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(5) Operação de Controlo do Limite de Carga

No documento Capítulo 7 Desenho Preliminar (páginas 116-119)

A deterioração das estradas pavimentadas causada pelo fluxo de tráfego resulta tanto da quantidade de carga de cada um dos pneus bem como do numero de vezes que tais cargas ocorrem. O objectivo de controlar o volume dos eixos é o de maximizar a vida de estrada e

consequentemente minimizar os custos da sua manutenção. Normalmente, quando se excedem os limites de carga dos eixos os custos totais e os danos em relação aos pneus aumentam drasticamente, o que pode ter um efeito adverso sobre a economia. Por isso, o controlo da carga dos eixos constitui um factor fundamental para a protecção das estradas e prevenção de danos a superfície da estrada.

A maioria dos métodos de controlo existentes para os casos de excesso de carga baseia nos postos de pesagem dos limites de carga dos eixos a maioria dos quais se localiza nas maiores estradas nacionais. Por isso, é possível dizer que os postos de pesagem vão constituir importantes elementos de cálculo no tratamento da questão dos excessos de carga por parte dos veículos. Com vista a melhorar o estágio actual, recomenda-se o seguinte:

9 Continuar com a aplicação rigorosa da regulamentação atinente a carga dos eixos. 9 Criar postos de pesagem em alguns locais ao longo das estradas.

9 Educar civicamente as pessoas que lidam com carga, a industria pesada e os transportadores.

11.4 Gestão do Tráfego e da Segurança Rodoviária

11.4.1 Introdução

Operações de gestão de tráfego compreendem, nomeadamente, a componente do controlo do excesso de carga e a componente de segurança rodoviária. A primeira é essencial para manter o ciclo de vida da estrutura do asfalto, porque normalmente, a concepção do pavimento não é feita para o excesso de carga. Por um lado, a outra consiste na regulação do tráfego pela polícia, colocação dos sinais de segurança rodoviária e educação cívica rodoviária. Esta componente também é particularmente importante para a população rural ao longo da estrada, à qual não estão ainda familiarizadas com situações de veículos circulando a altas velocidades, o que naturalmente acontece após o melhoramento da estrada.

11.4.2 Operação de Controlo de Sobrecargas por Eixo

A deterioração de estradas asfaltadas causadas pelo fluxo de tráfego resulta da envergadura de poso do eixo do rodado em viaturas de carga e o número de vezes de trânsito pela via

viaturas pesadas em excesso de carga, a exemplo das transportadoras de toros de Madeira. O objectivo de controlar a carga axial é o de minimizar o tempo de resistência a sobrecargas e, deste modo, minimizar igualmente os custos de manutenção. Normalmente, quando se excede os limites de sobrecarga axial, o custo total e os danos na estrada aumentam rapidamente, o que pode trazer efeitos adversos à economia. Portanto, controlo da sobrecarga axial é um factor crucial na protecção das estradas e prevenção da danificação do asfalto das estradas.

A maior parte dos métodos existentes de controlar o excesso de carga, confia nas básculas localizadas na maior parte das estradas nacionais. Portanto, é possível dizer que as básculas serão uma medida importante para melhor lidar com o problema do excesso de carga em viaturas. Para um progresso posterior, recomenda-se o seguinte:

• Prosseguir com o reforço contínuo de regulação do controlo de carga axial.

• Montar básculas em certos locais da estrada

• Educar os madeireiros e seus operadores a indústria pesada e os transportadores.

11.4.3 Operações de Segurança Rodoviária

O actual índice de mortes provocados por acidente de viação, quase 20 pessoas por cada 10.000 veículos é o maior dos países da região Austral de África. A estratégia para a segurança rodoviária recomenda os seguintes elementos:

9 Educação 9 Fiscalização 9 Condições Técnicas

9 Coordenação entre os condutores e os peões 9 Pesquisa e avaliação

As principais questões da estratégia relacionam-se com: 9 Aumento dos conhecimentos sobre condução 9 A utilização de capacetes e de cintos de segurança

9 A condução sob os efeitos do álcool e o excesso de velocidade 9 Maior visibilidade nocturna para os peões, bicicletas e motocicletas 9 Gesta do tráfego, sinalização e delimitação das estradas.

As questões acima mencionadas devem ser controladas pelos administradores das estradas, neste caso a Administração Nacional das Estradas (ANE), a polícia e outras instituições de tutela. Estes aspectos não são da competência da ANE, mais do INAV.

Recomendam-se as seguintes medidas para a redução do índice de mortes por acidente de viação:

9 Propaganda sobre a segurança rodoviária por via dos meios de comunicação

9 Consciencialização sobre a segurança rodoviária e educação cívica as crianças das zonas rurais nas comunidades e nas escolas

9 Fiscalização rigorosa da emissão das cartas de condução e da sua renovação 9 Fiscalização severa as violações ao código de Estrada

9 Inspecção rigorosa ao registo dos veículos e sua renovação

Neste estudo, campanhas de segurança rodoviária foram conduzidas em forma de projecto piloto em colaboração com ONGs locais. Consistiu na exibição de panfletos por alunos, peças teatrais demonstrando a importância da segurança rodoviária, e a instalação de passadeiras para os peões. Este tipo de actividade devia ser continuo logo após a abertura da Estrada. Análise posterior e lições aprendidas a partir do projecto piloto são dadas na Parte – 4 do Capítulo 4 como projecto piloto.

Recomendam-se as seguintes medidas na concepção teórica dos projectos de melhoramento de estradas:

9 Sinais, postos de sinalização e marcação nas estradas

9 Área reservada aos machibombos para permitir que os mesmos consigam estacionar 9 Instrumentos de controlo da velocidade, localizados tanto no fim das vilas ou

comunidades bem como num local especifico nas cidades

9 O limite de velocidade deveria adequar-se as condições locais, não sendo nem muito baixo e nem muito elevado.

9 A criação de estações de serviços nas bermas das estradas (“Michinoeki”) deve ser feita fora das áreas de reserva das estradas, com a criação de condições de estacionamento nos casos em que as bermas são estreitas.

O insucesso na manutenção dos sinais e nas marcações dos limites de velocidades determinados vai diminuir significativamente a sua utilidade pela perda da cor e pelo facto de não poderem serem vistos, é necessário proceder a manutenção regular dos sinais sobre a superfície da Estrada principalmente nos casos em que se prevê elevado tráfego rodoviário.

No documento Capítulo 7 Desenho Preliminar (páginas 116-119)

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