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7.9 Outras informações relevantes País 2008 2009 2010 2011 2012 (E)

Brasil... 414 530 655 405 500 Austrália... 869 954 875 695 700 Estados Unidos... 107 58 91 191 225 Nova Zelândia... 17 13 27 34 30 U.E-27... 376 403 623 811 600 México... 738 980 1.261 1.435 1435 Canadá... 1.598 1.067 1.065 696 700 Uruguai... 169 207 227 175 225 Colômbia... 9 5 24 61 200 China... 33 29 36 32 33 Ucrânia... 2 4 0 4 4 Outros ... 95 109 2 1 1 Mundo... 4.427 4.359 4.886 4.540 4.653 ______________

Fonte: USDA - United States Department of Agriculture. E=Estimativa.

Exportação de Gado (1.000 cabeças)

Importações

A Rússia é atualmente a maior importadora de carne bovina no mundo, seguidos de EUA, Japão e Coreia do Sul. E os EUA lideram as importações de gado, seguidos de Venezuela, Rússia e China. As tabelas abaixo demonstram as evoluções das importações de carne bovina e gado entre 2008 e 2011 e uma estimativa das importações de carne bovina em 2012:

7.9 - Outras informações relevantes

País 2008 2009 2010 2011 2012 (E) EUA... 1.151 1.191 1.042 933 1.114 Rússia... 1.228 1.053 1.075 1.130 1.145 Japão... 659 697 721 745 756 Vietnam... 200 270 223 350 400 Coréa do Sul... 295 315 366 431 390 U.E-27... 466 497 437 366 360 Venezuela... 320 250 143 200 325 México... 408 322 296 265 300 Canadá... 230 247 243 282 280 Egito... 166 180 260 217 230 Arábia Saudita... 112 119 158 180 195 Outros... 1.773 1.700 1.951 1.891 1.855 Mundo... 7.008 6.841 6.915 6.990 7.350 _____________

Fonte: USDA - United States Department of Agriculture. E = Estimativa. País 2008 2009 2010 2011 2012 (E) EUA... 2.284 2.002 2.284 2.107 2.050 Venezuela... 306 407 612 320 500 Rússia... 58 49 38 95 100 China... 15 47 85 91 97 Egito... 17 45 140 70 95 Canadá... 49 54 56 73 60 México... 90 20 25 16 20 Brasil... 70 65 68 5 15 Japão... 20 16 16 12 13 Ucrânia... 3 2 1 3 3 Bielorrússia... 1 0 1 1 1 Outros... 135 106 1 2 1 Mundo... 3.048 2.813 3.327 2.795 2.955 _______________

Fonte: USDA - United States Department of Agriculture. E = Estimativa.

Importações de Carne Bovina (1.000 toneladas eq carcaça)

Importação de Gado (1.000 cabeças)

Encefalopatia Espongiforme Bovina ("BSE")

O padrão de consumo de carne bovina é, e continuará a ser, influenciado pelas questões de segurança de alimentos. A primeira crise de BSE teve início em março de 1996 quando o governo britânico anunciou uma ligação entre a BSE e uma doença que afeta os humanos, a Doença de Creutzfeldt-Jakob. Essa descoberta causou uma redução imediata no consumo mundial de carne bovina. Diversas medidas foram introduzidas para controlar a difusão da BSE entre o gado e para minimizar o risco de exposição humana. Essas medidas de controle incluíram o regime OTMS (Over Thirty Months

7.9 - Outras informações relevantes

Scheme, ou plano de abate de cabeças de gado com mais de 30 meses) que envolveu a compra e a destruição de todo o

rebanho de gado do Reino Unido com mais de 30 meses de idade, o programa CAPS (Calf Processing Aid Scheme, ou Plano de Ajuda ao Processamento de Carne de Vitelo), que envolveu a destruição de vitelos da União Européia com menos de 20 dias de idade, a medida Selective Cull, ou abate seletivo, que exigiu a morte do gado com maior risco de BSE, e os planos de identificação e a possibilidade de rastreamento do gado. A luta européia contra a BSE continua a adversamente impactar a indústria de carne bovina européia, uma vez que o consumo per capita na Europa tem sido reduzido a cada ano desde 2001. A BSE está ligada ao gado que é alimentado com ração com base animal. O Brasil nunca registrou um caso de BSE em território nacional, já que produz animais a pasto que, quando suplementados, o são com produtos ou subprodutos da agricultura. De acordo com a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o status sanitário do Brasil para a BSE é o de risco negligenciável (Negligible BSE Risk), assim como o de outros grandes players do mercado, como Austrália, Uruguai e Argentina. Os Estados Unidos, por sua vez, são detentores do status de risco controlado (Controlled BSE Risk), ou seja, possuem status inferior ao do Brasil. O Brasil é considerado um país livre de BSE e visto como menos vulnerável à doença em virtude de utilizar a criação extensiva como método de criação do gado, alimentado com rações à base de vegetais sem subprodutos animais. Em decorrência das preocupações relativas à BSE, as receitas geradas pelas empresas americanas de carne bovina decorrentes de subprodutos sofreram uma redução ao longo dos últimos anos, principalmente em razão das restrições severas aplicáveis à produção de embutidos. Na União Européia, aproximadamente 36% do peso médio do gado não é processado e vendido como subproduto. As unidades industriais menores de produção de carne bovina na Austrália e Argentina não possuem a escala ou know-how necessários para se beneficiarem das vendas de subprodutos.

