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Optamos pela observação participante pelo contato direto da pesquisadora com o fenômeno observado, por apreender as ações dos atores em seu contexto natural, a partir de suas perspectivas e seus pontos de vista buscando descrever “os sujeitos e seus aspectos pessoais e particulares, o local e suas circunstâncias, o tempo e suas variações, as ações e suas significações, os conflitos e a sintonia de relações interpessoais e sociais, e as atitudes e os comportamentos diante da realidade” (CHIZZOTTI, 1995, p. 90).

Primeiramente, ao chegarmos na escola foi feita uma conversa inicial e o pedido de autorização para fazer a pesquisa aos gestores, por meio da assinatura da carta de apresentação do pesquisador (APÊNDICE A). E, posteriormente, uma conversa com os professores e entrega da carta convite (APÊNDICE B) e do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (APÊNDICE C) para autorização e esclarecimentos sobre sua participação.

Assim, foi possível articular os encontros diretamente com os professores conforme suas disponibilidades e da pesquisadora. Vale ressaltar, para resguardar a identidade desses interlocutores foi utilizado ao longo da pesquisa nomes fictícios, descritos a seguir juntamente com a caraterização de sua escola.

Na WSC haviam três professoras e um professor: 1º ano, Luna (Português) e PJ (História) e do 2º ano, Fernanda (Português) e 3º ano, Kátia (Português), todas(os) lecionam somente DPS/P na escola. Para garantir maior aproximação com o campo para as primeiras observações demos a preferência aos que eram do 1º ano e do 2º ano. Ao total foram 15 encontros distribuídos dessa forma: em 2015, dois dias; em 2016, sete dias; em 2017, seis dias.

Importante ressaltar que a maior contato com o 2º ano, nesta escola, foi uma experiência pessoal da pesquisadora, melhor detalhada na nota de observação Nº 6 (APÊNDICE D), embora tenha ocorrido em dias diferentes foi percebido ao longo da semana que poucos foram os registros então, ficou resolvido para dar maior qualidade a descrição juntar em um único documento (QUADRO 3). Vale ressaltar que essa experiência culminou na decisão pela escrita de um texto ficcional de uma professora de DPS-P juntamente com a reflexão de seus colegas de trabalho “Carta-detalhe: indícios da experiência docente com NTPPS”.

Quadro 3 – Calendário de encontros na E.E.F.M.W.S.C.

DIAS ATIVIDADE

1º 13/10/2015 NOTA 1: Ida à escola para conversar com diretor e profa. DPS/P

2º 27/11/2015 NOTA 2: I Feira do NTPPS

GREVE DE PROFESSORES E ESTUDANTES (25/04/2016 – 09/08/2016) 3º 22/09/2016 NOTA 3: Ida a escola para fechar compromisso mediante

assinatura de autorização (gestão e professores) para pesquisa e conversa com todos os professores de DPS/P 4º 24/10/2016 NOTA 4: Participei de uma aula do 1º ano com profa.

Luna*

5º 31/10/2016 NOTA 5: Banca avaliadora de trabalhos da turma 1º A 6º 22/11/2016 NOTA 6: Aula da pesquisadora na turma 2º A, B e E 7º 23/11/2016 NOTA 6: Aula da pesquisadora na turma 2º C, D e F 8º 24/11/2016 NOTA 6: Aula da pesquisadora na turma 2º A, B e E 9º 25/11/2016 NOTA 6: Aula da pesquisadora na turma 2º C, D e F 10º 11/01/2017 NOTA 7: Entrevista pré-teste com os jovens (pela tarde) 11º 12/01/2017 NOTA 8: Entrevista pré-teste com professora Kátia* 12º 18/01/2017 NOTA 9: Entrevista pré-teste com professora Luna* e prof.

PJ*

13º 19/01/2017 NOTA 10: Visita a escola e conversa com jovens no pátio 14º 27/01/2017 NOTA 11: II Feira NTPPS (fotografando o evento e vendo

alguns trabalhos) e convite para pesquisa e entrega do TCLE aos jovens

15º 03/02/2017 NOTA 12: Entrevista em grupo G02(manhã) e G03 (tarde)

Fonte: autoria da pesquisadora com base nas notas de observação (APÊNDICE D).

Na JM haviam quatro professoras e um professor: 1º ano, Fátima (Geografia), Rita (Português) e Ed (Física); 2º ano, Fátima e Joyce (Artes/dança) e 3º ano, Roberta (sem contato). Todas(os) lecionam somente DPS/P na escola. Para garantir maior aproximação com o campo deu-se a preferência aos que eram do 1º ano e do 2º ano. Foram 13 encontros distribuídos dessa forma: em 2015, um dia; em 2016, dois dias; em 2017, dez dias (QUADRO 4).

Quadro 4 - Calendário de encontros na E.E.F.M.J.M.

