7 METODOLOGIA
7.4 ORGANIZAÇÃO DOS GRUPOS INTERATIVOS (GI) NA TURMA
Para organizar os GIs, na sala de aula, faz-se necessário verificar quantos alunos há na classe, para definir o tamanho e a quantidade dos grupos. Na TE cujo número de alunos presentes na data 18/09/2018 era de 35 alunos, inicialmente foi planejado um número de 8 grupos com seus respectivos voluntários, sendo 3 grupos com 5 componentes e 5 grupos com 4 componentes.
Após a organização da sala de acordo com os GIs, foram distribuídas as atividades com tempo programado para 20 minutos cada, a serem acompanhadas pelo voluntário com orientação para que esses incentivassem a participação e o engajamento dos alunos com mais facilidade na resolução de problemas para que em auxiliassem os que tivessem dificuldades. Uma propriedade dos GIs é que, de forma nenhuma, o voluntário tem por obrigação saber o conteúdo, haja vista, que ele pode ser um pai de aluno, um funcionário da escola, alguém da comunidade escolar que não necessita dominar o conteúdo; a sua função é de estimular e manter o clima de trabalho positivo na gestão do tempo para propiciar as interações entre os alunos o máximo possível.
Figura 17 – Registro de Grupos Interativos na turma TE
Necessário se faz observar que o primeiro critério considerado foi a competência e o ritmo de aprendizagem. Informações estas coletadas a partir dos resultados das avaliações diagnósticas iniciais aplicadas no grupo. De acordo com a concepção comunicativa da aprendizagem, constrói-se o conhecimento através da linguagem e da interação como os outros; então quanto mais interação, mais aprendizagem.
Maior número de diversidade e riqueza de interações leva a uma maior aprendizagem. Ainda segundo Zanella (2001, p. 113), as relações envolvendo a Zona de Desenvolvimento Proximal “podem ser tanto relações adulto/criança, relações de pares ou mesmo relações com um interlocutor ausente: o que caracteriza a ZDP é a confrontação ativa e cooperativa de compreensões variadas a respeito de uma dada situação”. Dessa forma o componente que detém mais experiência auxiliará o que possuir defasagem na resolução dos problemas propostos.
7.4.1 Planejamento das atividades para TE em Grupos Interativos (GI)
Foram preparadas pelo professor três propostas de atividades para trabalhar conteúdos que previamente foram ensinados na respectiva turma. O primeiro caderno de atividades continha 4 exercícios explorando o cálculo de velocidade relativa; o segundo caderno de atividades continua 4 exercícios para calcular o intervalo de tempo necessário para uma determinada ultrapassagem ou cruzamento entre dois carros; o terceiro caderno proposto, versava sobre o cálculo da distância percorrida por um dos veículos para realizar uma ultrapassagem, contento também 4 atividades. Não se introduziu um conteúdo novo; as atividades foram para “apropriação” dos que os alunos já traziam.
Nesta etapa da dissertação propôs-se descrever a metodologia e as explicações necessárias que permitem entender de forma clara as ações que ajudaram a classificar a presente pesquisa. Dessa forma, descreveram-se os procedimentos metodológicos e de investigação utilizados. Classificou-se a pesquisa quanto à sua natureza e do ponto de vista da abordagem do problema, quanto aos objetivos e do ponto de vista dos procedimentos técnicos.
Procurou-se descrever de forma precisa o local e o ambiente que possibilitaram contextualizar o trabalho ora apresentado, tendo como base a caracterização do ambiente investigado.
Para finalizar, descreveram-se as principais fases de desenvolvimento da pesquisa, destacando os procedimentos didáticos que foram utilizados, tanto em sala de aula quanto no
laboratório de informática, para que os alunos lançassem mão de seus saberes, com relativa autonomia. Compreende-se autonomia do aluno, como independência e habilidades desenvolvidas para determinada solução de um problema, exercícios com as mesmas ilustrações já trabalhadas nas aulas pelo professor. Para cada atividade foi programado um intervalo de tempo de 20 minutos para o grupo as concluir.
7.4.2 Divisão de atividades entre os voluntários para TE em Grupos Interativos (GI)
Inicialmente, para aplicação da prática educativa GI, o professor recebeu o grupo de voluntários (um para cada grupo), explicou-lhes o que estava previsto para ser feito, a aplicação de três atividades. Após escolherem em qual grupo queriam estar, cada voluntario buscou facilitar a realização das atividades de maneira solidária. A participação educativa da comunidade – nesse caso, por meio dos voluntários – transforma as relações e o contexto de aprendizagem dos estudantes, enriquecendo-o e potencializando-o. Quanto mais diversificado o perfil desses voluntários, maior a aprendizagem.
O voluntário dos GIs dinamiza e potencializa a interação entre os membros do grupo. Não ensina, nem explica, só facilita a interação, buscando que os alunos auxiliem uns aos outros. Suas intervenções podem ser, por exemplo, propor que um aluno ajude outro a terminar sua atividade; estimular que um aluno conte aos demais como fez para resolver determinada questão, etc. Com a presença de um voluntário que representa a comunidade escolar, fica assegurada a participação ativa de todos, não gerando perda tempo na dispersão do trabalho do grupo, e assim, contribuindo para o foco na aprendizagem.
Nas atividades distribuídas foi orientado a cada grupo que o tempo necessário para realiza-las seria de 15 a 20min, em que cada atividade tinha 4 exercícios com o objetivo que dada membro do grupo se prontificasse a resolver cada um, sempre contanto com o incentivo do voluntário do grupo. Para a aprendizagem cooperativa, o número ideal é de quatro pessoas em cada grupou. (CARVALHO, 2015), isso demonstra a importância de cada um em cada atividade proposta para o grupo, e quão a interatividade, a partir do membro mais experiente, pode diminuir a defasagem da aprendizagem e do ritmo de trabalho. Para isso, relembre-se Piaget (1944)
Um certo número (quatro ou cinco), por exemplo, se junta para resolver um problema, recolher a documentação de um tema de história ou de geografia, para fazer uma experiencia de química ou de física etc. A experiencia mostra que os fracos e preguiçosos não abandonados à própria sorte, são então, estimulados e mesmo obrigados pela equipe, enquanto os adiantados aprendem a explicar e dirigir, muito melhor do que se permanecessem na situação de alunos solidários.
No universo de quatro componentes, poderão ser constituído duas duplas, com afinidade entre os dois, que acabam se tornando um excelente grupo de trabalho e desenvolvimento dentro do grande grupo (de quatro), dentro e fora da sala de aula.