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3. MATERIAL E MÉTODOS

4.1. Capim-marandu

4.1.2. Período primavera/verão

Na Tabela 9 são apresentados os níveis de significância para os efeitos de intensidade, freqüência de desfolhação e suas interações obtidos por meio da análise de variância para as características morfogênicas e estruturais do capim-marandu.

Tabela 9 - Níveis de significância para os efeitos de intensidade (INT) e freqüência (FREQ) de desfolhação e suas interações para as características morfogênicas e estruturais do capim-marandu, na primavera/verão

Fontes de Variáveis

variação TAlF TApF TSF DVF FIL CLF DPP NFV AC TAlC

INT * ns ns ns ns *** ns ns ns ns

FREQ *** *** ns ns *** ** ns ** *** *** INT*FREQ ns ns ns ns ns ns ns ns ns ns

TAlF = Taxa de alongamento de folhas; TApF = Taxa de aparecimento de folhas; TSF = Taxa de senescência de folhas; DVF = Duração de vida de folhas; CLF = Comprimento de lâmina foliar; DPP = Densidade populacional de perfilhos; NFV = Número de folhas vivas; FIL = Filocrono; AC = Acúmulo de colmo por perfilho; TAlC = Taxa de alongamento do colmo; Significância de 1% (***), 5% (**), 10% (*) e ns = não-significativo.

Não houve interação (P>0,10) entre as intensidades e freqüências de desfolhação para as variáveis morfogênicas e estruturais do capim-marandu no período de primavera/verão, conforme apresentado na Tabela 09. Na Tabela 10 são apresentados os resultados referentes às características morfogênicas do capim-marandu. Observa-se maior TAlF no tratamento com menor intensidade (P=0,0733) e na maior freqüência (P=0,0021) de desfolhação. Maior TApF foi registrada para a maior freqüência de desfolhação (P=0,0035). Não foi observado efeito das diferentes intensidades e freqüências de desfolhação na TSF e na DVF do capim-marandu.

Nos tratamentos com cortes menos freqüentes observa-se maiores valores de filocrono (14,93 e 13,35 dias com 9 e 7 folhas, respectivamente) quando comparados àqueles com cortes mais freqüentes (10,86 dias com 5 folhas).

Tabela 10 - Características morfogênicas do capim-marandu em diferentes intensidades e freqüências de desfolhação no período de primavera/verão

Freqüência de desfolhação*

Intensidade de desfolhação* 5 folhas 7 folhas 9 folhas Médias Taxa de alongamento de folhas

(cm de folha/perfilho.dia)

10 cm 2,132 1,301 1,269 1,567B

20 cm 2,184 1,882 1,477 1,848A

Médias 2,158a 1,591b 1,373b

Taxa de aparecimento de folhas (folhas/dia.perfilho)

10 cm 0,099 0,072 0,069 0,079A

20 cm 0,086 0,078 0,065 0,076A

Médias 0,092a 0,075b 0,067b

Taxa de senescência de folhas (cm de folha/perfilho.dia)

10 cm 0,306 0,566 0,521 0,465A

20 cm 0,697 0,846 0,490 0,678A

Médias 0,501a 0,706a 0,506a

Duração de vida das folhas (dias)

10 cm 40,0 34,4 39,8 37,7A 20 cm 35,2 34,5 38,1 35,9A Médias 37,6a 34,5a 38,5a Filocrono (dias) 10 cm 10,10 13,89 14,49 12,83A 20 cm 11,63 13,82 15,38 13,28A Médias 10,86b 13,35a 14,93a

* Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na coluna e minúscula na linha, não diferem entre si pelo teste Tukey (P>0,10).

Na Tabela 11 são apresentados os resultados referentes às características estruturais do capim-marandu. Apesar de não ter sido verificada interação entre os tratamentos, observou-se que o CLF apresentou

maior (P=0,0001) na menor intensidade de desfolhação. Já para as freqüências de desfolhação, maiores valores de CLF (P=0,0296) foram registrados nos tratamentos de cortes mais freqüentes.

