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Ao longo desta investigação procurou-se encontrar e explorar, da melhor forma possível, uma série de autores (com carreira jornalística) cujas suas escritas não-ficcio- nais têm todas as condições para serem considerados como imprescindíveis momentos da história do jornalismo literário português. Os nomes considerados neste estudo foram alvo de escrutínio pelo investigador, na procura de compreender se estes se enquadram nos parâmetros deste género que foi continuamente explorado nesta Dissertação.

Ainda assim, ao escolher alguns nomes para serem alvo de estudo, é normal que outros não sejam considerados. A não presença dos mesmos, nesta Dissertação, deve-se tanto a uma opção metodológica, como à ignorância do investigador. Para justificar esta natural “falta”, apresenta-se então uma justificação plausível (em jeito de defesa), e que se pode dividir em três partes: Primeiro, não se referiu o máximo de nomes possíveis porque esta dissertação não pretende ser uma “historiografia do género”, nem uma espécie de “dicionário” que aponte os vários nomes que se podem inserir no jornalismo literário (qualquer lista que possa advir de uma investigação do género, deve em si mesma ser inclusiva, trazendo para si mais nomes e novos autores, e não exclusiva, como se se tratasse apenas de um “grupo restrito”); Segundo, porque como qualquer investigação, foram feitas várias opções, e os autores aqui investigados foram escolhidos por razões de raciocínio e metodologia, encaixando-se na narrativa desta investigação que tinha como objectivo explorar a temática, não só na sua relevância nacional como internacional; e, Terceiro, porque se esta investigação por momentos parece ambicionar para si o poder de ditar “Quem é que é jornalista literário ou não?”, a verdade é que mais depressa o investigador se sente confortável com a ideia de conse- guir, em parte, responder à pergunta “Quem é que não é jornalista literário e porquê?”.

Assim, os autores que se seguem são, na visão do investigador, nomes que mere- cemserreferidos;mas,acimadetudo,quemerecemserinvestigadosnãosónosparâmet- rosdojornalismoliterário,maspelosseusescritosnão-ficcionais.Destaforma,servees- te anexo quase como uma “confissão do investigador”, que tendo referido muitos auto- res nesta Dissertação, encontrou também muitos outros que gostaria de ver investigados no futuro e que aqui os salienta cronologicamente e de forma bibliográfica e indicativa.

Sobre as invasões Francesas e os relatos verídicos da época em Portugal: Terenas, G. G. (2000). O Portugal da Guerra Peninsular. Lisboa: Colibri.

Terenas, G. G. (2013). Entre a História e a Ficção. Lisboa: Caleidoscópio.

Sobre Eça de Queirós e a importância dos autores do fim do Século XIX:

Sousa, J. P. (2008). Uma história do Jornalismo em Portugal até ao 25 de Abril

de 1974. Universidade Fernando Pessoa e Centro de Investigação Media & Jornalismo

Obra de Almeida Garret 209, a ter em consideração em estudos futuros: Garrett, A. (1846). Viagens na minha Terra. Lisboa: Livraria Civilização.

Obra de Teixeira de Vasconcelos, a ter em consideração em estudos futuros: Vasconcelos, T. (1863). Viagens na Terra Alheia. Lisboa: Typ. do Futuro.

Obra de Aquilino Ribeiro, a ter em consideração em estudos futuros: Ribeiro, A. (1958). Quando os Lobos Uivam. Lisboa: Bertrand.

Obra de Henrique Galvão, a ter em consideração em estudos futuros: Galvão, H. (1961-1974). O Assalto ao “Santa Maria”. Lisboa: Delfos.

Obra de Hugo Rocha, a ter em consideração em estudos futuros:

Rocha, H. (1963). Encontros com a Galiza. Volume 1 e 2. Porto: Galaica.

209 Baptista-Bastos, na entrevista elaborada por Fátima Lopes Cardoso, na obra Jornalistas-Escritores: A

Necessidade da Palavra (2012), refere na pág. 150 uma interessante visão sobre a obra de Garret: “Por

exemplo, o que é As Viagens na Minha Terra, do Garret? É uma intensíssima reportagem. (…) O Garret é o introdutor do new journalism, apesar de atribuírem aquilo ao Tom Wolfe.”

Obra de Artur Maciel, a ter em consideração em estudos futuros: Maciel, A. (1963). Angola Heróica. Amadora: Bertrand.

Obras de Álvaro Guerra, a ter em consideração em estudos futuros: Guerra, A. (1973). O Capitão Nemo e Eu. Lisboa: Dom Quixote.

Guerra, A. (2010). Café República – Folhetim do mundo vivido em Vila Velha. Lisboa: BIS.

