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IAN/TT, Chancelaria da Ordem de Cristo, códice n° 234 - Ia e 2a partes

Importante obra impressa no século XVI mandada executar por D. Sebastião ao pretender compilar escrituras importantes para a milícia, que corriam o risco de se perder.

A encomenda foi feita à casa impressora de Jorge da Costa, situada em Lisboa, a 16 de Dezembro de 1560. A preocupação régia pelo sucesso da obra é expressa no seu alvará:

"Epor que o dito Livro ha de ser escrito de leti-a redonda e grosa e empurgaminho de três folhas conforme ao que mandou fazer o dito Senhor Rey meu visavo da qual letra não he

escrivão Gaspar Garro, e por esta causa são enformado que fizestes escrever o dito Livro per João de Penhafiel escrivão e oficial da dita letra como vi pelos cadernos por elle escritos que me farão mostrados, Eu ey por bem o que nisso fizestes e mando que o dito João de Penhafiel escreva o dito livro e oprosigua conforme aos ditos cadernos, Efaça as letras grandes e as iluminações necessárias da maneira de que está feito nos ditos cadernos. E sera pago de seu trabalho per ordem dos deputados da mesa da consciência e ordens. E o dito Gaspar Garro não deixara de escrever o dito Livro em papel de marca mayor da letra e compaso dos cadernos que também me farão mostrados per ele escritos pêra o dito Livro que ele escrever, andar na mesa do despacho das ditas ordens onde he necessário".207 Tudo isto só estará cumprido a 30 de Outubro de 1568. A extensão e

imponência destes traslados em dois volumes, cada um com duas partes, era já sintoma da reforma que o rei procurava fazer nestas instituições, ao reorganizar e procurar que elas sirvam os objectivos para que foram criadas.

O primeiro volume começa com uma advertência escrita em latim dirigida aos leitores sobre a divisão e composição do livro, seguem-se o escudo e as armas de Portugal encimados pela Cruz de Cristo. O livro tem a seguinte inscrição de abertura: Livro das

escrituras da ordem de nosso Senhor Jesu Christo que EIRey Dom Sebastião nosso Senhor como administrador e perpetuo governador da dita ordem mandou fazer polo

2 OR

doutor Pedralvarez, do seu desembargo e cavaleiro professo da dita ordem.

207 IAN/TT, Ordem de Cristo, cód. 234, Vpt., fl. lv. Este excerto faz parte do Alvará Régio que autoriza a

feitura deste códice.

O alvará régio explica de forma pormenorizada, a necessidade de fazer esta extensa compilação de documentos, determinando que o convento pague três quartos das despesas da feitura do livro. Depois o Doutor Pedro Álvares, do desembargo régio, dirige-se ao monarca através de um texto apologético onde justifica a união da ordem de Cristo à Coroa.

Tudo começou com D. Manuel I quando este era ainda duque de Beja. Na primeira reunião capitular que realizou em Tomar no ano de 1492 mostrou preocupação em conservar as escrituras da ordem por existir o perigo destas se danificarem e perderem. Para evitar esta situação gravosa, ordenou que estas fossem trasladadas num volume, que estava organizado segundo as matérias e ordem cronológica, mas cujos originais que lhe serviram de base, ficam no cartório do convento.

Este processo, ao longo dos anos, teve vários entraves. Entre outros, salienta-se o facto de se ter feito o traslado da autorização papai, apesar desta não ser apresentada aos juizes da ordem, para as escrituras terem força de lei e o livro ter autoridade.

A ordem de Cristo pertencem-lhe por bula fundacional, o património da milícia do Templo e os privilégios da de Calatrava, e não os privilégios da primeira, como erradamente assumiu o bispo de Viseu, ao exceder as suas competências. Em 1503, a nova reunião capitular realizada no convento de Tomar, quando D. Manuel já é rei, vai repor a legalidade dessa situação, pedindo ao papa a sua aprovação, validação, e confirmação da reforma henriquina, o que foi concedido por Júlio II.