Restrições Sanitárias e Restrições Comerciais

O mercado internacional de carne bovina está dividido entre o bloco Pacífico (América do Norte e América Central, Austrália e Nova Zelândia e Oriente) e o bloco Atlântico (Europa, África, Oriente Médio e América do Sul). Esta divisão não só reflete os acordos históricos e geográficos, mas também determinados critérios sanitários. O bloco Pacífico proíbe a importação de carne bovina (exceção feita aos produtos industrializados, pré-cozidos) de países ou regiões onde há programas ativos de vacinação contra a febre aftosa. A Europa permite as importações de carne bovina in natura de certas regiões de países que foram afetados pela febre aftosa se tais regiões não tiverem sido diretamente afetadas. Entretanto, a União Europeia restringiu a importação de carne bovina tratada com hormônios e anabolizantes. Consequentemente, a carne bovina norte-americana, que é tratada com hormônios de crescimento, foi por muito tempo banida pela União Europeia, sob a alegação de riscos à saúde. Atualmente, ela tem acesso à União Europeia através de um sistema que assegura que a carne que está sendo encaminhada à Europa não recebeu hormônios de crescimento; logicamente, portanto, que esse volume é relativamente pequeno. No Brasil não são utilizados hormônios de crescimento na criação do gado e, consequentemente, o Brasil e a Argentina podem se beneficiar de qualquer ampliação das barreiras existentes da União Europeia à carne bovina proveniente dos Estados Unidos.

Após a implementação deste novo sistema de auditoria, que adicionou a chamada lista Trace ao Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina ("SISBOV"), poucas fazendas brasileiras estavam preparadas para atender as severas exigências para sua certificação pelo SISBOV ou a certificação Estabelecimento Rurais Aprovados pelo SISBOV ("ERAS"). De toda forma, depois de um período de adaptação, a quantidade de empresas/fazendas aptas a atender a UE voltou a crescer, aumentando significativamente o volume das exportações de carne bovina do Brasil para a União Europeia. No primeiro mês após a implementação deste novo sistema de auditoria, 106 fazendas brasileiras atenderam suas exigências severas, em comparação a 1.862 fazendas em setembro de 2012, um aumento de quase 1.756%.

7.9 - Outras informações relevantes

A Indústria Brasileira de Carne Bovina

Com uma estimativa de 197 milhões de cabeças de gado em 2012, de acordo com o levantamento do USDA, o Brasil possui o segundo maior rebanho de gado do mundo para fins comerciais. A Índia possui o maior rebanho de gado no mundo, mas boa parte não tem fins comerciais.

Além do aumento do volume de carne bovina produzido, a indústria de carne bovina brasileira teve um aumento significativo da qualidade de seus produtos. A Companhia acredita que o aumento desta qualidade resultou na maior participação dos produtos de carne bovina brasileiros entre as exportações globais.

O aumento da participação das exportações brasileiras de carne bovina decorreu não só do crescimento do volume de carne bovina exportada pelas empresas brasileiras, mas também em razão da redução da participação das exportações de carne bovina de países e regiões tradicionais na exportação de carne bovina, como os Estados Unidos, Austrália, Canadá e União Européia, os quais, por diversos motivos, sofreram reduções nos volumes de carne bovina exportada.

Nos últimos 15 anos, a indústria brasileira de carne bovina tem enfrentado um intenso processo de internacionalização e as exportações brasileiras de carne bovina aumentaram de menos de 10% da produção nacional no início da década de 1990 para aproximadamente 16,4% em 2011, de acordo com estimativas da Companhia e dados do Foreign Agricultural Service. As exportações brasileiras de carne bovina ganharam representatividade como resultado:

 da melhoria do status sanitário brasileiro (hoje mais de 80% do rebanho está em áreas livres de febre aftosa);

 do aumento da produtividade no setor de carne bovina brasileiro;

 do maior número de campanhas de marketing e propaganda;

 de um aumento do número de destinatários das exportações;

 de uma redução nas barreiras sanitárias e comerciais; e

 de problemas de ordem econômica ou climática que acometeram importantes países concorrentes ao longo dos últimos anos.

O custo de terra no Brasil é em geral significativamente mais baixo em comparação aos Estados Unidos e Europa. Além disso, no Brasil estão disponíveis mais áreas de pastagem em comparação aos demais principais países produtores de carne bovina, permitindo aos criadores de gado brasileiros utilizaram a criação extensiva em oposição às práticas de confinamento utilizadas nos Estados Unidos, Canadá e países da União Europeia. Ainda, o custo de alimentação do gado no Brasil é em geral mais baixo do que nos demais principais países produtores de carne bovina, uma vez que a pastagem é mais barata do que a ração vegetal. Estes fatores contribuem para os custos de criação de gado significativamente mais baixos no Brasil, em comparação aos demais principais mercados produtores de carne bovina.

