CAPÍTULO 2 CONSOLIDAÇÃO DA FRONTEIRA AGRÍCOLA E ESPECIALIZAÇÃO
3.4 Planejamento e os investimentos públicos no Oeste Baiano: Uma análise dos planos municipal,
3.4.2 PAC Programa de Aceleração do Crescimento
Em 29 de março de 2010 foi lançada a segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento, estruturado em seis eixos: Cidade Melhor; Comunidade Cidadã; Minha Casa, minha vida; Água e Luz para todos; Transportes e Energias. Estão previstos investimentos na ordem de 955 bilhões de reais entre os anos de 2011-2014 e 631,4 bilhões pós 2014.
O PAC é um subconjunto do PPA. Nasceu de uma lista de investimentos e ações consideradas prioritárias para estimular a economia e fomentar o crescimento do Produto Interno Bruto, substituindo o PPI37 e herdando todos os projetos nele contidos38.
Sendo assim, o PAC é um destaque do PPA que se beneficia de uma agilidade maior para os seus investimentos, através, sobretudo, de compromissos estabelecidos com os agentes envolvidos nas obras (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA, Fundação Nacional do Índio - FUNAI, Tribunal de Contas da União - TCU). Tudo é feito em obediência às Leis, porém com maior velocidade e agilidade no que compete a questões institucionais. O Tribunal de Contas da União, por exemplo, pode paralisar uma obra se encontrar alguma irregularidade em seu andamento; com as obras do PAC, existe um compromisso de não paralisar automaticamente, mas resolver o problema de imediato. Da mesma forma, o IBAMA se compromete a elaborar uma licença ambiental em três meses. Esse tratamento privilegiado se estende a outras instituições.
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Segundo o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (dados disponíveis em seu site),o PPI (Programa Piloto de Investimentos) foi concebido com base na premissa da necessidade premente de expandir o investimento público, em especial da infraestrutura econômica do País, e, ao mesmo tempo, de melhorar a qualidade do gasto público, mediante o fortalecimento da capacidade de seleção, implementação, monitoramento e avaliação de projetos. O Projeto-Piloto de Investimentos - PPI, então constituído, previu investimentos equivalentes a 0,15 % do PIB por ano para o período de 2005 a 2007. Conforme estabelecido em acordo à época com o Fundo Monetário Internacional, este montante de recursos seria contabilizado à parte do cálculo do Resultado Primário do Tesouro. Como conseqüência, os recursos alocados aos projetos integrantes do PPI não estariam sujeitos a qualquer tipo de ―contingenciamento orçamentário, garantindo-se assim fluxo financeiro tempestivo à execução física das obras respectivas‖. Disponibilizado em http://www.planejamento.gov.br – acesso em 20/07/11).
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Em janeiro de 2007, os estudos para a formulação do PNLT (Plano Nacional de Logística e Transportes) já estavam em andamento e também serviram como insumos para o PAC.
O PAC ainda foi integralmente incorporado ao PPA 2008-2011 e a soma de seus investimentos anuais oscila entre 0,5 e 0,6% do PIB, mantendo-se, portanto, as regras que valiam para o PPI.
Segundo o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o objetivo é superar os gargalos da economia e estimular o aumento da produtividade, bem como a diminuição das desigualdades regionais e sociais. Além disso, visa a estimular, prioritariamente, a eficiência produtiva dos principais setores da economia, impulsionar a modernização tecnológica, acelerar o crescimento nas áreas já em expansão e ativar áreas deprimidas, aumentar a competitividade e integrar o Brasil com os demais países da América do Sul e do mundo.
Entre as obras contidas na primeira versão do PAC para o Oeste Baiano, estava a construção da ferrovia de Integração Oeste-Leste que ligará a Ferrovia Norte-Sul ao porto de Ilhéus, atravessando o Oeste Baiano. Segundo o último balanço do PAC (dezembro de 2010), a Ferrovia de Integração Oeste-Leste39 teve seu início em 10 de dezembro de 2010 com a construção do trecho entre os municípios de Ilhéus a Barreiras de 537 km. Ainda, segundo o balanço do PAC, os investimentos entre 2007- 2010 foram de R$ 431,1 milhões, sendo necessários mais de R$ 4,4bilhõespara a conclusão da obra nos trechos Ilhéus – Caetité (prevista para 30/12/2012) e Caetité – Barreiras (30/12/2013) ambos no estado da Bahia, não havendo data definida para o último trecho entre os municípios de Barreiras, no estado da Bahia, a Figueirópolis,no estado do Tocantins.
Na primeira versão do PAC, também foram previstas melhorias nas BR 020 e 242, principais corredores de exportação da região, além da construção e pavimentação da BR-135 entre os municípios de São Desidério e Correntina. Em relação a esta obra, foram finalizados 82% dos 138 km previstos. De fato, estas obras
39“A construção da Ferrovia da Integração Oeste-Leste faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC, do Governo Federal. Partirá de Ilhéus, passará por cidades como Caetité, Brumado, Bom Jesus da Lapa, Luís Eduardo Magalhães e Barreiras, indo se encontrar com a Ferrovia Norte-Sul em Figueirópolis, no Tocantins, cortando toda a Bahia no sentido Oeste-Leste, atravessando 49 municípios baianos num trajeto de 1.100 km de um total de 1.500 km. Interligará o Porto Sul, a ser construído em Ilhéus, ao Centro-Oeste do Brasil, podendo, futuramente, integrar-se a uma rede que chegará ao Oceano Pacífico. O investimento previsto é de cerca de R$ 4,5 bilhões no trecho baiano, de um total de R$ 6 bilhões, e já está no orçamento da União‖ (SEPLAN, 2009).
foram executadas, porém não atendem aos anseios dos produtores locais que exigem mais investimentos.
Entre as obras listadas na segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) para o Oeste Baiano, está a pavimentação, travessia em Luís Eduardo Magalhães e Contorno de Barreiras na BR 242, construção da BR 135 trecho São Desidério a Correntina além da continuidade da obra de construção da ferrovia de integração Oeste-Leste. Há também melhorias no saneamento, habitação e investimentos em urbanização. A Figura 3.6 mostra as principais rodovias do Oeste Baiano.
FIGURA 3.6 – PRINCIPAIS RODOVIAS DO OESTE BAIANO