Dada a importância do códice, justifica-se o enunciado do seu conteúdo:

Primeira parte

Tavoada e Repertório da Primeira Parte

• Alvará delRey nosso Senhor perque mandou fazer este livro; • Carta do doutor Pedralvarez ao dito Senhor;

• Proémio;

• Modo de proceder que se leva neste livro;

• Origem desta ordem de nosso Senhor Jesu Christo e da ordem do templo; • Louvores dos instituidores e religiosos da ordem do templo;

• Rezões perque se mostra que os erros e excessos dos mãos religiosos da ordem do templo por cujas culpas foi extinta não escurecem nem abatem a virtude e bondades dos passados e santo propósito do instituido;

• Contra os que culpam o papa Clemente V dizendo que injustamente extinguiu os templários e fez a vontade ao rei de França;

• Carta do papa Clemente V a EIRey Dom Dinis perque lhe fez saber os excessos dos templários e o que sobre isso tinha feito e requereu para o concílio que sobre isso e outras coisas se havia de fazer;

• Outra carta do mesmo papa ao mesmo rei sobre a prisão dos templários; • Concerto e concórdia que fizeram El Rey Dom Dinis e ELRey Dom

Fernando IV de Castela tanto que souberão que se extinguia a ordem do templo que não consentisse nenhum deles que o papa dispusesse dos bens qua dita ordem tinha em seu reino sem suas vontades;

• Origem da ordem de Calatrava e doação que fez EIRey Dom Sancho terceiro chamado o desejado ao Abade de Sancta Maria de Fitero da ordem de Cister e a toda a ordem, do Castelo de Calatrava que deu nome a esta ordem e em que se fez o convento e cabeça dela.

• O modo que teve este Abade de Fitero e diligência que pos na fundação e instituição desta ordem e defensão do dito Castelo de Calatrava.

• Excelências desta ordem de nosso Senhor Jesu Christo entre todas as outras ordens;

• Que esta ordem de nosso Senhor Jesu Christo foy instituida pollo sancto padre e todallas outras por pessoas privadas que não tinhão autoridade se não foram aprovadas pelo papa;

• Que os religiosos professos desta ordem gozão em todo dos privilégios asi na exenção do foro secular como no mais de que gozão os cleriguos de ordens sacras e outras pessoas ecclesiasticas de ordenamento comum;

• Carta perque o Infante dom Anrique deffendeo aos cavalleiros ordem que nom respondessem perante as justiças seculares e as mesmas justiças que nom entendessem nelles por serem isentos de sua jurisdição;

• Carta delRei dom Manuel perque deffendeo as justiças seculares que nom entendessem nas cousas crimes dos Cavaleiros desta ordem e conhecesse das cíveis como seus delegados dando apelação para o juiz da ordem;

• Bula impetrada por EIRey nosso Senhor sobre a jurisdição que tem a ordem e o modo em que o mestre ou administrador há de usar delia sem receber apelação;

• Que esta ordem de nosso Senhor Jesu Christo se pode chamar ordem do verdadeiro templo;

• Que os instituidores da ordem do Templo queriam ressuscitar o nome do Templo de Salomão em Jerusalém dedicando a sua ordem a ele, três vezes destruído;

• Primeira destruição por mandado de Nabucodonosor; • Reedifícação do Templo feita pelo rei Ciro e por Dário;

• Segunda destruição do Templo por Herodes depois reedificada por Salomão;

• Terceira destruição feita por Tito no ano 40 da era cristã e assim ficou para nunca mais se reedificar como foi profetizado pelo imperador Juliano Apóstata;

• Que os inatituidores da dita ordem do Templo que militavam sob a bandeira de Jesus Cristo ela paasa a ser a origem eo emblema de uma nova ordem; • Lista dos Mestres da ordem desde a Fundação;209

