4. Requisitos de Bem-Estar Animal
4.5. Operações
As operações de carga dos animais nas explorações são acordadas com as DSAVR das áreas onde se localizam as explorações e as operações de carga nos portos marítimos são acordadas com a DSAVR onde se localiza o porto, de acordo com o planeamento dos recursos humanos para o acompanhamento das operações.
O tempo de permanência no cais deve ser o mais curto possível. Sempre que o tempo de permanência seja superior a 4 horas ou quando ocorram situações imprevistas, devem existir condições para manter os animais no porto marítimo (condições de alojamento, abeberamento e alimentação) ou, caso não existam essas condições no porto marítimo, devem ser previstas no Plano de contingência, medidas que permitam assegurar o cumprimento do acima citado (explorações ou locais de retaguarda onde possam ser alojados os animais, enquanto aguardam o retomar das operações).
O Organizador deve apresentar, no plano de contingência, um local de retaguarda, por falta de condições de alojamento, abeberamento e alimentação no porto marítimo, bem como declaração comprovativa da autorização de utilização desse local, para o efeito acima referido, assinada pelo proprietário do referido local.
A ordem de vistoria aos navios envolvidos em operações organizadas por diferentes organizadores, será definida tendo em conta os seguintes critérios cumulativos:
• Data de envio do requerimento para exportação de animais vivos;
• Data de chegada do navio;
• Cumprimento dos prazos definidos, no presente ponto para a entrega e validação de toda a documentação necessária para efeitos da vistoria ao navio e autorização das operações.
As operações de carregamento dos animais apenas podem ter início após a aprovação do navio e a comunicação deste facto a todos os intervenientes no processo (organizadores e DSAVR).
A título indicativo e para melhor orientação, estabelece-se os seguintes horários, para o início de carga nas explorações:
• Às 14:00 sempre que a inspeção for concluída no período de manhã (até às 13:00);
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• Nos casos em que a vistoria ao navio é realizada no período da tarde, as operações apenas podem ter início no dia útil seguinte;
• No caso de inspeções realizadas à sexta-feira ou em vésperas de feriados nacionais, o embarque só é permitido se começar de manhã e for possível terminar até à meia-noite.
No entanto, pode ser autorizado pela DGAV a redução do período referido tendo em conta a planificação de trabalho interna.
Nos restantes casos, em que o dia da inspeção diverge da data de início da carga, deve o horário destas operações ser avaliado pelas respetivas DSAVR das explorações de origem, por forma a assegurar que existem condições suficientes para assegurar o adequado controlo destas operações.
Alerta-se que, não serão autorizadas alterações ao planeamento previamente autorizado. Só serão tidas em conta situações que possam ser enquadradas como de força maior, e que coloquem em causa o bem-estar dos animais que se encontrem em trânsito para o porto de embarque ou já no porto a aguardar carregamento. Neste caso, a autorização caberá ao respetivo(a) Diretor(a) de Serviços de Alimentação e Veterinária territorialmente competente, após avaliação da situação e da possibilidade de alocar pessoal oficial em número suficiente ao controlo em causa.
Qualquer alteração à data inicialmente prevista para as operações deve ser devidamente justificada e prontamente divulgada aos serviços da DGAV (serviços centrais e regionais).
4.5.1 Transporte Rodoviário entre a Exploração e o Porto Marítimo e Posterior Carga dos Animais
No planeamento da viagem deverá constar a seguinte informação geral:
- Lista de transportadores atualizada e nos termos definidos em 4.3 do presente documento (anexo 4).
- Plano de carga nas explorações, documento em formato Excel, apresentado por exploração de origem e remessa de animais a transportar (viagem rodoviária).
Relativamente aos dados dos transportadores, este documento não necessita de ser exatamente igual à lista de transportadores, uma vez que pode conter menos transportadores, veículos ou condutores que aquela, pois, nem sempre são necessários todos os transportadores/veículos. O importante é que todos os transportadores, veículos e
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condutores que constam do planeamento estejam presentes na lista validada. Para cada viagem entre a exploração de origem e o porto, será descrito:
• Nº ordem da viagem entre as explorações e o porto marítimo,
• Explorações de partida dos animais - Identificação, Marca e localização,
• Nº e ordem dos veículos a utilizar,
• Identificação do transportador de animais, veículo e condutor com CAP,
• Nº de animais a carregar por veículo (ter em atenção os requisitos de espaço por animal no transporte, a altura do dia em que os animais serão carregados e as condições climatéricas previstas),
• Data e hora da partida dos animais da exploração,
• Duração do transporte rodoviário da exploração até ao porto marítimo,
• Data e hora de chegada dos animais ao porto marítimo,
• Tempo estimado de permanência no cais marítimo,
• No caso de meios de transporte com mais do que um carregamento o planeamento deve indicar a Instalação de limpeza e desinfeção autorizada, onde serão lavados e desinfetados os veículos. O tempo de lavagem e desinfeção dos veículos deve ser considerado no planeamento da operação.
Apenas podem ser transportados animais aptos para o transporte, de acordo com o previsto no Capítulo I, do Anexo I, do Regulamento (CE) N.º 1/2005, de 22/12/2004.
Tem que se assegurar que existem no cais condições para uma adequada carga dos animais no navio de gado (mangas de encaminhamento adequadas) e que durante as operações de carga são cumpridas as disposições do Anexo I, do Regulamento (CE) N.º 1/2005.
No final de cada descarga dos animais no navio, os veículos devem ser lavados e desinfetados num centro de limpeza e desinfeção autorizado (Regulamento Delegado da Comissão n.º 2020/688 de 17 de dezembro de 2019, Artigo 4º). O planeamento das operações deve ser feito contabilizando-se o tempo necessário para as operações de lavagem e desinfeção no caso dos meios de transporte que efetuam mais do que um transporte na mesma exportação.
Recomenda-se a manutenção de uma cama adequada para os animais e que minimize o contacto dos mesmos com fezes e urinas.
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4.5.2 Transporte Marítimo
Até uma semana (5 dias úteis) antes da data prevista para o início do embarque, deverá ser remetido à DGAV ([email protected], o requerimento para inspeção de navio-gado para carga e transporte marítimo de animais que se apresenta no anexo 5, parte I, acompanhado da documentação elencada e do ficheiro Excel com detalhes sobre os animais a exportar (modelo no Anexo 5, parte II).
4.5.3 Documentação a Enviar após as Operações
Devem ainda ser entregues os seguintes documentos após a conclusão das operações ou após a viagem respetivamente:
• Resumo das pesagens efetuadas no porto marítimo, aos veículos que transportam os animais, ração, palha e serradura, acompanhado dos respetivos talões da balança e do “bill lading” - Prazo para envio no máximo dois dias úteis após o fim das operações de carga;
• Relatório final da viagem, onde conste entre outros dados sobre a mortalidade/morbilidade e informação sobre a descarga e operações e eventos relevantes no país terceiro (Anexo 6) - Prazo para envio no máximo 5 dias úteis após a chegada ao destino final dos animais no país terceiro.
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