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3. Materiais de Alvenaria

3.1.10. B LOCOS DE B ETÃO

4.1.1.1. Paredes Simples de Tijolo ou Bloco

Este estilo de parede é o mais utilizado para paredes divisórias. A sua realização como pano exterior é menos comum em Portugal em detrimento das paredes duplas. No entanto, este tipo de utilização não

é de todo descabido. O sistema capoto garante boa proteção ao pano de alvenaria e acima de tudo garante um bom comportamento térmico da parede no seu conjunto.

A cronologia de procedimentos para a realização de panos de parede de tijolo ou bloco é a seguinte: Condições Prévias:

 Superfície nivelada;  Superfície limpa e seca;  Molhagem dos tijolos/blocos;

 Verificação dos alinhamentos dos elementos estruturais e correção das Anomalias da Estrutura;

 Chapisco do betão da estrutura (3 dias antes) ou picagem deste;  Determinação das cotas das aberturas em tosco;

 Marcação nos prumos das cotas das aberturas em toscos;  Marcação nos prumos das cotas das fiadas de alvenaria. Condições de Execução:

 Marcação das paredes:

 Marcação do alinhamento da parede com fio ou régua e do raio em caso de paredes curvas;

 Nivelamento da base da parede com argamassa.  1ª Fiada:

 Assentamento dos tijolos / blocos de canto da 1ª fiada marcando assim os cunhais e os topos do pano;

 Remoção da argamassa em excesso após precursão com a colher no tijolo / bloco;

 Tapamento da furação dos tijolos ou blocos nos cunhais com argamassa hidrófuga (caso exista furação);

 Verificação da localização do pano de parede;

 Assentamento dos restantes tijolos / blocos da 1ª fiada;

 Remoção da argamassa em excesso após precursão com a colher no tijolo / bloco;  Verificação da existência de ferragens de ligação entre a estrutura e o pano;  Verificação das condições das juntas verticais e do leito de argamassa (1ª fiada);  Verificação da largura das aberturas em tosco;

 Colocação dos prumos.  Até cota inferior das aberturas:

 Assentamento dos tijolos / blocos até altura (inferior) das janelas;

 Verificação da existência de ferragens de ligação entre a estrutura e o pano;  Remoção da argamassa em excesso após precursão com a colher no tijolo / bloco;

 Tapamento da furação dos tijolos ou blocos nos cunhais com argamassa hidrófuga (caso exista furação);

 Verificação das cotas das aberturas em tosco;

 Verificação das condições das juntas verticais e horizontais;  Verificação da verticalidade e da horizontalidade do pano.  Até padieiras ou caixas de estores:

 Assentamento de tijolos / blocos até à cota das padieiras ou caixas de estores;  Verificação da existência de ferragens de ligação entre a estrutura e o pano;  Remoção da argamassa em excesso após precursão com a colher no tijolo / bloco;

 Tapamento da furação dos tijolos ou blocos nos cunhais com argamassa hidrófuga (caso exista furação);

 Verificação das cotas das aberturas em tosco;

 Verificação das condições das juntas verticais e horizontais;  Verificação da verticalidade e da horizontalidade do pano.  Remate das ombreiras:

 Tapamento da furação dos tijolos ou blocos com furação à vista com argamassa hidrófuga (caso exista furação);

 Fiada à cota das padieiras e caixas de estores:

 Assentamento de uma fiada junto à padieira ou caixa de estores. Em padieiras comuns serve de cofragem;

 Verificação da existência de ferragens de ligação entre a estrutura e o pano;  Remoção da argamassa em excesso após precursão com a colher no tijolo / bloco;

 Tapamento da furação dos tijolos ou blocos nos cunhais com argamassa hidrófuga (caso exista furação);

 Verificação das condições das juntas verticais e horizontais;  Verificação da verticalidade e da horizontalidade do pano;  Execução de Padieiras:

 Execução de leito de argamassa para assentar os perfis em U das padieiras;  Colocação dos perfis das padieiras;

 Colocação dos apoios da armadura das padieiras;  Colocação das armaduras das padieiras sobre os apoios;

 Enchimento do perfil da padieira com argamassa de cimento, servindo os tijolos adjacentes como cofragem;

 Cura da argamassa de cimento.  Execução de Caixas de Estores:

 Execução de leito de argamassa para assentar a caixa de estores;  Colocação da caixa de estores sobre o leito de argamassa;

 Ligação da caixa de estores aos tijolos / blocos adjacentes com argamassa.  Até as vigas de travamento:

 Assentamento das fiadas até vigas de travamento;

 Verificação da existência de ferragens de ligação entre a estrutura e o pano;  Remoção da argamassa em excesso após precursão com a colher no tijolo / bloco;

 Tapamento da furação dos tijolos ou blocos nos cunhais com argamassa hidrófuga (caso exista furação);

 Verificação das condições das juntas verticais e horizontais;  Verificação da verticalidade e da horizontalidade do pano;  Execução da estrutura de travamento:

 Colocação das cofragens para estrutura de travamento (se existir). Apenas se coloca onde não tem alvenaria, pois esta pode servir de cofragem;

 Betonagem dos pilares e vigas de travamento;  Cura do betão da estrutura de travamento.  Até à penúltima fiada:

 Assentamento dos tijolos / blocos fora a última fiada;

 Verificação da existência de ferragens de ligação entre a estrutura e o pano;  Remoção da argamassa em excesso após precursão com a colher no tijolo / bloco;

 Tapamento da furação dos tijolos ou blocos com argamassa hidrófuga (caso exista furação);

 Verificação das condições das juntas verticais e horizontais;  Verificação da verticalidade e da horizontalidade do pano;  Execução da restante estrutura de travamento:

 Colocação das cofragens para pilares de travamento na altura restante (se existir). Apenas se coloca onde não tem alvenaria, pois esta pode servir de cofragem;

 Betonagem dos pilares de travamento;  Cura do betão da estrutura de travamento.  Última Fiada:

 Assentamento da última fiada após 24 horas com posterior camada de argamassa;

 Tapamento da furação dos tijolos ou blocos nos cunhais com argamassa hidrófuga (caso exista furação);

 Remoção da argamassa em excesso;

 Verificação das condições das juntas verticais e horizontais;  Verificação da verticalidade e da horizontalidade do pano. Condições Posteriores:

 Proteção da parede com filme de plástico após dia de trabalho no caso da parede ficar exposta.

Após a finalização das paredes deve ser colocado um filme de plástico, em caso de chuva, para que o pano possa adquirir as propriedades previamente definidas. Este é um passo que muitas das vezes não é tido em conta e que, por isso, não é realizado. No entanto, pela razão anteriormente citada, é recomendado que seja levado a cabo. Deste forma o pano encontrar-se-á seco e não levará a que tanto a argamassa como o tijolo ou bloco em causa tenham um teor de água superior ao necessário nesta fase.

Fig.21 – Parede Simples [89]