Mestres da ordem de Cristo'. D. Gil Martins (1319-1321), transferido da ordem de São Bento de Avis em que era professo, o seu mestrado ficou marcado pela aprovação da ordenação de 11 de Junho de 1321, e o combate aos mouros que ocupavam a Andaluzia que era fronteira do castelo-sede da Ordem, Castro Marim; D. João Lourenço (1321-1327), mestre ainda no tempo de D. Dims que para além de pelejar os mouros vizinhos a sua acção foi importante no sentido de zelar e organizar os bens, rendas e direitos da ordem, o respeito pela regra, a distribuição das comendas, as tenças e o sustento dos comendadores, freires, vigários e beneficiados. Durante o seu mestrado vai fazer-se nova Ordenação que vigorará largo tempo; D. Marfim Gonçalves (1327-1335); D. Estevão Gonçalves (1335-1344); D. Rodrigo Anes (1344-1358); D' Nuno Roiz (1358-1362); D. Lopo Dias de Sousa (1370-1417), este mestre não assumiu logo o mestrado para que foi nomeado por ter apenas doze anos de idade. O papa Bonifácio LX não confirmou a sua nomeação e o mestrado ficou vago até ter a idade exigida para o efeito. Teve um longo mestrado, foi homem da confiança de D. João I e marca a passagem para o governo dos Infantes; Governador Infante D. Henrique (1420-1460); Governador ou Administrador Infante D. Fernando (1460-1470); Administrador Duque D. Diogo (1470- 1484) por ser menor de idade quem governou em seu nome foi sua mãe D. Beatriz com consentimento do rei D. Afonso V (1449-1481). Quando atingiu a idade assumiu a administração do mestrado, mas viveu pouco tempo porque foi executado em 1484, acusado de conspirar contra D. João II (1481-1495); Administrador - rei D. Manuel I (1484-1521). Por morte de seu irmão, o ducado de Beja, os mestrados de Avis e Cristo passam para ele. Com a sua subida ao trono a ligação destas ordens à Coroa está concretizada; Administrador-rei D. João III (1521-1557), durante o seu governo à frente da ordem não se realizou nenhum capítulo geral e o seu reinado foi marcado pelo Concílio de Trento; Administrador-rei D. Sebastião (1557- 1578) Ao ter apenas três anos e meio quando seu avô D. João III desapareceu e, ter direito a ocupar o governo das ordens por inerência de funções este é exercido por sua avó D. Catarina e pelo seu tio-avô o Cardeal Infante D. Henrique, até ter idade legal para assumir funções. Tomou o hábito da ordem de Cristo na igreja de São Vicente no Algarve no ano de 1573. À cntz da ordem acrescentou, mais tarde uma seta em veneração do mártir do qual herdou o nome. Usou essas vestes no capítulo geral da ordem realizado nesse ano em Santa Maria de Marvila, Santarém, onde segundo tudo indica fez aprovar a reforma elaborada no ano

- Bula da Instituição desta ordem e instrumento de ratificação que o rei D. Dinis em que esta bula esta incorporada;

- Bula pela qual o papa retirou aos mestres de estes irem em cada três anos visitar as igrejas de S. Pedro e S. Paulo em Roma;

- Regra de Calatrava dada à ordem de Cristo;

- Regra de Calatrava que foi acrescentada e tem algumas declarações mais que a primeira;

- Comfirmação da ordem de Calatrava do papa Alexandre III;

- Duas confirmações da mesma ordem, uma do papa Gregório VTII e outra do papa Inocêncio III;

- Posse dos bens e rendas que foram da ordem do Templo ao seu primeiro mestre da ordem de Cristo por carta do rei D. Dinis;

- Primeira constituição que fez o primeiro mestre desta ordem do assento do convento e número dos Comendadores e Cavaleiros e freires clérigos e outras cousas pertencentes à ordem;

- Outra constituição sobre o mesmo feita por D. João Lourenço segundo Mestre da Ordem;

- Constituição da guarda do selo da ordem;

- Bula por que foi tirado o capelo de que usavão os cavaleiros de Calatrava em cujo lugar lhe foi dada a cruz que ora usão;

- Que os cavaleiros desta ordem de usarão primeiro que os de Calatrava a cruz no peito;

- Dispensação que tiveram os de Calatrava para poderem usar panos de linho;

- Confirmação desta dispensação pelo papa Júlio II em que se dá e comuta as obrigações da dita ordem;

- Constituição para que os que pertencem à ordem de Cristo e estiverem ausentes com medo de reis e príncipes podem durante essa ausência usufruir dos frutos e rendas que a dita ordem tem;

- Estatuto por que se devia poder antes ainda de ser uma dispensação dos três quartos para todos os freires poderem dispor da terça parte dos seus bens pelas almas de todos os freires e benfeitores da ordem;

anterior; Cardeal-Rei D. Henrique (1578-1580); Filipe I (1580-1598); Filipe II (1598-1621); Filipe III (1621- 1640).

