5.1 Microscopia confocal laser
5.2.2 Período de 72 horas
O período de 72 horas demonstrou resultados semelhantes para as amostras tratadas com Soro fisiológico, Hipoclorito de Sódio 5,25%, EDTA 17% e Hipoclorito de Sódio 5,25% combinado com EDTA 17%.
Foi observado um grande preenchimento celular, com células estreladas com prolongamentos evidentes (FIGURA 10).
A A
A B
Figura 10 - Fibroblastos 3T3 observados em Confocal.
Legenda: (A) Tratamento com Hipoclorito de Sódio, (B) Hipoclorito de Sódio e EDTA (C) Soro fisiológico, (D) EDTA.
As amostras tratadas com Clorexidina 2% demonstraram um aspecto mais estrelado e alongado no contato por 72 horas quando comparado a 24 horas de contato. Entretanto, o número de células foi menor quando comparado aos outros grupos. O mesmo se mostrou melhor quando o tratamento com Clorexidina 2% era seguido de tratamento com EDTA 17%. (FIGURA 11).
B
A
D
C
A A A B A C A DFigura 11 - Fibroblastos 3T3 observados em Confocal.
Legenda: (A) Clorexidina 2% associada a EDTA 17% , (B)Tratamento com Clorexidina 2%. Coloração verde obtida com Alexa Flúor 488 Phalloidin representando região citoplasmática e coloração vermelha obtida com TO-PRO®-3 representando núcleo celular.
B
A
A A A B6 DISCUSSÃO
O tratamento de revascularização pulpar propõe a manutenção de um coágulo sanguíneo no interior do sistema de canais radiculares para estimular a adesão celular nas paredes dentinárias e a formação de uma matriz tecidual, permitindo assim reparo e regeneração tecidual (Banchs e Trope, 2004; Shah et al., 2008).
Desta forma torna-se importante que, além da capacidade antimicrobiana das substâncias químicas auxiliares utilizadas durante o tratamento endodôntico, exista uma interação favorável entre a substância e as células que participem do reparo tecidual no interior do sistema de canais radiculares.
Neste estudo, através da avaliação da superfície dentinária dos canais radiculares com Microscopia Eletrônica de Varredura, foi possível observar que a adesão tecidual inicial, após as primeiras 24 horas de contato entre células e dentina foi baixa. Essa adesão aumentou após 72 horas de contato.
A Clorexidina gel 2% demonstrou uma menor adesão celular, mesmo quando utilizada combinada ao tratamento com EDTA. Resultado semelhante foi encontrado em estudo realizado por Ring et al. em 2008, onde a adesão celular de células indiferenciadas foi prejudicada pela ação da Clorexidina 2% na forma líquida. Esta substância apresenta ação citotóxica quando em contato direto com células pulpares indiferenciadas (Ring et. Al., 2008). A manutenção desta ação pode ser relacionada à propriedade da substântividade que poderia interferir sobre a dentina e impedir a adesão celular mesmo após 72 horas de contato (White et al., 1997, Trevino et al., 2011). Entretanto, estudo publicado por Galler et al. em 2015, sugere que a utilização previa da Clorexidina 2% de forma prévia ao EDTA pode resultar em maior liberação de fatores crescimento, o que poderia aumentar as taxas de adesão celular.
Assim como ocorreu com o tratamento com Clorexidina 2%, o tratamento com Hipoclorito de Sódio apresentou baixa adesão celular para os tempos de 24h. Isso pode ser justificado devido à ação direta da solução sobre as células em cultura. Esta ação citotóxica também já foi demonstrada sobre células do ligamento periodontal e sobre células indiferenciadas (Trevino et al., 2011; Ring et al., 2018) .
Apesar destas conhecidas ações citotóxicas das soluções de Clorexidina 2% e de Hipoclorito de Sódio (em diferentes concentrações), a sua utilização é considerada segura tanto para o tratamento endodôntico convencional quanto para a técnica de revascularização
pulpar. As propriedades antimicrobianas das soluções de Clorexidina 2% e Hipoclorito de Sódio são capazes de atuar efetivamente sobre bactérias presentes no interior dos canais radiculares (Soares et al., 2013). A desinfecção do sistema de canais radiculares é um dos pilares para o sucesso da revascularização pulpar (Diogenes et al., 2016).
A literatura demonstra casos de sucesso da terapia revascularizadora, tanto para casos tratados com Clorexidina 2% (Reynolds et al., 2009; Shin et al., 2009; Soares et al., 2013) quanto para Hipoclorito de Sódio (Nosrat et al., 2011), e assim mais estudos precisam ser realizados para que se entendam o mecanismo de adesão celular em dentina.
