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4 REESTRUTURAÇÃO DO ENSINO MILITAR, CRIAÇÃO DA ARMA DE

6.3 OUTROS ENSINAMENTOS E MODIFICAÇÕES ORIUNDAS DA

- Emprego sistemático do CC e do Avião;

- Aumento dos espaços necessários para emprego dos meios de combate com a guerra moto mecanizada e avanço dos meios de comunicações;

- Emprego de manobras de envolvimento vertical com o emprego de paraquedistas; - Valorização da Supremacia aérea;

- Emprego de Operações Combinadas e conseqüente criação do EMFA. Houve a necessidade de organização e instrução das três forças singulares (EB, MB, FAB) para uma melhor integração operacional. O ensino da nova doutrina de Operações Combinadas foi introduzido nas escolas militares do EB: AMAN, EsAO e ECEME;

- Possibilidade do emprego de artefatos nucleares na guerra moderna a partir de seu emprego pelos EUA sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki;

- Aumento do número de blindados (criação da Divisão blindada);

- Realização de grandes manobras no terreno para executar na prática a operacionalidade nos diversos ambientes operacionais;

- Alinhamento com a doutrina militar norte-americana com a adoção de novos manuais, temas táticos nas escolas (montanha, combate urbano, etc.), maior objetividade no planejamento de Estado Maior (EM);

- Modernização e padronização da instrução militar com a adoção de programas padrão de instrução (PP) gerando maior uniformidade e homogeneidade nos quartéis;

- Motorização das unidades de infantaria; - Mecanização das unidades de cavalaria; - Criação de unidades logísticas;

- Abandono gradativo da doutrina francesa, com ênfase na defensiva, adotando-se a tática baseada, prioritariamente, nas operações ofensivas;

- Criação de Grandes Unidades;

- Otimização do recrutamento com novos métodos de seleção e exigência de maior nível cultural e conhecimento técnico-profissional;

- Surgimento dos conceitos de Guerra Revolucionária e Segurança Interna em função do avanço do comunismo na América. Início de estudos na ESG sobre o assunto;

- Modernização da Artilharia com novas técnicas e novos processos de condução do tiro, bem como novos obuseiros; e

- Início da participação brasileira em missões de paz da ONU com o envio do Batalhão Suez (UNEF) entre 1956 e 1967, gerando ensinamentos e aumentando o prestígio do Brasil perante a comunidade internacional.

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O EB saiu da II GM reestruturado. Foi adquirido armamento moderno, canhões antiaéreos e de campanha com maior alcance. Ocorreu a motorização e a mecanização das unidades de cavalaria e infantaria, substituindo as unidades hipomóveis por outras dotadas de grande capacidade de fogo e mobilidade.

O aumento do efetivo demográfico da nação, aliado à compreensão da necessidade de segurança e modernização das Forças Armadas permitiu a ampliação dos seus contingentes e quadros. O advento do avião, do helicóptero, dos mísseis, dos blindados, das forças aeromóveis e aerotransportadas, de modernos equipamentos de engenharia, de comunicações e de guerra química sinalizou o início de nova era. Fez-se mister uma guerra para que atingíssemos patamar reclamado há muito tempo.

Trocamos a doutrina francesa defensiva de emprego das forças terrestres pela norte-americana de concepção ofensiva e, então, cônscios das nossas potencialidades e vulnerabilidades, fomos estimulados a desenvolver a doutrina militar brasileira.

O acordo Brasil - Estados Unidos de 1952 veio muito contribuir para a modernização das Forças Armadas brasileiras.

Por fim, a participação dos heróicos pracinhas da FEB nos gélidos campos de batalha europeus da II GM foi o ponto de inflexão para que o EB se modernizasse e tivesse um salto de qualidade na sua doutrina, nos seus materiais e nos seus quadros.

Finalmente, pode-se inferir que a participação do Brasil na II GM, com o envio da FEB aos campos de batalha europeus, acelerou o processo de substituição da ultrapassada doutrina francesa advinda com a Missão Militar Francesa, após a I GM. Esta participação foi fator importante e decisivo para que o EB adquirisse experiência no combate moderno, se modernizasse e passasse a adotar a doutrina norte-americana, criando, assim, a base material e doutrinária que perdura até os dias atuais.

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