- Outro estatuto e constituição feita antes da dispensação dos três quartos para que pudessem os religiosos testar metade dos seus bens móveis adquiridos por respeito na ordem;

- Reforma feita pelo bispo de Viseu que foi primeiro bispo de Lamego;

- Dispensa que ouve pêra os da ordem poderem dispor de seus bens em vida e por sua morte em testamento pagando os três quartos de suas rendas e tenças;

- Breve em que o papa dispensa que os cavaleiros da ordem possão rezar as horas que são obrigados podem ser feitas a qualquer momento;

- Dispensa dada aos freires de Calatrava para poderem casar prometendo castidade conjugal;

- Dispensa para os freires da ordem de Cristo e de Avis poderem casar;

- Definições de Calatrava que o rei D. Manuel I mandou trazer e verter do latim para o português quando fez o seu segundo capítulo gerai no ano de 1503;

- Bula apostólica onde Júlio II confirma a reformação da ordem pelo bispo de Viseu e certos capítulos das definições feitas no capítulo geral da ordem;

- Bula do papa Leão X onde concede aos freires da ordem de Cristo que onde se encontrarem podem eleger confessores e receber o santo sacramento da eucaristia ainda que seja em dia de Páscoa;

- Definições que se fizerão no capítulo geral que o rei D. Manuel I celebrou no Convento de Tomar no ano de 1503;

Segunda parte

Conjunto de inquirições, declarações, doações, confirmações, sentenças, indulgências, cartas régias, forais, privilégios e bulas dados por sucessivos reis e pontífices à ordem do Templo e depois à ordem de Cristo. Importante para o estudo do património por dela fazer parte cada uma das vilas, lugares e igrejas que lhe pertenciam. A sua ordenação foi feita pelos títulos dos bispados onde se situavam essas propriedades.

Segue-se a respectiva tavoada: • Prefação e preâmbulos;

• Letreiro que está no muro que vem do Castelo pêra o Convento da vila de Thomar per que se mostra em que tempo se fez o castelo e quem o edificou;

• Inquirição que EIRey Dom Dinis mandou tirar da vila de Thomar sobre quem a fundara e outras coisas;

• Declaração de como o dito rei Dom Dinis fez saber pela dita inquirição se mostrava por escrituras autenticas;

• Que o rio da vila de Thomar que se chamava Nabão antes da destruição de Espanha se chamou depois de a terra ser ocupada de mouros, Thomar e deu nome à dita vila; • Instrumento de instituição da apelação de uma doação que o papa João XXII tinha

feito à vila de Thomar ao Cardeal Beltrando;

• Doação que fez EIRey Dom Afonso Henriques primeiro deste reino à ordem do Templo do castelo e terra de Tomar;

• Carta de doação por via de concórdia que o bispo e cabido da Sé de Lisboa fizerão à ordem do Templo do direito e jurisdição eclesiástica da terra do castelo de cera e terra de Tomar, se lhe pertencia e assi da Igreja de Santiago de Santarém;

• Confirmação apostólica desta concórdia e doação;

• Bula do papa Adriano para que as igrejas que forem edificadas em terras de Tomar e cera são imediatas à Sé Apostólica;

• Outra bula do papa Alexandre sobre o mesmo;

• Outra tal do papa Urbano. E acrescenta a capela de Santa Maria do Zêzere que também faz isenta;

• Sentença dada sobre a isenção das ditas igrejas em favor da ordem e Sé Apostólica; • Confirmação da dita sentença;

• Que a primeira igreja que edificarão os templários nesta terra de Tomar foi Santa Maria do Olival que antes da perdição de Espanha fora mosteiro da ordem de São Bento;

• Indulgência aplica aos que visitarem esta igreja em dia de Nossa Senhora da Assunção e na oitava;

