Neste capítulo faremos análises e considerações sobre os Jogos Escolares de Minas Gerais, portanto o dividimos em seis subcapítulos intitulados: Breve Histórico, JEMG a partir dos anos 2000, JEMG e sua atual estrutura, A avaliação do JEMG 2019, O Regulamento Geral dos Jogos Escolares de Minas Gerais e Os Jogos Escolares de Minas Gerais e o Currículo Referências de Minas Gerais.
4.1 – Breve Histórico
As primeiras competições escolares de abrangência estadual em Minas Gerais, financiadas pelo setor público, surgiram a partir da década de 70. Antes, é preciso mencionar que em 1946 foi criada a Diretoria de Esportes de Minas Gerais (DEMG), esse setor passou a ser responsável por gerir e estruturar as políticas públicas no departamento de esportes até o ano de 1987. Nesse período o órgão passou por diversas mudanças, reformas em sua estrutura e esteve ligado ao gabinete do governador e a outros órgãos e entidades. A partir dos anos 70 a DEMG passou a seguir, com maior vigor, as orientações do Departamento de Educação Física (DED) do Ministério da Educação e Cultura (MEC). As políticas públicas em Minas nesse período estavam em sintonia com a política educacional do governo federal. O apoio DED/MEC permitiu a construção de praças de esportes, construção de quadras poliesportivas, apoio a federações esportivas e ao esporte estudantil, tendo contribuído com a realização de diversos jogos estudantis em cidades do interior. Mas o fato de destaque neste período foi a realização dos III Jogos Estudantis Brasileiros – JEBs, em 1971, ocorridos em Belo Horizonte, que receberam 1900 estudantes de todo o Brasil e foram disputadas várias modalidades esportivas. No ano seguinte, aconteceram os I Jogos Estudantis Mineiros que no ano de 1975 contaram com a participação de 25 municípios de Minas Gerais e 2.265 estudantes. Esses jogos tiveram por objetivo a formação das seleções mineiras que participariam dos JEBs. Esses eventos continuaram existindo, porém, não foram encontrados materiais que pudessem descrever o andamento dos Jogos Estudantis Mineiros ao longo desses anos. Entre o final da década de 80 e início de 90 foi criada a Secretaria de Esporte,
Lazer e Turismo, que substituiu o DEMG e deu prosseguimento às políticas públicas relacionadas ao esporte. (RODRIGUES; ISAYAMA, 2013).
Não é possível afirmar que os Jogos Escolares aconteceram anualmente, nem dimensionar o tamanho do evento, os objetivos e a quantidade de participantes nos anos 80 e 90. Houve crescimento no número de participantes e cidades envolvidas a partir dos anos 2000. Segundo informações do site oficial da Secretaria Estadual de Educação, o primeiro ano da nova versão, esta que conhecemos hoje como JEMG, foi em 2003.
4.2 – JEMG a partir dos anos 2000
Minha experiência enquanto estudante com o JEMG aconteceu justamente nesse período. Durante os anos de 98 a 2001, quanto tinha entre 11 e 14 anos participei ativamente dos Jogos Estudantis de Além Paraíba – JEAP, evento que tinha grande adesão das escolas da cidade, porém era a única competição escolar disponível para os estudantes. Não existia uma seleção dos campeões para uma etapa posterior. Aconteciam, ocasionalmente, amistosos entre as escolas da cidade e entre escolas das redes particulares, da qual fazia parte e jogos com escolas particulares de outra cidade (aconteceram apenas duas vezes com a escola particular, justamente do município de Leopoldina).
Isso começou a mudar a partir de 2002. Os campeões das modalidades coletivas foram disputar uma etapa microrregional (não me recordo se era esse nome) na cidade de Leopoldina, a 55 km de Além Paraíba. O transporte para o evento foi de responsabilidade das escolas, o que limitou a participação das instituições públicas, promovendo, dessa forma, a adesão apenas das escolas particulares (a que eu estudava era uma delas). Recordo-me que a participação na competição se limitou a dois jogos de handebol, contra a mesma escola. Perdemos esses dois jogos e a escola vencedora avançou para a etapa regional. A que eu estudava nesse período de 1998 a 2001 disputou da modalidade futsal, que também teve a participação de seis cidades, as quais foram divididas em dois grupos de três participantes, com semifinal e final. A escola que venceu disputou a etapa regional no Município de Cataguases, onde
jogaram apenas dois jogos, ambos contra a mesma escola. Também tiveram êxito e foram participar da etapa estadual em Poços de Caldas. Segundo relato de amigos, tiveram que colaborar com o transporte para a etapa estadual, porém a hospedagem em hotel e alimentação foram de responsabilidade do Estado. O que chamou a atenção deles nesse evento foi a “profissionalização” de uma escola de Belo Horizonte. Os alunos chegavam para as partidas com o mesmo agasalho, mochilas, material esportivo iguais, parecia uma equipe profissional. A diferença técnica também era marcante, tendo vários atletas que recebiam bolsas de estudos, disputavam competições pela federação de futsal, representando os clubes.
