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PARÂMETROS MORFOSSINTÁTICOS UTILIZADOS NA ANÁLISE

PERSPECTIVA TEÓRICA E

PERSPECTIVA TEÓRICA

2.3. PARÂMETROS MORFOSSINTÁTICOS UTILIZADOS NA ANÁLISE

Para a análise das línguas de nossa amostra, nos ateremos basicamente aos pressupostos teóricos de Nichols (1986), (1988) e (1992); Chappell & McGregor (1996) e McGregor (2009); Payne (1997) e Aikhenvald & Dixon (1999) a respeito das distinções morfossintáticas envolvendo a noção de posse. Além disso, baseando-nos nos pressupostos destes autores e nas observações que fizemos das línguas, proporemos um quadro de análise, composto de quatro parâmetros de análise, que servirá como guia no momento de compilação dos dados. Estes parâmetros serão apresentados ao longo desta seção, juntamente com a apresentação do arcabouço teórico escolhido.

Como sabemos, as línguas do mundo não marcam a noção possessiva apenas a partir da relação semântica dos possuídos com os possuidores. Se olharmos para mais exemplos de construções possessivas nas línguas naturais, veremos que a marcação de posse pode estar também codificada morfologicamente na gramática de cada uma, e em especial dentro de seus sintagmas nominais. Quase invariavelmente, quando este é o caso, a categoria de inalienabilidade não será formalmente marcada, ou seja, o nome não receberá nenhum tipo de marcação gramatical, enquanto a categoria de alienabilidade receberá algumas marcações formais. A esse respeito, Payne (1997, p.

105) afirma que as construções de posse inalienável envolvem estruturalmente menos material morfológico que a posse alienável.

Vejamos, abaixo, um exemplo extraído da língua Aroma (Melanésia; Oceânica; Lynch, 1973, p. 6) que apresenta (e marca) morfologicamente esta distinção, apresentado por Heine (1997):

(4)

a. Rauparaupa- ku imagem- minha ‘uma imagem minha’

b. ge- ku rauparaupa POSS- minha imagem ‘uma imagem em minha posse’

Podemos observar, pelo exemplo acima, que não há uma marcação morfológica específica quando o nome é usado inalienavelmente, como em (4a), enquanto que o mesmo nome está associado ao marcador ge- quando usado alienavelmente, tal como em (4b). Além disso, há outras distinções morfossintáticas envolvendo esse tipo de construção possessiva, tais como as diferenças na ordem dos elementos significativos, como em (4a), por exemplo, que apresenta o uso inalienável onde o possuidor segue o possuído, numa espécie de justaposição dos elementos, e (4b) em que a forma alienável apresenta a ordem inversa.

Tomando, então, as construções apresentadas acima como exemplo, somos obrigados a admitir que as línguas podem ou não traçar diferenças formais e semânticas entre as construções de posse alienável e inalienável. Por conta desta distinção que as línguas podem exibir, que acreditamos ser um padrão importante a ser observado, é que propomos neste trabalho a divisão das línguas de nossa amostra em dois grandes grupos distintos, a depender dos tipos de relações possessivas que dispõem, conforme abaixo:

Tabela 4. Tipos de língua (Grupos A e B)

Grupo Característica

a. Grupo A Representa aquelas línguas que sempre marcam

formalmente a oposição entre posse alienável e inalienável;

b. Grupo B Representa aquelas línguas que nunca marcam

formalmente a oposição entre posse alienável e inalienável;

Reservaremos, neste trabalho, dois capítulos para a análise das línguas destes grupos: um para as línguas do Grupo A, e outro para as línguas do Grupo B. Esta divisão nos ajudará a tratar dos quatro parâmetros de investigação que apresentaremos a seguir, uma vez que estes parâmetros serão aplicados tanto às línguas de um grupo quanto às de outro.