A combinação da utilização do EDTA possibilitou uma maior adesão celular, sendo que algumas amostras chegaram a atingir 80 % de confluência após 72 horas de contato. A solução de EDTA é indicada clinicamente para a remoção do “smear layer” dentinário que é formado durante a instrumentação radicular, esta camada poderia tornar irreconhecível a superfície dentinária para as células, dificultando o processo de adesão celular na dentina (Galler et al, 2011).
O condicionamento dentinário com EDTA expõe fatores de crescimento presentes na matriz dentinária e estimula dessa forma a adesão celular (Graham et al,. 2006, Ring et al., 2008). Esse resultado se assemelha a estudos anteriores que mostraram a melhora da capacidade de adesão celular na parede dentinária tratada com EDTA e assim como para a combinação com outras substâncias químicas auxiliares (Trevino et al., 2011).
A combinação das soluções de Hipoclorito de Sódio com EDTA foi capaz de melhorar consideravelmente a capacidade de adesão celular após 3 dias de contato. Essa melhora se deve provavelmente a melhora da capacidade de adesão celular obtida pelo tratamento do EDTA (Trevino et al., 2011).
O preparo das amostras para avaliação em Microscopia Eletrônica de Varredura neste estudo buscou seguir os protocolos de instrumentação utilizados clinicamente, realizando o contato com as substâncias químicas auxiliares durante a instrumentação. Esta escolha pode ter gerado limitações metodológicas, sendo que após a instrumentação foi realizado o corte das amostras, o que poderia alterar a ação das substâncias químicas sobre a dentina. Entretanto, os resultados encontrados em avaliação Confocal, onde o contato com as substâncias estudadas foi realizado após o corte das amostras, seguiram os achados
encontrados em MEV, complementando os possíveis efeitos das substâncias estudadas sobre as células.
A avaliação em Microscopia Confocal Laser permitiu avaliar o preenchimento das amostras por células aderidas, assim como as suas características morfológicas. O preenchimento de células encontradas de forma geral foi maior do que encontrados em MEV, fato que se justifica na menor superfície amostral utilizada.
Os grupos tratados com Clorexidina 2% avaliados em Confocal, exibiram células arredondadas e isoladas. Essas células não possuíam as características naturais de Fibroblastos, sugerindo morte celular ou a sua não adesão á superfície dentinária. A característica em formato estrelado e alongado apareceu quando a avaliação foi feita após 72 horas de contato, mostrando uma possível diminuição na ação residual da Clorexidina sobre as células, entretanto, o padrão de morfologia celular não seguia o padrão encontrado para os grupos tratados com os outros grupos estudados.
O Hipoclorito de Sódio, assim como nos resultados apresentados em MEV, mostrou baixa adesão celular inicial, mas mostrou crescimento maior após 72 horas de contato, com melhores características de morfologia celular, sugerindo que sua ação citotóxica ocorre nas primeiras horas de contato.
Assim como nos resultados de Microscopia Eletrônica de Varredura, a microscopia Confocal mostrou os resultados de maior preenchimento e, morfologia celular mais adequada e adesão aos túbulos dentinários para os grupos tratados com EDTA isolado e quando combinado ao Hipoclorito de Sódio, ocorrendo uma menor adesão nas 24 horas iniciais e alta adesão quando observados em 72 horas. Esse resultado se justifica na capacidade de estímulo à adesão celular que o EDTA é capaz de promover (Trevino et al., 2011, Graham et al., 2006).
7 CONCLUSAO
As soluções de Hipoclorito de Sódio 5,25% e Clorexidina 2% afetam a capacidade de adesão celular em um período inicial de 24 horas.
O tratamento com Clorexidina 2% apresentou os resultados mais baixos de adesão celular e interferiu de forma negativa sobre a morfologia celular.
O EDTA foi capaz de melhorar a adesão celular quanto utilizado sozinho ou em combinação com Hipoclorito de Sódio 5,25% ou Clorexidina 2%.
A remoção do “smear leyer” e exposição de fatores de crescimento da dentina parecem interferir positivamente sobre a adesão e morfologia celular.
REFERÊNCIAS 1
Alcade MP, Guimarães BM; Fernandes SL; Amoroso-Silva PB, Bramante CM, Vivian RRD, et al. Revascularização pulpar: considerações técnicas e implicações clinicas. Salusvita. 2014;33(3): 415-432. Altaii M, Richards L, Rossi-Fedele G. Histological assessment of regenerative endodontic treatment in animal studies with different scaffolds: A systematic review. Dent Traumatol. 2017;33(4):235–44. Andreasen FM, Daugaard-Jensen J. Treatment of traumatic dental injuries in children. Curr Opin Dent. 1991;1(5):535-550.