• Outra indulgência apostólica aos que visitarem a mesma igreja a todallas festas de Nossa Senhora e suas oitavas;

• Instituição da capela de Dom Martins Gil em esta igreja e juntamente doação de bens pêra se sustentar;

• Instrumento per que se apartarão certos bens e direitos da mesa mestral na vila de Thomar e seu termo e se apropriarão ao Convento e vigararia da dita Igreja. E

certas comendas em lugar das pensões e mantimentos a dinheiro que tinhão nas rendas da dita mesa;

• Bula do papa Bonifácio que o dom prior do convento desta ordem institua o vigairo desta igreja de Tomar que há-de ser freire a apresentação do mestre;

• Foral primeiro dado aos moradores da vila de Tomar pelo Mestre dom Gualdim e cavaleiros da ordem do Templo;

• Que depois disto foi dado 2° foral em latim aos mesmos moradores da vila de Tomar pelo dito mestre e cavaleiros da ordem;

• Que este foral foi viciado pelos ditos moradores na parte que falava na jugada do pão, linho e vinho;

• Carta delRey Dom João per que manda dar ao mestre Dom Lopo Dias da torre do tombo de Lisboa o treslado do foral de Torres Novas que fora tresladado do verdadeiro da dita vila de Thomar;

• Foral de Torres Novas;

• Sentença per quem for julgado e dado o foral de Torres Novas por verdadeiro foral de Tomar;

• Sentença dada contra os moradores da dita vila per que forão julgadas a dia ordem as jugadas de pão, vinho e linho conforme o dito foral;

• Treslado do foral viciado pelos moradores da dita vila;

• Que depois se veio a pagar oitavo por jugada e assim se manda pagar no foral novo dado por Elrey dom Manuel;

• Que depois que a ordem do templo houve bens e direitos nestes reinos se vierão fazer cabeças nos lugares onde os tinhão a que chamavam casas dos lugares em que se fazião. E como os procuradores da Ordem do Templo se vierão depois de a chamar mestres, donde veio chamar-se o mestre de Jerusalém o grão Mestre;

• Foral dado pela ordem do Templo aos povoadores do Carvalhal e cera que ora pertencem à comenda de Pias;

• Carta de compra do olival que se chama do Pombal que esta em termo de Tomar para a ordem do Templo;

• Composição entre Santa Cruz de Coimbra e a ordem do Templo sobre os caneiros do Zêzere e bocaes e engenhos e barca onde se chama Alvarangel que pertence a comenda da alcaidaria-mor;

• Compre que fez a ordem de umas casas na vila de Tomar fora dos muros onde chamão balistenis;

• Compra de outras casas na dita vila na rua da cortedoura;

• Compra da herdade a que chamão Cerzedo em termo de Tomar que ora pertence a comenda das Pias;

• Carta de escambo de uma herdade aquém da ribeira de beselga termo de Tomar que foi dada a ordem por outra que tinha no freixal;

• Carta de venda que o comendador do Pombal fez ao comendador de Tomar de toda a herdade e caneiros e bocaes que a comenda de Pombal tinha nas ribas do Zêzere que é Alvarangel termo de Tomar;

• Sentença dada por EIRey Dom Dinis entre a ordem e povo da dita vila sobre certas duvidas pela qual se julgarão os direitos dos fornos a ordem e os lagares de azeite e outras coisas;

• Sentença da relação per que se julga que o povo da dita vila dê de comer aos lagareiros e outras coisas que se costumavão dar antes do foral delRey dom Manuel;

• Doação da quinta das pias com suas pertenças cabeça que ora é da comenda das Pias;

• Feira franca concedida à vila de Tomar;

• Carta de licença que deu elRey dom João o primeiro a se filho o Infante D. Henrique para dar em escambo as suas terras da Reigada e Pereiro e umas casas que tinha em Lisboa a ordem por outros bens em Tomar para o aplicar ao hospital que aí o queria fazer;

• Indulgência apostólica aos que visitarem a igreja do convento de Tomar em dia de Santiago;

• Sentença dada entre a ordem e a vila de Tomar sobre os direitos da alcaidaria mor; • Transação e concerto feito entre o mestre da ordem e os tabeliões de Tomar sobre