C. Medidas de Capacidade Para secos:
1. Origem dos Hebreus
Como é do conhecimento de todo estudante da Bíblia, Deus tomou um caldeu, Abraão, no sul da Babilônia, de origem semita, para nele constituir um povo seu que viesse beneficiar todas as demais raças com a revelação que lhe daria do seu caráter, sua natureza e seu propósito (Gn 12.1-3). A data do nascimento de Abraão não é possível de ser determinada com precisão, mas a época geralmente aceita é 2000 a.C. Com 75 anos de idade, o patriarca deixou a sua cidade natal, Ur dos caldeus, ambiente idólatra e politeísta, e emigrou em companhia de seu pai e seu sobrinho Ló para Canaã, detendo-se em Arã, mais tarde conhecida como Sina, localizada no noroeste da Mesopotâmia. Algum tempo depois, morrendo seu pai Tera, Abraão deixa Arã, e com sua mulher Sara e seu sobrinho Ló, partem para Canaã ou Palestina, a sudoeste de Arã, terra que Deus havia prometido ao patriarca e sua descendência por herança perpétua (Gn 11.10-12.9). Não sabemos em que tempo também Naor, irmão de Abraão, fixou-se em Arã, mas tudo faz crer que foi ali que Abraão mandou buscar esposa para o seu filho Isaque, Filho da Promessa, encontrando-a na pessoa de sua sobrinha-neta, Rebeca, ou seja, neta de seu irmão Naor. Mais tarde o neto de Abraão, Jacó, encontra na mesma parentela e no mesmo lugar as suas duas esposas - Lia e Raquel, filhas de Labão, irmão de Rebeca. Destas duas uniões e mais duas com as concubinas, Bilá e Zilpa, que eram servas das suas esposas, nasceram a Jacó doze filhos, cujas famílias deram origem às doze tribos de Israel. Depois de cerca de cem anos de peregrinação na Terra da Promessa, Abraão morreu aos 175 anos de idade. Seu filho Isaque, seu neto Jacó e os doze bisnetos com as respectivas famílias habitaram na mesma terra, porém sem possuí-la, durante mais ou menos 215 anos, quando a tribo de Jacó desceu para o Egito, onde já estava José, filho de Jacó, como primeiro ministro do Faraó. Nesta altura eram 7Oos descendentes de Jacó em sua tribo. A área geográfica percorrida pelos três patriarcas durante as suas peregrinações na Palestina se fixava entre Siquém, Betel, Hebrom e Berseba; portanto a parte central e a do sul, próximo ao Egito. Naquela época da formação pré-tribal dos hebreus, a Palestina estava ocupada por vários povos, uns maiores, outros menores, sendo que o predominante era o cananeu.
Durante a permanência dos israelitas (como são chamados os filhos de Israel ou Jacó) no Egito - que durou 215 anos, segundo a Septuaginta (tradução grega do Antigo Testamento) e 430 anos segundo Êxodo 12.40.- as doze tribos desenvolveram-se num grande povo que ao tempo do Êxodo deve ter chegado a cerca de três milhões de pessoas, segundo os cálculos dos entendidos. Este povo, que junto do Sinai foi constituído em nação, entrou em Canaã praticamente com o mesmo número de almas (comparar Nm 1.46 e 26.51). A área conquistada por Josué somada àquela que na Transjordânia já fora conquistada por Moisés, juntas, não representavam mais que uma sexta parte da área prometida por Deus a Abraão, que era desde o Egito até o rio Eufrates (Gn 15.18). Não foram conquistadas a Filistia, a Fenícia, a terra de Emate (Síria) nem as partes de Edom e Moabe ao sul e leste do Mar Morto.
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Parece evidente que nenhum etnólogo pode esperar, da atual conjuntura da raça humana espalhada pelo globo, uma delineação perfeita quanto aos seus elementos componentes. Os caldeamentos e os cruzamentos que se deram no decurso da história humana têm alterado muito a configuração atual dos povos. O que se pode dizer, nesta altura, e que dificilmente se poderá encontrar, entre os semitas e jafetitas, elementos puros.
É possível que entre os camitas se encontre a desejada pureza, mas nem ainda estes, atualmente, poderiam gabar-se de puro camitismo. Depois que os povos se fixaram nos seus territórios, como os africanos na Africa, os chineses na China, os japoneses no Japão etc. É possível que a pureza racial se tenha mantido, mas não seria assim no princípio, quando as disposições seriam constantes e obrigatórias na disputa da terra.
Os semitas atualmente mantêm-se afastados de qualquer miscigenação, por causa da religião. Desde quando, porém estão assim, ninguém sabe. As conquistas do séc. Provocaram a grande mistura dos povos, com a necessidade de braços para a indústria e a lavoura. Foi isso que forçou a escravatura no Brasil, na América do Norte e na América Central.