Muitos autores têm preferido alocar as construções possessivas em classes, a depender do modo como elas marcam posse. É comum vermos, assim, as construções de posse alienável sendo apresentadas como exemplos da classe I, enquanto as inalienáveis e aquelas com nomes não-possuíveis como classe II e III, respectivamente. Nossa escolha por dividir as línguas em dois grupos, e não em classes, como se tem feito, leva em consideração a assunção de Nichols (1988) de que as categorias de inalienabilidade e alienabilidade estão intimamente relacionadas com alguns padrões de posse apresentados pelas línguas (como veremos a seguir). Em outras palavras, a autora defende que poderia haver a seguinte correlação entre as línguas e os padrões de marcação possessiva: os idiomas do tipo núcleo-marcado (cf. Tabela 6) tenderiam a distinguir formalmente construções de posse em alienável e inalienável, enquanto as línguas do tipo dependente-marcado não tenderiam. A divisão das línguas nestes dois grupos, portanto, nos ajudará a testar a aplicabilidade desta proposição. Os demais parâmetros apresentados a seguir serão analisados com base nesta distinção entre línguas do grupo A (que trataremos no capítulo III) e B (que apresentaremos no capítulo IV).

Feita esta divisão entre línguas do Grupo A e B, é necessário deixar claro os tipos de construção de posse que iremos analisar nas línguas de cada um destes grupos. Chappell & McGregor (1996) dividem as construções possessivas em três tipos principais, a depender do lugar onde a marcação possessiva é expressa: (i) Construção

de Posse Atributiva (Attributive Possession) (doravante CPA), que são aquelas

construções em que o possuidor e o item possuído formam uma espécie de sintagma

possessivo (doravante SgP), como em livro do João e seu carro (CHAPPELL &

McGREGOR, 1996); (ii) Construção de Posse Predicativa (Predicative Possession), que são aquelas construções em que a relação possessiva é estabelecida por meio de um predicado, ex: João tem uma bicicleta ou Ele tem um bicicleta e (iii) Construção de Posse Externa (External Possession), que são aqueles tipos de construções em que a

relação possessiva é expressa do nível da sentença, e não propriamente dentro do SgP, como em João cortou a si mesmo no dedo (HEINE, 1997).

Para este trabalho, nos ateremos somente às Construções de Posse Atributiva, e, a exemplo do que fez Krasnoukhova (2012, p. 59), levaremos em consideração na

análise a comparação de quatro principais subtipos de CPA3, são eles: (i) com possuidor

lexical de um nome alienável (PSR LX N.AL), como em (a); (ii) com possuidor

pronominal de um nome alienável (PSR PRON N.AL), como em (b); (iii) com possuidor lexical de um nome inalienável (PSR LX N.INAL), como em (c) e (iv) com possuidor

pronominal de um nome inalienável (PSR PRON N.INAL), tal como em (d). Vejamos:

Tabela 5. Tipos de CPA

Exemplo Subtipo de CPA

a. “carro do Felipe” (Felipe’s car) (PSR LX N.AL)

b. “seu carro” (his/her car) (PSR PRON N.AL)

c. “olhos do Felipe” (Felipe’s eyes) (PSR LX N.INAL)

d. “seus olhos” (his/her eyes) (PSR PRON N.INAL)

Exemplos destes tipos de construções de posse nas línguas indígenas de nossa amostra podem ser vistos em (5), a seguir, em que trazemos: em (5a/b) um exemplo de

CPA com PSR LX N.AL e PSR PRON N.AL, respectivamente, na língua Dâw (Nadahup)

(MARTINS, 2004, p. 547) e em (5c/d), uma CPA com PSR LX N.INAL e com PSR PRON

N.INAL,nesta ordem, em Panará (Jê) (DOURADO, 2001, p. 68), conforme abaixo:

(5) a. tɔp tũk--ɛ̃ɟ casa Tuk-SFP ‘casa do Tuk’ b. mˀ-ɛ̃ɟ hãp 2SG-SFP peixe ‘teu peixe’ c. kiõpɛ Ø-tõ

Kiompé REL-irmão

‘o irmão do Kiompé’

d. ĩkyẽ y-asĩ 1SG REL-nariz

‘meu nariz’

A comparação destes quatro tipos de construção nos possibilitará verificar se existe alguma correlação entre os tipos de construção de posse atributiva apresentados