No ano de 2003, já morando em Leopoldina e estudando em instituição pública federal, participei novamente do JEMG. Nessa participação, recordo de maior presença das escolas na etapa microrregional. Essas foram divididas em dois grupos, com semifinais e final. Nossa equipe não obteve êxito, não chegando a avançar para semifinal. As etapas microrregionais tinham a configuração diferente do que acontecem hoje. Não participavam apenas os municípios ligados às Superintendências Regionais de Ensino – SREs; a abrangência era maior. Alguns dias depois da etapa microrregional a cidade de Leopoldina sediou a etapa regional, que atualmente reúnem os campeões das 9 SREs da Zona da Mata (em 2003 só participaram duas cidades). Nossa escola, representando o município (tinha vaga assegurada) e um campeão de outra etapa microrregional. O sistema de disputa foi melhor de três jogos. Essa participação maior na etapa microrregional do que na regional pode ter acontecido devido as dificuldades de financiamento pelas escolas no transporte, alimentação e possível hospedagem. Essas questões só foram aperfeiçoadas, vamos dizer assim, alguns anos depois.
Através da minha experiência de estudante de uma cidade do interior, pude perceber que o inicio do JEMG teve uma abrangência pequena, reunindo poucas escolas nas etapas microrregional e regional. Considerável parte destas escolas (se não quase a totalidade delas) eram particulares, visto que o transporte tinha que ser financiado por elas. Esses eventos tinham a execução rápida, devido a seu sistema de disputa e poucas escolas envolvidas. Na etapa estadual ficou explícita a diferença entre a escola de Belo Horizonte e a do município de Além Paraíba, não apenas as questões técnicas, mas também de um envolvimento maior, por parte da escola de
Belo Horizonte com o esporte de rendimento. O JEMG, inclusive, apresentava as mesmas características ligadas ao esporte de rendimento.
Segundo Rodrigues e Isayama (2013, p. 225) “Apesar com a preocupação com o esporte educacional, é possível identificar a intenção do evento de favorecer o esporte competitivo e seletivo, já que existe a presença de um discurso de ‘caça talentos’ esportivos”. Os autores fazem essa constatação citando as finalidades do JEMG, que são próximas das que encontramos nos documentos atualmente.
A baixa adesão nos anos iniciais do JEMG foi rapidamente revertida. No ano de 2008, em pesquisa realizada com gestores esportivos foi relatado que:
Atualmente, o JIMI e o JEMG são considerados por viários gestores municipais e do governo estatual como as duas majores maiores competições de esporte especializado em Minas Gerais. Nas doze entrevistas realizadas, nove citaram que os municípios participam regularmente de ambos os eventos. Para alguns, esses jogos assumem características de esporte de rendimento, uma vez que são realizados no interior dos municípios e das escolas, processos de seleção para a escolha dos membros atletas que formarão as equipes esportivas. Geralmente, essa seleção é feita por meio de campeonatos realizados entre as escolas do próprio município, para que, a partir disso, sejam escolhidas as melhores equipes – as campeãs – em cada modalidade esportiva. (LINHALES 2008, p. 42 apud RODRIGUES; ISAYAMA, 2013, p. 226).
Segundo seu site oficial, os Jogos Escolares de Minas Gerais – JEMG se tornou a maior competição escolar do país. No ano de 2019 se inscreveram no evento 839 dos 853 municípios mineiros, totalizando mais de 160 mil estudantes e 8 mil professores. O número de inscritos cresce a cada ano. Por exemplo, em 2003 em uma das primeiras edições da nova fase dos jogos 230 municípios se inscreveram, mas apenas 123 participaram; já em 2004, quando as Superintendências Regionais de Ensino (SREs) da Secretaria Estadual de Educação começaram a participar da organização do JEMG, participavam 261 cidades mineiras, 1.300 escolas e cerca de 56 mil estudantes. Percebe-se que de um ano para o outro o número de escolas dobrou. Em 2009 a participação aumentou para 604 municípios, 160 mil estudantes de 4.249 escolas. O número de cidades e escolas inscritas aumentaram
significativamente nos últimos anos, chegando aos 839 municípios da edição de 2019.. 5
A imagens abaixo foi obtida no site oficial da Secretaria de Estado de Esportes (SEESP) e apresenta este crescimento no número de inscritos a partir de 2013.
