31.12.2017 31.12.2016
Obrigações legais (Nota 26.h1) (1) 6.571.673 6.571.673
Impostos e contribuições sobre lucros a pagar 1.318.776 4.948.017
Passivo fiscal diferido (Nota 23.d) 2.233.699 2.096.467
Provisão para impostos e contribuições sobre lucros 419.181 480.083
Impostos e contribuições a recolher 1.139.699 1.684.459
Total 11.683.028 15.780.699
Passivo circulante 10.771.985 15.033.759
Passivo não circulante 911.043 746.940
(1) A provisão para atualização de depósito judicial classificada em "Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias - Obrigações legais" foi reclassificada para "Outras Obrigações - Diversas – Obrigações legais – Provisão para riscos fiscais", conforme Carta-Circular Bacen nº 3.782/2016.
b) Fundos Financeiros e de Desenvolvimento
31.12.2017 31.12.2016
Marinha Mercante 8.428.862 8.190.785
Pasep (1) 4.285.088 2.632.348
Fundo de Desenvolvimento do Nordeste - FDNE 2.009.071 2.070.560
Fundo de Desenvolvimento do Centro Oeste - FDCO 1.175.704 893.803
Fundos do Governo do Estado de São Paulo 776.541 761.340
Fundo Nacional de Aviação Civil - FNAC 55.989 64.926
Outros 63.495 176.763
Total 16.794.750 14.790.525
Passivo circulante 9.339.505 9.055.620
Passivo não circulante 7.455.245 5.734.905
(1) O Banco é administrador do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), garantindo rentabilidade mínima equivalente à Taxa de Juros de Longo Prazo - TJLP.
c) Dívidas Subordinadas
Captações Valor Emitido Remuneração a.a. Data Captação Vencimento 31.12.2017 31.12.2016 Banco do Brasil
Recursos FCO – Fundo Constitucional do Centro-Oeste 27.870.141 25.237.153
Recursos aplicados (1)
26.276.745 22.219.924
Recursos disponíveis (2) 1.593.396 3.017.229
Dívidas Subordinadas no Exterior 9.826.030 9.668.175
USD 660.000 5,38% 2010 2021 2.232.252 2.197.183 USD 1.500.000 5,88% 2011 2022 5.059.991 4.977.616 USD 750.000 5,88% 2012 2023 2.533.787 2.493.376
Letras Financeiras Subordinadas 25.679.955 27.100.626
2.055.100 111,00% do CDI 2011 2017 -- 3.918.702 4.844.900 111,50% do CDI 1,06% a 1,11% + CDI 5,24% a 5,56% + IPCA Pré 10,51% 2012 2018 8.923.941 8.120.026 215.000 112,00% do CDI 2012 2019 408.542 367.374 4.680.900 111,00% do CDI 2013 2019 8.400.751 7.561.372 150.500 112,50% do CDI 5,45% + IPCA 2012 2020 286.248 258.947 377.100 112,00% a 114,00% do CDI 2014 2020 586.670 526.593 163.523 112,00% a 114,00% do CDI 2014 2020 261.465 234.894 1.594.580 113,00% a 115,00% do CDI 2014 2021 2.462.830 2.208.470 2.273.804 113,00% a 115,00% do CDI 2014 2021 3.688.487 3.309.117 400.000 8,08% + IPCA 2014 2022 661.021 595.131
Total das Dívidas Subordinadas do Banco do Brasil 63.376.126 62.005.954
Valores eliminados na consolidação (33.828) (30.203)
Total das Dívidas Subordinadas (3)(4) 63.342.298 61.975.751
Passivo circulante 9.168.341 4.158.742
Passivo não circulante 54.173.957 57.817.009
(1) Remunerados pelos encargos pactuados com os mutuários, deduzido o del credere da instituição financeira, conforme artigo 9º da Lei n.º 7.827/1989. (2) Remunerados com base na taxa extramercado divulgada pelo Banco Central do Brasil (Bacen), conforme artigo 9º da Lei n.º 7.827/1989.