Andreasen JO, Borum MK, Jacobsen HL, Andreasen FM. Replantation of 400 avulsed permanent incisors. 2. Factors related to pulpal healing. Endod Dent Traumatol. 1995;11(2):59-68.
Araújo PR de S, Silva LB, Neto AP dos S, Almeida de Arruda JA, Álvares PR, Sobral APV, et al. Pulp Revascularization: A Literature Review. Open Dent J. 2017;10(1):48–56
American Association of Endodontists. Clinical Considerations for a Regenerative Procedure Chicago, 2018. [acesso em 2018 Jul 20] Disponível em: https://www.aae.org/specialty/wp-
content/uploads/sites/2/2018/06/ConsiderationsForRegEndo_AsOfApril2018.pdf
Banchs F, Trope M. Revascularization of Immature Permanent Teeth With Apical Periodontitis: New Treatment Protocol.J Endod. April 4;30(4):3–7.
Bansal R, Bansal R. Regenerative endodontics: A state of the art. Indian J Dent Res. 2011;22(1):122. Bakopoulou, A. et al. Comparative analysis of in vitro osteo/odontogenic differentiation potential of human dental pulp stem cells (DPSCs) and stem cells from the apical papilla (SCAP). Archives of Oral Biol. 2011; 56(7): 709–721.
Becerra P, Ricucci D, Loghin S, Gibbs JL, Lin LM. Histologic study of a human immature permanent premolar with chronic apical abscess after revascularization/revitalization. J Endod. 2014;40(1):133-9. Bègue-Kirn C, Smith a J, Ruch J V, Wozney JM, Purchio a, Hartmann D, et al. Effects of dentin proteins, transforming growth factor beta 1 (TGF beta 1) and bone morphogenetic protein 2 (BMP2) on the differentiation of odontoblast in vitro. Int J Dev Biol. 1992;36(4):491–503.
Berber VB, Gomes BPFA, Sena NT, Vianna ME, Ferraz CCR, Zaia AA, et al. Efficacy of various concentrations of NaOCl and instrumentation techniques in reducing Enterococcus faecalis within root canals and dentinal tubules. Int Endod J. 2006;39(1):10–7.
1 De acordo com as normas da UNICAMP/FOP, baseadas na padronização do International
Committee of Medical Journal Editors - Vancouver Group. Abreviatura dos periódicos em conformidade com o PubMed
Bose R, Nummikoski P, Hargreaves K. A Retrospective Evaluation of Radiographic Outcomes in Immature Teeth With Necrotic Root Canal Systems Treated With Regenerative Endodontic Procedures. J Endod. 2009;35(10):1343–9.
Chang Y, Huang F, Tai K. The effect of sodium hypochlorite and chlorhexidine on cultured human periodontal ligament cells. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 2001;446–50. Chen MYH, Chen KL, Chen CA, Tayebaty F, Rosenberg PA, Lin LM. Responses of immature permanent teeth with infected necrotic pulp tissue and apical periodontitis/abscess to revascularization procedures. Int Endod J. 2012;45(3):294–305.
Chrepa V, Pitcher B, Henry MA, Diogenes A. Survival of the Apical Papilla and Its Resident Stem Cells in a Case of Advanced Pulpal Necrosis and Apical Periodontitis. J Endod. 2017;43(4):561–7. Cotti, E., Mereu, M. & Lusso, D., 2008. Regenerative Treatment of an Immature, Traumatized Tooth With Apical Periodontitis: Report of a Case. J Endod. 2008;34(5):611–616.
Ding RY, Cheung GS pan, Chen J, Yin XZ, Wang QQ, Zhang CF. Pulp Revascularization of Immature Teeth With Apical Periodontitis: A Clinical Study. J Endod. 2009;35(5):745–9.
Diogenes A, Ruparel NB, Shiloah Y, Hargreaves KM. Regenerative endodontics A way forward. J Am Dent Assoc ; 2016;147(5):372–80.
Diogenes A, Ruparel NB. Regenerative Endodontic Procedures: Clinical Outcomes. Dent Clin North Am. 2017;61(1):111–25.
Feigin K, Shope B, Avdc D. Regenerative Endodontics. J Vet Dent. 2017; 34(3):161–78.