7.9 - Outras informações relevantes

O Brasil oferece várias vantagens competitivas para a produção de carne bovina em comparação aos seus concorrentes no mercado internacional, incluindo:

Baixos Custos de Produção: O Brasil conta, em geral, com um dos mais baixos custos para a produção de carne bovina entre os maiores produtores globais, aproximadamente 20% mais baixos do que os custos equivalentes nos Estados Unidos.

Elevado Potencial de Crescimento: O Brasil atualmente possui o maior rebanho bovino comercial do mundo, com aproximadamente 190 milhões de cabeças e uma das menores taxas de abate. Apesar da produção brasileira de carne bovina estar vivenciando um crescimento significativo, o aumento do uso de tecnologia é uma oportunidade para alcançar resultados ainda mais expressivos. Por exemplo, segundo dados do USDA, o rebanho bovino brasileiro aumentou 8,8% entre 2008 e 2011. Esse ganho de produtividade resultou, entre outros fatores, dos aperfeiçoamentos genéticos e modernas técnicas de manuseio.

Práticas de Prevenção de Doenças: Diferentemente da maioria dos principais produtores de carne bovina (incluindo os Estados Unidos, a União Europeia e a Austrália), o gado brasileiro alimenta-se de pastagem, que é visto como um fator que elimina o risco de um surto de BSE no gado brasileiro.

Vantagens Qualitativas: A carne bovina brasileira caracteriza-se pelo seu baixo teor de gordura e por não utilizar hormônios de crescimento, os quais são os principais fatores utilizados no marketing da carne bovina brasileira, principalmente para as nações industrializadas.

O Brasil tem um grande mercado interno, o qual atualmente consome mais de 80% da produção de carne bovina do país. As vendas internas aumentam a receita, através da otimização da qualidade e lucratividade das carcaças.

A tabela abaixo ilustra a evolução da produção de carne bovina brasileira, do consumo interno, das exportações e importações em milhões de toneladas:

1.000 ton eq. Carcaça 2008 2009 2010 2011 2012(E)

Produção... 9.024 8.935 9.115 9.030 9.210 Exportação... 1.801 1.596 1.558 1.340 1.350

Consumo doméstico... 7.252 7.374 7.592 7.730 7.920

_______________

Fonte: USDA - United States Department of Agriculture. E = Estimativa.

Carne Bovina - Brasil

Segundo o USDA, espera-se que o Brasil exporte 1.394 mil toneladas de carne bovina em 2012.

O gráfico abaixo demonstra os principais mercados externos para a carne bovina brasileira no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011:

7.9 - Outras informações relevantes

Fonte: Secretaria de Comércio Exterior (SECEX)

O aumento do uso de tecnologia na pecuária contribui para a redução da sazonalidade dos fornecimentos de carne bovina e, consequentemente, maior estabilidade de preço. A maior estabilidade de preço, por sua vez, permite o melhor planejamento da produção, uma vez que as empresas podem se basear em preços e quantidades estáveis de matérias-primas, conferindo, desta forma, ao Brasil uma participação maior no mercado mundial exportador de carne bovina.

Controle Sanitário e Controle de Qualidade

A segurança alimentar é essencial e fundamental para a Companhia, em que além dos controles sanitários triviais a indústria de alimentos, como presença permanente do Serviço de Inspeção Federal e participação no PNCR - Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (programa federal de inspeção e fiscalização de alimentos que usa verificar a presença de resíduos de substancias químicas potencialmente nocivas a saúde do consumidor), a Companhia tem também implementado o seu próprio programa de controle de resíduos químicos que tem por objetivo identificar os possíveis perigos químicos oriundos dos animais ainda na fazenda e que podem gerar resíduos no produto acabado e consequentemente atingir o consumidor final. A Companhia trabalha na implementação deste programa com o objetivo de garantir a qualidade da carne dentro da cadeia alimentar desde sua origem.

Ainda dentro do objetivo da segurança alimentar a empresa possui certificações reconhecidas pelo GFSI - Global Food Safety Initiative, como é o caso da certificação BRC, uma norma global de segurança alimentar que uma vez obtida possibilita a empresa demostrar seu nível de competência em matéria de Higiene, Segurança Alimentar e Sistemas de Qualidade.

Minerva - Visão Geral

A Companhia é um dos líderes brasileiros na produção e comercialização de carne bovina in natura resfriada e congelada, produtos proteicos industrializados (incluindo produtos industrializados de carne bovina, suína e aves), gado vivo e

Rússia 24,4% Irã 16,6% Egito 10,0% Venezuela 9,1% Hong Kong 7,9% Chile 4,8% Outros 27,2%