Não se observou o efeito dos tratamentos na DPP (P>0,10). Entretanto, maior NFV (P=0,0425) foi observado nos tratamentos com maior intervalo de cortes, ou seja, nos tratamentos com cortes menos freqüentes.

Maior acúmulo de colmo por perfilho foi observado na desfolhação menos intensa (P=0,0599) e menos freqüente (P=0,0001). Quanto às taxas de alongamento de colmo, estas foram maiores para os tratamentos de cortes menos freqüentes (P=0,0001), que apresentaram alongamento de 0,400 cm/perfilho.dia.

Na Figura 14 são ilustrados os diferentes tratamentos avaliados no período de primavera/verão.

Figura 14 - Capim-marandu nas diferentes intensidades e freqüências de desfolhação no período de primavera/verão.

Tabela 11 - Características estruturais do capim-marandu em diferentes intensidades e freqüências de desfolhação no período de primavera/verão

Freqüência de desfolhação*

Intensidade de desfolhação* 5 folhas 7 folhas 9 folhas Médias Comprimento de lâmina foliar

(cm)

10 cm 21,44 17,79 18,26 19,22B

20 cm 25,51 24,56 22,56 24,22A

Médias 23,48a 21,18ab 20,41b

Densidade populacional de perfilhos (perfilhos/m²)

10 cm 749,92 659,92 543,82 651,22A

20 cm 813,82 675,00 753,75 747,52A Médias 781,87a 677,46a 648,78a

Número de folhas vivas (folhas/perfilho)

10 cm 5,83 6,33 7,00 6,39 A

20 cm 5,33 7,00 7,00 6,44 A

Médias 5,58b 6,67ab 7,00a

Acúmulo de colmo por perfilho (cm)

10 cm 15,57 15,87 37,67 23,03B

20 cm 18,43 23,40 45,77 29,20A

Médias 17,00b 19,63b 41,72a

Taxa de alongamento do colmo (cm/perfilho.dia)

10 cm 0,129 0,180 0,373 0,227A

20 cm 0,137 0,260 0,428 0,275 A

Médias 0,133b 0,220b 0,400a

* Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na coluna e minúscula na linha, não diferem entre si pelo teste Tukey (P>0,10).

Na Tabela 12 são apresentados os níveis de significância para os efeitos de intensidade e freqüência de desfolhação e suas interações sobre as taxas de aparecimento, morte e sobrevivência de perfilhos do capim-marandu no período de primavera/verão. Foram considerados, para efeito de comparações de médias, somente os resultados referentes à primeira desfolhação, uma vez que somente o tratamento na maior freqüência (5 folhas) recebeu dois cortes, e não houve diferença entre os cortes para as variáveis avaliadas.

Tabela 12 - Níveis de significância para os efeitos de intensidade (INT) e freqüência (FREQ) de desfolhação e suas interações para o perfilhamento do capim-marandu na primavera/verão

Variáveis Fontes de variação TApP TMP TSP INT Ns ns Ns FREQ Ns * * INT*FREQ Ns ns Ns

TApP = taxa de aparecimento de perfilhos (perfilhos/100 perfilhos.dia); TMP = taxa de mortalidade de perfilhos (perfilhos/100 perfilhos.dia); TSP = taxa de sobrevivência de perfilhos (perfilhos/100 perfilhos.dia); Significância de 1% (***), 5% (**), 10% (*) e ns = não-significativo.

As taxas de aparecimento (TApP), mortalidade (TMP) e sobrevivência de perfilhos (TSP) no período de 17/10/02 a 1º/03/03 são apresentadas na Tabela 13. Pode-se observar que as duas intensidades de desfolhação não influenciaram (P>0,10) as taxas de aparecimento de perfilhos. As TApP e TSP também não diferiram (P>0,10) nas freqüências de desfolhação avaliadas, conforme pode ser observado na Tabela 14.

