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PDI e Política Institucional para Modalidade EAD

2. Projeto de Desenvolvimento Institucional (PDI)

2.1 Planejamento e Avaliação Institucional

2.2.6 PDI e Política Institucional para Modalidade EAD

A modernização do ensino, decorrente de fatores políticos, econômicos e sociais visando ao atendimento da demanda e das exigências sociais, torna-se uma necessidade a ser resolvida de maneira urgente. Implica novas formas de acesso ao ensino, propostas curriculares inovadoras que possibilitem o auto aperfeiçoamento, revisão de papeis de discentes, docentes, gestores e da própria instituição ao adotar:

as tecnologias de informação e comunicação; a cultura do convívio salutar entre pares, a comunicação, a flexibilidade e a abertura intra e interinstitucional e com a sociedade, o redimensionamento dos espaços e das práticas de aprendizagem.

A EAD surge, portanto, como um importante instrumento na busca das condições necessárias para uma formação de qualidade, imprescindível para essa nova realidade. A análise e discussão sobre a função social das instituições de ensino, a democratização do acesso e permanência dos alunos nos estudos e o surgimento de possibilidades oriundas do avanço tecnológico tornaram possível a revisão dos paradigmas educacionais, propiciando o avanço da modalidade da educação a distância, além da educação presencial, também na Educação Superior. Aí se insere a proposta da UNIUBE na formação de profissionais na modalidade a distância.

Esse avanço ocasionou uma revisão de paradigmas da sociedade, que valoriza a informação, a construção do conhecimento de forma colaborativa e a educação continuada, como forma de manter-se no mercado de trabalho e em sintonia com o novo.

A inclusão social e o consequente resgate da cidadania perpassam a questão educacional. Fomentar as condições necessárias ao surgimento de uma educação

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transformadora, que integre e inclua, oportunizando o acesso das classes menos favorecidas ao conhecimento científico e tecnológico, é condição imprescindível à formação do cidadão e ao desenvolvimento do país.

O uso das novas tecnologias da informação e da comunicação, embora não se constitua como solução para todos os problemas educacionais do país, deve se constituir em um meio de oportunizar ao cidadão comum conviver com o mundo do conhecimento, fazer parte da sociedade do saber, ter acesso a um mundo que é seu, de direito e não apenas contemplá-lo com a distância determinada pelas diferenças sociais e econômicas.

É uma oportunidade a mais para que os cidadãos que moram em regiões distantes dos grandes centros, cidadãos que por motivos de ordem pessoal, social ou econômica não puderam dar continuidade aos seus estudos ou mesmo a pessoas que não tiveram a oportunidade de conseguir ingressar em cursos de graduação. Enfim, é uma forma democrática de difundir o saber, mesmo sabendo-se que muitos ainda ficarão excluídos.

Isso exige uma modificação de postura em relação à compreensão do processo de formação de docentes e recursos humanos para a educação: trabalho com a mediação tecnológica, de forma interdisciplinar, mediante parcerias; revisão dos instrumentos de avaliação; trabalho lúdico que estimule o imaginário; democratização dos processos de acesso; revisão dos currículos e a inserção da pesquisa. Exige ainda uma nova prática discente alicerçada na participação, colaboração, solução de problemas de forma individual e coletiva e aprendizagem independente, possibilitando a autoaprendizagem, transformando o aluno em protagonista de sua própria formação e, em sendo, transformando-se também em protagonista do desenvolvimento da região onde vive, possibilitado pela inserção, antes distante, no ensino superior.

A oferta e realização de cursos de licenciaturas na modalidade de ensino a distância, surge como uma possibilidade efetiva de atender à demanda por profissionais competentes, com uma visão crítica e conhecimento verticalizado em uma determinada área, considerando que na EAD são criados novos espaços de ensino-aprendizagem que independem de espaços físicos e geográficos, permitindo assim, que um número maior de pessoas tenha acesso a um curso de formação para a docência.

Desde 1996, os cursos e programas ministrados por meio da EAD estão amparados legalmente pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB nº 9.394/96, a qual, em vários artigos, regulamenta o seu desenvolvimento demonstrando a evidência de sua viabilidade e importância para o fortalecimento dos processos educacionais do país.

O Art. 80 explicita:

O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino, e de educação continuada

Fica clara a não restrição da abrangência e compatibilidade desta modalidade, priorizando os cursos em que os alunos já tenham desenvolvido um nível maior de maturidade o que possibilitará o fortalecimento da sua autonomia.

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Percebe-se, na atual legislação, o rompimento com um entendimento da EAD como autodidatismo e aprendizagem individual e solitária, e a incorporação das tecnologias da informação e comunicação, priorizando uma visão de interatividade e compartilhamento.

A Educação a Distância na Universidade de Uberaba consolida-se em uma prática educativa de interação pedagógica cujos objetivos, conteúdos e resultados obtidos identificam-se com aqueles que caracterizam a educação como projeto e processo humano, histórico e politicamente definidos na cultura das diferentes sociedades.