(3) O montante de R$ 39.523.718 mil (R$ 40.181.808 mil em 31.12.2016) compõe o nível II do Patrimônio de Referência (PR).
(4) Inclui o montante de R$ 7.660.472 mil, referente a dívidas subordinadas registradas no grupamento Instrumentos de Dívida Elegíveis a Capital.
d) Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida
Captações Valor Emitido(1) Remuneração
a.a. Data Captação 31.12.2017 31.12.2016 Bônus Perpétuos USD 1.498.500 8,50% 10/2009 5.032.780 4.954.884 USD 1.398.727 9,25% 01 e 03/2012 4.800.902 4.731.512 USD 1.988.000 6,25% 01/2013 6.641.984 6.539.293 R$ 8.100.000 5,50%(2) 09/2012 8.197.342 8.175.552 USD 2.169.700 9,00% 06/2014 7.176.685 7.065.637
Total Banco do Brasil 31.849.693 31.466.878
Valores eliminados na consolidação (30.615) (1.252)
Total reclassificado para o Patrimônio Líquido (Nota 22.c) (8.100.000) (8.100.000)
Total Consolidado 23.719.078 23.365.626
Passivo circulante 283.071 279.308
Passivo não circulante 23.436.007 23.086.318
(1) Refere-se, nas captações em dólar, ao outstanding value, uma vez que ocorreram recompras parciais desses instrumentos. (2) A partir de 28.08.2014 a remuneração passou a ser integralmente variável (Nota 22.c).
Do total dos bônus perpétuos, o montante de R$ 22.907.900 mil compõe o Patrimônio de Referência – PR (R$ 22.565.112 mil em 31.12.2016), sendo o montante de R$ 18.111.300 mil registrado no grupamento Instrumentos de Dívida Elegíveis a Capital (Nota 28.b).
Os bônus emitidos em outubro de 2009, no valor de USD 1.500.000 mil (outstanding value USD 1.498.500 mil), têm opção de resgate por iniciativa do Banco a partir de 2020 ou em cada pagamento semestral de juros subsequente, desde que autorizado previamente pelo Banco Central do Brasil (Bacen). Caso o Banco não exerça a opção de resgate em outubro de 2020, os juros incidentes sobre os títulos serão corrigidos nessa data para 7,782% mais o preço de negociação dos Títulos do Tesouro Norte-Americano de dez anos. A partir dessa data, a cada dez anos, os juros incidentes sobre os títulos serão corrigidos levando-se em consideração o preço de negociação dos Títulos do Tesouro Norte-Americano de dez anos.
Os bônus emitidos em janeiro e março (reabertura) de 2012, nos valores de USD 1.000.000 mil (outstanding value USD 650.000 mil) e USD 750.000 mil (outstanding value USD 748.727 mil), respectivamente, e os bônus emitidos em janeiro de 2013, no valor de USD 2.000.000 mil (outstanding value USD 1.988.000 mil), tiveram, em 27.09.2013 seus termos e condições alterados com a finalidade de ajustá-los às regras da Resolução CMN n.° 4.192/2013 do Bacen, que regulamenta a implementação de Basileia III no Brasil. As alterações entraram em vigor em 01.10.2013, quando os instrumentos foram submetidos ao Bacen para a obtenção de autorização para integrarem o Capital Complementar (Nível I) do Banco. A autorização foi concedida em 30.10.2013.
Os bônus emitidos em junho de 2014, no valor de USD 2.500.000 mil (outstanding value USD 2.169.700 mil), têm opção de resgate por iniciativa do Banco a partir de 18.06.2024 ou em cada pagamento semestral de juros subsequente, desde que autorizado previamente pelo Banco Central do Brasil. Caso o Banco não exerça a opção de resgate em junho de 2024, os juros incidentes sobre os títulos serão corrigidos nessa data para 6,362% mais o preço de negociação dos Títulos do Tesouro Norte-Americano de dez anos.