Na Tabela 14 verifica-se que as TMP foram diferentes (P=0,0286) nas freqüências de desfolhação avaliadas no período de 17/10/02 a 1º/03/03. Verifica-se que as desfolhações mais freqüentes condicionaram maiores valores de TMP (0,848 perfilho/100 perfilhos.dia).

Tabela 13 - Taxas de aparecimento, mortalidade e sobrevivência de perfilhos do capim-marandu (perfilhos/100 perfilhos.dia) no período de 17/10/02 a 1º/03/03 nas intensidades de desfolhação

Taxas de perfilhamento Intensidade de desfolhação*

Pr>F

10 cm 20 cm Taxa de aparecimento de perfilhos

(perfilhos/100 perfilhos.dia) 0,447a (0,098) 0,468a (0,091) 0,8012

Taxa de mortalidade de perfilhos (perfilhos/100 perfilhos.dia) 0,597a (0,220) 0,541a (0,144) 0,6689

Taxa de sobrevivência de perfilhos (perfilhos/100 perfilhos.dia) 0,677a (0,391) 0,678a (0,392) 0,9899

* O número de dias do período é diferente em função dos tratamentos aplicados: 10 cm = 17/10/02 a 26/01/03 e 20 cm = 17/10/02 01/02/03.

* Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na coluna e minúscula na linha, não diferem entre si pelo teste Tukey (P>0,10).

Números entre parênteses correspondem ao erro-padrão da média.

Tabela 14 - Taxas de aparecimento, mortalidade e sobrevivência de perfilhos do capim-marandu (perfilhos/100 perfilhos.dia) no período de 17/10/02 a 1º/03/03 nas freqüências de desfolhação

Taxas de perfilhamento Freqüência de desfolhação* Pr>F 5 folhas 7 folhas 9 folhas

Taxa de aparecimento de perfilhos

(perfilhos/100 perfilhos.dia) 0,455a (0,086) 0,421a (0,062) 0,497a (0,125) 0,7640

Taxa de mortalidade de perfilhos

(perfilhos/100 perfilhos.dia) 0,848a (0,181) 0,470b (0,101) 0,390b (0,143) 0,0286

Taxa de sobrevivência de perfilhos

(perfilhos/100 perfilhos.dia) 0,806a (0,465) 0,654a (0,377) 0,573a (0,331) 0,3539

* O número de dias do período é diferente em função dos tratamentos aplicados: 5 folhas = 17/10/02 a 18/12/02; 7 folhas = De 17/10/02 a 15/01/03 e de 9 folhas = 17/10/02 a 01/02/03 * Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na coluna e minúscula na linha, não diferem

Nas Figuras 15, 16 e 17 são apresentados os resultados referentes à dinâmica populacional de perfilhos para os tratamentos avaliados. Observa-se, na freqüência de desfolhação de 5 folhas, que foram realizados dois cortes.

Figura 15 - Dinâmica populacional de perfilhos para os tratamentos com intensidade de desfolhação de 10 e 20 cm na freqüência de 5 folhas para o capim-marandu (* Número de dias entre o corte inicial e a primeira desfolhação; ** Número de dias de cada intervalo de desfolhação).

Dinâmica de perfilhamento do corte a 10 cm com 5 folhas

0 300 600 900 1200 1500 0 74 104 137 167 209 268 330

Período de Avaliação (Dias)

Número de Perfilhos (m²) 8ªGer 7ªGer 6ªGer 5ªGer 4ªGer 3ªGer 2ªGer 1ªGer 209 dias* 59+62=121 dias**

Dinâmica de perfilhamento do corte a 20 cm com 5 folhas

0 300 600 900 1200 1500 0 74 104 137 167 209 271 344

Período de Avaliação (Dias)

Número de Perfilhos (m²) 8ªGer 7ªGer 6ªGer 5ªGer 4ªGer 3ªGer 2ªGer 1ªGer 209 dias* 62+67=135 dias**

Figura 16 - Dinâmica populacional de perfilhos para os tratamentos com intensidade de desfolhação de 10 e 20 cm na freqüência de 7 folhas para o capim-marandu.

