4.5 PROPRIEDADES DO PAPEL
4.5.2.3 Índice de Rasgo
4.5.3.1.2 Papel branqueado
A TABELA 30 apresenta os valores médios de alvura para os papéis branqueados. Os valores variaram entre 77,23 a 88,60% (tratamento 15 e 17). A elevada alvura é uma característica intrínseca ao papel branqueado, sendo o objetivo da realização do processo de branqueamento.
Os resultados demostram que as etapas de branqueamento foram efetivas em seu objetivo, produzindo papéis com elevada alvura sem a inclusão de aditivos.
TABELA 30 - VALORES MÉDIOS DE ALVURA PARA OS PAPÉIS BRANQUEADOS PRODUZIDOS
TRAT. IDADE (anos) REFINAÇÃO (min.) ALVURA (%)
NOTAS: Trat. – Tratamento; Subscrito – coeficiente de variação (%); Médias seguidas de uma mesma letra em uma mesma coluna não diferem estatisticamente entre si pelo Teste de Tukey ao nível de 5%
de probabilidade; * – significativo a 5% de probabilidade; ns – não significativo.
Em relação ao fator idade (TABELA 31), os valores observados demonstram uma variação da propriedade.
O maior percentual de alvura foi encontrado na idade de 6 anos (86,98%), já o menor com 4 anos (79,04%). Esses resultados podem ser explicados pela diferença no teor de lignina residual das polpas celulósicas antes do branqueamento, onde o menor número Kappa foi encontrado com 6 anos (9,6) e o maior com 4 anos (15,4).
TABELA 31 - ANÁLISE FATORIAL DA ALVURA PARA O FATOR IDADE, DOS PAPÉIS
NOTAS: Subscrito – coeficiente de variação (%); Médias seguidas de uma mesma letra em uma mesma coluna não diferem estatisticamente entre si pelo Teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade; * – significativo a 5% de probabilidade; ns – não significativo.
Os diferentes tempos de refinação (TABELA 32) não ocasionaram alterações significativas na alvura dos papéis branqueados. Analisando os valores médios é possível observar uma pequena redução daquela com o aumento da refinação; Rossi Filho (2005) explica que isso ocorre como consequência da melhor acomodação das fibras, devido a maior porção da luz incidente que penetra profundamente e é absorvida pela estrutura mais densa do papel mais refinado e assim uma menor quantidade de luz é refletida.
TABELA 32 - ANÁLISE FATORIAL DA ALVURA PARA O FATOR REFINAÇÃO, DOS PAPÉIS
NOTAS: Subscrito – coeficiente de variação (%); Médias seguidas de uma mesma letra em uma mesma coluna não diferem estatisticamente entre si pelo Teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade; * – significativo a 5% de probabilidade; ns – não significativo.
4.5.3.2 Opacidade
4.5.3.2.1 Papel não – branqueado
Os dados de opacidade observados para os papéis não - branqueados estão descritos na TABELA 33. A propriedade opacidade apresentou valores médios variando entre 93,72 a 97,48% (tratamento 12 e 5).
TABELA 33 - VALORES MÉDIOS DE OPACIDADE PARA OS PAPÉIS NÃO – BRANQUEADOS PRODUZIDOS
TRAT. IDADE (anos) REFINAÇÃO (min.) OPACIDADE (%)
12 7 45 93,720,44 a
11 7 30 93,880,22 a
10 7 15 94,72 0,14 b
4 4 45 94,860,34 bc
3 4 30 95,320,24 cd
8 6 45 95,540,37 d
2 4 15 95,640,19 de
7 6 30 95,740,16 de
9 7 0 96,080,09 ef
6 6 15 96,320,09 f
1 4 0 97,260,14 g
5 6 0 97,480,22 g
F 127,38*
FONTE: O autor (2015).
NOTAS: Trat. – Tratamento; Subscrito – coeficiente de variação (%); Médias seguidas de uma mesma letra em uma mesma coluna não diferem estatisticamente entre si pelo Teste de Tukey ao nível de 5%
de probabilidade; * – significativo a 5% de probabilidade; ns – não significativo.
Em relação a idade (TABELA 34), é possível ressaltar uma diferença entre a idade 7 anos em relação a 4 e 6 anos, na qual a primeira apresentou a menor opacidade.
TABELA 34 - ANÁLISE FATORIAL DA OPACIDADE PARA O FATOR IDADE, DOS PAPÉIS NÃO - BRANQUEADOS
IDADE (anos) OPACIDADE (%)
7 94,601,04 a
4 95,770,99 b
6 96,270,83 b
F 17,53*
FONTE: O autor (2015).
NOTAS: Subscrito – coeficiente de variação (%); Médias seguidas de uma mesma letra em uma mesma coluna não diferem estatisticamente entre si pelo Teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade; * – significativo a 5% de probabilidade; ns – não significativo.
A análise da influência dos tempos de refinação na opacidade, disponível na TABELA 35, permite destacar que o aumento no tempo de refinação ocasionou um decréscimo na opacidade do papel. Essa redução pode ser explicada como resultado da melhor compactação das fibras, o que propicia uma maior permissibilidade a passagem dos raios de luz (ROSSI FILHO, 2005; BITTENCOURT, 2004). A propriedade variou entre 94,71% (45 min.) a 96,94% (0 min.).
