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OS LIVROS APÓCRIFOS

No documento BIBLIOLOGIA (páginas 31-34)

A palavra “apócrifo” significa literalmente “escondido”, “oculto”. No sentido religioso significa “não genuíno”, “espúrio”. Foram escritos entre Malaquias e Mateus, no período em que cessara por completo a revelação divina. Flávio Josefo os rejeitou totalmente e os judeus nunca os reconheceram como canônicos. Jamais foram citados por Jesus, nem foram reconhecidos pela igreja primitiva. Nas Bíblias de edição da igreja romana o total de livros é de 73 ao invés de 66. Isso porque essa igreja, desde o concílio de Trento, em 1546, incluiu no cânon do A. T. sete livros apócrifos, além de quatro acréscimos a alguns dos livros canônicos. A igreja católica os aprovou para combater a reforma protestante. Nessa época os protestantes combatiam avidamente as novas doutrinas romanistas: do purgatório, da oração pelos mortos (II Mac 12. 38-45), da salvação mediante as obras. A igreja romana via nos apócrifos uma base para sustentar essas doutrinas. Os sete livros são: Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Baruque, I Macabeu, II Macabeus.

Os 4 acréscimos: ao livro de Ester (Ester 10.4 a 16.24) , Cântico dos três santos filhos (a Daniel 3.24- 90 ), História de Suzana (a Daniel 13) Bel e o dragão ( a Daniel 14 ).

Apócrifos do antigo testamento Esses são os sete livros apócrifos do Antigo Testamento:

Tobias; Judite; Sabedoria de Salomão; Eclesiástico; Baruque, I e II Macabeus; Os 04 acréscimos ao livro de Ester: (Ester 10.4 a 16.24); Cântico dos três santos filhos (a Daniel 3.24-90); História de Suzana (a Daniel 13); Bel e o dragão (a Daniel 14).

Outras razões por que não esses livros não foram reconhecidos como canônicos

Estão repletos de discrepâncias e anacronismo históricos e geográficos. Ensinam doutrinas falsas que incentivam práticas divergentes das ensinadas pelas Escrituras inspiradas. Ex: O ensino da Crueldade e do Egoísmo. Em Eclesiástico 12:6, por exemplo, se escreve: "Não favoreças aos ímpios; retêm o teu pão e não o dês a eles." Poderá alguém pensar que Deus havia de inspirar a algum homem a escrever semelhante conselho? Eis, o que está escrito em Provérbios 25.21, 22. Se o que te aborrece tiver fome, dá-lhe pão para comer; se tiver sede, dá-lhe água para beber, porque assim amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça, e o Senhor te retribuirá. Apelam para estilos literários e apresentam uma artificialidade no trato do assunto, com um estilo que destoa das Escrituras inspiradas. Faltam-lhes os elementos distintivos que conferem caráter divino às autênticas Escrituras, como, por exemplo, a autoridade profética e o sentimento poético e religioso.

Outros fatos importantes sobre os Apócrifos

A respeito dos apócrifos, diz o biblicista Norman Geisler: “Que os apócrifos, seja qual for o valor devocional ou eclesiástico que tiveram não são canônicos, comprova-se pelos seguintes fatos”: A comunidade judaica jamais os aceitou como canônicos. Não foram aceitos por Jesus, nem pelos autores do Novo Testamento. A maior parte dos primeiros grandes Pais da Igreja rejeitou a sua canonicidade. Nenhum concílio da Igreja os considerou canônicos, senão no final do quarto século. Jerônimo, o grande especialista e tradutor da “Vulgata”, rejeitou fortemente os livros apócrifos. Muitos estudiosos católicos romanos, ainda ao longo da Reforma rejeitaram os livros apócrifos.

Nenhuma igreja ortodoxa grega, anglicana ou protestante, até presente data, reconheceu os apócrifos como inspirados e canônicos, no sentido integral dessas palavras.

Apócrifos do Novo Testamento

Os apócrifos do Novo Testamento não constituem nenhum problema, porque são rejeitados por todas as igrejas cristãs. Não podíamos esperar algo diferente diante da fragilidade de seus escritos. Basta citar um exemplo do Evangelho de São Tomás: "Jesus atravessava uma aldeia e um menino que passava correndo, esbarra-lhe no ombro. Jesus irritado, disse: não continuarás tua carreira. Imediatamente, o menino caiu morto. Seus pais correram a falar a José; este repreende a Jesus que castiga os reclamantes com terrível cegueira."Este relato, que não se coaduna com a sublimidade dos ensinos de Cristo, é suficiente para provar que este evangelho é espúrio.