FIGURA 1 – MUNICÍPIOS INSCRITOS NO JEMG 2013 – 2019.
FONTE:http://esportes.social.mg.gov.br/component/gmg/story/4198-inscricoes-para-os- jogos-escolares-voltam-a-bater-recorde-em-minas-gerais (10/12/2019)
Porém, em outra imagem presente no mesmo site é apresentado os seguintes números, baseados em relatórios gerenciais do programa.
5 Informações obtidas no site oficial do evento: http://jogosescolares.esportes.mg.gov.br/jemg/ e sites
oficiais do Governo de Minas Gerais. O site oficial do JEMG ainda relaciona: 16 mil profissionais envolvidos, 3 mil empregos diretos, 8 mil indiretos e Cerca de 500 mil espectadores. Porém, não foi encontrado por esta pesquisa como se chegaram a estes números.
FIGURA 2 – NÚMERO DE ATLETAS, ESCOLAS E MUNICÍPIOS PARTICIPANTES JEMG 2003 - 2019
FONTE:http://www.social.mg.gov.br/esportes/jogos-escolares-de-minas-gerais-jemg
(10/12/2019)
Como se pode perceber há diferenças significativas entre o número de municípios inscritos e o de participantes. Parece que para propagandear o sucesso do JEMG seja mais interessante, e até uma estratégia por parte dos gestores, fazer ampla divulgação dos municípios inscritos, dando essa sensação de uma política pública que envolve todo o Estado e consequentemente todos os estudantes de Minas Gerais. Nesse sentido as divergências entre o site oficial e a figura 2, que segundo o site oficial se baseia em relatórios gerenciais, com relação ao número de atletas participantes é ainda maior. Enquanto o site oficial considera que 160.000 estudantes participaram da edição de 2019, o número encontrado na figura 2 é 40.673 participantes; quatro vezes menor. Há divergência em outras edições. Por exemplo, em informação encontrada em outro site oficial do Governo de Minas chamado Agência Minas6 relata que na edição de 2004 os jogos contaram com cerca de 59.000
6 Site http://www.2005-2014.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/etapa-estadual-dos-jogos-escolares-2005-
alunos/atletas e em 2005 cerca de 80.000 estudantes. Números bem divergentes dos encontrados na figura 2: 17.312 e 21.777 respectivamente.
Essas diferenças significativas podem ser explicadas por duas hipóteses: a primeira é que em uma fonte de informação pode estar considerando as competições municipais como integrantes do JEMG, por isso um número maior de participantes. A segunda, que pode estar relacionada com a primeira, é que pode ter sido considerada a participação do mesmo estudante nas diversas etapas e em modalidades esportivas coletivas e individuais como participações distintas. Assim, o mesmo estudante que participou da etapa microrregional e regional pode ter sido considerado como aluno diferente. Ou até dentro da mesma etapa, participando, por exemplo, do futsal e da peteca. Como mencionei acima são hipóteses, já que não encontrei referências que justificassem essas divergências nos números.
4.3 – JEMG e sua atual estrutura
O JEMG é uma ação do Governo de Minas, realizado por duas secretarias estaduais, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (SEDESE)7 e a
Secretaria de Estado de Educação (SEE). Quem executa a competição é a FEEMG, Federação de Esportes Estudantis de Minas Gerais. Essa entidade é responsável pela logística, arbitragem e execução das etapas.
7 A partir de 2019 a Secretaria de Estado de Esportes (SEESP) se tornou a Subsecretaria de Esportes
(Subesp) que “tem por competência formular, planejar, dirigir, executar, controlar e avaliar as atividades setoriais a cargo do Estado que visem à promoção do esporte, da atividade física e do lazer, com vistas ao desenvolvimento humano, à redução da vulnerabilidade social e à melhoria da qualidade de vida da população. É composta pela Superintendência de Programas Esportivos e Superintendência de Fomento e Incentivo ao Esporte.” Fonte: http://www.social.mg.gov.br/a-sedese/institucional.
FIGURA 3 – ORGANOGRAMA ATUAL DO JEMG
FONTE: (MINAS GERAIS, 2020)
Essa ação do Governo de Minas, entre os anos de 2016 e 2019, está relacionada ao Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG), que segundo o site da Assembleia Legislativa visa o “Planejamento de médio prazo do governo. Define as estratégias, diretrizes e metas da administração para um período de quatro anos.” Foi definida uma ação de número 4.551, nominada Desenvolvimento do Esporte Educacional, de responsabilidade da Secretaria de Estado de Esportes com finalidade de “Proporcionar, através da prática esportiva, o aperfeiçoamento de capacidades e habilidades indispensáveis ao processo de formação e de desenvolvimento humano dos estudantes” (MINAS GERAIS, 2017, p. 339).