Friedlander LT, Cullinan MP, Love RM. Dental stem cells and their potential role in apexogenesis and apexification. Int Endod J. 2009;42(11):955–62.
Galler KM, Buchalla W, Hiller KA, Federlin M, Eidt A, Schiefersteiner M, Schmalz G.Influence of Root Canal Disinfectants on Growth Factor Release from Dentin. J Endod. 2015 Mar;41(3):363-8. Galler KM, D’Souza RN, Federlin M, Cavender AC, Hartgerink JD, Hecker S, et al. Dentin conditioning codetermines cell fate in regenerative endodontics.J Endod. 2011; 37(11):1536-41. Galler KM. Clinical procedures for revitalization: current knowledge and considerations. Int Endod J. 2016;49(10):926–36.
Gomes-Filho JE , Aurélio KG, Costa MM, Bernabé PF.Comparison of the biocompatibility of different root canal irrigants. J Appl Oral Sci. 2008, 16: 137-14
Graham L, Cooper PR, Cassidy N, Nor JE, Sloan AJ, Smith AJ. The effect of calcium hydroxide on solubilisation of bio-active dentine matrix components. Biomaterials. 2006; 27(14): 2865-73
Gronthos S, Brahim J, Li W, Fisher LW, Cherman N, Boyde a, et al. Stem Cell Properties of human dental stem cells.J Dent Res. 2002;4–9.
Hargreaves KM, Diogenes A, Teixeira FB. Treatment Options : Biological Basis of Regenerative Endodontic Procedures. J Endod. 2013;39(3):S30–43.
Huang GTJ, Sonoyama W, Liu Y, Liu H, Wang S, Shi S. The Hidden Treasure in Apical Papilla: The Potential Role in Pulp/Dentin Regeneration and BioRoot Engineering. J Endod. 2008;34(6):645–51. Huang GTJ. A paradigm shift in endodontic management of immature teeth: Conservation of stem cells for regeneration. J Dent. 2008;36(6):379–86.
Iwaya SI, Ikawa M, Kubuta M. Revascularization of an immature permanente tooth with periodontitis and sinus tract. Dent Traumatol. 2001; 14(4): 185-7.
Jeeruphan, T et al. Mahidol Study 1 : Comparison of Radiographic and Survival Outcomes of Immature Teeth Treated with Either Regenerative Endodontic or Apexification Methods : J Endod.2012
38(10):1330–1336 .
Jung, I.Y., Lee, S.J. & Hargreaves, K.M.. Biologically Based Treatment of Immature Permanent Teeth with Pulpal Necrosis: A Case Series. J Endod. 2008; 34(7):876–887.
Kling M, Cvek M, Mejare I. Rate and predictability of pulp revascularization in therapeutically reimplanted permanent incisors. Endod Dent Traumatol. 1986 Jun;2(3):83-9.
Lopes HP, Siqueira Jr JF(2015). Endodontia: Biologia e técnica. Rio de Janeiro, 4ª Edição. Guanabara Koogan.
Lovelace TW, Henry MA, Hargreaves KM. Evaluation of the Delivery of Mesenchymal Stem Cells into the Root Canal Space of Necrotic Immature Teeth after Clinical Regenerative Endodontic Procedure.J Endod. 2011 Feb;37(2):133–8.
Mccabe, P et al. Revascularization of an immature tooth with apical periodontitis using a single visit protocol: A case report. Int Endod J. 2015, 48(5):484–497.
Namour M, Theys S. Pulp Revascularization of Immature Permanent Teeth: A Review of the Literature and a Proposal of a New Clinical Protocol. The Scientific World Journal. 2014;2014:737503.
doi:10.1155/2014/737503.
Nosrat, A., Kevin Lee, Kunwar V, et al.. Is pulp regeneration necessary for root maturation? J Endod. 2013, 39(10):1291–1295.
Nosrat A, Kolahdouzan A, Hosseini F, Mehrizi EA, Verma P, Torabinejad M. Histologic Outcomes of Uninfected Human Immature Teeth Treated with Regenerative Endodontics: 2 Case Reports. J Endod. 2015; 41(10):1725-9.
Nosrat A, Seifi A, Asgary S. Regenerative endodontic treatment (revascularization) for necrotic immature permanent molars: a review and report of two cases with a new biomaterial. J Endod. 2011;37:562–7
Ostby BN. The role of the blood clot in endodontic therapy an experimental histologic study. Acta Odontol Scand; 1961,19(3): 324-53
Pang N, Lee SJ, Kim E. Effect of EDTA on Attachment and Differentiation of Dental Pulp Stem Cells. J Endod. 2014;40(6):811–7.