ENC. DIAS ATIVIDADES

1º 22/09/2015 NOTA 1: Fui a escola para falar com professora-

coordenadora do NTPPS na E.M.M.J.M. para solicitar a sua monografia de especialização referente ao NTPPS e possível entrevista.

2º 20/09/2016 NOTA 2: Ligação para o novo coordenador NTPPS para marcar o melhor dia a ir na escola para assinatura do termo de autorização para pesquisa

3º 22/09/2016 NOTA 3: Ida a escola para fechar compromisso mediante assinatura de autorização para pesquisa

GREVE DE PROFESSORES E ESTUDANTES (25/04/2016 – 09/08/2016) 4º 10/01/2017 NOTA 4: Acompanhei professora Fátima* em um dia de

5º 11/01/2017 NOTA 5: Entrevista pré-teste com os jovens. Assinatura do TCLE e entrevista com professora Fátima* (pela manhã) 6º 12/01/2017 NOTA 6: Assinatura do TCLE e entrevista com professores:

Joyce* e Ed*

Banca de uma turma do professor Ed

7º 17/01/2017 NOTA 7: Banca de uma turma professora Fátima*

8º 19/01/2017 NOTA 8: Entrevista pré-teste com professora: Rita e banca de uma turma professora Joyce (manhã)

9º 24/01/2017 NOTA 9: Conversa com jovens em sala de aula para convite para pesquisa e entrega do TCLE

10º 26/01/2017 NOTA 9: Conversa com jovens em sala de aula para convite para pesquisa e entrega do TCLE

11º 02/02/2017 NOTA 10: Entrevista em grupo com jovens G01 (tarde) 12º 06/02/2017 NOTA 10: Entrevista em grupo com jovens G04 (manhã) 13º 07/02/2017 NOTA 10: Entrevista em grupo com jovens G05 (manhã) Fonte: autoria da pesquisadora com base nas notas de observação (APÊNDICE E).

Vale ressaltar, foi escolhido pela pesquisadora, em alguns momentos aglutinar notas de observação, em ambas escolas, quando as mesmas não eram feitas no mesmo dia da observação. Havendo diferença entre a quantidade de dias em comparação com as notas. Optando analiticamente pela quantidade de dias. Outra questão importante, refere-se aos espaçamentos entre os encontros. Eles demonstram as dificuldades e as rearticulações ocorridas durante o processo da pesquisa, pois inicialmente não foi pensado em observações eram somente entrevistas com professores. Assim, foram feitas as adaptações necessárias até o período da qualificação dia 06 de outubro de 2016, dentre elas a mudança do quadro teórico.

Durante esse período, optou-se pela entrevista individual aberta ou em profundidade (MINAYO, 2010) onde o professor é convidado a falar sobre um tema e as perguntas do pesquisador, quando são feitas buscam dar mais profundidade as reflexões. Nesse intuito, foram escolhidos dentre o total de nove educadores e educadoras somente cinco conforme os critérios de inclusão das respectivas escolas.

Na WSC foram três, duas professoras (Luna e Kátia) e um professor (PJ). O critério para escolha foi ter experiência na disciplina de DPS/P acima de um ano e/ou lecionado em turma de 2º ano, em qualquer ano. Essa adaptação foi feita por conta da saída, em 2016, da professora do 2º ano como pela receptividade do corpo docente.

Na JM foram duas professoras (Fátima e Joyce). O critério para escolha foi ter experiência na disciplina de DPS/P acima de três anos e lecionado em turma de 2º ano em 2016.

Com isso, foi traçado um tópico guia para nortear tendo como base os documentos referente a proposta NTPPS e alguns indícios durante as primeiras observações na escola, esses são os pontos: aspectos positivos e negativos da implantação do NTPPS na escola; a escolha dos temas de pesquisa pelos jovens e o processo de orientação; relação do NTPPS e as áreas de conhecimento; as diferenças entre as turmas do ensino médio no decorrer da pesquisa; Núcleo e sua relação com as características da juventude.

Importante ressaltar, que a primeira pergunta sobre os aspectos positivos e negativos foi escolhida por possibilitar uma visão geral dos mesmos sobre o NTPPS. Permitindo aprofundamento por tópico de interesse da pesquisadora com base nos caminhos narrados por cada educadora e educador.

Nesse caminho, buscou-se compor a descrição analítica da seção posterior “Carta- detalhe: experiência docente com NTPPS” deste estudo, a partir das transcrições dos áudios (ANEXO A-C) das entrevistas como pelas notas de observação feitas após cada momento (APÊNDICE D-E). Fazendo confluência entre pesquisadora, educadoras e educador formando um “corpo-docente” ficcional personificado na professora Klertianny que enviou a “carta- socorro” para Charlot e Freire. Para identificar cada colaborador desta pesquisa basta ficar atento a numeração de referência ao final de cada frase.