Apócrifos do Novo Testamento: Evangelho segundo os Hebreus; Evangelho dos Egípcios, Evangelho de Gamaliel, Evangelho de Tomé, Evangelho dos Ebionitas, As Sete Epístolas de Inácio, Aos Trálios, A Epístola de Policarpo, Atos de Paulo, Atos de André, Apocalipse de Pedro, Apocalipse de Tomé, Apocalipse de Paulo e vários outros.

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“Através da Bibliologia compreendemos a formação da Bíblia, sua história e como miraculosamente ela chegou até nós”

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mais antiga versão que existe é a septuaginta. Esta é uma tradução livre, desviando-se, em muitos lugares, da original hebraica. Foi feita em 285 antes de Cristo, provavelmente para os judeus que foram espalhados por todas as nações, uns 160 anos depois da volta de Neemias do cativeiro. Há muitas lendas acerca desta tradução: todavia, podemos dizer que foi a obra de setenta redatores em Alexandria. Sendo em grego, provavelmente, existia nos tempos de Jesus Cristo, mas não há evidência alguma de que ele ou os seus discípulos a usassem. Pelo contrário, é mais provável que Jesus falasse aramaico, salvo quando falou à mulher siro-fenícia (Mc 7.26) em grego, a fim de que ela o compreendesse. As palavras, nos Evangelhos, que vêm a nós sem serem traduzidas são aramaicas: “Talita Cumi” (Marcos 5.41); “Eloí, Eloí, lamá-sabactani” (Marcos 15.34). A Septuaginta tornou--se a base de muitas traduções. As outras traduções na língua grega que merecem menção são as seguintes: A versão de Áquila, um homem natural de Sinope, em Pontus, que se converteu do paganismo ao judaísmo.No século II ele procurou fazer uma tradução literal do texto hebraico. A versão de Teodócio de Éfeso. Ele reviu a Septuaginta; e a versão de Symmachus de Samaria. Não podemos deixar de mencionar versão Siríaca, chamada o Peshito, que foi completa no século II, provavelmente antes de 150. Foi preparada para provas do seu uso entre os seus patrícios. No segundo século, o latim suplantou o grego e ficou sendo por muitos anos a língua diplomática da Europa. Ao longo da costa setentrional da África organizaram-se umas igrejas compostas de pessoas de língua latina. Para essas, foi preparada uma versão latina. A sua história e origem são desconhecidas. O Velho Testamento foi vertido da Septuaginta, e ao Novo Testamento faltavam os seguintes livros: Hebreus, Tiago e II Pedro. Tertuliano e os seus contemporâneos usaram-na livremente. Esta tradução foi a base da Vulgata, a qual se tornou a Bíblia autorizada da Igreja Católica Romana.

A Vulgata

Sofrônio Eusébio Jerônimo (c. 340-420) nascera de pais cristãos, em Estridão, na Dalmácia. Havia sido educado na escola local até sua ida a Roma, com a idade de doze anos. Durante os oito anos seguintes, Jerônimo estudou latim, grego e autores pagãos, antes de tornar-se cristão, com a idade de dezenove anos. Logo após sua conversão e batismo, Jerônimo devotou-se a uma vida de rígida abstinência e de

serviço ao Senhor. Passou muitos anos perseguindo uma vida semi-ascética de eremita. De 374 a 379, empregara um rabino judeu para que lhe ensinasse o hebraico, enquanto estivesse residindo no Oriente, perto de Antioquia. Foi ordenado presbítero em Antioquia antes de partir para Constantinopla, onde passou a estudar sob a orientação de Gregório de Nazianzo. Em 382, foi convocado por Roma para ser secretário de Dâmaso, bispo de Roma, e nomeado membro de uma comissão para revisar a Bíblia latina. É provável que Jerônimo tenha aceitado o projeto em virtude de sua devoção a Dâmaso, pois sabia que as pessoas de menor instrução se oporiam fortemente a sua tradução. Este o convidou para corrigir e melhorar a Bíblia latina, então em uso nas igrejas do leste. Aquele sábio completou a revisão do Novo Testamento. Depois da morte de Dâmaso, Jerônimo mudou-se para Belém, onde fundou um mosteiro. Aí, no 80° ano de sua vida, começou uma nova tradução do Velho Testamento, do hebraico para o latim. Esta é conhecida como a Vulgata Latina no Concilio de Trento (1545-1547) foi proclamada autêntica, e um anátema foi pronunciado sobre qualquer pessoa que afirmasse que qualquer livro que nela se achava não fosse totalmente inspirado em toda parte. Esta tem sido a Bíblia seguida pelos católicos romanos em todas as suas traduções. A Bíblia Douai e o Novo Testamento publicado em Reims foram traduzidos da Vulgata.

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