Caso o Banco não exerça a opção de resgate em abril de 2023 para os bônus emitidos em 2012, em abril de 2024 para os bônus emitidos em 2013, e em junho de 2024 para os bônus emitidos em 2014, a taxa de juros dos títulos será redefinida naquela data e a cada dez anos de acordo com os Títulos do Tesouro Norte-Americano de dez anos vigente na época mais o spread inicial de crédito. Os títulos apresentam as seguintes opções de resgate, sujeitas a autorização prévia do Bacen:
(i) o Banco poderá, a seu critério, resgatar os títulos no todo, mas não em parte, em abril de 2023 para os bônus emitidos em 2012, em abril de 2024 para os bônus emitidos em 2013, e em junho de 2024 para os bônus emitidos em 2014 ou em cada pagamento semestral de juros subsequente, pelo preço base de resgate; (ii) o Banco poderá, a seu critério, resgatar os títulos no todo, mas não em parte, após cinco anos da data de
emissão desde que anterior a abril de 2023 para os bônus emitidos em 2012, a abril de 2024 para os bônus emitidos em 2013 e a junho de 2024 para os bônus emitidos em 2014, em função de evento tributário, pelo preço base de resgate;
(iii) o Banco poderá, a seu critério, resgatar os títulos no todo, mas não em parte, após cinco anos da data de emissão e desde que anterior a abril de 2023 para os bônus emitidos em 2012 e em abril de 2024 para os bônus emitidos em 2013, em função de evento regulatório, pelo maior valor entre o preço base de resgate e o Make-whole amount;
(iv) o Banco poderá, a seu critério, resgatar os títulos no todo, mas não em parte, após cinco anos da data de emissão desde que anterior a junho de 2024 para os bônus emitidos em 2014, em função de evento regulatório, pelo preço base de resgate.
Os bônus emitidos em outubro de 2009 determinam que o Banco suspenda os pagamentos semestrais de juros e/ou acessórios sobre os referidos títulos emitidos (que não serão devidos, nem acumulados) caso:
(i) o Banco não esteja enquadrado ou o pagamento desses encargos não permita que esteja em conformidade com os níveis de adequação de capital, limites operacionais ou seus indicadores financeiros estejam abaixo do nível mínimo exigido pela regulamentação aplicável a bancos brasileiros;
(ii) o Bacen ou as autoridades regulatórias determinem a suspensão dos pagamentos dos referidos encargos; (iii) algum evento de insolvência ou falência ocorra;
(iv) alguma inadimplência ocorra; ou
(v) o Banco não tenha distribuído o pagamento de dividendos ou juros sobre o capital próprio aos portadores de ações ordinárias referentes ao período de cálculo de tais juros e/ou acessórios.
Os bônus emitidos em janeiro e março de 2012, em janeiro de 2013 e em junho de 2014 determinam que o Banco suspenda os pagamentos semestrais de juros e/ou acessórios sobre os referidos títulos emitidos (que não serão devidos, nem acumulados) caso:
(i) os lucros distribuíveis no período não sejam suficientes para a realização do referido pagamento (condição discricionária para o Banco);
(ii) o Banco não esteja enquadrado ou o pagamento desses encargos não permita que esteja em conformidade com os níveis de adequação de capital, limites operacionais ou seus indicadores financeiros estejam abaixo do nível mínimo exigido pela regulamentação aplicável a bancos brasileiros;
(iii) o Bacen ou as autoridades regulatórias determinem a suspensão dos pagamentos dos referidos encargos; (iv) algum evento de insolvência ou falência ocorra;
(v) alguma inadimplência ocorra.