Dinâmica de perfilhamento do corte a 10 cm com 7 folhas

0 300 600 900 1200 1500 0 74 104 137 167 209 297

Período de Avaliação (Dias)

Número de Perfilhos (m²) 7ªGer 6ªGer 5ªGer 4ªGer 3ªGer 2ªGer 1ªGer 209 dias 88 dias D i n â m i c a d e p e r f ilh a m e n t o d o c o r t e a 2 0 c m c o m 7 f o l h a s 0 300 600 900 1200 1500 0 74 104 137 167 209 299

Período de Avaliação (Dias)

Número de Perfilhos (m²) 7ªGer 6ªGer 5ªGer 4ªGer 3ªGer 2ªGer 1ªGer 209 dias 90 dias

Figura 17 - Dinâmica populacional de perfilhos para os tratamentos com intensidade de desfolhação de 10 e 20 cm na freqüência de 9 folhas para o capim-marandu.

Na Tabela 15 são apresentados os níveis de significância para os efeitos de intensidade e freqüência de desfolhação e sua interação obtidos por meio da análise de variância para a produção de forragem e composição morfológica do capim-marandu, no período de primavera/verão.

Dinâmica de perfilhamento do corte a 10 cm com 9 folhas

0 300 600 900 1200 1500 0 74 104 137 167 209 310

Período de Avaliação (Dias)

Número de Perfilhos (m²) 7ªGer 6ªGer 5ªGer 4ªGer 3ªGer 2ªGer 1ªGer 209 dias 101 dias

Dinâmica de perfilhamento do corte a 20 cm com 9 folhas

0 300 600 900 1200 1500 0 74 104 137 167 209 316

Período de Avaliação (Dias)

Número de Perfilhos (m²) 7ªGer 6ªGer 5ªGer 4ªGer 3ªGer 2ªGer 1ªGer 209 dias 107 dias

Tabela 15 - Níveis de significância para os efeitos de intensidade (INT) e freqüência (FREQ) de desfolhação e suas interações para produção de forragem (kg/ha de MS) e composição morfológica do capim-marandu, na primavera/verão Variáveis Fontes de variação PF %L %C %MM INT *** *** ** * FREQ ** *** *** * INT*FREQ *** *** ns ns

PF = Produção de forragem (kg/ha de MS); %L = % de lâmina foliar; %C = % de colmo; %MM = % de material morto; Significância de 1% (***), 5% (**), 10% (*) e ns = não significativo.

Houve interação entre as intensidades e freqüências de desfolhação para produção de forragem (P=0,0030) e para produção de lâminas foliares (P=0,0030). Na Tabela 16 são apresentados os resultados referentes à PF, onde pode ser observado que o corte a 20 cm apresentou PF superior nos cortes menos freqüentes (7 e 9 folhas). No corte a 10 cm, maior produção de forragem foi observada na freqüência de desfolhação de 9 folhas, ao passo que a 20 cm, maior PF foi obtida na freqüência intermediária (de 7 folhas).

Tabela 16 - Produção de forragem (kg/m² de MS) do capim-marandu no período de 17/10/02 a 1º/03/03

Freqüência de desfolhação*

Intensidade de desfolhação* 5 folhas 7 folhas 9 folhas Médias

10 cm 0,910Aab 0,800Bb 0,973Ba 0,894

20 cm 0,951Ab 1,535Aa 1,208Aab 1,231

Médias 0,931 11675 1,090

* Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na coluna e minúscula na linha não diferem entre si pelo teste Tukey (P>0,10).

Na Tabela 17 verifica-se que na intensidade de desfolhação de 10 cm, a maior produção de lâminas foliares foi observada no corte mais freqüente, ao passo que na intensidade de desfolhação de 20 cm, maior produção de lâminas foliares foi observada na freqüência de 7 folhas (0,580 e 0,865 kg/m² de MS, respectivamente).

