Resultando na eliminação da escravidão e na independência do Haiti, tornando-se a primeira república governada por pessoas de ascendência africana.
Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Haitiana.
Também conhecida por Revolta de São Domingos (1791 – 1804)
Revolução Haitiana
Apesar das centenas de rebeliões ocorridas no Novo Mundo durante os séculos de escravidão, apenas a revolta de São Domingos conseguiu alcançar a independência permanente.
A Revolução Haitiana é considerada como um momento decisivo na história dos africanos no Novo Mundo.
Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Haitiana.
Polish Army Museum/Wikimedia Commons. https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Battle_for_Palm_Tree_Hill.jpg.
Toussaint Louverture
Sob a liderança militar de Toussaint, as forças compostas de ex-escravos conseguiram ganhar concessões dos britânicos e expulsar as forças espanholas.
A França lutou para acabar com a rebelião, mas em 1801 Toussaint havia tomado a ilha, conseguindo libertar todos em São Domingos que ainda fossem escravos. Em seguida, autoproclamou-se
governador-geral vitalício, isto é, para o resto da vida.
Captura e morte
Toussaint governou até 1802. Naquele ano, a França enviou soldados para retomar o controle de São
Domingos. Eles eram em número superior ao das forças do líder rebelde. Em 1803, os franceses capturaram Toussaint e o enviaram à França. Ele morreu na prisão, no dia 7 de abril de 1803.
O massacre de 1804, no Haiti, foi realizado contra a população branca remanescente de franceses nativos e crioulos franceses, ou franco-haitianos, por soldados haitianos sob ordens de Jean-Jacques Dessalines. Ele havia decretado que todos os suspeitos de conspirar contra o exército rebelde deveriam ser mortos. Cerca de 5.000 mil mulheres e crianças foram mortas nesse processo.
Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Massacre_de_1804_no_Haiti.
Após Toussaint Louverture
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Jean-Jacques-Dessalines.jpg
Foi um líder da Revolução Haitiana que proclamou a independência do país, em 1º de janeiro de 1804, e foi seu primeiro governante.
Disponível em:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Jacques_Dessalines
Jean-Jacques Dessalines
Em 1805, seguindo os passos de Napoleão Bonaparte,
proclamou-se Imperador com o nome de Jacques I.
Na carta de D. Pedro a D. João VI (Rio de Janeiro, 26 de outubro de 1822), ele conta que foi escolhido pela população (“fui elevado por unânime aclamação”) para ser Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo. Termina o texto firmando o interesse de continuar mantendo boas relações diplomáticas com Portugal, sua antiga Metrópole.
SÃO PAULO-SP. São Paulo Faz Escola, Caderno do Professor, 8.º Ano, vol. 2, 2020. p. 105.
https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/wp-content/uploads/sites/7/download/cadernos-do-professor-v2-2020-EF/historia/EF_PR_HI_06-07-08-09_Vol2_VP.pdf.
Carta de Dom Pedro I ao monarca português Dom João VI
Cinco dias antes da carta ao pai, D. Pedro dirige-se aos portugueses, firmando a ruptura dos laços coloniais entre Brasil e Portugal e oferecendo o prazo de quatro meses para que a nova configuração política seja aceita de maneira pacífica antes de necessárias medidas mais violentas.
https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/wp-content/uploads/sites/7/download/cadernos-do-professor-v2-2020-EF/historia/EF_PR_HI_06-07-08-09_Vol2_VP.pdf.
São Paulo faz Escola, Caderno do Professor, 8.º Ano. vol. 2, 2020. p. 105.
Proclamação aos portugueses escrita pelo monarca Dom Pedro I (Palácio do Rio de Janeiro em 21 de Outubro de 1822. IMPERADOR)
D. Pedro determina a adoção de um escudo e uma bandeira que identifiquem o Reino do Brasil. No texto, há clareza sobre as inspirações nas cores das casas portuguesas, nas características naturais do reino, na manutenção da cruz da Ordem de Cristo e nas divisões provinciais.
Bandeira Imperial do Brasil (1822 a 1889): a primeira bandeira do Brasil independente
Decreto de D. Pedro I, que institui a bandeira nacional do
Reino do Brasil, endereçado a Dom João VI em 18 de setembro
de 1822.
