De acordo com Lüdke e André (2018, p. 37):
Há formas muito variadas de registrar as observações. Alguns farão apenas anotações escritas, outros combinarão as anotações com o material transcrito de gravações. Outros ainda registrarão os eventos através de filmes, fotografias, slides ou outros equipamentos.
Para a construção dos dados nesta pesquisa, foram utilizados os vídeos gravados na ocasião das duas videoconferências, questionários aplicados com os alunos que participaram do curso de extensão e uma entrevista realizada com o Professor Tutor do grupo.
4.3.1 O uso de Vídeos.
Para e implementação do método PBL, realizado em consonância com a Educação a Distância, foram realizadas duas videoconferências, com a utilização do
Google Hangouts. Trata-se de um aplicativo para quem possui uma conta no Google
e que pode ser utilizado no computador, em um tablet ou em um smartphone. Quando utilizado no computador, é possível utilizá-lo online, sem a necessidade de se fazer um download e posterior instalação. No tablet ou no celular, é necessário fazer o
download do aplicativo que é disponível tanto para Android quanto para IOS.
As duas videoconferências foram gravadas em formato de vídeo. Para isso, foi utilizado o gravador de vídeo do Xbox disponível no Windows 10. A primeira videoconferência foi realizada para a execução dos passos de 1 a 5 do PBL. A segunda videoconferência foi realizada para executar o passo 7 do PBL.
Flick (2009) relata a gravação em vídeo de aspectos de uma esfera de vida específica constitui outra forma de utilização de dados visuais, que vai além da fotografia única ou de uma série de poses fotográficas. A gravação em vídeo pode ser utilizada de diversas maneiras na pesquisa qualitativa. A utilização de uma câmera de vídeo para documentar a interação que ocorre em uma entrevista é uma destas maneiras. Quando se analisam as observações, a tarefa mais importante é a documentação das ações e interações.
Como já descrito anteriormente, o Google Hangouts possibilita que todos os participantes da Videoconferência apareçam simultaneamente na tela do aplicativo. O participante que estiver utilizando a palavra aparece na tela maior, enquanto os outros participantes aparecem em telas menores localizadas na parte inferior da tela. Deste modo, é possível observar os gestos e expressões faciais de todos os participantes durante a participação na videoconferência.
O passo 6 foi desenvolvido pelos alunos de forma autônoma e individual. No intervalo entre a primeira e a segunda videoconferência, os alunos entram em contato uns com os outros por meio de um grupo criado no WhatsApp, onde também está presente o tutor do grupo e o pesquisador.
4.3.2 O uso de Questionários.
Após a realização dos 7 passos do PBL, um questionário foi aplicado aos alunos participantes do curso de extensão. O intuito deste instrumento é identificar as percepções do uso do método PBL, da realização do trabalho em grupo e a distância, do uso do Google Hangouts e do Google Sala de Aula.
Segundo Marconi e Lakatos (2011, p. 86), o questionário:
É um instrumento de coleta de dados constituído por uma série ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do entrevistador. Em geral, o pesquisador envia o questionário ao informante, pelo correio ou por um portador; depois de preenchido, o pesquisado devolve-o ddevolve-o mesmdevolve-o mdevolve-oddevolve-o.
Para esta pesquisa, o questionário foi elaborado utilizando-se o Google Formulário e disponibilizado no ambiente do Google Sala de Aula.
Quanto às vantagens do uso do questionário, Moreira e Caleffe (2008) apontam o uso eficiente do tempo, o anonimato para o respondente, possibilidade de alta taxa de retorno e uso de perguntas padronizadas.
4.3.3 A Entrevista.
A entrevista foi realizada com o Professor Tutor, após a implementação dos 7 passos do Problem-Based Learning. O objetivo desta entrevista é identificar a percepção do referido professor quanto a trabalhar distante dos alunos, seja na apresentação do problema, seja nas discussões para promover o entendimento deste problema, bem como no acompanhamento do estudo dirigido. Também objetiva-se identificar a impressão do professor sobre o Método Problem-Based Learning e do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação que propiciaram a realização do Curso de Extensão ora proposto.
Marconi e Lakatos (2011, p. 80) apresentam que:
A entrevista é um encontro entre duas pessoas, a fim de que uma delas obtenha informações a respeito de um determinado assunto, mediante uma conversação de natureza profissional. É um procedimento utilizado na investigação social, para coleta de dados ou para ajudar no diagnóstico ou no tratamento de um problema social.
Nesta pesquisa, optou-se pela entrevista semiestruturada, pois, de acordo com Flick (2009, p. 143):
As entrevistas semiestruturadas, em particular, têm atraído interesse e passaram a ser amplamente utilizadas. Este interesse está associado a expectativa de que é mais provável que os pontos de vista dos sujeitos entrevistados sejam expressos em uma situação de entrevista com um planejamento aberto do que em uma entrevista padronizada ou em um questionário.
Marconi e Lakatos (2011) complementam que a entrevista consiste de uma conversação face a face, realizada de maneira metódica, que proporciona ao entrevistado, em forma verbal, a informação necessária. Consideram a entrevista como o instrumento por excelência da investigação social.
CAPÍTULO V
5 UMA PROPOSTA PARA O USO DO MÉTODO PROBLEM-BASED
LEARNING COM O ENSINO DE ESTATÍSTICA POR MEIO DA
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA – PBLEEEAD.
Considera-se que modelos baseados na aprendizagem ativa, colaborativa, crítica e inclusiva que, propiciem a experimentação, promovam o conhecimento do mundo real, utilizem as TICs para alcançar determinados objetivos e possibilitem romper a distância física entre os aprendizes, bem como e a distância conceitual entre os conhecimentos adquiridos, seja o caminho para novas propostas, o qual se mostra como um desafio para um novo modelo de educação para as gerações futuras.
A escolha por soluções que possuam acesso facilitado, disponíveis a um grande número de usuários, de modo que as Tecnologias de Informação e Comunicação não sejam empecilhos para a utilização do método, recaiu sobre o uso do Google Hangouts para a realização das videoconferências, do Google Sala de Aula como Ambiente Virtual de Aprendizagem para a possibilidade de disponibilizar materiais de consulta, organizar atividades extras e compartilhar o link das videoconferências. Para acompanhar os alunos, também se propõe a utilização de um Grupo no WhatsApp, a fim de possibilitar a comunicação e troca de informações entre os alunos e o Professor Tutor. Nele, há também a possibilidade de compartilhar o link das videoconferências realizadas pelo Google Hangouts.