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C ONVERSÃO DO C ASO DE U SO RESTRITO EM E-MFG COM

E SPECIFICAÇÃO DAS

6.3 C ONVERSÃO DO C ASO DE U SO RESTRITO EM E-MFG COM

C

OMUNICADORES

Neste tópico convertemos o caso de uso restrito em um modelo E-MFG com comunicadores. Antes da conversão propriamente dita, adicionaremos alternativas à interface de recepção do E-MFG com comunicadores através de novos elementos sintáticos.

Iniciando a descrição da conversão, seguimos estabelecendo o princípio no qual se baseia a conversão do caso de uso em E-MFG com comunicadores. A partir deste ponto, descrevemos a sistemática de conversão do caso de uso no modelo E-MFG com comunicadores, construindo paralelamente partes do algoritmo de conversão.

Para encerrar, trataremos situação particular que requer passo adicional após a conversão, a qual se aplica a técnica de fusão de lugares (SANTOS FILHO, 2000) a um conjunto gerado de modelos individuais que atendem a condições específicas.

6.3.1 Elementos Sintáticos Complementares para E-MFG com Comunicadores

Dentro do paradigma da orientação a objeto, todo método colocado à disposição por uma classe envolve opcionalmente a definição de um conjunto de parâmetros enviados pela classe que a invoca. Os parâmetros enviados em conjunto com a invocação nos permitem ampliar as alternativas de sintaxes oferecidas pela interface de recepção existente no E-MFG com comunicadores. Até esta dissertação, a sintaxe definida para a interface de recepção é capaz de realizar dois tipos de métodos, até então não nomeados, os quais passaremos a denominar interfaces de recepção para habilitação de transição incondicional (figura 3.9) e interfaces de recepção para habilitação condicionada à mensagem (figura 3.11).

A abordagem de ampliação das alternativas de sintaxe nos permite adicionar dois novos tipos (figura 6.4 ‘a’ e ‘b’) aos dois tipos de interface de recepção definidos para o E-MFG com

comunicadores, obtidos pela exploração dos seguintes elementos sintáticos combinados a uma transição do E-MFG com comunicadores:

• regras adicionais de disparo inscritas nas transições e

• box controlador, alterando os atributos das marcas.

Figura 6.4. Dois novos tipos de interface de recepção

Colocamos a seguir as definições dos dois novos tipos de interfaces de recepção.

6.3.1.1 Interface de Recepção para Habilitação Associada à Informação

O primeiro tipo adicional de interface de recepção proposto é a interface de recepção para habilitação associada à informação. Sua atuação é ilustrada na figura 6.5, onde encontramos à esquerda situação anterior ao disparo e à direita situação posterior. A mensagem recebida possui parâmetros, os quais são relacionados aos atributos aos quais se destinam através de arcos de leitura de dados, a qual define qual alteração é imposta pelo box controlador. Nem todos os parâmetros da mensagem recebidos necessariamente serão destinados aos atributos das marcas; apenas os conectados o são. O disparo da transição realiza a passagem da

AtrMsg1 AtrMsg2 <a2> <a1> If <a1> in x AtrMsg1 x a) _ b)_

marcação para a nova condição, definida pelo box controlador. A alteração de atributos da marca é realizada em todos atributos que possuírem arcos de leitura mapeando parâmetros da mensagem para estes atributos. A figura 6.5 exemplifica a interface definida.

Figura 6.5. Interface de recepção de habilitação associada à informação

6.3.1.2 Interface de Recepção para Parametrização das Regras Adicionais da Transição O segundo tipo de interface de recepção proposto é a interface de recepção para parametrização de regra adicional de uma transição. Seu funcionamento é ilustrado na figura 6.6, onde encontramos à esquerda da figura situação anterior à recepção da mensagem e à direita a situação posterior. A mensagem recebida possui parâmetros, alguns dos quais passam a fazer parte da regra adicional de transição pelo mapeamento definido através dos arcos de leitura de dados, o qual identifica o parâmetro da mensagem (na figura 6.6, ‘Lote’) utilizado como parte da regra.