Patel, S. et al., 2012. The detection of periapical pathosis using digital periapical radiography and cone beam computed tomography - Part 2: A 1-year post-treatment follow-up. International Endodontic Journal, 45(8), pp.711–723
Peng C, Zhao Y, Wang W, Yang Y, Qin M, Ge L. Histologic Findings of a Human Immature Revascularized/Regenerated Tooth with Symptomatic Irreversible Pulpitis. J Endod. 2017 Jun;43(6):905-909
Petrino JA, Boda KK, Shambarger S, Bowles WR, McClanahan SB. Challenges in Regenerative Endodontics: A Case Series. J Endod. 2010;36(3):536–41.
Ring KC, Murray PE, Namerow KN. The Comparison of the Effect of Endodontic Irrigation on Cell Adherence to Root Canal Dentin. J Endod. 2008;34(12):1474–9.
Scott MB, Zilinski GS, Kirkpatrick TC, Himel VT, Sabey KA, Lallier TE. The Effects of Irrigants on the Survival of Human Stem Cells of the Apical Papilla , Including Endocyn. J Endod. 2018 2018 Feb;44(2): 263-268.
Shah N, Logani A, Bhaskar U. Efficacy of revascularization to induce apexification/apexogenesis in infected, nonvital, immature teeth: a pilot clinical study. J Endod, 2008; 34: 919–25.
Shabahang S. Treatment options: apexogenesis and apexification. Pediatr Dent. 2013 Mar-
Apr;35(2):125-8.Shin SY, Albert JS, Mortman RE. One step pulp revascularization treatment of an immature permanent tooth with chronic apical abscess: A case report. Int Endod J. 2009;42(12):1118– 26.
Shimizu E, Ricucci D, Loghin S. et al.. Histologic observation of a human immature permanent tooth with irreversible pulpitis after revascularization/regeneration procedure. J Endod. 2012, 38(9): 1293– 1297.
Sjögren, U. et al., 1990. Factors affecting the long-term results of endodontic treatment. Journal of Endodontics, 16(10), pp.498–504.
Soares ADJ, Lins FF, Nagata JY, Gomes BPFDA, Zaia AA, Ferraz CCR, et al. Pulp revascularization after root canal decontamination with calcium hydroxide and 2% chlorhexidine gel. J Endod.
2013;39(3):417–20.
Thibodeau B, Teixeira F, Yamauchi M, Caplan DJ, Trope M. Pulp Revascularization of Immature Dog Teeth With Apical Periodontitis. J Endod. 2007;33(6):680–9.
Thibodeau B, Trope M. Pulp revascularization of a necrotic infected immature permanent tooth: case report and review of the literature. Pediatr Dent 2007; 29: 47–50.
Torabinejad M, Turman M. Revitalization of tooth with necrotic pulp and open apex by using platelet- rich plasma: A case report. J Endod ; 2011;37(2):265–8.
Trevino EG, Patwardhan AN, Henry MA, Perry G, Dybdal-Hargreaves N, Hargreaves KM, et al. Effect of irrigants on the survival of human stem cells of the apical papilla in a platelet-rich plasma scaffold in human root tips. J Endod; 2011;37(8):1109–15.
Trope M. Treatment of the Immature Tooth with a Non-Vital Pulp and Apical Periodontitis. Dent Clinics of N Amer.2010; 54(2):pp.313–324.
Wang X, Thibodeau B, Trope M, Lin LM, Huang GTJ. Histologic Characterization of Regenerated Tissues in Canal Space after the Revitalization/Revascularization Procedure of Immature Dog Teeth with Apical Periodontitis. J Endod. 2010;36(1):56–63.
Wiley J, Sons AS, Diogenes A, Y MAH, Teixeira FB, Hargreaves KM. An update on clinical regenerative endodontics. Endodontic Topics; 2013;2–23.
Zhang W, Yelick PC. Vital Pulp Therapy – Current Progress of Dental Pulp Regeneration and Revascularization. Int J Dent. 2010;2010:1–9.
White RR, Hays GL, Janer LR. Residual antimicrobial activity after canal irrigation with chlorhexidine. J Endod. 1997;23(4):229-31.
Windley W, Teixeira F, Levin L, Sigurdsson A, Trope M Disinfection of immature teeth with a triple antibiotic paste. J Endod. 2005; 31:439–43.
Reynolds K, Johnson JD, Cohenca N. Pulp revascularization of necrotic bilateral bi- cuspids using a modified novel technique to eliminate potential coronal discolou- ration: a case report. Int Endod J. 2009;42:84–92.