• Nenhum resultado encontrado

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

PEQUENOS PRODUTORES

José Arnulfo Perdomo Tulipán CACAYAL ND

Paulino Ibarra El Recuerdo Caño grande alto 33

Armando Luna Villa Ofelia Caño grande alto 46

Luís David Rincón El Manantial Caño grande alto 37

Eduard Traslaviña Vásquez San Luís CACAYAL 33

Araminta Jiménez El Porvenir Betania ND

Héctor Pérez Santa Rosa Betania ND

Ubaldo Padilla El Clarín Caño Grande Bajo ND

Julio Parra El Refugio CACAYAL 36

Wenceslao Liébano Santa Ana Violetas ND

María del Carmen Salamanca El Descanso San Lorenzo ND

Maria del Transito Carrillo La Pradera Caño grande alto 24

Eduardo Garavito Mirabueno CACAYAL 26

Benjamín Herrera La Camila Caño grande alto 56

Juan Vicente Patiño La Araucaria San Lorenzo ND

Doris Castro Sin Nombre Betania 38

José Hernando Rozo Milamores Caño grande alto 20

Rosa Baquero Rey La Porfía Caño grande bajo 30

Wilson Ruiz Carillo La Papaupa Caño Grande Bajo ND

Rosa Rozo La Esperanza Caño grande alto 36

Ligia Castañeda de Rozo Villa Luz Caño grande alto 35

José Arturo Sosa El porvenir Caño grande alto 27

Orlando Ortiz El Bosque Caño Grande Alto 40

Carlos Devia El Amigo Caño Grande Alto ND

Ester Julia Gonzáles San Juanito Centro ND

Cipriano Bejarano Pinares Centro ND

Henry Ruiz Carrillo La Guaratara Caño Grande Bajo ND

Cesil Castro Moreno El Milagro Caño grande bajo ND

*ND: não se encontraram disponíveis nos dias de visita.

Tabela 6. Distribuição das fazendas piscícolas pelas classificações da sustentabilidade.

Número de empresas em cada

classificação (n) Grandes Medias Pequenas Total

Sustentabilidade Adequada 4 4 1 9

Sustentabilidade Péssima 3 4 10 17

Sustentabilidade Crítica 0 1 4 5

Na tabela 7 verifica-se que 44.4% das empresas tamanho grande e médio apresentam uma sustentabilidade adequada, enquanto os pequenos apresentam 11,1%. Das 31 fazendas piscícolas entrevistadas, 29,0% apresentaram uma sustentabilidade adequada, 54,8% apresentou sustentabilidade péssima e 16,1% das fazendas apresentaram uma sustentabilidade crítica. A maior porcentagem de empresas com sustentabilidade péssima ocorreu nas pequenas empresas (58,8%), seguido por 23,5% nas empresas medianas e um 17,6% das grandes. As empresas pequenas tiveram a maior porcentagem de sustentabilidade crítica (80,0%). Pode se concluir que as empresas que apresentam um melhor desempenho ambiental são as grandes, sendo as que não apresentaram sustentabilidade crítica.

Em termos gerais a situação não é favorável à todas as empresas, independente do tamanho, ainda falta mostrar maior envolvimento com o meio ambiente. Foram detectados problemas especialmente no manejo de efluentes, no correto uso de drogas e químicos e na armazenagem de alimentos, insumos e combustíveis.

Tabela 7. Distribuição percentual das fazendas piscícolas segundo as classificações da sustentabilidade.

Porcentagem de empresas em

cada classificação (%) Grandes Medias Pequenas Total Sustentabilidade Adequada 44,4 44,4 11,1 29,0 Sustentabilidade Péssima 17,6 23,5 58,8 54,8 Sustentabilidade Crítica 00,0 20,0 80,0 16,1

As estratégias que teriam que ser implementadas para melhorar a performance ambiental das empresas não requer grandes investimentos tecnológicos. Muito pode ser realizado com um baixo investimento e a curto prazo, como as boas práticas de manejo do cultivo e da empresa em geral.