De acordo com as regras de Basileia III, os bônus emitidos em janeiro e março de 2012, em janeiro de 2013 e em junho de 2014, contam com mecanismos de “absorção de perdas” (loss absorption). Além disso, caso o item (i) ocorra, o pagamento de dividendos pelo Banco aos seus acionistas ficará limitado ao mínimo obrigatório determinado pela legislação aplicável até que os pagamentos semestrais de juros e/ou acessórios sobre os referidos títulos tenham sido retomados integralmente. Por fim esses bônus serão extintos de forma permanente e em valor mínimo correspondente ao saldo computado no capital de Nível I do Banco caso:
(i) o capital principal do Banco for inferior a 5,125% do montante dos ativos ponderados pelo risco (RWA); (ii) seja tomada a decisão de fazer uma injeção de capital do setor público ou suporte equivalente ao Banco, a
fim de manter o Banco em situação de viabilidade;
(iii) o Bacen, em avaliação discricionária regulamentada pelo CMN, determinar por escrito a extinção dos bônus para viabilizar a continuidade do Banco.
e) Diversas
31.12.2017 31.12.2016
Operações com cartão de crédito/débito 23.672.221 21.471.614
Passivos atuariais (Nota 25.e) 11.919.681 12.527.486
Obrigações legais – Provisão para riscos fiscais (Nota 26.h1) (1)
9.896.620 8.869.908
Provisões para demandas cíveis (Nota 26.e1) 6.688.078 6.866.370
Credores diversos no país 4.278.963 9.018.741
Provisões para pagamentos a efetuar 4.381.230 6.236.436
Recursos vinculados a operações de crédito 2.422.714 4.523.775
Provisões para demandas trabalhistas (Nota 26.e1) 2.632.570 2.487.096
Obrigações de pagamento em nome de terceiros 1.963.031 1.815.374
Obrigações por convênios oficiais 1.470.938 1.217.719
Credores por recursos a liberar 794.139 434.927
Obrigações por prêmios concedidos a clientes por fidelidade 551.458 637.623
Obrigações por operações vinculadas a cessão 496.365 612.132
Obrigações por aquisição de bens e direitos 348.059 470.607
Provisão para demandas fiscais (Nota 26.e1) (2)
254.935 707.536
Provisões para garantias prestadas (Nota 19.f) 202.547 442.300
Provisões para perdas com o Fundo de Compensação de Variação Salarial - FCVS 197.710 159.601
Credores diversos no exterior 673.470 1.091.924
Credores por antecipação de valor residual 195.504 285.631
Outras 1.521.669 632.240
Total 74.561.902 80.509.040
Passivo circulante 60.085.225 74.911.195
Passivo não circulante 14.476.677 5.597.845
(1) Refere-se a provisão para atualização de depósito judicial, conforme Carta-Circular Bacen n.º 3.782/2016.
(2) Conforme Carta-Circular Bacen n º 3.782/2016, a rubrica "Provisão para demandas fiscais" foi reclassificada de "Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias" para "Outras Obrigações - Diversas".
f) Garantias Financeiras
31.12.2017
Valores Garantidos Provisão
Vinculadas a licitações, leilões, prestação de serviços ou execução de obras 1.232.766 55.070
Aval ou fiança em processos judiciais e administrativos de natureza fiscal 994.495 53.702
Vinculadas à distribuição de TVM por oferta pública 32.000 --
Vinculados ao fornecimento de mercadorias 37.377 2
Outras garantias financeiras prestadas (1) 805.766 89.943
Outras fianças bancárias 857.046 3.830
Vinculadas ao comércio internacional de mercadorias 6.994 --
Outros avais 397 --
Total 3.966.841 202.547
(1) Refere-se, principalmente, a garantias prestadas em moeda estrangeira.
As operações de garantias financeiras prestadas são avaliadas através dos modelos de classificação de risco de operações vigentes na instituição, no mesmo formato das operações de crédito, as quais seguem os preceitos das Resoluções CMN nº 2.682 e nº 2.697, divulgadas em 21.12.1999 e 24.02.2000, respectivamente, que estabelecem os critérios de classificação das operações de crédito e as regras para constituição de Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD).
A classificação de risco das operações é realizada mediante a aplicação de metodologias desenvolvidas que consideram as características dos clientes, das operações e garantias. O resultado final da classificação é a atribuição de risco conforme escala constante na Resolução CMN nº 2.682, que define o percentual de provisão que deve ser alocada à operação.