Tabela 17 - Produção de lâminas (kg/m² de MS) do capim-marandu no período de 17/10/02 a 1º/03/03

Freqüência de desfolhação*

Intensidade de desfolhação* 5 folhas 7 folhas 9 folhas Médias

10 cm 0,580Aa 0,433Bb 0,415Ab 0,476

20 cm 0,565Ab 0,865Aa 0,430Ab 0,620

Médias 0,573 0,649 0,423

* Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na coluna e minúscula na linha, não diferem entre si pelo teste Tukey (P>0,10).

Considerando os dois cortes.

Houve diferença para a produção de colmo (P>0,10) nas intensidades e nas freqüências de desfolhação estudadas (Tabela 18). Maiores produções de colmo foram obtidas nos tratamentos de resíduo 20 cm e com maior freqüência entre desfolhações.

Tabela 18 - Produção de colmo (kg/m² de MS) do capim-marandu no período de 17/10/02 a 1º/03/03

Freqüência de desfolhação*

Intensidade de desfolhação* 5 folhas 7 folhas 9 folhas Médias

10 cm 0,251 0,285 0,433 0,323B

20 cm 0,269 0,485 0,573 0,442A

Médias 0,260b 0,385ab 0,503a

* Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na coluna e minúscula na linha, não diferem entre si pelo teste Tukey (P>0,10).

Considerando as médias de produção de material morto, foram observados maiores valores para o corte menos intenso (P=0,0076) e menos freqüente (P=0,0998), com produção de 0,169 e 0,165 kg/m² de MS na intensidade de 20 cm e freqüência de 9 folhas, respectivamente (Tabela 19).

Tabela 19 - Produção de material morto (kg/m² de MS) do capim-marandu no período de 17/10/02 a 1º/03/03

Freqüência de desfolhação*

Intensidade de desfolhação* 5 folhas 7 folhas 9 folhas Médias

10 cm 0,079 0,083 0,125 0,095B

20 cm 0,118 0,185 0,205 0,169A

Médias 0,098b 0,134ab 0,165a

* Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na coluna e minúscula na linha, não diferem entre si pelo teste Tukey (P>0,10).

Considerando os dois cortes.

A Figura 18 apresenta a contribuição dos componentes morfológicos da produção total para os diferentes tratamentos avaliados. Ressalva deve ser feita, contudo, para o tratamento com intervalo de desfolhação de 5 folhas, para o qual foram consideradas as produções das duas desfolhações.

0,00 0,20 0,40 0,60 0,80 1,00 1,20 1,40 1,60 1,80 10/5f 10/7f 10/9f 20/5f 20/7f 20/9f Tratamentos Produção de Forragem (kg/m² de MS) Material Morto Colmo Lâmina

Figura 18 - Contribuição dos diferentes componentes morfológicos da produção total de forragem (kg/m² de MS) do capim-marandu nas diferentes intensidades e freqüências de desfolhação, no período de 17/10/02 a 1º/03/03.

Na Tabela 20 são apresentados os níveis de significância para os efeitos de intensidade e freqüência de desfolhação e de sua interação obtidos por meio da análise de variância para as taxas de acúmulo de forragem do capim- marandu, no período de primavera/verão.

Tabela 20 - Níveis de significância para os efeitos de intensidade (INT) e freqüência (FREQ) de desfolhação e suas interações para as taxas de acúmulo de lâminas, taxa de produção de colmo, taxa de senescência e acúmulo líquido de forragem (kg/ha.dia de MS) do capim-marandu, na primavera/verão

Variáveis Fontes de

variação

TAcF TAcC TS TAcL

INT *** ** ns ***

FREQ *** *** ns ***

INT*FREQ ns ns ns *

TAcF = Taxa de acúmulo de lâminas (kg/ha.dia de MS); TAcC = Taxa de acúmulo de colmo; TS = Taxa de senescência; TAcL = Taxa de acúmulo líquido de forragem; Significância de 1% (***), 5% (**), 10% (*) e ns = não significativo.