O documento mais recente que, de certa forma, apresenta as relações entre a Subsecretaria de Esportes (Subesp), a Secretaria de Estado de Educação (SEE) e a Federação de Esportes Estudantis de Minas Gerais (FEEMG) é o termo de parceria Nº 049/2020 (MINAS GERAIS, 2020). Não é objetivo deste trabalho aprofundar nas questões administrativas e financeiras do JEMG. Porém, se torna importante mencionarmos esses pontos visto que não há trabalhos acadêmicos que apresentam estas informações e, além disso, estas questões são desconhecidas por grande parte de nós professores envolvidos com os Jogos Escolares, muitas vezes
preocupados com questões técnicas, burocráticas, preocupados com a preparação, com a competição, desconhecemos como se operacionaliza este evento.
O termo de parceria estabelece a SEDESE, através da Subsecretaria de Esportes como Órgão Estatal Parceiro (OEP), a Secretaria de Estado de Educação (SEE) como Órgão Estatal Interveniente8 (OEI) e a FEEMG como Organização da
Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). Essa parceria tem por objetivo, através da cooperação entre as partes, a realização do JEMG e o fomento ao desporto e para desporto escolar. Para realizar o evento no ano de 2020 e 2021 foi estabelecido o valor de R$ 7.232.903,26 (Sete milhões, duzentos e trinta e dois mil, novecentos e três reais e vinte e seis centavos) para a FEEMG executar os JEMG. Deste montante, R$ 3.053.046,12 vindos da SEDESE e R$ 662.895,58 vindos da SEE através da dotação orçamentárias vindas do Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Desenvolvimento do Ensino Médio. A soma desses valores não alcança os R$ 7.232.903,26 previstos no termo. É ainda previsto a captação de R$ 800.000,00 em receitas obtidas pela OSCIP. Estas possíveis receitas captadas através de parcerias com o setor privado tem a obrigação de serem aplicadas no objeto do instrumento jurídico, ou seja, no que é estabelecido por este termo de parceria e deve ser prestado contas deste recurso captado e utilizado.
A cláusula sexta do documento discorre sobre as responsabilidades de cada órgão no desenvolvimento do JEMG: para o Órgão Estatal Parceiro (OEP) são designadas quinze responsabilidades. Para o Órgão Estatal Interveniente (OEI) foram designadas doze responsabilidades. Já para a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) foram atribuídas trinta e uma responsabilidades.
São atribuições do Órgão Estatal Parceiro (OEP) representado pela Subsecretaria de Esportes:
6.1.1 elaborar e conduzir a execução da política pública executada por meio do termo de parceria; 6.1.2 acompanhar, supervisionar e fiscalizar a
8 Segundo o Dicio, Dicionário Online de Português a palavra interveniente significa: Interventor; quem
intervém ou interfere no desenvolvimento normal de algo. [Jurídico] A terceira pessoa que participa de um processo jurídico, por interesse ou obrigação legal, não sendo nem o autor nem a vítima da ação. Fonte: https://www.dicio.com.br/interveniente/
execução do termo de parceria, devendo zelar pelo alcance dos resultados pactuados e pela correta aplicação dos recursos a ele vinculados; 6.1.3 prestar o apoio necessário e indispensável à Oscip para que seja alcançado o objeto do termo de parceria em toda sua extensão e no tempo devido; 6.1.4 repassar à Oscip os recursos financeiros previstos para a execução do termo de parceria de acordo com o cronograma de desembolsos previsto no Anexo II deste termo; 6.1.5 analisar as prestações de contas anual e de extinção apresentadas pela Oscip; 6.1.6 disponibilizar, em seu sítio eletrônico, na íntegra, o termo de parceria e seus respectivos aditivos, memória de cálculo, relatórios gerenciais de resultados, relatórios gerenciais financeiros, relatórios de monitoramento e relatórios de avaliação no prazo de 5 (cinco) dias úteis a partir da assinatura dos referidos documentos; 6.1.7 comunicar tempestivamente à Oscip todas as orientações e recomendações efetuadas pela Controladoria-Geral do Estado - CGE e pela Seplag, bem como acompanhar e supervisionar as implementações necessárias no prazo devido; 6.1.8 fundamentar a legalidade e conveniência do aditamento do termo de parceria; 6.1.9 zelar pela boa execução dos recursos vinculados ao termo de parceria, observando