(*) – Os minutos de competição não oficial estão incluídos nos minutos de treino
Ao analisarmos a tabela, verificamos que, do período pré-competitivo para o período competitivo, a percentagem de jogos em relação aos treinos aumentou 10,5%. Esta diferença em termos de volume de jogos deveu-se ao elevado numero de jogos não oficiais, pois caso estes não tivessem ocorrido o diferencial entre volume de treinos e jogos seria praticamente igual, entre o período pré-competitivo e o período competitivo. Pois segundo Aroso (2014) no período pré-competitivo devemos ter em conta os princípios de progressividade e adaptabilidade, para criar habituação aos exercícios, às sessões de treino, ao jogo (competição) e às estruturas do microciclo, que são caracterizadores e orientadores do período competitivo.
Mas para nós foi extremamente importante criar momentos de competição não oficiais, criando assim oportunidades para os jogadores menos utilizados de ganharem rotinas e minutos de competição, que do nosso ponto de vista, são minutos fundamentais para a evolução dos jovens atletas. Esta estratégia criada por nós visou colmatar algumas lacunas, em primeiro lugar a limitação das substituições no campeonato nacional (três substituições antes do intervalo e duas substituições no decorrer da 2ª parte) e em segundo, tendo em conta a heterogeneidade do nosso plantel em termos de qualidade técnico-tática, permitiu-nos criar momentos de menos pressão para os jogadores menos utilizados adquirirem rotinas de jogo, no que ao nosso modelo de jogo diz respeito, sem terem o receio de errar.
Pré Competitivo Competitivo TOTAL Calendarização 25 de Julho a 20 de
Agosto 22 de Agosto a 16 de Abril
Microciclos 4 34 38 Sessões de Treino 14 107 121 Competição Oficial 0 25 25 Não Oficial 3 13 16 TOTAL 3 38 41 Minutos de Treino 1470 9190 10660 Minutos de Competição Oficial 0 1750 1750 Não Oficial 210 (*) 990 (*) 1200 Tempo Total 1470 10940 12400
Taxonomia
comparativa
do
período
Pré-Competitivo
e
Competitivo
Verificamos, mediante a comparação dos elementos da Taxionomia, entre o período pré-competitivo e o período competitivo, que não existem grandes diferenças de um período para o outro. Em conformidade com que já tinha sido abordado anteriormente sobre a inclusão do modelo e princípios de jogo desde o primeiro treino do pré-competitivo.
O trabalho constante sobre o modelo e princípios de jogo, fez com que nós criássemos contextos de treino de menor complexidade do que o jogo, mas sem desvirtuar o mesmo, de forma a potenciar as capacidades técnico-táticas dos atletas. Desta forma podemos verificar que a utilização dos MEP nas unidades de treino é a nossa prioridade face aos objetivos que queremos atingir no microciclo.
0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80%
Periodo Pré- Competitivo Periodo Competitivo
MPG 8% 11% MEPG 17% 21% MEP 75% 68% Descontext ualizados MPB Finalização Metaespcia lizados Sectores de Jogo Situações Fixas Competitiv os Pré Competitivo 5% 12% 14% 0% 25% 0% 36% Competitivo 3% 18% 9% 9% 15% 0% 35% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40%
Taxonomia - Dimensões Especificas
Analisado de forma mais minuciosa verificamos que os métodos de manutenção da posse da bola, sectores de jogo e competitivos, em conformidade com o que foi referido anteriormente, estão presentes desde o início da época, sendo estes os nossos alicerces para a transmissão de conhecimento e assimilação de comportamentos que vão de encontro ao nosso modelo de jogo.
Os métodos competitivos destacam-se dos restantes por dois motivos:
Devido à grande maioria das unidades de treino, seguindo o princípio de aumento gradual da complexidade, culminar sempre em situação de jogo, formal ou reduzido;
Pelo número elevado de jogos de treino e participação em torneios.
CAPÍTULO VI
6.1 Análise da Competição Oficial
Nesta época, 2016/2017, o campeonato nacional Juniores C (iniciados), e em particular a série onde estávamos inseridos, ficou caracterizada pelo equilíbrio das equipas. Obviamente nesta série destacaram-se, pela sua superioridade coletiva e individual, as equipas do S.L. Benfica, Sporting C.P. e C.F. Belenenses, no que diz respeito ás restantes equipas o equilíbrio foi notório.
Na 1º Fase do Campeonato a superioridade das equipas anteriormente referidas foi evidente, tendo ficando o Sporting em 1º lugar, Benfica em 2º lugar, Belenenses em 3º lugar e Sacavenense em 4º lugar, apurando-se assim para a 2º Fase enquanto as restantes equipas ficaram na fase de manutenção, lutando entre si a duas voltas para determinar quem se mantinha na mesma divisão, pois as 3 últimas classificadas desciam de divisão.
Na fase de manutenção o equilíbrio, entre as equipas, foi ainda mais acentuado, à exceção da equipa do Oeiras que ficou em 1º lugar de uma forma destacada, do 2º ao 5º lugar as equipas entre si ficaram separadas por apenas 1 ponto de diferença, demonstrando o equilíbrio que foi esta série, tendo apenas ficado definido as equipas que desceriam aos distritais a duas jornadas do fim.
Na nossa opinião a competitividade do campeonato é muito boa para o desenvolvimento dos atletas, no entanto, tem a limitação de ter um volume de jogo demasiado baixo, a limitação das substituições, que limita a utilização dos atletas, mas acima de tudo o tempo de transição que existe do ano de Iniciados para Juvenis. Esta transição é demasiado perlongada, pois um Iniciado termina a fase de manutenção/descida do campeonato nacional em Abril e só volta a competir nos distritais como Juvenil B em Setembro/Outubro, estamos a falar de uma paragem de cerca de 5 a 6 meses, este período aumenta ainda mais para as equipas que passaram à 2ª fase e não se apuraram nos primeiros lugares, terminando sensivelmente um mês antes da fase de manutenção/descida.