Resumo da Aula
•
Guerra da Independência do México;•
Revolta de São Domingos;•
Atividade Complementar: Independência EUA;•
Carta de Dom Pedro I ao monarca português Dom João VI;•
Proclamação aos portugueses escrita pelo monarca Dom Pedro I (Palácio do Rio de Janeiro em 21 de Outubro de 1822. IMPERADOR);•
Decreto de D. Pedro I, que institui a bandeira nacional do Reino do Brasil, endereçado a Dom João VI em 18 de setembro de 1822.O Memorial Nacional do Monte Rushmore apresenta os rostos dos presidentes George Washington (1732 – 1799), Thomas Jefferson (1743 – 1826), Theodore Roosevelt (1858 – 1919) e Abraham Lincoln (1809 –1865). O memorial representa o nascimento da nação e seu processo de crescimento e desenvolvimento.
São Paulo Faz Escola, Caderno do Professor, 8.º Ano. Vol.
2, 2020. p. 101.
Atividade Complementar
América do Norte (EUA)
© Pixabay
Pesquise sobre a importância dos presidentes esculpidos no Monte Hushmore na história dos EUA, explicando por qual razão foram escolhidos para o monumento.
PRÓXIMO
AULA DE HISTÓRIA 8º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
OS PROCESSOS DE INDEPENDÊNCIA NAS AMÉRICAS (Parte IV)
Componente: História
Professores: Cássio, Edgar e Wilson
Processos de Independência
nas Américas (Parte IV)
(EF08HI11) – Identificar e explicar os protagonismos e a atuação de diferentes grupos sociais e étnicos nas lutas de independência no Brasil, na América espanhola e no Haiti.
Objetivo
Refletir acerca do protagonismo dos diferentes grupos sociais e étnicos, identificando suas atuações e influências nas lutas pela independência no Brasil e na América Latina.
O que é Protagonismo?
₢ Pixabay
RESPOSTA: De maneira geral, o conceito de Protagonismo tem relação com o nível de participação do indivíduo em diversos aspectos da vida social. Considerando o seu cotidiano escolar e a atuação na sua comunidade.
Paulisson Miura/Wikimedia Commons. Disponível em:
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:A_Grande_M%C3%A3o_e_o_Sal%C3
%A3o_de_Atos_(Memorial_da_Am%C3%A9rica_Latina)_(5613971409).jpg
Você conhece esse monumento?
RESPOSTA: É um monumento com sete metros de altura, criado por Oscar Niemeyer e localizado no Memorial da América Latina, do qual é um dos principais símbolos.
A obra remete ao sangue dos mártires latino-americanos que perderam sua vida em prol da liberdade no continente.
No relevo da palma, há uma representação da América Latina, em vermelho.
Sobre a obra, disse Niemeyer: “’Suor, sangue e pobreza marcaram a história dessa América Latina tão desarticulada e oprimida’. Agora urge reajustá-la, uni-la, transformá-la num monobloco intocável, capaz de fazê-la independente e feliz".
Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A3o_(Oscar_Niemeyer)
Processo de Independência nas Américas
A Independência do Brasil compartilha com uma origem comum com a da América espanhola, uma vez que ambas foram acionadas pela invasão da Península Ibérica por Napoleão, em 1808.
Esses processos de independência dos países da América Latina são influenciados pelo clima político e intelectual do movimento Iluminista que ocorria na Europa e alcançou as classes mais ricas das colônias.
Adaptado de: https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerras_de_independ%C3%AAncia_na_Am%C3%A9rica_espanhola
Processo de Independência nas Américas
•
Europa enfraquecida com a chamada “Era das Revoluções”.•
Colônias sentiram que seria a hora certa para lutar pela sua independência.•
Espanha tomada pelo Exército francês de Napoleão, que queria acabar com o intercâmbio comercial do Reino Unido, para que a França se tornasse a maior potência europeia.Jluisrs/Wikimedia Commons. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Imperio_Espa%C3%B1ol_America_1800.png
Mapa do espaço espanhol na América em 1800
Processo de Independência na América Espanhola
Os dois grupos sociais coloniais que se destacaram nos processos da independência espanhola foram os dois que tinham interesses opostos nestes processos revolucionários: os espanhóis e os criollos.
