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3 MATERIAL E MÉTODOS

3.6 Parâmetros avaliados

3.6.1 Parâmetros climáticos

As variáveis meteorológicas coletadas no interior e no exterior da instalação foram temperatura, umidade relativa do ar e temperatura de globo negro (data logger HOBO®). Para a coleta dos dados internos, fixou -se a mini-estação meteorológica a aproximadamente 3 m de altura dentro da instalação (Figura 10 (a)), e na coleta dos dados externos, utilizou-se de um abrigo meteorológico de 1,50 m de altura, instalado em uma área gramada próxima à instalação (Figura 10 (b)). As leituras foram realizadas a cada 15 min ao longo das 24 h, sendo selecionados para análise os dados correspondentes ao período em que os sistemas de climatização geralmente permaneciam ligados, ou seja, das 9 às 17 horas.

Figura 10 - Vista da mini-estação meteorológica instalada dentro da instalação (a) e do abrigo meteorológico instalado próximo à instalação (b)

Com esses valores, foram calculados os seguintes índices de conforto térmico para a determinação da eficiência dos sistemas: índice de temperatura e umidade (THI), índice globo negro e umidade (BGHI) e entalpia (H).

b

bb a

3.6.2 Produção de leite

Os animais receberam água e alimento à vontade durante todo o período de experimento. Foram realizadas 3 ordenhas diárias (3, 10 e 17 h), sendo analisada a produção de leite dos dez animais previamente selecionados para cada tratamento. Os dados foram registrados de acordo com o controle da granja.

3.6.3 Parâmetros fisiológicos

Os dados fisiológicos monitorados foram temperatura retal (termômetro clínico digital inserido no reto) (Figura 11 (a)), freqüência respiratória (contagem dos movimentos da região do flanco, durante 15 seg) e temperatura do pelame branco e preto (termômetro de infravermelho) (Figura 11 (b)), realizadas às 9, 11, 13, 15 e 17 h, com o objetivo de avaliar o perfil ao longo do dia. Na tomada dos dados de temperatura do pelame utilizou-se o valor de 0,5 de emissividade para o pelame branco e o valor de 0,95 para o preto. A coleta dos dados fisiológicos foi feita durante nove dias não consecutivos do período experimental, sendo utilizados para essa coleta cinco animais por tratamento, escolhidos ao acaso no grupo dos dez animais previamente selecionados.

Figura 11 - Vista da coleta da temperatura retal (a) e da temperatura do pelame (b) de um dos animais selecionados para a coleta dos dados fisiológicos

a

3.6.4 Parâmetros comportamentais

Para a análise do comportamento dos animais, foram selecionados, ao acaso, cinco animais de cada grupo, que foram identificados com colares e acompanhados continuamente das 9 às 17 h, por vídeo - câmeras coloridas com lente de 2,45 mm (Figura 12 (a) e (b)), dispostas estrategicamente no galpão de “freestall”, ligadas diretamente a um microcomputador (Figura 13) equipado com placa de captura de imagens. As imagens foram registradas diariamente e analisadas em intervalos de 10 min, sendo gerenciadas pelo software “TopWay”, armazenando as informações num banco de dados para posterior análise. Durante o período da ordenha, não foram registrados os dados de comportamento.

Figura 12 - Vista de uma vídeo-câmera instalada sobre o bebedouro (a) e detalhe da vídeo-câmera

Os padrões comportamentais foram avaliados de acordo com a localização dos animais dentro da instalação e de acordo com as atividades desenvolvidas por esses animais.

De acordo com a localização dos animais, foram avaliados os seguintes padrões comportamentais:

1 – presença na área de cocho; 2 - presença na área de bebedouro;

3 - presença na cama próximo à climatização; 4 - presença na cama oposta à climatização;

a

5 - presença no corredor próximo à climatização; 6 - presença no corredor oposto à climatização.

Por outro lado, os padrões comportamentais avaliados de acordo com as atividades dos animais, foram:

1 – comendo; 2 – bebendo; 3 – ruminando; 4 – em ócio; 5 – em pé; 6 – deitado.

Figura 13 - Microconputador equipado com placa de captura de imagens para a coleta e armazenamento das imagens das vídeo-câmeras

Através do acompanhamento das atividades dos animais, foi possível verificar o tempo, em minutos e em porcentagem, em que os animais passaram exercendo as diferentes atividades.

Esses dados são de suma importância para a avaliação do bem-estar dos animais frente às condições ambientais impostas aos mesmos.

3.6.4.1 Consumo de alimentos

O cocho de alimentação perfaz toda a extensão do “freestall” e possui largura de 66 cm, profundidade de 17 cm e altura de 51 cm, sendo seu interior totalmente azulejado.

A alimentação é fornecida 3 vezes ao dia, aproximadamente 1 h antes da ordenha do primeiro lote de animais, ou seja, às 2, 9 e 16 h, sendo sua composição padronizada e constituída de silagem de Tifton, polpa cítrica, silagem de milho, milho úmido, silagem de alfafa pré-secada, caroço de algodão e concentrado

Foi registrado diariamente o consumo de alimentos dos animais, por diferença de peso entre o que era fornecido e a sobra, sendo esse valor dividido pelo número de animais do lote, obtendo-se, assim, o consumo diário por animal.

Para a determinação dos dados de ingestão de matéria seca (MS) amostrou-se semanalmente o alimento, que foi analisado no laboratório do departamento de Zootecnia da ESALQ.

3.6.5 Indicativo econômico

Para a análise econômica de cada sistema de climatização, considerou-se o custo com a instalação dos equipamentos semelhantes em ambos os sistemas, sendo assim, não discutiu-se este custo na análise da receita. Para os cálculos considerou-se o custo com energia elétrica e com água despendido em cada sistema e também o gasto com a alimentação dos animais. Considerou-se a média do preço pago ao produtor de leite tipo B, comercializado na região de São Pedro, SP, no mês do experimento.

3.6.5.1 Consumo de água pelos sistemas de climatização

Foi avaliado o consumo de água de cada sistema de resfriamento, através da multiplicação da vazão dos bicos pelo número de vezes que o sistema foi ligado diariamente. Assim foi determinado o consumo de água ao longo do dia, nos sistemas testados. Esses dados foram registrados diariamente e avaliados em função da

redução de temperatura do ambiente interno, uma vez que o termostato controlou o acionamento do sistema.

3.6.5.2 Consumo de energia pelos sistemas de climatização

Foi registrado o consumo de energia diária, para o acionamento dos sistemas de ventilação forçada e resfriamento, por meio de um multímetro. Assim foi determinado o consumo de energia ao longo do dia, tanto no sistema de nebulização como no de aspersão.

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