Possivelmente, os semitas judeus são um povo relativamente puro, racialmente falando, por causa das condições criadas com a dispersão, mas não é possível afirmar que os judeus, que foram obrigados a emigrar, quando das conquistas dos Assírius, tivessem ficado imunes a essa miscigenação. O que sabemos é que, quando voltaram do cativeiro caldaico, não tiveram pena de se misturar com os samaritanos, meio judeus meio outra raça.
Não obstante de fato, pode o etnólogo, com cuidado, aferir da maior ou menor mistura racial entre qualquer povo. As três raças fundamentais em que se divide o gênero humano são claras e básicas. Qualquer estudante pode verificar que a raça camita tem seus traços característicos, variando apenas de região para região. A mesma coisa se dá de acordo com a chamada raça branca ariana, que de acordo com a profecia de Noé, seria a dominadora de outra.
A camita é a raça industrial, a raça da ciência e da civilização. Tudo que o mundo tem de melhor e de pior deve-se a essa raça. O japonês, que poderia ser dado como exceção, deve tudo ao que tem aos jafetitas, com os quais aprendeu a construir navios e montar fábricas.
O chinês, que agora está vindo para a arena científico-industrial, deve o que tem aos judeus jafetitas. A mesma coisa se poderia dizer da jovem África. Com um mapa mundi diante dos olhos, podemos traçar as áreas em que se localizaram estas raças originais e que têm mantido as suas características até hoje, e as manterão até o final.
Outra vez agradecemos a Bíblia pela informação da origem das raças e do seu destino. A afirmativa de Noé de que os jafetitas viriam habitar nas tendas de Sem (Gn. 9.27) é um fato característico.
valer coisa alguma A Sua utilidade é que o valoriza. “E habite nas tendas de Sem”, diz a profecia.
O autor não tem preconceitos raciais e entende até que a mistura de sangue seja benéfica, para a cultura e o aperfeiçoamento da espécie. Corno estudioso deste assunto, apenas expõe a doutrina. A medida que os diversos povos se fundem desaparecerão as características raciais originais. As Lutas raciais de nossa época não têm razão de ser. Somos todos filhos de Adão, e de Noé depois do dilúvio. Portanto, não há Iugar para brigas raciais.
Se me perguntarem de onde vieram a raça negra e a amarela, estribada em estudos de bons etnólogos, seria que a diferença de estatura e cor são o resultado do local onde a raça ou tipo habita.
São dados três elementos como determinantes das diferenças entre os Povos: O sol que os aquece, a terra que os alimenta, e a região em que vivem. Um chinês que emigra para a América do Sul, dentro de gerações, irá demonstrando diferenças de cor, de feição e até de estatura, conforme a região para onde emigrar.
Deus não criou negros, brancos e amarelos, mas um casal, de quem provieram os diversos tipos de raças que povoam aterra.
Antes de dar a última palavra sobre este palpitante assunto, que tem preocupado tantos estudantes da Bíblia, chamaria a atenção para o fato de que no Brasil mesmo, temos elementos capazes de corporificar as afirmações acima oferecidas. Há no Brasil o tipo amazônico. O tipo norte-nordestino, o tipo centro-sul e o sulino, todos eles bem diferentes uns dos outros. Quem não conhece um nordestino, morando em São Paulo ou no Rio? A cor, o rosto, a cabeça, os cabelos, etc? Quem não reconheceria um tipo amazônico, baixote acaboclado, com alguma semelhança aos chineses? Há o mesmo tipo, genuinamente caboclo, que se acredita ser resultado de imigração, em tempos remotíssimos, de elementos vindos por via marítima, do Oriente distante.
Alguns Historiadores admitem que há tribos no rio Amazonas, oriundas do Oriente, trazidas, quem sabe, pelos fenícios em suas viagens ao Amazonas. Não é lugar, repito, para longas descrições antropológicas, mas não é possível passar sem referir esses fatos, para orientação dos estudantes da Bíblia; justamente aqueles para os quais escrevo, que os fenícios estiveram no Brasil. Eu creio! E que muito do ouro de Salomão teria sido levado daqui.
Há ainda um exemplo a ser referido: Os moas, do Peru, e os astecas, do México, com sua monumental civilização, vieram de onde? Possivelmente da Ásia, por meios que nós ignoramos. A história terá muita coisa a confessar quando tivermos outros conhecimentos que não temos agora. É muito impressionante a cultura asteca, no México, e a civilização inca, do Peru, coisa muito diferente das civilizações ameríndias, de modo geral.
Os filhos de Noé que saíram da arca foram Sem, Cão e Jafé... São eles filhos de Noé, e deles se povoou toda a terra”(Gn. 9.18, 19).
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• RONIS, Osvaldo – Geografia Bíblica, sob o enfoque histórico e étnico – 3ª. Ed. Rio de Janeiro, JUERP, 1999.
• MESQUITA, Antonio Neves de – Povos e nações do mundo antigo: uma história do Velho Testamento – 6ª. Ed. Rio de janeiro, JUERP, 1995.
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