<Lot> <Prod> < -, -> <Lot> <Prod> Produto Lote Lote Produto < ProdA, Lote2>

Dois disparossucessivos: o primeiro, habilitado

pela invocação do método “ LiberarProduto”, e o segundo, disparo imediato após ação do box

controlador impondo alteração dos atributos da marca < Prod > e < Lot >.

LiberarProduto LiberarProduto <Lot> <Prod> < -, -> Produto Lote LiberarProduto Produto= “ProdA” Lote= “Lote2” Ident=7322

Figura 6.6. Interface de recepção para parametrização de regra adicional

Após a habilitação de uma transição, esta é colocada em prontidão apenas se a regra de transição inscrita (definida pelo processo de substituição de variáveis originais da regra pelos parâmetros da mensagem, conforme exemplo da figura 6.6) for atendida em função dos atributos da marca, como indica a figura 6.7 (nesta figura, a regra de transição parametrizada utiliza o atributo ‘Lote’ da marca). Uma observação importante: enquanto o método da interface de recepção para parametrização de regra adicional não é invocado, variáveis da respectiva regra de transição são consideradas nulas.

Se Lote ∈ Lote Lote Se Lote ∈ {“Lote2”} Lote Lote= {“Lote2” } ComunicaEscala ComunicaEscala Definição da regra adicional parametrizada pelos parâmetros enviados durante invocação do método ComunicaEscala

Figura 6.7. Disparo da transição condicionada à regra adicional parametrizada por interface de recepção para parametrização de regra adicional

6.3.2 Sistemática da conversão do Caso de uso para um E-MFG com comunicadores A seqüência das ações de um caso de uso configura o estabelecimento de pré-condições para cada ação. A condição para que uma ação possa ser realizada é de que a prévia já o tenha sido.

Por outro lado, a pós-condição de uma ação é de permitir a realização da próxima ação. Assim, a pré-condição de uma ação do caso de uso é a pós-condição da anterior. Esta situação é designada por elementos sintáticos adequados do E-MFG com comunicadores em que eventos e as respectivas condições são suas principais interpretações.

If Lote ∈ {“Lote2”} Lote < “ProdA” , “Lote2” > If Lote ∈ {“Lote2”} Lote ComunicaEscala

ComunicaEscala SolicitaAlocacao SolicitaAlocacao

If Lote ∈ {“Lote2”} Lote ComunicaEscala SolicitaAlocacao Invocação do método SolicitaAlocacao habilita transição, já em prontidão pela aplicação dos atributos da marcação a regra adicional previamente parametrizada < “ProdA” , “Lote2” > < “ProdA” , “Lote2” >

O princípio da conversão do caso de uso para o E-MFG é o estabelecimento de uma relação unívoca entre a ação do caso de uso e um elemento sintático adequado do E-MFG. Descreveremos a sistemática de conversão através da seqüência de passos:

• escolha da classe a ser modelada (escopo) dentre os casos de uso do modelo,

• para cada caso de uso, conversão do fluxo de eventos básico pela análise da seqüência de ações deste fluxo,

• conversão fluxo de eventos alternativos, integrando-o ao fluxo de eventos básicos e

• definição dos atributos de marcas do modelo E-MFG com comunicadores convertido.

Ao longo deste tópico desenvolveremos o algoritmo de conversão completo do caso de uso em E-MFG com comunicadores, empregando abordagem top-down e refinamento sucessivo. Para permitir a conexão entre os diversos trechos do algoritmo, identificamos os trechos com um nome e colocamos em parênteses, ao lado, o número da figura onde é detalhado.

Figura 6.8. Algoritmo completo de conversão do caso de uso em E-MFG com comunicadores

6.3.2.1 Definição da Classe Modelada (Escopo da Modelagem)

O primeiro passo da conversão do caso de uso para modelo E-MFG é a definição da classe do SCSP a ser modelada, cujo nome consta na tabela de classes do SCSP.

CONVERSÃO_CASO_DE_USO__EM__E-MFG_COM_COMUNICADORES

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