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De acordo com as informações fornecidas pelos países, são as próprias instituições de ensino superior que determinam sob que aspetos se devem debruçar os sistemas internos de garantia da qualidade. No entanto, uma série de países coloca a ênfase em outros atores. Alguns deles, como a Grécia, Irlanda, Itália, Espanha, Suíça e Reino Unido apontam para o papel desempenhado pela agência de garantia de qualidade na definição das prioridades para a avaliação externa. Estas prioridades têm, claramente, um grande impacto sobre a forma como são organizados os processos de qualidade internos.

Azerbaijão e Montenegro são os únicos países a afirmar que o ministério da tutela é o principal responsável por determinar as áreas prioritárias da garantia de qualidade interna, embora Montenegro aponte que o ministério só atua a partir da proposta do Conselho de ensino superior. Vários outros países apontam igualmente para o papel do ministério em combinação com outros atores. Este é o caso de Geórgia, Listenstaine e Espanha.

3.2.3. Estratégias institucionais para a melhoria contínua da

qualidade

São vários os países que reportam resultados muito positivos em relação ao número de instituições que publicaram uma estratégia para a melhoria contínua da qualidade nos últimos 5 anos. De facto, 25 sistemas nacionais consideram esse número é superior a 75 % das suas instituições de ensino superior, e 12 deles reivindicam que todas as instituições de ensino superior têm tal estratégia publicada.

Existem, no entanto, alguns sistemas que se situam no extremo oposto. Onze sistemas nacionais estimam que entre 0-25 % das suas instituições tornaram pública tal estratégia de melhoria. Três sistemas estimam 25-50 %, e oito deles colocam a estimativa entre 50 e 75 %.

Em geral, se considerarmos que esses dados refletem com precisão a realidade de cada país, podemos concluir que as instituições de ensino superior têm vindo a fazer grandes esforços para desenvolver estratégias para melhorar a qualidade nos últimos anos.

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Figura 3.6: Publicação de estratégias institucionais para a melhoria contínua da qualidade nos últimos 5 anos, 2010/11 Todas as instituições Nenhuma instituição < 25 % 25-50 % 50-75 % 75-99 %

Informação não disponível

Fonte: Questionário do BFUG.

3.2.4. Publicação de relatórios de avaliação críticos ou

negativos

O cenário em relação ao número de instituições que publicam os resultados críticos e negativos derivados dos processos de garantia da qualidade é significativamente diversificado. Um número elevado de sistemas (22) afirmam que nenhuma das suas instituições publica tais relatórios, e outros 11 colocam a percentagem mais baixa (1 %-25 %). No outro extremo, encontram-se seis países que afirmam que todas as suas instituições publicam esses relatórios. No entanto, neste grupo encontra-se a Itália, que também informa que ainda não foram realizadas avaliações externas pela agência de garantia de qualidade. Portanto, este resultado permanece como hipotético. Apenas oito sistemas estão nas categorias que variam entre os 25 e os 99 %.

Figura 3.7: Publicação de resultados críticos ou negativos pelas instituições de ensino superior, 2010/11

Todas Nenhuma < 25 % 25-50 % 50-75 % 75-99 %

Informação não disponível

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A razão para a diversidade destes resultados não é clara, pois os países em geral providenciaram poucas explicações adicionais. No entanto, é provável que países onde todas as instituições publicam relatórios críticos de avaliação sejam sociedades muito abertas, transparentes, ou que exista algum tipo de exigência para que as instituições publiquem os seus relatórios de avaliação – sejam eles positivos ou negativos.

Conclusões

O relatório atual fornece evidências sólidas de que a vaga de atividade ligada à garantia de qualidade, que ganhou um impulso após o lançamento do Processo de Bolonha em 1999, continua a expandir-se até hoje. Não obstante o estabelecimento de Normas e Diretrizes comuns a todos os sistemas dentro do EEES, ainda existe uma grande diversidade na orientação dos respetivos sistemas de qualidade. A grande maioria dos sistemas de garantia da qualidade centra-se atualmente tanto nas instituições como nos programas. Isto sugere que, enquanto nos primeiros estágios de desenvolvimento de sistemas de controlo de qualidade externa o foco recaía sobre a avaliação dos programas, com o tempo passam muitas vezes a focar-se mais na instituição. No entanto, a atenção aos programas raramente desaparece por completo e, portanto, os sistemas podem tornar-se muito complexos na tentativa de tentar responder a uma variedade de exigências societais. À medida que a sua complexidade aumenta, também se torna mais importante manter-se alerta no que diz respeito ao impacto da garantia da qualidade nas próprias instituições de ensino superior. Em particular, é fundamental assegurar que a posição expressa no Comunicado Ministerial de Berlim em 2003 – que a responsabilidade primordial pela garantia da qualidade recai sobre as próprias instituições de ensino superior – é viável na prática.

Os indicadores de classificação que têm sido utilizados para este relatório refletem as principais questões das Normas e Diretrizes para a Garantia da Qualidade no Espaço Europeu de Ensino Superior (ESG), e estão apontados para 2020. Se resultados confirmam as mudanças impressionantes que ocorreram na paisagem da garantia de qualidade do ensino superior desde que o Processo de Bolonha começou, ainda há muito espaço para melhorias. Em particular, a participação das partes interessadas em todos os aspetos relevantes da garantia da qualidade é um princípio aceite, mas ainda está longe de ser uma realidade comum. O relatório também mostra que, apesar da criação do Registo Europeu de Garantia da Qualidade (EQAR), muitos países continuam relutantes em delegar a responsabilidade pela garantia da qualidade externa para além das suas fronteiras nacionais.

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