TABELA 35 - ANÁLISE FATORIAL DA OPACIDADE PARA O FATOR REFINAÇÃO, DOS PAPÉIS NÃO - BRANQUEADOS
REFINAÇÃO (min.) OPACIDADE (%)
45 94,710,89 a
NOTAS: Subscrito – coeficiente de variação (%); Médias seguidas de uma mesma letra em uma mesma coluna não diferem estatisticamente entre si pelo Teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade; * – significativo a 5% de probabilidade; ns – não significativo.
4.5.3.2.2 Papel branqueado
A opacidade é importante nos papéis branqueados, pois contribui na melhoria do contraste entre as cores. A TABELA 36 apresenta os valores médios observados para essa propriedade. Os resultados médios de opacidade variaram entre 86,36 a 91,18% (tratamento 24 e 13).
TABELA 36 - VALORES MÉDIOS DE OPACIDADE PARA OS PAPÉIS BRANQUEADOS PRODUZIDOS
TRAT. IDADE (anos) REFINAÇÃO (min.) OPACIDADE (%)
24 7 45 86,360,35 a
23 7 30 87,000,59 ab
20 6 45 87,180,15 b
22 7 15 87,580,25 bc
16 4 45 87,900,48 cd
19 6 30 88,000,28 cde
15 4 30 88,420,25 de
18 6 15 88,660,20 ef
14 4 15 89,320,42 fg
21 7 0 89,480,40 g
17 6 0 91,120,25 h
13 4 0 91,180,30 h
F 123,68*
FONTE: O autor (2015).
NOTAS: Trat. – Tratamento; Subscrito – coeficiente de variação (%); Médias seguidas de uma mesma letra em uma mesma coluna não diferem estatisticamente entre si pelo Teste de Tukey ao nível de 5%
de probabilidade; * – significativo a 5% de probabilidade; ns – não significativo.
Considerando o fator idade (TABELA 37) é possível destacar que a amostra com a maior idade (7 anos) apresentou a menor opacidade, já com 4 e 6 anos mostraram-se mais opacas.
TABELA 37 - ANÁLISE FATORIAL DA OPACIDADE PARA O FATOR IDADE, DOS PAPÉIS BRANQUEADOS
IDADE (anos) OPACIDADE (%)
7 87,611,42 a
6 88,741,71 b
4 89,211,48 b
F 7,28*
FONTE: O autor (2015).
NOTAS: Subscrito – coeficiente de variação (%); Médias seguidas de uma mesma letra em uma mesma coluna não diferem estatisticamente entre si pelo Teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade; * – significativo a 5% de probabilidade; ns – não significativo.
A variação da propriedade para o fator refinação foi entre 87,15% (45 min.) a 90,59% (0 min.). Os valores apresentados na TABELA 38 permitem observar a redução da opacidade com aumento do tempo de refinação.
TABELA 38 - ANÁLISE FATORIAL DA OPACIDADE PARA O FATOR REFINAÇÃO, DOS PAPÉIS BRANQUEADOS
REFINAÇÃO (min.) OPACIDADE (%)
45 87,150,82 a
30 87,810,79 ab
15 88,520,89 b
0 90,590,95 c
F 57,11*
FONTE: O autor (2015).
NOTAS: Subscrito – coeficiente de variação (%); Médias seguidas de uma mesma letra em uma mesma coluna não diferem estatisticamente entre si pelo Teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade; * – significativo a 5% de probabilidade; ns – não significativo.
5 CONCLUSÃO
A análise das características físicas da madeira de Eucalyptus dunnii Maiden permitiu comprovar um incremento da densidade com o aumento idade. As propriedades químicas mostraram-se adequadas para a produção de celulose e papel.
Por meio da observação dos valores médios de rendimento e densidade, não foi possível estabelecer uma relação entre eles. O maior rendimento bruto e o menor número Kappa foi obtido no cozimento aos 6 anos.
A sequência de branqueamento realizada mostrou-se adequada em seu objetivo, elevando a alvura sem reduzir drasticamente as propriedades mecânicas.
O processo de refinação modificou as propriedades mecânicas do papel, mostrando-se efetivo sobretudo na melhoria da resistência a tração e ao rasgo. Os resultados para a propriedade física densidade aparente comprovaram a melhor acomodação das fibras dos papéis refinados.
O índice de arrebentamento apresentou valores de resistência diretamente proporcionais ao tempo de refinação, mostrando influência positiva desse nesta propriedade. Os tratamentos não – branqueados apresentaram os maiores resultados para o índice de arrebentamento.
O índice de rasgo apresentou melhores resultados nas amostras com idade de 6 anos (branqueado e não – branqueado);
Por meio da presente pesquisa pode-se comprovar que a espécie Eucalyptus dunnii Maiden apresenta características suficientes para ser considerada uma espécie adequada para o emprego na produção de papel branqueado e não – branqueado.
Com base nos resultados e conclusões alcançados neste estudo recomenda-se as recomenda-seguintes sugestões:
Realizar estudos em relação morfologia das fibras de Eucalyptus dunnii Maiden, os quais permitam observar as modificações nas fibras decorrentes do crescimento em idade;
Estabelecer um número Kappa objetivo para as polpas celulósicas e analisar as propriedades do papéis obtidos;
Efetuar estudos que possibilitem analisar a degradação da polpa celulósica ao longo do processo, como a viscosidade;
Comparar as características dos papéis obtidos a partir da madeira de E.
dunnii com outra espécie comercialmente utilizada para a fabricação de papel, como o Eucalyptus grandis.
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