sempre sua vinculação ao objeto; 6.1.10 analisar e aprovar, anteriormente à liberação da primeira parcela de recursos do termo de parceria, regulamentos próprios que disciplinem os procedimentos que deverão ser adotados para a contratação de obras, serviços, pessoal, compras, alienações e de concessão de diárias e procedimentos de reembolso de despesas; 6.1.11 elaborar juntamente com a OEI e com a OSCIP o regulamento geral, os regulamentos específicos por modalidade, o sistema de disputa e o projeto de sediamento do JEMG; 6.1.12 fomentar, juntamente com a OSCIP e a OEI, a participação do público alvo, quando necessário; 6.1.13 gerenciar, juntamente com a OSCIP, o sistema de inscrições, quando necessário; 6.1.14 articular, juntamente com a OSCIP e a OEI, com as cidades sedes das competições, quando necessário; 6.1.15 monitorar o lançamento das súmulas dos jogos/lutas/provas por amostragem, de forma a atestar os números apresentados nos Relatórios das etapas; (MINAS GERAIS, 2020, p. 2-3)
A presença dos verbos prestar apoio, repassar, analisar, zelar, aprovar, fomentar, articular e monitorar indicam que o papel desempenhado pela Subsecretaria de Esportes é supervisionar, acompanhar e fiscalizar a execução do JEMG. As atribuições delegadas para a Órgão Estatal Interveniente (OEI), representada pela a Secretaria de Estado de Educação (SEE) seguem esta mesma direção, porém apresentam algumas responsabilidades que se destacam, como vemos abaixo:
6.2.1 colaborar com o OEP no desenvolvimento das ações necessárias à plena execução do objeto do termo de parceria; 6.2.2 indicar ao OEP um representante para compor a comissão de avaliação do termo de parceria, de que trata o art. 32 da Lei Estadual nº 23.081, de 2018; 6.2.3 zelar pela boa execução dos recursos vinculados ao termo de parceria, observando sempre sua vinculação ao objeto; 6.2.4 elaborar juntamente com a OEP e com a OSCIP o regulamento geral, os regulamentos específicos por modalidade, o sistema de disputa e o projeto de sediamento do JEMG; 6.2.5 arcar com despesas, tais como diárias e deslocamentos, dos servidores da OEI, quando necessário; 6.2.6 fornecer à OSCIP as informações das escolas do Estado para o desenvolvimento das ações do Programa de Trabalho e fomentar institucionalmente, junto ao diretores escolares e às
Superintendências Regionais de Ensino-SRE, as ações do Termo de Parceria; 6.2.7 disponibilizar as instalações das escolas estaduais, conjuntamente com o município sede, que serão utilizadas como alojamentos dos estudantes nas sedes do JEMG, adequando o calendário escolar ao calendário dos Jogos; 6.2.8 acompanhar vistorias das sedes do JEMG, prioritariamente das escolas que servirão como alojamentos para os estudantes; 6.2.9 realizar, quando possível, os reparos necessários nas escolas estaduais que servirão de alojamentos para os estudantes; 6.2.10 organizar a logística de distribuição dos estudantes nas escolas estaduais que servirão de alojamentos nas sedes do JEMG; 6.2.11 divulgar amplamente o calendário dos Jogos às escolas estaduais, adequando o calendário escolar das mesmas ao JEMG; 6.2.12 colaborar no fomento da execução das etapas seletivas municipais para o JEMG. (MINAS GERAIS, 2020, p. 2-3, GRIFOS MEUS)
As funções designadas á para a SEE, como dissemos, vão no sentido de colaborar com a organização do JEMG. Todavia destacam algumas atribuições: fornecer informações à OSCIP das Escolas do Estado para desenvolvimento das ações, não são explicitados quais seriam estas informações; a questão da disponibilização das escolas estaduais para alojamento. Os reparos necessários para as escolas se transformarem em alojamentos só acontecem quando possível, isso gera vários problemas como, por exemplo, número insuficiente de banheiros e chuveiros, falta de instalações elétricas e ventiladores nas salas. Essa ação é muito relevante para a organização dos jogos. Há indicação de alteração de calendário escolar, porém, isto acontece com maior frequência na etapa estadual e regional do JEMG e somente com as cidades que recebem as etapas. As demais cidades que participam do JEMG não têm seu calendário modificado9. Uma atribuição que não
aparece nesta parte do documento como responsabilidade da SEE, mas se efetiva na