Houve interação entre as intensidades e freqüências de desfolhação somente para o acúmulo líquido de forragem (P=0,0753). Para as taxas de acúmulo de lâminas e de colmo, houve efeito (P<0,010) das diferentes intensidades e freqüências de desfolhação.

Na Tabela 21 são apresentados os resultados referentes as TAcF, onde pode ser observado que o corte a 20 cm apresentou TAcF superiores (P=0,0083). Com relação às freqüências de desfolhação, o corte mais freqüente foi o que apresentou TAcF superior (P=0,0001) aos demais.

Na Tabela 22 verifica-se o efeito das intensidades e freqüências de desfolhação nas TAcC. As desfolhações menos freqüentes e menos intensas apresentaram maiores TAcC (P<0,10). Como pode ser observado na Tabela 23, não houve efeito (P>0,10) dos tratamentos para as TS.

Tabela 21 - Taxas de acúmulo de lâminas (kg/m².dia de MS) do capim- marandu no período de 17/10/02 a 1º/03/03

Freqüência de desfolhação*

Intensidade de desfolhação* 5 folhas 7 folhas 9 folhas Médias

10 cm 0,0012 0,0005 0,0005 0,0007B

20 cm 0,0012 0,0008 0,0007 0,0009A

Médias 0,0012a 0,0006b 0,0006b

* Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na coluna e minúscula na linha, não diferem entre si pelo teste Tukey (P>0,10).

Tabela 22 - Taxas de acúmulo de colmo (kg/m².dia de MS) do capim-marandu no período de 17/10/02 a 1º/03/03

Freqüência de desfolhação*

Intensidade de desfolhação* 5 folhas 7 folhas 9 folhas Médias

10 cm 0,0002 0,0002 0,0004 0,0003B

20 cm 0,0002 0,0003 0,0007 0,0004A

Tabela 23 - Taxas de senescência (kg/m².dia de MS) do capim-marandu no período de 17/10/02 a 1º/03/03

Freqüência de desfolhação*

Intensidade de desfolhação* 5 folhas 7 folhas 9 folhas Médias

10 cm 0,0002 0,0002 0,0003 0,0003A

20 cm 0,0005 0,0004 0,0003 0,0004A

Médias 0,0004a 0,0003a 0,0003a

* Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na coluna e minúscula na linha, não diferem entre si pelo teste Tukey (P>0,10).

Para as TAcL houve efeito das freqüências de desfolhação na intensidade de 10 cm, onde maior TAcL foi observada no corte mais freqüente (P=0,0198) (Tabela 24). Por outro lado, nas diferentes freqüências de desfolhação, somente o tratamento com 9 folhas apresentou maior TAcL na intensidade de 20 cm. Na Figura 19 as taxas de acúmulo de lâmina, acúmulo de colmo e senescência (kg/m².dia de MS) do capim-marandu são apresentadas graficamente.

Tabela 24 - Acúmulo líquido de forragem (kg/m².dia de MS) do capim-marandu no período de 17/10/02 a 1º/03/03

Freqüência de desfolhação*

Intensidade de desfolhação* 5 folhas 7 folhas 9 folhas Médias

10 cm 0,0012aA 0,0004bA 0,0007bB 0,0008 20 cm 0,0010aA 0,0008aA 0,0011aA 0,0010

Médias 0,0011 0,0006 0,0009

* Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na coluna e minúscula na linha não diferem entre si pelo teste Tukey (P>0,10).

0,0000 0,0002 0,0004 0,0006 0,0008 0,0010 0,0012 0,0014 0,0016 0,0018 0,0020 10/5 f 10/7 f 10/9 f 20/5f 20/7 f 20/9 f Tratamentos

Taxas de Acúmulo de Forragem

(kg/m².dia de MS)

Figura 19 - Taxas de acúmulo de lâminas, de colmo e senescência (kg/m².dia de MS) do capim-marandu nas diferentes intensidades e freqüências de desfolhação, no período de 17/10/02 a 1º/03/03.

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