na Região Africana, 1990-2009, com projecções para 2015

Fonte: WHO World Health Statistics 2011, Interagency group for Child Mortality Estimation (IGME) report, 2010

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foi elaborado o manual genérico da OMS/UNICEF de formação para os cuidados das crianças doentes com idades compreendidas entre os dois meses e os cinco anos, a nível da comunidade. O Manual foi posteriormente utilizado para formar técnicos dos serviços de saúde comunitária no Malawi, Uganda e Zâmbia.

88. Foram feitas revisões nos programas de saúde infantil no Benim e no Malawi. Para além disso, o Quénia e o Mali realizaram inquéritos às instalações de saúde, para avaliar a qualidade dos cuidados fornecidos a crianças doentes.

Figura 9: Mapa do estado da implementação da Estratégia de Atenção Integrada às Doenças da Infância na Região Africana, Dezembro 2010

89. A OMS trabalhou com o Projecto ÁFRICA 2010; Organização de Saúde da África Ocidental (WAHO); e a Comunidade de Saúde da África Oriental, Central e Austral (ECSA-HC) de modo a desenvolver dois documentos: i) “Abuso Sexual de Crianças na África Subsariana: Uma Revisão da Literatura” e ii) “Gestão Clínica de Abusos Sexuais de Crianças em África”. Estes dois documentos ajudarão os Estados-Membros a reconhecer a magnitude do abuso sexual de crianças na Região, tomar medidas para preveni-lo e melhorar a sua gestão clínica.

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90. Para permitir que os países melhorem a saúde dos adolescentes, a OMS apoiou seis países52 a concluírem os seus planos estratégicos de saúde dos

adolescentes, fazendo com que o total de países com planos estratégicos de saúde dos adolescentes seja agora vinte e seis53. A OMS também ajudou

quatro países54 a desenvolverem Padrões de Serviços de Saúde Amigos

dos Jovens. O Mali e o Gabão foram ajudados no desenvolvimento de instrumentos de formação para a implementação de padrões de saúde dos adolescentes.

91. Reconhecendo o papel fundamental que o planeamento familiar tem na redução da mortalidade materna e num esforço para abordar a baixa taxa de prevalência do uso de contraceptivos na Região, a OMS ajudou 12 países55 a formularem/adaptarem as suas políticas, normas e orientações

nacionais da Saúde Reprodutiva/Planeamento Familiar. Foi também organizada em 11 países56 uma acção de formação para o desenvolvimento

de capacidades sobre como advogar o reposicionamento do planeamento familiar.

92. Em resposta à Resolução AFR/RC58/R1 do quinquagésimo oitavo Comité Regional, sobre a saúde da mulher na Região Africana, o Director Regional criou a Comissão da Saúde da Mulher na Região Africana, de modo a obter dados factuais sobre os principais factores que estão por trás do presente estado de saúde das mulheres. A Comissão deve elaborar um relatório até ao final de 2011, traçando o caminho para campanhas e planos de acção. 93. A OMS colaborou com outros parceiros para advogar a eliminação da Mutilação Genital Feminina (MGF). Foi elaborado e divulgado um relatório da avaliação intercalar do “Plano de Acção Regional para a MGF”. Uma das principais conclusões foi a constatação de que há um maior compromisso dos Chefes de Estado e Primeiras Damas, principalmente do Burkina Faso, Eritreia, Gana, Mali e Nigéria, para liderarem o esforço nacional da eliminação da MGF nos seus países.

94. Apesar dos vários desafios institucionais e nacionais na Região Africana, esforços conjuntos para melhorar a saúde das mulheres e crianças resultaram em progressos significativos em 2010. Com uma acção sinérgica contínua por parte dos governos e parceiros nacionais, poderá ser concretizada uma aceleração dos progressos na via da consecução dos ODM 4 e 5.

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4.5. OE5: Emergências, catástrofes, crises e