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OSCILADORES CONTROLADOS

No documento MINI-CURSO MICROCONTROLADORES PIC (páginas 32-35)

PELO PC

HARDWARE

A possibilidade de utilizar as por­

tas de um PC para controlar circuitos eletrónicos externos abre um univer­

so de prejetos para os leitores inte­

ressados em Eletrónica.

Na verdade, não é apenas a Ele­

trónica Digital que pode ser“acoplada”

ao PC e isto é exemplificado com este projeto.

□escrevemos um circuito simples, que o leitor pode manter na sua ban­

cada, e que permite controlar a fre­

quência de osciladores a partir de ní­

veis lógicos colocados nas 8 saídas da porta serial. Podemos dizer que se trata de um capacitor variável con­

trolado pelo PC e dentre as possíveis aplicações para este circuito citamos as seguintes:

a) Rádios AM/FM ou de outras faixas sintonizados pelo PC

Como controlar a frequência de um oscilador de alta frequência a partir da porta paralela do PC? Com o circuito descrito neste artigo mostramos que isso é relativamente simples. Utilizando uma rede R/2R é possível obter uma grande quantidade de “degraus”

de escalonamento de tensão para controlar um oscilador via varicap. Os leitores podem encontrar uma infinidade de aplica­

ções práticas para este circuito envolvendo o interfaceamento do PC com periféricos.

b) Circuitos geradores de sinais de prova controlados pelo PC

c) Clocks controlados pelo PC para provas de circuitos digitais

d) Transmissores controlados pelo PC O circuito é bastante simples e não crítico. A faixa de capacitâncias obti­

da e portanto, a faixa de frequências que podem ser geradas com um de­

terminado tipo de oscilador depende somente do varicap usado.

COMO FUNCIONA

Numa rede R/2R, a tensão que aparece em sua saída depende dos níveis lógicos combinados das entra­

das. Assim, para 8 saídas, temos 2 elevado à oitava potência tensões di­

ferentes na faixa que vai de 0 até a tensão de alimentação.

Em nosso caso podemos dizer que temos 256 tensões de saída pos­

síveis no circuito quando os níveis ló­

gicos da porta serial variam de 0000 0000 a 1111 1111, conforme sugere a figura 1. Como é importante que a carga representada pelo circuito con­

trolado não afete as tensões de con­

trole, um seguidor de tensão com o amplificador operacional LM324 foi agregado ao circuito.

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Assim, com ganho unitário, uma resistência de entrada extremamente alta e uma resistência de saída muito baixa, podemos aplicar 256 níveis de tensão escalonados, selecionados pelo PC no díodo varicap D,.

Conforme sabemos, a capacitân- cia apresentada por um díodo deste tipo depende da tensão inversa apli­

cada. Assim, com a máxima tensão, temos a mínima capacitância e com a mínima tensão, a máxima capaci­

tância.

□iodos que podem ter sua capaci­

tância variada em algumas dezenas

de pico farads com tensões relativa­

mente baixas (até uns 10 V) podem ser obtidos com facilidade no comér­

cio especializado.

Assim, tudo que o leitor precisa fazer para variar a capacitância de saída deste circuito é ter um progra­

ma que coloque os níveis lógicos de­

sejados na porta paralela de saída.

Uma idéia seria criar uma interface gráfica em que um cursor possa se movimentar na tela do PC represen­

tando a faixa de variação de frequências ou capacitancias do cir­

cuito, observe a figura 2.

Um programa deste tipo em Visu­

al Basic ou outra linguagem possibili­

taria ao leitor ter o controle de qual­

quer circuito externo com extrema fa­

cilidade usando a interface descrita.

A alimentação do circuito é feita com tensão de 5 V obtida de uma fon­

te externa por meio de um estabiliza­

dor de tensão e a montagem não é crítica, apenas devendo ser lembra­

do que as conexões do varicap de­

vem ser curtas, pois no controle de altas frequências isso é importante para evitar instabilidades.

Ri

4LM 324 R19

47 kQ

Fig. 3 - Diagrama completo do oscilador controlado pelo PC.

MONTAGEM

Na figura 3 temos o diagrama com­

pleto de nosso oscilador controlado pelo PC ou variável pelo PC.

A disposição dos componentes numa placa de circuito impresso é mostrada na figura 4.

Os resistores da rede R/2R devem ser de boa precisão. 1 ou 2% preferi­

velmente, se o leitor pretender uma linearidade e precisão maior para os circuitos controlados.

A conexão ao PC pode ser feita por meio de um cabo de impressora adaptado para ser ligado na placa de circuito impresso.

O circuito integrado regulador de tensão não precisa de radiador de calor e o díodo varicap pode ser o BB809 ou equivalente. Será sempre

Fig. 2 - Um "variável"

virtual com interface gráfica de ajuste.

Botão

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importante ter as características do diodo que se pretende usar para sa­

ber que faixa de frequências ele pode controlar numa determinada aplica­

ção. Os capacitores devem ser cerámicos de boa qualidade.

PROVA E USO

Na figura 5 damos exemplo de um circuito oscilador de alta frequência que pode ser controlado por este cir­

cuito.

Para urna bobina formada por 3 espiras de fio esmaltado AWG 22 em

----o

+ 6a 9V

Ao controle

S«-

T«-n

r2

U6,8 ko

Fig. 5 • Oscilador de alta frequência controlado pelo PC.

LISTA DE MATERIAL Semicondutores:

Cl, - LM324 - circuito integrado - amplificador operacional Cl2 - 7805 - circuito integrado - regulador de tensão

D, - BB0O9 ou qualquer varicap - ver texto

Resistores: (1/8 W, 5%) R, a R9 - 10 kQ /2%

R10 a Ria - 5 kíi /2%

R„ - 47 kíl Capacitores:

C, -100 nF - cerámico C2-10 nF - cerámico Diversos:

Placa de circuito impresso, conector e cabo de impressora, fios, solda, etc.

fôrma de 1 cm de diâmetro sem nú­

cleo, a faixa de frequências gerada fi­

cará em torno de 90 a 110 MHz.

Se o leitor tiver um capacímetro pode usá-lo para avaliar a faixa de controle de seu circuito, ligando-o nos pontos S e T deste circuito. Compro­

vado o funcionamento é só pensar num programinha que coloque os ní­

veis desejados de tensão nas diver­

sas saídas da porta paralela.

Em diversos projetos de nossa re­

vista já descrevemos aplicativos que permitem controlar dispositivos exter­

nos pela porta paralela. O leitor pode adaptar os programas descritos na­

queles artigos para usá-los nesta

interface. ■

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