3 Procuraremos apresentar cada um dos quatro subtipos de CPA nas línguas que fazem oposição entre

posse alienável e inalienável. Nas línguas que não fazem, como aquelas do tipo B, só apresentaremos os que melhor representem a relação possessiva.

acima e algum dos parâmetros que apresentaremos adiante. Pela análise das línguas do grupo A de nossa amostra, por exemplo, foi possível depreender que em construções inalienáveis parece haver uma dicotomia entre possuidores lexicais e pronominais em uma grande parte dos idiomas, de modo que, sempre que o possuidor for pronominal, a construção será núcleo-marcada, enquanto que, quando o possuidor for lexical, não haverá marcação formal de posse.

Apresentados os grupos em que as línguas estarão dispostas e os tipos de construções que analisaremos nas línguas de nossa amostra, partiremos, agora, para a apresentação dos quatro parâmetros de análise que nortearão esta pesquisa. Estes parâmetros serão aplicados, como já dissemos, tanto às línguas do Grupo A, quanto aquelas do Grupo B. Isto quer dizer que analisaremos cada uma das línguas, independentemente do grupo a qual pertencem (A ou B) com base em cada um dos padrões apresentados a seguir. Estes parâmetros são adaptados de Krasnoukhova (2012).

O primeiro parâmetro de análise diz respeito ao lugar de imersão do marcador

de posse (se no possuidor ou no possuído). Com base na comparação linguística,

Nichols (1992) tem afirmado que a distinção é um recurso comum em certos tipos de línguas, tais como as ativas-estativas ou aquelas caracterizadas pelo uso de posse marcada nuclearmente, mas incomum em outros tipos. Do ponto de vista da estrutura, a autora entende que a identificação do lugar ocupado pelo marcador de posse constitui um parâmetro suficiente para que se determine a distribuição das oposições alienável/inalienável. Assim, sua abordagem é preferencialmente formal, antes que semântica.

De acordo com ela, partindo do critério formal (morfossintático, portanto), há apenas dois lugares em que se pode situar o marcador de posse: (i) no núcleo possuído

(PSD), que geralmente ocorre em forma de afixo possessivo,e constitui o padrão núcleo-

marcado (NM) ou (ii) no dependente, que pode ser um nome ou pronome possuidor

(PSR), caso em que, tipicamente, ocorre em forma de um caso chamado genitivo ou

possessivo (NICHOLS, 1988, p. 558ss) e constitui o padrão dependente-marcado (DM).

Há, ainda, duas outras possibilidades de marcação de posse: (iii) por dupla-marcação (DM) e (iv) por ausência de marcação (ØM). Estes quatro padrões são, portanto, nosso primeiro parâmetro de análise, já que estão associados, segundo Nichols (1992), aos membros da construção possessiva, e podem ser esboçados da seguinte maneira:

Tabela 6. 1º Parâmetro de análise: Padrões de marcação de posse

a. Núcleo-marcado (doravante NM): quando o núcleo (possuído) da CPA é marcado morfologicamente;

b. Dependente-marcado (doravante DM): quando o possuidor (dependente) da CPA é morfologicamente marcado;

c. Dupla-marcação (DLM): em que tanto o dependente quanto o núcleo são marcados morfologicamente; e

d. Ausência de marcação (ØM): em que nenhum dos membros é marcado.

Um exemplo de língua de núcleo-marcado é dado (6a), do Navaro (MORGAN, 1980 apud HEINE, 1997), em que um prefixo é anexado ao possuído, enquanto um exemplo de dependente-marcado é dado em (6b), do Awa Pit (CURNOW, 1997), abaixo. Notemos que, na sentença em (6a), um prefixo que indica, além de posse, número e pessoa, é anexado ao núcleo possuído. Temos, neste caso, um prefixo possessivo pessoal, conforme veremos.

