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OS OBJETIVOS DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

ODS1 Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares ODS2 Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição ODS3 Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos

ODS4 Garantir educação inclusiva, equitativa e de qualidade

ODS5 Alcançar igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas ODS6 Garantir disponibilidade e manejo sustentável da água

ODS7 Garantir acesso à energia barata, confiável, sustentável

ODS8 Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável ODS9 Construir infraestrutura resiliente, promover a industrialização inclusiva ODS10 Reduzir a desigualdade entre os países e dentro deles

ODS11 Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes ODS12 Assegurar padrões de consumo e produção sustentável

ODS13 Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima ODS14 Conservar e promover o uso sustentável dos oceanos

ODS15 Proteger, recuperar e promover o uso sustentável das florestas

ODS16 Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável ODS17 Fortalecer os mecanismos de implementação e revitalizar a parcela global

Fonte: (PNUD, 2015). Os ODS terão metas e indicadores focados em resultados mensuráveis, com base científica, orientados à ação, e deverão abordar e incorporar, de forma balanceada, as três dimensões do desenvolvimento sustentável (ambiental, social e econômica) e interconexões e, ter em conta diferentes realidades nacionais, capacidades e níveis de desenvolvimento. Sua implementação dependerá de parceria global com a participação ativa de governos, sociedade civil, setor privado e da ONU. Esses objetivos constituem um conjunto integrado e indivisível de prioridades globais para o desenvolvimento sustentável (PNUD, 2015).

Os ODS foram construídos sobre as bases estabelecidas pelos ODM, de modo a completar o trabalho destes, para que as ações do PNUD fiquem alinhadas tanto com a finalização do trabalho dos ODM como com os novos ODS, visando não deixar ninguém para trás no processo de desenvolvimento humano. Os ODS anunciados são de natureza global, aplicáveis universalmente e deverão dialogar com políticas e ações regionais e locais (idem).

Vision 2050 e Action 2020 A participação do capital também já se dá pelo WBCSD

World Business Council for Sustainable Development. Comandada por executivos-chefes de empresas globais, visa estimular a comunidade empresarial a criar um futuro sustentável para os negócios, a sociedade e o meio ambiente, e aplica sua liderança em ideias e atuação efetiva, não apenas na geração de soluções viáveis e construtivas como também para conduzir e compartilhar ações empresariais sustentáveis para as próximas décadas (WBCSD, 2015).

O WBCSD se propõe a ser a principal liderança no mundo dos negócios ao apoiar empresas na ampliação de soluções de negócios com valor agregado e criação de condições onde mais empresas sustentáveis tenham sucesso e sejam reconhecidas como tal (idem).

Embora muito distante e algo diferente da representatividade institucional sugerida por Dupas (2005, 2006), o WBCSD elaborou o Vision 2050, um ambicioso relatório que, mapeia mudanças transformadoras necessárias e aponta uma nova agenda para a empresa traçar sua trajetória em uma rota para que 9 bilhões de pessoas possam viver bem e nos limites dos recursos do planeta em meados do século; representa um consenso entre 29 empresas globais líderes de 14 indústrias e, é o resultado do esforço por 18 meses de executivos, especialistas e stakeholders e diálogos com mais de 200 empresas em 20 países, na tentativa de antever o mundo – planeta e sociedade – em 2050 (WBCSD, 2015 e 2015b).

O relatório se apresenta como base para o diálogo e o debate, ao sugerir às empresas, quais desenvolvimentos vitais devem considerar na próxima década, para definição de um roteiro firme e objetivo para a sustentabilidade global: incorporar os custos das externalidades – carbono, água e serviços ecossistêmicos, na estrutura do mercado; duplicar a produção agrícola sem aumentar nem a área plantada nem o consumo de água; travar o desmatamento e aumentar o rendimento das florestas plantadas; reduzir para metade as emissões de carbono no planeta (com base nos níveis de 2005) até 2050, através de uma mudança para sistemas de energia de baixo carbono; e melhorar a eficiência energética do lado da procura e proporcionar acesso universal à mobilidade física de baixo carbono (idem).

O estudo conclui pela necessidade de transformação fundamental na maneira como hoje se produz e se consome de energia a produtos agrícolas, e identifica oportunidades sem precedentes para a empresa que entender que já não pode mais operar como vem fazendo. As oportunidades de mercado criadas pela adaptação à nova realidade global para vida sustentável estão (em US$ de 2015) de US$3 a US$10 trilhões por ano em 2050, e variam de desenvolvimento e manutenção de baixo carbono, a cidades sem resíduos, melhoria e gestão da biocapacidade, ecossistemas, estilos de vida e meios de subsistência (WBCSD, 2015b).

Não se trata apenas de economia, desenvolvimento e desafios da sustentabilidade para empresas. Governos e sociedade civil devem criar uma visão do futuro onde crescimento econômico seja dissociado do consumo material e destruição do ecossistema e acoplado ao desenvolvimento econômico sustentável e ao bem-estar da sociedade, e onde viver bem em 2050 signifique que “todos tenham acesso e a capacidade de ter recursos para a educação, saúde, mobilidade, suprimento básico de comida, água e energia, abrigo e bens de consumo, dentro dos limites físico-naturais sustentáveis do planeta” (WBCSD, 2015 e 2015b).

A plataforma Action 2020, uma agenda de ação empresarial para o desenvolvimento sustentável até 2020 e além, ou ainda, um roteiro de como a empresa pode positivamente influenciar, reforçando sua própria resiliência62, inclui mudança climática, dinâmica demográfica e escassez de competências [mão de obra] e se desdobra em conjunto de áreas prioritárias e um conjunto de soluções empresariais. Desenvolvida pelo WBCSD com suas empresas-membro, em parceria com o SRC – Stockholm Resilience Centre e o WRI – World Resources Institute, alinhada com o relatório Vision 2050, e tendo como base o mais recente consenso científico, representa a convicção de que a empresa pode ser força muito positiva para superar e resolver as questões ambientais e sociais globais (WBCSD, 2015c).

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