Obra de Ruy Belo, a ter em consideração em estudos futuros: Belo, R. (1998). País Possível. Lisboa: Presença.

Obra de Jorge de Sena, a ter em consideração em estudos futuros: Sena, J. (2009). Sinais de Fogo. Lisboa: Guimarães Editores.

Obras de José Saramago, a ter em consideração em estudos futuros: Saramago, J. (1998). A Noite. Lisboa: Caminho.

Saramago, J. (2000). O Ano da Morte de Ricardo Reis. Lisboa: Caminho.

Saramago, J. (2002). Memorial do Convento. Lisboa: Caminho.

Obras de José Rodrigues dos Santos, a ter em maior consideração em estudos futuros:

Santos,J.R.(2001).CrónicadeGuerra–daCrimeiaaDachau.Lisboa:Gradiva.

Santos, J. R. (2002). A Verdade da Guerra – da Subjectividade, do Jornalismo e

da Guerra. Lisboa: Gradiva.

Obra de Fernando Assis Pacheco, a ter em maior consideração em estudos futuros:

Pacheco, F. A. (2005). Memórias de um Craque. Lisboa: Assírio & Alvim.

Estudos sobre a evolução do Folhetim e da relação Literatura-Jornalismo:

Rodrigues, E. (1998). Mágico Folhetim – Literatura e Jornalismo em Portugal.

Lisboa: Editorial Notícias.

Estudos sobre José Saramago, ver:

Silva, T. C. (1989). José Saramago – Entre a História e a Ficção: Uma saga de Portugueses. Lisboa: Dom Quixote.

Estudos sobre Álvaro Guerra, Ruy Belo e José Saramago, ver:

Carvalho, J. J. (2002). Álvaro Guerra, Ruy Belo e José Saramago: O papel da

literatura na emancipação ética do Real. Dissertação de Mestrado em Estudos Portugueses. Universidade Aberta.

Estudos sobre António Augusto Teixeira de Vasconcelos:

Duarte, R. M. (2003). O Jornalismo e a Narrativa de viagens de António

Augusto Teixeira de Vasconcelos. Dissertação de Mestrado em Literatura Portuguesa. Universidade Nova de Lisboa – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.

Estudos sobre Jorge de Sena e José Saramago, ver:

Soares, S. Q. (2004). Ficção e História: José Saramago, O Ano da Morte de

Literaturas Românicas. Universidade Nova de Lisboa – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.

Estudos sobre Miguel Sousa Tavares:

Álvaro, I. (2007). Literatura e Jornalismo: convergências e divergências de

discursos, um percurso na cativação do leitor. Dissertação de Mestrado em Literatura e Cultura Comparadas. Faculdade de Letras – Universidade do Porto.

Soares, I. (2009). South: Where Travel Meets Literary Journalism. LJS: Literary Journalism Studies – Vol. 1, N.º 1. [Disponível em: http://www.ialjs.org/wp- content/uploads/2009/05/17-30-soares.pdf ].

Estudo sobre jornalistas que se dedicaram à escrita ficcional e/ou não-ficcional: Cardoso, F. L. (2012). Jornalistas-Escritores: A Necessidade da Palavra. Coimbra: MinervaCoimbra.

Algumas obras de destaque (ficcionais e não-ficcionais) dos autoresincluídosno estudodeFátimaLopesCardoso(2012):

António Alçada Baptista:

Peregrinação Interior – Reflexões Sobre Deus (Memórias, 1971).

Agustina Bessa-Luís:

Romances: Mundo Fechado (1948);

A Sibila (1954).

Urbano Tavares Rodrigues:

Jornadas no Oriente (Escritos de viagem, 1956),

God Bless America! (Crónicas, 2003).

Baptista-Bastos:

No Interior da tua Ausência (Romance, 2002).

Fernando Dacosta:

À Descoberta de Portugal (Reportagem, 1982),

Nascido no Estado Novo (Romance, 2011).

Mário Zambujal:

Romances: Histórias do Fim da Rua (1983),

À Noite Logo se Vê (1986).

Francisco José Viegas:

Viagens: Comboios Portugueses (1988),

O Voo dos Anjos (1989).

Inês Pedrosa:

Romances: A Instrução dos Amantes (1992),

Nas tuas Mãos (1997).

Miguel Sousa Tavares:

Anos Perdidos (Crónicas, 2001),

Catarina Fonseca:

Boi Vermelho (Romance, 1997).

Claúdia Galhós:

Conto de Verão (Romance, 2002),

Pina Bausch (Biografia, 2010).

Pedro Rosa Mendes:

Romances: O Melhor Café (1996),