(6)

a. ashkii bi-deezhí menino 3SG-jovem irmã ‘A irmã mais nova do menino’

b. Santos-pa pimpul Santos-SFP leg ‘Santos’s leg’

Os exemplos de línguas de dupla-marcação e ausência de marcação, por seu turno, podem ser vistos nas construções em (7a/b), do Huallaga (WEBER, 1983) e Atakapa (SWANTON, 1929, p. 126 apud HEINE, 1997), respectivamente, abaixo:

(7)

a. Juan-pa wasi-n

John-SFP house-3SG.POSS ‘John’s house’

b. ha tal ele pele ‘pele dele’

Esta oposição entre a marcação nuclear e a que recai sobre o dependente é um dos mais importantes parâmetros na análise das construções de posse, segundo Nichols (1986). Isto porque, de acordo com a autora, os padrões núcleo vs. dependente-marcado são traços genéticos estruturalmente estáveis, o que quer dizer que é altamente provável que eles sejam inerentes às línguas e não fruto de empréstimos advindos de situações de contato linguístico. Pela análise destes padrões nas línguas de nossa amostra, é possível

verificar se existe alguma preferência dos idiomas por um ou por outro, ou se há alguma correlação entre eles e os demais parâmetros elencados. O resultado de nossa analise, por exemplo, tem revelado que somente houve línguas de dependente-marcado em construções alienáveis do Grupo A. As construções com nomes inalienáveis, em que o possuidor é o único marcado, não foram encontradas em nenhuma língua deste grupo. Isto nos leva a concordar com Nichols (1988), haja vista que a autora acredita que a inalienabilidade está intimamente relacionada com o padrão núcleo-marcado, enquanto a alienabilidade está com o dependente-marcado (cf. Capítulo III).

Vimos, acima, que as línguas podem tanto marcar morfologicamente a posse nos membros da construção possessiva, como também não marcar, fazendo-a por justaposição. A marcação morfológica, quando feita por intermédio de um afixo ou mesmo um morfema possessivo livre não é aleatória, e está condicionada ao tipo de entidade que aparece nas construções. Por este motivo, é que optamos por elencar as principais marcas morfológicas encontradas no possuidor e no item possuído, como na Tabela 7. Estas marcas morfológicas constituem nosso segundo parâmetro de análise:

Tabela 7. 2º Parâmetro de análise: Marcas morfológicas dos membros do SgP

(i) Marcas morfológicas encontradas no possuidor (dependente-marcado): estes

morfemas indicam que a relação de posse está associada ao possuidor.

a. Sufixo possessivo (doravante SFP); b. Morfema possessivo livre (MPL), que

pode ser também um Classificador possessivo (CLF); e

c. Morfema concordacional (CONL), que ocorre no possuidor, mas concorda em

gênero com o possuído.

(ii) Marcas morfológicas encontradas no possuído (núcleo-marcado): os afixos possessivos pessoais ocorrem associados ao item possuído e indicam, além de posse, outras informações gramaticais, como número, pessoa, gênero. O sufixo possessivo indica que a relação de posse está associada ao possuído e o morfema relacional, também conhecido como vinculador, serve para assinalar a contiguidade entre o item possuído e o seu possuidor no SgP.

a. Prefixo possessivo pessoal (doravante PFP.PESS);

b. Sufixo possessivo pessoal (doravante SFP.PESS); e

c. Sufixo possessivo (doravante SFP).

A análise das línguas de nossa amostra a partir deste parâmetro nos ajudará a verificar se existe alguma preferência das línguas por algum tipo de marcação ou, ainda, se existem regiões onde um tipo de marcação predomina sobre outro. Aikhenvald (1999), por exemplo, tem afirmado que todas as línguas Arawak faladas na Amazônia, em especial aquelas espalhadas pelo território venezuelano, tendem a marcar a oposição entre posse alienável e inalienável com afixos parecidos. De acordo com a autora, os nomes inalienáveis tendem a marcar a posse por meio de um prefixo (que, na maioria das vezes, é também o utilizado para marcar o sujeito de verbos transitivos e de alguns verbos intransitivos), ao passo que os nomes alienáveis tenderiam a marcar posse tanto com um prefixo (pronominal), como com um dos seguintes sufixos: -ne; -te; -re; i/e. Nas línguas de nossa amostra, esta afirmação tem se mostrado verdadeira.