A questão dos efluentes é que preocupa bastante e demandará maior atenção. O estabelecimento de plantas de tratamento para efluentes irá requerer a participação ativa de pessoal capacitado na construção de plantas de bio-transformação. A idéia é implementar produções mais limpas que permitam o aproveitamento do que agora constitui um resíduo problemático, como é o efluente. Num sistema de bio- transformação este efluente se converte em carne de molusco, carne de peixe ou planta aquática, gerando mais recursos econômicos e solucionando um grave

problema por todos apresentado. Na literatura mundial existem muitos exemplos que podem ser experimentados no Município de Castilla La Nueva. Olivera e Brito (2005) falam da produção de moluscos a partir do efluente; Rakocy e Bailey (2003) da aqüaponia; Lin et al., (2005) das zonas úmidas artificiais, Troell et al., (2005) apresentam o uso de plantas aquáticas e denominam o sistema como Aqüicultura multitrófica integrada.

Algumas fazendas têm estruturas perfeitas para o estabelecimento de sistemas de tratamento de efluentes com zonas úmidas artificiais. São basicamente lugares mais baixos onde se colocam ervas suculentas de grande capacidade de absorção de nutrientes. Existem também gramíneas resistentes ao encharcamento que podem cumprir a função de absorção de nutrientes e transformá-los em alimento para gado ou porcos.

4.2.2 Análise dos itens consultados por grupo de pergunta.

4.2.2.1 Direitos de propriedade e atendimento à legislação ambiental

Como se pode observar a análise da sustentabilidade inicia com assuntos de ordem legal, dando prioridade ao desenvolvimento de um marco administrativo e jurídico idôneo para garantir a introdução e aplicação de práticas aquícolas responsáveis.

Em mais de 83% dos casos estudados não existe atendimento das obrigações legais por parte dos piscicultores, que são basicamente outorga de águas, permissão de lançamento de águas servidas, licença de cultivo da entidade competente (INCODER) e/ou licença ambiental da corporação ambiental regional. Neste assunto o estudo fez as seguintes observações:

Os pequenos e médios produtores enfrentam trâmites difíceis e longos e afirmam que precisam de ajuda para elaborar e escrever os planos de manejo ou os projetos produtivos em geral. Existe uma situação especial, é o fato da mudança de jurisdição das corporações ambientais: antes era a CORPORINOQUIA quem tinha jurisdição na região do estudo e agora esta foi transferida a CORMACARENA. Embora nos

arquivos de CORMACARENA foi comprovado que os trâmites foram ou estão sendo transferidos e que a transição de processos está a caminho.

O atendimento da licença de cultivo junto ao INCODER não é feita por 90.3% das empresas, independente do tamanho delas. A situação neste sentido não é simples. O INCODER é um instituto com múltiplas funções, todas de vital importância para o desenvolvimento rural. A regulamentação da pesca e da aqüicultura ficou como uma delas num reduzido orgão governamental, sem funcionários e sem logística.

O que a FAO recomenda no seu código de conduta para a aqüicultura responsável é um “código de práticas” (norma voluntária) mais que um instrumento legislativo com força obrigatória. Neste sentido, a educação joga um papel vital para incentivar a população a execução de práticas apropriadas ao desenvolvimento responsável da atividade. Necessita-se educação para convencer a população que produzir com responsabilidade ambiental e social é melhor, ganha-se mais e se tem maiores possibilidades de mercado. As corporações ambientais e os municípios devem trabalhar de mãos dadas na capacitação e reeducação de uma cultura ambientalmente correta em beneficio de todos nós. Não é uma boa estratégia obrigar aos produtores a cumprir a legislação sem que haja o total convencimento que fazê-lo é proveitoso. É necessário mudar o paradigma de que o atendimento das obrigações legais só se traduz em dar parte dos lucros ao governo. O novo paradigma deve ser “cumpro com a legislação e a minha empresa se beneficia”. Para que esta mudança se dê, é necessário mostrar claramente os benefícios à comunidade, dar-lhe incentivos e prêmios pelo seu esforço.

Com estes resultados não se espera nem se propõe que a corporação ambiental e o município corram atrás dos infratores. Apresenta-se o fato como uma situação que deve ser abordada de forma inteligente sem causar mais deterioração ao sistema produtivo do país e sem trazer como conseqüência o abandono da atividade.

No Município 93,5% das fazendas não tem outorga da água. Embora a outorga de águas e a cobrança pelo seu uso passem neste momento por analises importantes, o Projeto Lei da Água derroga as atuais leis e dá maior responsabilidade às

corporações. Cada corporação deverá estudar os caudais dos rios para então determinar o volume a ser outorgado sem deteriorar o recurso hídrico (Tabela 8).

Tabela 8. Respostas de todas as fazendas ao primeiro grupo de perguntas. APROXIMAÇAO AOS SEUS NÍVEIS DE

SUSTENTABILIDADE