O aluno é visto como sujeito original, singular, único, dotado de inteligências múltiplas, com habilidades próprias para resolver problemas. O professor desempenha um novo papel: um educador que sabe ouvir, observar, refletir, problematizar conteúdos e situações.

A metodologia possibilita a concretização da concepção de educação como um processo sócio interativo que leva o aluno a alcançar a sua autonomia intelectual.

Valoriza a pesquisa e a investigação e volta-se para a construção de competências e atitudes, respeitando-se o ritmo individual do aluno.

Na UNIUBE, a educação a distância é um processo dinâmico e interativo que utiliza material didático impresso e digital devidamente preparado para esta modalidade de estudo e disponibiliza recursos das novas tecnologias da informação para o desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem e acompanhamento do aluno.

Conta com uma equipe docente e técnica preparada para atuar em cursos a distância.

Por meio desse Programa, a UNIUBE pretende:

● fazer parte da formação em Educação a Distância, com reconhecida competência profissional e qualidade de suas ações;

● promover a educação continuada e permanente a distância;

● contribuir para a democratização das oportunidades educacionais e para o desenvolvimento sociocultural, científico e autossustentável do país;

● colaborar para a qualificação e constante atualização profissional do cidadão, de acordo com as inovações tecnológicas e contínuas mudanças nos processos de trabalho;

● favorecer e orientar o exercício da autonomia, a fim de que cada pessoa seja capaz de construir sua própria situação de aprendizagem, tornando-se sujeito transformador dos diversos ambientes em que atua;

● visando equiparar as possibilidades dos alunos das diversas regiões do país, prover tecnologias que possibilitem aos alunos que possuam conexão de internet pouco estável ou de baixo desempenho, poderem acompanhar as atividades nas mesmas condições dos alunos que estão nas regiões metropolitanas.

A UNIUBE propõe a oferta de cursos na modalidade a distância como estratégia para o fomento das mudanças socioculturais e político-econômicas necessárias nas diversas regiões brasileiras.

Deste modo, a proposta da formação em EAD tem, como finalidade precípua, a possibilidade de democratização do acesso ao ensino superior de qualidade nos mais variados locais. Essa proposta de formação para atuar também nos municípios distantes dos grandes centros urbanos e não apenas neles, contribuirá efetivamente

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para a concretização de mecanismos sócio-políticos que promovam o pleno exercício da cidadania e da ética em todo o território nacional.

A UNIUBE, ciente dos desafios que a atual realidade brasileira apresenta, especialmente no tocante às desigualdades sociais, tem buscado explicitar na elaboração dos seus Projetos Pedagógicos, o compromisso educativo com o fortalecimento do processo histórico de construção de um país socialmente mais humano e mais justo – conforme preconizam a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), a Constituição Federal (1988), o Estatuto dos Direitos da Criança e do Adolescente (1990) e outras leis que visam à equidade dos direitos de todos. Visa desta forma, à formação de profissionais comprometidos com o pleno desenvolvimento humano.

O desenvolvimento das tecnologias, inclusive as digitais, nas últimas décadas, tem proporcionado o fluxo global de informações e provocou o acelerado ritmo das transformações dos sistemas industriais e empresariais, abreviou os ciclos de produtos, ampliou a busca por novos mercados e baixo custo e fez surgir oportunidades de oferta de serviços personalizados como garantia de alta produtividade com qualidade. Há, portanto, necessidade da permanente atualização dos projetos pedagógicos e respectivos currículos dos cursos, principalmente no que se refere aos avanços e às inovações tecnológicas, fatores imprescindíveis no processo de desenvolvimento de um país. Por outro lado, considerando as dimensões continentais de nosso país, há que se cuidar, na implementação dos cursos, do uso de estratégias inovadoras caminhando paralelamente com recursos que tornem disponíveis o acompanhamento e a participação de alunos de regiões ainda não servidas totalmente do que há de melhor em tecnologias da informação e comunicação.

Nesse mesmo cenário da globalização, desenham-se graves questões ambientais e torna-se, cada vez mais necessário o controle da qualidade, da normatização, do acompanhamento e da avaliação de processos e de empreendimentos. A carência de profissionais que atuem com competência e responsabilidade social, no desenvolvimento e aplicação de tecnologias, dificulta o desenvolvimento do país e justifica, pelo menos em parte, a ampliação da oferta da EAD.

As transformações no cenário mundial exigem mudanças na formação e na qualificação dos profissionais. Nesse sentido, faz-se necessário que as instituições de ensino superior estejam atentas às exigências da dinâmica do mundo globalizado, quando se propõem a oferecer formação profissional que responda, de modo adequado e veloz, às necessidades contextuais e à nova ordem mundial, advindas das novas tecnologias da informação e da comunicação, da automação e suas respectivas aplicações na indústria e nos serviços.

Será necessário, ainda, proporcionar a formação continuada daqueles que já possuem a formação em nível médio, já atuantes no mercado de trabalho, mas que são impedidos de se afastarem de suas funções para frequentarem os cursos presenciais.