Vimos, pela exemplificação de nossos dois primeiros parâmetros de análise acima, que ambos estão ligados morfossintaticamente à estrutura do sintagma possessivo. Isto quer dizer que, tanto os padrões de marcação de posse e as marcas

morfológicas encontradas nos membros do SgP estão estruturalmente ligados aos

membros da construção de posse, limitando-se a eles. Nossos dois últimos parâmetros de análise, por outro lado, não estão limitados à estrutura do sintagma de posse, mas relacionam-se com ele na medida em que buscaremos verificar se existe alguma relação entre a posição sintática do item possuidor e do possuído, bem como dos demais constituintes da oração completa, com a estrutura apresentada pelo sintagma possessivo. Por esta razão, nossos dois últimos parâmetros de análise são: (i) a ordem dos membros do sintagma possessivo e (ii) a ordem dos constituintes da oração simples declarativa nas línguas da amostra. A análise das línguas a partir destes dois parâmetros se dará após a análise dos dois parâmetros anteriormente citados. Assim, poderemos fazer a correlação destes dois últimos parâmetros, com os demais já apresentados, a fim de encontrar regularidades e possíveis princípios de ligação entre um padrão e outro.

Em relação ao terceiro parâmetro de análise, Sakel (2004, p. 2) afirma que a tendência é que os modificadores apareçam depois do núcleo quando o referente é animado, e antes do núcleo quando o referente é inanimado. Acreditamos, além disso, que esta ordem possa refletir certas tendências universais destas línguas, de modo que a posição sintática dos membros dos SgP de CPA alienáveis seja diferente da posição de

membros de CPA inalienáveis. Assim, levaremos em consideração as seguintes ordens, exemplificadas em (8), abaixo:

Tabela 8. 3º Parâmetro de análise: ordem dos membros do SgP

a. Possuidor-Possuído (PSR-PSD) c. Ambas as ordens: sem dominância (PSR ~ PSD)

b. Possuído-Possuidor (PSD-PSR) d. Ambas as ordens: casos específicos (ESPCF)

Por fim, nosso quarto parâmetro de análise diz respeito à ordem sintática dos constituintes das línguas. De acordo com Nichols (1992), é provável que nenhuma língua desenvolva apenas um dos tipos de marcação de posse nominal. Todavia, segundo ela, há algumas características que favorecem mais um tipo em detrimento de outros. Assim, no que se refere à ordem dos constituintes da oração, a posição do verbo será um forte indicador do tipo de posse à qual as línguas disporão. Vejamos:

Tabela 9. 4º Parâmetro de análise: ordem sintática dos constituintes da oração a. Línguas cuja ordem é o verbo-inicial (incluindo SVO como uma de suas

variantes possíveis): tendem a favorecer o padrão núcleo-marcado;

b. Línguas em que o verbo é final na oração: tendem a favorecer outros tipos de marcação de posse (dependente-marcado; ausência de marcação; dupla- marcação).

Estes serão, portanto, os quatro parâmetros que guiarão nossa análise das línguas da amostra em toda a dissertação. Será por meio da análise das línguas a partir destes parâmetros, realizada nos capítulos III (dedicado às línguas do Grupo A) e IV (dedicado às línguas do Grupo B), que poderemos, no Capítulo V, último de nosso trabalho, apresentar as principais características das línguas das 8 áreas linguísticas propostas em nossa pesquisa em relação à categoria de posse nominal. Nosso objetivo, ao estabelecer estes parâmetros de análise, é verificar de que modo as línguas de nossa amostra se comportam em relação à posse. A partir da aplicação destes parâmetros de investigação nos idiomas da amostra, será possível conhecer os padrões mais recorrentes, aventar generalizações sobre a ocorrência da categoria de posse, bem como checar possíveis correlações entre estes padrões e outros, o que nos permitirá traçar o perfil das línguas de cada uma das oito áreas linguísticas escolhidas para análise neste trabalho.