Chapetones
Nascidos na Espanha, eram os mais favorecidos pela administração colonial;
ocupavam os postos mais altos e eram muito fiéis à Coroa, de modo que lutaram contra as tentativas de independência.
Criollos
Eram filhos de espanhóis nascidos na América, que cuidavam da produção mercantil; os brancos, descendentes de espanhóis nascidos na colônia; os proprietários de grandes terras.
Grupos Sociais
Os povos indígenas
Submetidos à mita e à encomienda (“troca” de instrução cristã), especialmente que a tornava subordinada ao colonizador, pagando-lhes tributos e realizando serviços.
Adaptado de: https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerras_de_independ%C3%AAncia_na_Am%C3%A9rica_espanhola
Wilfredor/Galería de Arte Nacional/Wikimedia Commons. Disponível em:
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Portrait_of_Sim%C3%B3n_Bol%C3%ADvar_by_Arturo_Michelena.jpg
Simón Bolívar
Pertencia ao grupo dos criollos, e que por sua vez estava muito descontente com as condições impostas ao seu grupo. Bolívar nasceu na Venezuela, seus antepassados chegaram à Venezuela em 1548. Apesar de ter vivido boa parte de sua vida na Espanha e na França, ele era considerado criollo e, portanto, sem os privilégios dos chapetones.
São Paulo Faz Escola, 2020. Caderno do Professor, 6º ano, vol. 2, p. 101.
Fonte 1
Carta da Jamaica
Os americanos no sistema espanhol, que está em vigor, eu quero com mais força do que nunca, eles não ocupam outro lugar sociedade do que a dos próprios empregados para o trabalho, e quando mais do que simples consumidores; e ainda assim coagidos a restrições ofensivas; tais são as proibições de cultivo dos frutos da Europa, o estanco das produções que o Rei monopoliza; o impedimento das fábricas que a Península não possui;
os privilégios exclusivos do comércio, até dos objetos de primeira necessidade, os entraves entre as províncias e províncias americanas, para que não tratem, ajustem nem negociem; enfim, você quer saber qual era o nosso destino? Os campos para cultivar o anil (...), o café, a cana, o cacau e o algodão; nos prados solitários para criar gado; nos desertos para caçar animais ferozes; as entranhas da terra para escavar o ouro que não pode saciar essa nação abrangente (...).
Kingston, 6 de setembro de 1815, Simón Bolívar, Tradução Profª Pamella dePaula da Silva Santos.
São Paulo Faz Escola, 2020. Caderno do Professor, 6º ano, vol. 2, p. 99.
Na fonte que acabamos de analisar:
Simón Bolívar se queixa do forte domínio da Coroa espanhola sobre a América e gostaria que houvesse mais liberdade comercial.
São Paulo Faz Escola, 2020. Caderno do Professor, 6º ano, vol. 2, p. 100.
Fonte 2
Barranquilla, 9 de novembro de 1830.
A S. Ex.ª General Juan José Flores Meu caro General: V. Ex.ª sabe que governei durante vinte anos e deles [do povo] obtive poucos resultados.
1º) A América é ingovernável para nós.
2º) Aquele que serve a uma revolução ara no mar.
3º) A única coisa que se pode fazer na América é emigrar.
4º) Este país cairá infalivelmente nas mãos da multidão desenfreada, para depois passar a tiranos quase imperceptíveis, de todas as cores e raças.
5º) Devorados por todos os crimes e extintos pela ferocidade, os europeus não se dignarão a nos conquistar.
6º) Se fosse possível para uma parte do mundo retornar ao caos primitivo, este seria o último período da América.
Simón Bolívar
São Paulo Faz Escola, 2020. Caderno do Professor, 6º ano, vol. 2, p. 100.
Questão sobre a Fonte 2
Quais eram os interesses e temores dos chapetones e das elites criollas em relação à independência da América Espanhola?
São Paulo Faz Escola, 2020. Caderno do Professor, 6º ano, vol. 2, p. 101.
Está questão está no final dos slides.